Fique de olho! 30/07/2013
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Uma das formas de notar a escoliose é abaixar até alcançar o tornozelo, o que evidencia a linha da coluna e seus desvios.Muitas vezes, os sintomas são percebidos desde a infância e podem causar sérios problemas.
Ao olhar no espelho você tem o costume de reparar no seu corpo? Esse
simples hábito pode ajudar a diagnosticar uma doença silenciosa chamada
escoliose — um desvio lateral da coluna, que forma uma sinuosidade,
geralmente em forma de "S".
Ao olhar a pessoa de frente, é
possível perceber a presença do problema. Isso porque ela tende a
apresentar os ombros desalinhados — na postura correta, eles devem ser
simétricos. Em casos mais graves, a escoliose pode até fazer com que a
pessoa manque levemente.
Outra forma de notar o desvio é fazendo
com que a pessoa, em pé, abaixe até alcançar o tornozelo, o que
evidencia a linha da coluna e seus desvios. Segundo o neurocirurgião
formado pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN)
Mauricio Mandel, a escoliose pode ter origem neurológica, muscular ou
congênita. Na maioria dos casos, não é possível determinar as causas e
então se recebe o nome de escoliose idiopática.
— A escoliose
idiopática em adolescentes é o tipo mais comum devido à fase do estirão,
no início da puberdade, quando há um crescimento rápido, e afeta mais
as meninas do que os meninos — afirma Mandel.
Já a escoliose
congênita, que é de nascença, acontece devido a um problema na formação
dos ossos da coluna vertebral ou na fusão de costelas durante o
desenvolvimento do feto.
A neuromuscular, por sua vez, é causada
por problemas associados à fraqueza muscular, paralisia cerebral ou
distrofia muscular. A escoliose não apresenta sintomas e nem dor, o que
prejudica ainda mais o diagnóstico desse desvio na coluna.
Pais, atenção aos sinais
Desde
a infância os pais conseguem perceber sinais de que a criança possa vir
a apresentar problemas de escoliose no futuro. Ombros com alturas
diferentes, cabeça não alinhada diretamente acima da pelve, proeminência
da caixa torácica ao dobrar o corpo, cintura desigual ou um quadril
levantado em relação ao outro são alguns sinais que indicam a doença.
Além
disso, a escoliose avançada pode causar dores na coluna, rigidez, dor
depois de um período prolongado sentado ou em pé, dificuldades para
respirar e até fadiga.
Mais grave do que você pensa Quanto
maior for a curva inicial da coluna vertebral, maior será a chance de
que a escoliose se agrave após a conclusão da fase de crescimento e que
cause problemas respiratórios.
Não há necessidade de fazer uma
cirurgia nos portadores de escoliose primária com deformidade abaixo de
20 graus; para esse recomendam-se exercícios, a prática de natação e o
acompanhamento com um especialista. Adolescentes em crescimento com
curvas entre 20 a 45 graus devem utilizar coletes que mantêm a coluna
correta.
— Os coletes utilizados são o de Boston, que vão da
cintura até as axilas, ou de Milwalkee, que vão da cintura até o queixo.
O colete é utilizado até o fim do crescimento ósseo, que ocorre entre
16 a 18 anos nos meninos e cerca de três anos após a primeira
menstruação nas meninas — revela Mendel.
Em curvas maiores do
que 40 graus, entretanto, é necessário recorrer à cirurgia. Ela visa
corrigir a curva e encaixar os ossos dentro dela. Para isso, eles são
fixados no lugar correto com uma ou duas hastes de metal presas com
ganchos, até que o osso seja recuperado. A incisão é feita por meio de
um corte nas costas, no abdômen ou abaixo das costelas. Após a cirurgia o
paciente tende a ter uma boa recuperação e levar uma vida saudável.
"CUIDADO COM OS DESVIOS NA COLUNA, ELES PODEM SER ESCOLIOSE"
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