Previna-se! 12/11/2013
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Com a medicação adequada, pode se ter melhora em menos de uma semana. Entre os fatores de risco para o
desenvolvimento da patologia estão o fumo, o álcool, reações alérgicas e
resfriados não tratados.
Febre alta, tosse, dor no tórax, alterações da pressão arterial,
confusão mental, mal-estar generalizado, falta de ar, secreção de cor
amarelada ou esverdeada, toxemia — provocados pelas toxinas carregadas
pelo sangue — e fraqueza são os sintomas da pneumonia. A doença é
causadora de 17% das mortes de crianças até cinco anos de idade, de
acordo com análises do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Dados da Organização Mundial da Saúde também mostram que 99% desses
óbitos acontecem em países que ainda estão em desenvolvimento.
Para conscientizar e mobilizar as nações sobre os males da pneumonia
criou-se o Dia Mundial de Combate à Pneumonia — 12 de novembro.
Neste ano, a principal ação no Brasil para lembrar a data é a
campanha “Previna-se: encare a pneumonia de peito aberto”, realizada
pela Associação Brasileira de Imunizações (SBIm), Sociedade Brasileira
de Pneumologia e Tsiologia (SBPT), Sociedade Brasileira de Geriatria e
Gerontologia (SBGG) e Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI). O
objetivo é alertar a população sobre a pneumonia e a importância da
prevenção após os 50 anos.
O pneumologista Mauro Kreibich explica que a pneumonia é uma infecção
no pulmão provocada por microorganismos — bactérias, fungos e vírus,
por exemplo —, que afetam o espaço alveolar, no qual ocorre a troca
gasosa e, junto com a via condutora, também ocorre a circulação de ar.
— É uma doença que pode atingir todas as idades, mas principalmente
as crianças e os idosos. Entre os fatores de risco estão o fumo, o
álcool, reações alérgicas e resfriados não tratados e mudanças bruscas
de temperatura. Por isso, evitar esses fatores é fundamental para a
prevenção, assim como a boa higienização e uma alimentação rica em
vitaminas, para reforçar o organismo — alerta o médico. Kreibich ainda ressalta a importância da vacinação, que pode diminuir
os riscos de contrair a doença, como as vacinas contra o vírus
influenza e contra o pneumococo.
Diagnóstico
O acompanhamento médico pode ser o suficiente para diagnosticar a
doença. A partir do diagnóstico se parte para os exames necessários
conforme cada caso, para auxiliar no melhor tratamento, como as
radiografias do tórax, o exame de sangue e a asculta pulmonar. Além
disso, outro exame importante é o do escarro, que verifica qual
microorganismo foi o responsável por desencadear a doença.
Tratamento
O tratamento é feito principalmente com antibióticos e definido de
acordo com cada paciente.
Com a medicação adequada pode se ter melhora
em menos de uma semana. Mas, muitas vezes, a internação hospitalar se
torna necessária, devido aos sintomas como febre alta, falta de
oxigenação e comprometimento com outros órgãos do corpo, o que acontece
com mais frequência em pacientes acima dos 50 anos.
Kreibich afirma que aos sinais dos primeiros sintomas é fundamental
procurar orientação médica, para que o tratamento seja mais eficaz e
rápido.
"DIA MUNDIAL DE COMBATE À PNEUMONIA LANÇA ALERTA SOBRE A DOENÇA"
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