Boas notícias 19/07/2013
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Pesquisas trazem boas notícias sobre o Alzheimer, uma doença neurodegenerativa que provoca perda de memória.O prolongamento das atividades profissionais contribui para os estímulos cognitivos, o que diminui o risco de demência.
Pesquisas recentes revelam boas notícias sobre o mal de Alzheimer: a
frequência desta doença cerebral incurável, que afeta sobretudo as
pessoas mais idosas, pode ser menor que a prevista, e seu risco cairia
com o adiamento da aposentadoria.
Pessoas com mais de 90 anos estariam, inclusive, mais alertas
mentalmente que os nonagenários de há 10 anos, indica uma pesquisa
realizada há pouco tempo por pesquisadores da Dinamarca.
Embora ainda não exista um tratamento eficaz para curar ou atrasar o
Alzheimer, uma doença neurodegenerativa que provoca perda de memória,
uma diminuição das funções cerebrais e até uma modificação da
personalidade, estas pesquisas trazem agora novas esperanças.
Segundo um estudo britânico publicado na revista científica The
Lancet, a porcentagem de pessoas de 65 anos ou mais velhas que sofrem de
Alzheimer teria baixado na Grã-Bretanha quase 25% em um período de 20
anos, passando de 8,3% para 6,5%.
Os pesquisadores, dirigidos pela epidemiologista Carol Brayne, do
Instituto de Saúde Pública da Universidade de Cambridge, compararam dois
grupos de sete mil pessoas nas mesmas regiões da Inglaterra e de Gales.
O primeiro estudo foi realizado no início dos anos 1990 e o segundo
entre 2008 e 2011.
Com base nas estatísticas obtidas nos dois estudos, os especialistas
concluíram que o número de pessoas com mal de Alzheimer na Grã-Bretanha
chegou a 884.000 em 2008, mas caiu a 670.000 em 2011. Os números geraram
otimismo ao sugerir que 114.000 pessoas a menos estariam sofrendo esta
terrível doença no Reino Unido.
A notícia é importante e vai contra uma série de projeções atuais: a
maioria dos governos europeus se prepara para elaborar programas
específicos contra o Alzheimer baseados em projeções que sugerem uma
forte alta do número de doentes.
Segundo estimativas fornecidas em março pelos protagonistas de um
projeto europeu de cooperação sobre o mal de Alzheimer, mais de 10
milhões de pessoas com mais de 65 anos podem sofrer de Alzheimer em 2040
na Europa, contra 6,3 milhões em 2011.
Outra boa notícia vem de estudos que apontam que adiar a data da aposentadoria contribuiria para atrasar o Alzheimer.
Esta é a conclusão de um estudo realizado pelo Instituto Francês de
Saúde e Pesquisa Médica (Inserm), cujos resultados preliminares foram
apresentados nesta semana em Boston, nos Estados Unidos, durante a
Conferência da Associação Internacional do Alzheimer.
Este estudo, realizado com 429.000 pessoas, concluiu que cada ano
adicional de trabalho depois de completar os 60 anos reduziria em quase
3% o risco de sofrer desta doença cerebral irreversível, que destrói
progressivamente a memória e as habilidades cognitivas.
— Nossos dados demonstram que uma idade tardia de aposentadoria está
associada a uma diminuição altamente significativa do risco de demência —
ressaltou a epidemiologista Carole Dufouil, que dirigiu o estudo do
Inserm.
Estudos epidemiológicos anteriores demonstraram que pessoas que têm
um nível avançado de estudo ou de atividades estimulantes no plano
cognitivo têm menor risco de desenvolver o mal de Alzheimer.
— A hipótese levantada com mais frequência é a de que os estímulos
intelectuais contribuiriam para preservar a reserva cognitiva,
atrasando, assim, as consequências clínicas de anomalias cerebrais —
explicou a pesquisadora francesa.
Além da estimulação cognitiva, a atividade profissional permite
manter uma rede social, fator também associado por certos estudos a "um
menor risco de demência", completou a pesquisadora.
"IDADE TARDIA DE APOSENTADORIA PODE ATRASAR O DESENVOLVIMENTO DO MAL DE ALZHEIMER, APONTA ESTUDO"
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