Saúde feminina 16/07/2013
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Independente do sexo ou da idade, dores podem mascarar problemas mais graves.Buscar a automedicação para resolver problema é erro comum.
Três em cada dez mulheres convivem com algum tipo de dor, mas o que
muitas não sabem é que esse incômodo pode ser uma dor crônica. Segundo
dados da Organização Mundial de Saúde, 30% da população mundial,
principalmente as mulheres, apresentam alguma sensação dolorosa
constante. A pesquisa ainda apontou que a maioria das queixas está
relacionada à região das pernas (22%), às costas (21%) e à cabeça (15%).
Dependendo da intensidade da dor ela pode até comprometer o trabalho e
as relações pessoais.
De acordo com o neurocirurgião e membro da Sociedade Brasileira de
Neurocirurgia (SBN), Mauricio Mandel, as pessoas tendem a recorrer à
automedicação para resolver o problema, o que é um erro muito comum.
— A dor crônica é diagnosticada quando ela persiste e ocorre por mais
de três meses, em alguns casos ela tende evoluir até para seis meses ou
mais. Além disso, ela pode se manifestar de várias formas como
formigamentos ou pontadas — explica.
Como se não bastasse sofrer com a dor, a paciente tem várias
alterações psicológicas, aumentando a irritabilidade, depressão,
ansiedade, preocupação com o corpo e pode provocar até o seu afastamento
no trabalho.
— Sentir uma dor constante nas pernas, na cabeça ou nas costas atinge
de uma forma negativa a autoestima da paciente, afetando a sua
capacidade de realizar tarefas diárias e também no trabalho. A
identificação de um processo patológico responsável pela dor crônica é
fundamental para avaliar o quadro clínico da paciente e iniciar um
tratamento — afirma Mandel.
Por que as mulheres são o público alvo da dor crônica?
As mulheres mantém a liderança no ranking da dor crônica.
— Elas são propensas à obesidade e à fibromialgia, que é uma das
causas da dor crônica. Outro motivo é a sobrecarga de trabalho, muito
comum nas mulheres, que trabalham o dia inteiro fora e ainda fazem
terceiro turno em casa, o que propicia uma maior exposição a agentes
traumáticos — revela o neurocirurgião.
Por estarem no topo da lista, as mulheres precisam estar atentas ao
tipo de dor e a intensidade. Mandel explica que a dor crônica pode ser
aguda ou crônica.
— A aguda ocorre inesperadamente e dura alguns dias ou semanas após
cirurgias, traumatismo, acidentes, queimaduras, inflamação ou infecção.
Já a dor crônica persiste por meses ou anos e pode ser provocada por
dores de coluna, fibromialgia, neuropatias, lesões por esforços
repetitivos (LER) e câncer — esclarece.
A melhor forma de tratar
Para evitar que a sua dor se torne constante, o médico deve fazer uma
investigação para avaliar a característica da dor, intensidade,
localização e fatores de melhora e piora para agir rapidamente, antes
que a via nervosa sofra a temida sensibilização.
— A dor crônica pode ser tratada com antidepressivos, analgésicos e
neurolépticos, associado com um tratamento multidisciplinar que envolve
atividades físicas, fisioterapia, psicologia e acupuntura. Tudo vai
depender da causa e da intensidade da dor crônica — acrescenta o
neurocirurgião.
Independente do sexo ou da idade essas dores podem mascarar problemas
mais graves. Por isso não deixe de consultar o seu médico, para que ele
diagnostique as causas do seu quadro e proponha a melhor abordagem.
"DOR CRÔNICA ATINGE PRINCIPALMENTE AS MULHERES"
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