Saúde do homem 13/03/2013
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Utilização do novo método tem contribuído para adequar as formas de tratamento e aumentar as chances de cura dos pacientes.Detecção precoce da doença pode reduzir o grande índice de mortalidade.
O câncer de próstata é o mais comum entre os homens em todo o mundo e a
segunda causa de morte relacionada a cânceres no Brasil. De acordo com o
Instituto Nacional do Câncer (Inca), foram mais de 60 mil novos casos
em 2012. Para o médico Fábio Magalhães, somente a detecção precoce e a
correta seleção de tratamento são capazes de reduzir o número de mortes.
Ele defende a utilização da ressonância magnética como importante
método diagnóstico auxiliar na definição dessas questões. Segundo
Magalhães, a técnica vem auxiliando na identificação e caracterização da
doença.
— O exame vem evoluindo como uma modalidade poderosa na
localização e no estadiamento desse tipo de câncer, exibindo um
desempenho superior ao exame de toque retal ou à ultrassonografia —
argumenta.
Para o médico, os exames de toque retal e PSA ainda
são fundamentais no rastreamento do câncer de próstata, e todo homem
acima de 40 anos deve se consultar com um urologista pelo menos uma vez
ao ano, conforme orientação da Sociedade Brasileira de Urologia.
Entretanto, esses exames, a ultrassonografia e até mesmo as biopsias
apresentam limitações no diagnóstico, o que provocou interesse pelo
desenvolvimento de outras técnicas. Nesse contexto, a ressonância de
próstata apresenta-se muito promissora, por causa da alta resolução das
imagens e da possibilidade de estudar o comportamento biológico dos
tecidos de forma não invasiva.
— De acordo com as diretrizes da
Sociedade Brasileira de Urologia e da Sociedade Americana de Câncer, a
ultrassonografia isoladamente não é recomendada para o diagnóstico por
imagem do câncer de próstata, pois não há evidências suficientes que
comprovem sua especificidade ou capacidade de aumentar a taxa de
detecção. Dessa forma, a ressonância vem ganhando cada vez mais
importância no manejo do câncer de próstata — afirma Magalhães.
O
exame dura em média 30 minutos, e Magalhães aconselha a realização em
aparelhos de última geração que oferecem melhores resultados. O
especialista alerta ainda os pacientes que tenham passado por biopsia
recente e serão submetidos à ressonância magnética: o ideal é esperar
para fazer a biopsia pelo menos um mês antes da realização do exame.
Assim, diminui a influência das áreas de sangramento na interpretação
das imagens.
Independentemente da maneira de diagnosticar a
doença, o especialista defende a prevenção e o rastreio clínico como as
melhores opções, sobretudo em homens com mais de 50 anos.
"RESSONÂNCIA MAGNÉTICA GANHA ESPAÇO NO DIAGNÓSTICO DE CÂNCER DE PRÓSTATA"
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