Falta de registro 06/03/2014
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Estudo revelou que mortes ligadas a doença podem ser até seis vezes mais comuns do que se pensa.
Muitas mortes pelo Mal de Alzheimer não são registradas nos Estados
Unidos, revela um estudo divulgado nesta quarta-feira na revista
"Neurology", acrescentando que a doença pode estar deixando tantas
vítimas quanto o câncer, ou as afecções cardíacas.
Hoje, o Alzheimer é a sexta causa de morte nos Estados Unidos,
segundo dados dos centros federais para o controle e a prevenção de
doenças (CDCs, na sigla em inglês). Essa lista é liderada pelas doenças
cardíacas, seguidas pelo câncer.
Os pesquisadores desse estudo acreditam, porém, que as mortes ligadas
ao Alzheimer possam ser até seis vezes mais comuns do que se pensa.
— O Mal de Alzheimer e outras demências são registrados de maneira
deficiente nos atestados de óbito e nos boletins médicos — disse o autor
do estudo, Bryan James, do centro médico da Universidade Rush de
Chicago.
— Os atestados de óbito registram, normalmente, a causa da morte
imediata, como a pneumonia, mas sem levar a demência em conta como uma
causa subjacente — frisou.
Nesse estudo, foram observadas mais de 2,5 mil pessoas com mais de 65
anos de idade, examinadas anualmente para determinar se apresentavam
demência. Ao todo, 559 participantes desenvolveram Mal de Alzheimer
durante a realização do estudo. O tempo médio entre o diagnóstico e a
morte foi de quatro anos.
As pessoas com entre 75 e 84 anos diagnosticadas com Alzheimer eram
quatro vezes mais propensas a falecer do que aquelas que não tinham a
doença. Um terço de todas as mortes das pessoas de mais de 75 anos foi
atribuível ao Alzheimer, de acordo com o estudo.
Ao fazer uma projeção sobre toda a população americana acima de 75
anos para 2010, James afirmou que esse número equivaleria a 503,4 mil
mortes por Alzheimer. Esse total é seis vezes superior aos 83.494 casos
relatados pelos CDCs, com base nos atestados de óbito.
— Determinar os efeitos reais da demência nesse país é chave para
aumentar a consciência do público e identificar prioridades de pesquisa
relacionada a essa epidemia — alertou James.
"ALZHEIMER PODE MATAR TANTO QUANTO CÂNCER NOS ESTADOS UNIDOS"
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