Cuide-se 06/09/2013
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Processo de filtragem do sangue com eliminação das toxinas e do
excesso de líquido acumulado é uma das alternativas de tratamento para a
doença em estágio avançado. Diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento do problema.
A doença renal crônica é caracterizada pela perda lenta e progressiva
da função renal.
Geralmente silenciosa, ela se manifesta somente quando
já está em estágio avançado. Entre as suas principais causas estão o
diabetes e a hipertensão arterial: os níveis elevados de pressão
arterial causam um estreitamento dos vasos dos rins e os néfrons
(espécie de filtros nos rins) são destruídos progressivamente por falta
de irrigação.
Anemia, doença óssea (a vitamina D mais ativa é produzida no rim) e
elevação da pressão arterial são algumas de suas consequências mais
graves. Existem cinco estágios da doença, de acordo com o grau de lesão e
perda da função renal. No estágio cinco, quando o paciente já perdeu
mais de 85% da função renal, é necessária uma terapia de substituição.
Diagnóstico precoce é fundamental
Quando a doença é diagnosticada em fase inicial, ela tem tratamento e pode ser controlada.
— Medir os índices de creatinina no sangue é uma maneira simples e
eficaz de saber se os rins estão funcionando normalmente. É um exame
realizado nos mesmos moldes dos testes de glicose e de tantos outros
exames de sangue muito comuns. A insuficiência renal é uma doença
silenciosa; o paciente só percebe os sintomas quando já está em estágios
avançados e deve ser encaminhados para diálise ou para o transplante
renal — informa o nefrologista, professor da USP e Presidente da
Sociedade Paulista de Nefrologia, Hugo Abensur.
A creatinina é um metabólito que circula pelo sangue e serve como um
marcador do funcionamento dos rins. É derivada da creatina, substância
produzida pela musculatura que, ao transformar-se em creatinina, deve
ser eliminada pelos rins. O valor da creatinina em indivíduos normais
apresenta uma variação em relação ao sexo e ao volume de massa muscular.
A sua concentração no sangue é maior nos homens e nos atletas. Nas
mulheres, crianças e idosos, a concentração sanguínea é,
proporcionalmente, menor. Seus valores aumentam à medida que ocorre a
diminuição da função dos rins. Por isso, são utilizados como marcadores
da função renal. Os aumentos se tornam significativos quando existe uma
perda de mais de 50% da função dos rins.
Tratamentos e o papel da vitamina D
A doença renal crônica em estágio avançado pode afetar a função
óssea, levando o paciente a fraturas constantes, dores crônicas,
problemas vasculares e morte prematura. Esta condição, chamada de
Hiperparatiroidismo Secundário, pode ser controlada por outro teste
simples de sangue, que mede a concentração de cálcio, permitindo melhor
controle dos níveis de vitamina D e, consequentemente, melhor qualidade
de vida para o paciente já em estágio avançado da doença.
Para o controle geral da doença em estágio avançado, existem duas
opções de tratamento: transplante renal, que oferece melhor qualidade de
vida e maior sobrevida e a diálise, processo de filtragem do sangue com
eliminação das toxinas e do excesso de líquido acumulado, que deve ser
realizado, em sessões semanais, geralmente em ambiente hospitalar ou em
clínicas especializadas.
Como se prevenir
Hábitos alimentares saudáveis, manter o peso adequado e não fumar são
algumas das medidas que podem prevenir a doença renal crônica.
— Com estas atitudes e o diagnóstico precoce, podemos diminuir ou até
mesmo evitar a progressão desta doença que causa tantos transtornos
para o paciente e de custo elevadíssimo para nossa sociedade —
acrescenta o nefrologista.
"SAIBA MAIS SOBRE A DOENÇA RENAL CRÔNICA E VEJA COMO SE PREVENIR"
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