Parece, mas não é 17/10/2013
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O peso, isoladamente, não deve ser a única referência de saúde. Mesmo dentro do peso ideal, alto índice de gordura corporal pode prejudicar a saúde.
Quando o peso está adequado à altura é sinal de que a pessoa está
saudável e não precisa perder gordura, certo? Nem sempre. O peso,
isoladamente, não deve ser a única referência de saúde. Existem outros
fatores que devem ser avaliados como o percentual de gordura corporal,
massa muscular, quantidade de água corporal e peso dos ossos.
Segundo a nutricionista do HCor Gabriela Nunes, as pessoas dão importância somente para o peso e isso pode ser um erro.
— O peso não deve ser o único indicativo para acompanhar a evolução
na prática de uma atividade física nem da saúde. Alguns indivíduos,
especialmente mulheres, mesmo aparentando ser magras, apresentam um
índice de gordura corporal acima de 28%, o que não é saudável — explica.
A faixa de gordura ideal é de 18 a 28% de gordura corporal para
mulheres e de 10 a 20% para homens, de acordo com a bioimpedância —
método utilizado para análise da composição corporal.
— Parece contraditório, mas algumas pessoas são magras e possuem índice alto de gordura corporal — acrescenta.
Quando comparamos a massa muscular e a gordura corporal de muitas
mulheres magras, aparece um desequilíbrio desses componentes no corpo,
revelando pouca massa muscular e um alto percentual de gordura.
— Uma pessoa com alto índice de gordura corporal, mesmo sendo magra,
pode sofrer as mesmas consequências de saúde que uma pessoa acima do
peso, como o aumento de colesterol, da hipertensão arterial,
desenvolvimento de diabetes, maior chance de infarto agudo do miocárdio,
entre outras, especialmente se houver acúmulo de gordura na região
abdominal — explica Gabriela.
Algumas dietas restritivas acabam prejudicando os músculos, que viram
fonte de energia para um organismo "desesperado". Assim, o corpo
forçado à escassez de alimentos estoca o máximo de gordura possível. O
resultado é a queda da massa muscular e o aumento da gordura corporal.
Portanto, não é correto desejar um peso específico e sacrificar o
corpo, pois isso pode ser prejudicial à saúde. O peso ideal vai depender
de diversos fatores, como a idade, o sexo, a altura, a atividade
física, a história do peso habitual da pessoa, entre outros.
Para ter um corpo saudável, é preciso conhecer a sua composição
corporal. Especialmente os praticantes de atividade física devem saber o
seu percentual de gordura corporal e de massa muscular e quais são os
valores adequados a cada modalidade esportiva, pois isso também é
variável. Existem vários métodos para a determinação da proporção
corporal, a bioimpedância e o uso de adipômetro são os mais comuns. As
fórmulas prontas não são confiáveis e também não se deve querer ter os
mesmos percentuais de gordura de atletas profissionais.
— Números impostos acabam gerando uma busca inalcançável que causa
muita frustração e faz com que as pessoas desistam de uma vida mais
saudável — afirma a especialista.
O recomendável é procurar um nutricionista, investir em uma
reeducação alimentar de acordo com a necessidade de cada pessoa sem
incentivar dietas radicais.
— Quando existe um equilíbrio entre massa muscular e gordura
corporal, o individuo aumenta o metabolismo, reduz o percentual de
gordura do corpo, além de prevenir inúmeras doenças como osteoporose e
problemas cardíacos, entre outros benefícios — finaliza a nutricionista.
"ENTENDA POR QUE PESSOAS MAGRAS NEM SEMPRE SÃO SAUDÁVEIS"
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