24 de novembro de 2012
Com menos efeitos colaterais, novo antidepressivo regula o ritmo biológico
Os
números são alarmantes: de acordo com a Organização Mundial de Saúde
(OMS), a depressão atinge 350 milhões de pessoas ao redor do mundo. A
entidade prevê que, até 2020, esta doença passe a ser a segunda maior
causa de incapacidade e perda de qualidade de vida. Estima-se que cerca
de 17 milhões de brasileiros sejam deprimidos. Especialistas dizem que
esses números são semelhantes ao número de casos de hipertensão e
infecções respiratórias.
Ao contrário dessas doenças, entretanto,
muitos não estão preparados para reconhecer e tratar a depressão. Um
estudo realizado no Brasil, com 157 médicos e mais de 6 mil pacientes,mostrou que pessoas em tratamento com agomelatina (Valdoxan) retornam
mais rápido às atividades sociais e funcionais. A melhora, que já era
percebida pelos pacientes e pelos médicos, foi comprovada através desta
pesquisa apresentada pelo professor Pedro Lima, psiquiatra e pesquisador
da PUCRS, com duração de 12 semanas. Os dados do estudo observacional
batizado de Vital foram divulgados durante o 30° Congresso Brasileiro de
Psiquiatria, realizado em outubro em Natal (RN).
A agomelatina,
substância utilizada no Brasil há três anos, é a primeira em uma nova
classe de antidepressivos, que trata a doença por meio da restauração
dos ritmos biológicos. De acordo com publicação da revista The Lancet,
existe uma relação direta entre a depressão e a desregulação dos ritmos
biológicos. Inclusive, também foi comprovado que quanto mais alterado o
ritmo biológico, mais grave é a depressão.
A agomelatina tem uma
ação no cérebro parecida com a da melatonina, mas não apenas regulando o
sono, como também todos os ritmos biológicos alterados. A substância
também atua no receptor da serotonina, mas sem liberação desse
neurotransmissor, e apenas de dopamina e noradrenalina. Esse fato parece
explicar a ausência de apatia emocional, comum em pacientes que tomam
demais substâncias.
O modo de ação da agomelatina explica, em
parte, o fato dos pacientes em uso de agomelatina se sentirem melhor,
acordarem mais dispostos, com pensamentos mais claros e com aumento da
atenção desde o inicio do tratamento, sem sofrer com os efeitos adversos
comuns ao inicio do tratamento da maioria dos antidepressivos atuais. Saiba mais > A depressão tem algumas características que muitas
vezes passam despercebidas, não somente por quem sofre da doença, mas
também por familiares e amigos, podendo ser confundida com tristeza ou
falta de interesse. Ficar atento a esses sintomas é importante – afinal,
isso possibilita um diagnóstico precoce e um tratamento eficaz, de
acordo com a recomendação dos médicos. > A agomelatina é tão
eficaz quanto os antidepressivos tradicionais, com a vantagem de ter uma
eficácia rápida no retorno às atividades, proporcionando uma nova vida
ao paciente, e sem os mesmos efeitos colaterais. – É uma nova classe
de medicamentos, eficaz e com ação mais localizada – afirma Ricardo
Moreno, diretor do Grupo de Estudos de Doenças Afetivas (Gruda) da
Universidade de São Paulo (USP) e presidente da Associação Brasileira de
Transtorno Bipolar (ABTP). FONTE:http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a3960511.xml&template=3898.dwt&edition=20855
postado por André Ponce da Silva às 04:36 em 24 de nov. de 2012
"MEDICAMENTOS, NO RITMO CERTO"
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