Artigo publicado em 02 de Abril de 2014 -
Atualizado em 02 de Abril de 2014
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30 milhões de meninas em mais de 40 países devem ser vacinadas até 2020.
A vacina
Gardasil, usada para prevenir a transmissão do vírus HPV, causador do
câncer de colo de útero, é novamente alvo de polêmica na França. Vinte e
cinco novas queixas serão adicionadas ao caso até o fim de abril,
informou nesta quarta-feira (2) em Paris Jean-Christophe Coubris,
advogado da primeira vítima a entrar na justiça após sofrer efeitos
colaterais do medicamento em novembro passado. O Gardasil é
comercializado pela empresa franco-americana Sanofi Pasteur MSD (Merck). Camila César, em colaboração para a RFI
De acordo com o advogado, o ponto em comum entre todos os casos é o
curto período entre a injeção do medicamento e o aparecimento dos
primeiros sintomas. As doenças que foram constatadas com mais frequência
foram ESCLEROSE MÚLTIPLA, lúpus, enxaqueca, além de dores musculares e
fadiga crônica.
Recentemente, uma petição lançada pela Associação Med’Océan do médico
Philippe de Chazournes e assinada por mais de 500 profissionais pediu
uma missão parlamentar sobre a vacina. O motivo é a previsão de duplicar
dentro de cinco anos o número de adolescentes imunizadas.
Segundo o Sanefi Pasteur MSD, o Gardasil possui uma taxa de eficácia
de 97% quando aplicado em meninas que nunca foram infectadas pelo vírus
HPV. O médico e diretor-adjunto de assuntos médicos do laboratório,
Andre Dahlab, discorda e alega que existem diferentes interpretações
sobre o cálculo da eficácia da vacina.
As novas queixas contra o laboratório Sanofi Pasteur e a Agência
nacional francesa de medicamentos (ANSM) serão apresentadas ao Pólo de
Saúde Pública da Grande Instância de Paris. Os problemas citados são
lesões involuntárias, violação da obrigação de segurança e
desconhecimento dos princípios de prevenção e precaução por parte do
fabricante e do órgão de fiscalização.
Paciente teve inflamação do sistema nervoso
Outra queixa semelhante foi apresentada pelo advogado em novembro de
2013 ao Tribunal de Bobigny, na periferia de Paris. Na época, a
adolescente Marie-Océane Bourguignon, de 18 anos, teve uma inflamação do
sistema nervoso central após a injeção do Gardasil. Ela tinha sido
vacinada aos 15 anos, assim como outras 2,3 milhões de adolescentes na
França que são tratadas preventivamente pelo medicamento.
Campanha de vacinação começou em março no Brasil
No ultimo dia 10 de março, a presidente Dilma Rousseff lançou a
Campanha Nacional de Vacinaçao contra o HPV. O Ministério da Saúde
investiu R$ 465 milhões na compra de 15 milhões de doses para 2014,
quantidade suficiente para imunizar cinco milhões de adolescentes. De
acordo com o ministro da Saúde, estima-se que 270 mil mulheres no mundo
morrem devido ao câncer de colo do útero. No Brasil, cerca de 4,8 mil
mulheres morreram por causa da doença no ano passado.
"VACINA CONTRA HPV VOLTA A SER ALVO DE POLÊMICA NA FRANÇA"
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