Inflamação 22/10/2012
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Dor de cabeça, náuseas, vômitos, dores no corpo, mal-estar estão entre os principais sintomas.Gravidade da doença varia conforme o tipo, sendo a bacteriana a mais grave. A meningite é uma inflamação nas membranas que revestem o cérebro e a
medula espinhal, geralmente causada por infecção. Os tipos principais
são a meningite viral (a mais comum) e a meningite bacteriana (menos
comum).
A meningite viral é causada geralmente por vírus intestinais, que
provocam diarreia. Esse tipo é mais leve e o paciente melhora sozinho em
poucas semanas. Não precisa, de modo geral, de antibióticos e de
internação. Não é fatal e não costuma deixar sequelas.
Já a meningite bacteriana é grave, apesar de ser mais rara. Pode ser
causada por diversas bactérias que tem o poder de chegar nas meninges,
mas atualmente duas delas são as mais importantes: o pneumoco, causador
também de sinusite e pneumonia, e o meningococo. O quadro é agudo e
dramático, configura uma emergência médica. Exige internação imediata
(geralmente em UTI), isolamento respiratório para evitar contagio de
outras pessoas, antibiótico imediato.
— É um quadro com risco de vida e sequelas, mas tratado a tempo e
incisivamente pode ter evolução também satisfatória — explica o
neurologista Leandro Telles.
Os sintomas principais são: dor de cabeça (geralmente constante e
difusa), náuseas e vômitos, sinais gerais de infecção, como febre,
calafrios, dores no corpo, mal-estar. No caso da meningite bacteriana,
mais grave, o paciente pode ficar sonolento, confuso e surgir leões
avermelhadas na pele.
O tratamento depende do tipo. Na meningite viral, usa-se medicação
para os sintomas de febre, dor e náuseas. O paciente deve ficar em
repouso e se recupera sem necessidade de antibiótico ou de internação.
Na meningite por bactérias, o antibiótico deve ser dado rapidamente e na
veia, o paciente fica internado em UTI para receber cuidados
intensivos.
A transmissão da meningite viral ocorre por contado com pessoas
portadores do vírus (secreções orais), alimentos, água e mesmo
utensílios contaminados. No caso da bacteriana, o principal meio de
contágio é o contato com pacientes doentes ou mesmo portadores
assintomáticos da bactéria. Ele reside na cavidade oral e passa de
pessoa para pessoa por gotículas expelidas durante a respiração e tosse.
Importe frisar que não basta ter contato com o vírus ou a bactéria, é
preciso que haja uma predisposição imunológica para que o contato se
manifeste como uma meningite.
A prevenção é feita com medidas gerais, como lavar as mãos,
alimentar-se bem, evitar contato com secreção oral de pacientes com
infecções virais ou bacterianas sem tratamento. Outra recomendação é a
vacinação, disponível para o Pneumococo, Haemófilos e para o Meningococo
tipo C.
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