Nos últimos três meses, o Hospital Unimed de Criciúma (SC) utiliza um
novo tipo de tratamento. Os fisioterapeutas Moisés Moraes Antunes e
Morgana Lima Sombrio levaram o videogame para o ambiente hospitalar,
ajudando pacientes de todas as idades. Instalado em um móvel com
rodinhas, o console viaja de quarto em quarto para sessões de cerca de
30 minutos, possibilitando um tratamento eficiente e divertido.
Os
jogos interativos permitem que o paciente se exercite e também se
divirta ao executar os movimentos que seriam monótonos com a
fisioterapia tradicional. As sessões são acompanhadas pelos
fisioterapeutas, que cuidam para que a pessoa se movimente na medida
certa, sem exceder seus limites.
– Para o paciente crônico, que
está há três, quatro semanas no hospital, tudo é muito chato. A comida
não tem sabor, o quarto não tem graça. Para isso, uma estratégia que
procuramos na fisioterapia é o videogame – aponta o fisioterapeuta.
Antunes
conta que os movimentos das sessões com o videogame também ajudam no
pós-operatório de diversos pacientes, que precisam estar ativos e
saudáveis para receber alta.
Tratamento tira o foco da dor
No
momento, três pacientes fazem o tratamento. Um deles é Cleverton Griz,
50 anos, hospitalizado há seis meses devido a uma hérnia de disco. Para
Griz, que toma medicação forte a cada quatro horas para suportar a dor
crônica, as sessões com o videogame representam uma abençoada distração.
–
Consigo ficar 50 minutos sem focar na dor. O jogo me motiva, às vezes
faço um movimento de alongamento que não faria na cama. Dá para ver que
realmente funciona – conta Cleverton, fã do jogo de tênis, um dos cinco
usados no tratamento (os outros são golfe, beisebol, boxe e boliche).
Além
de estar mais animado e motivado para se movimentar, Griz parou de
utilizar os antidepressivos que o auxiliavam no tratamento.
Como os videogames ajudam a fisioterapia > Novidade: permite que o
paciente faça os movimentos necessários, mas de um modo mais
interessante do que na fisioterapia convencional. > Motivação:
ainda que dispute contra um adversário virtual, o paciente se sente
motivado a vencer e mais disposto a cumprir metas e a superar desafios. >
Bem-estar: no jogo, a pessoa se distrai, sente-se entretida e motivada,
o que libera endorfinas e proporciona uma sensação prazerosa e de
relaxamento. > Sem rotina: as longas internações e doenças
crônicas afetam o estado emocional do paciente, o que pode causar
depressão. Um tratamento que envolva descontração ameniza o clima e a
rotina associados à doença, dá ânimo e acelera a recuperação. FONTE:http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a4119417.xml&template=3898.dwt&edition=21857§ion=1028
postado por André Ponce da Silva às 08:00 em 27 de abr. de 2013
"FLIPERAMA HOSPITALAR"
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