Em um país,que tem sua maioria,pessoas da raça negra,parda,alías,são a maioria,incluindo indígenas,e uma vergonha que ainda aconteça esse tipo de situação ( RACISMO ).
21 de novembro de 2012 às 04:43
20.11.2012
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Mobilização Pró Saúde da População Negra.Hipertensão e diabetes são algumas das doenças que atingem em sua maioria as pessoas negras. Talvez você não saiba, mas filhos e filhas de mulheres negras nascem com
peso inferior ao de crianças com pais brancos e ainda são os que têm
mais de 60% de chances de morrer antes de completarem um ano. As
iniquidades vivenciadas pela população negra no cotidiano se refletem na
saúde, seguindo da primeira etapa da vida até a última, seja por morte
natural, ou provocada.
De acordo com informações do Ministério da
Saúde (MS), as desigualdades são apresentadas nos dados epidemiológicos
que mostram a diminuição da qualidade e da expectativa de vida de
negros e negras, por problemas como morte materna e infantil e a
violência que atinge mais esse grupo populacional, principalmente os
jovens homens negros. Hipertensão e diabetes são doenças recorrentes,
mas que atingem em sua maioria as pessoas negras.
Para Crisfanny
Souza Soares, articuladora da Mobilização Nacional Pró-Saúde da
População Negra, “existem doenças que são prevalentes na população
negra, mas a nossa maior doença em relação à saúde da população negra é
social, se chama racismo”. “É ele que dificulta o acesso e o acolhimento
das pessoas negras no SUS e em todo o sistema de saúde privado. É ele
também que dificulta a implementação das leis existentes para a melhoria
dessas vidas”, concluiu a psicóloga.
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“Mais de 90% das pessoas usuárias do SUS em Salvador são pardos e pretos" A técnica da Assessoria de Promoção da Equidade
Racial e Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador, Eloísa
Bastos, também destaca o racismo como determinante social de saúde, mas
ressalta ainda que a interseção de outros fatores como pobreza e
educação potencializam as discriminações nesses serviços. “Mais de 90%
dos usuários e das usuárias do SUS em Salvador são pardos e pretos. E a
questão do mau atendimento aparece aliada a outros fatores, como a
classe social, baixa escolaridade e até o endereço de moradia dessas
pessoas resultam nessas desigualdades em saúde”.
Bastos destacou
alguns dos agravos que mais atingem a população negra: hipertensão, o
alto índice de homicídios da população jovem negra de periferia,
considerado problema de saúde pública, a miomatose uterina e a
mortalidade materna que atingem em sua maioria mulheres negras.
Política Nacional No
início do segundo semestre de 2012, o governo federal, agências das
Nações Unidas e a sociedade civil se reuniram em um Fórum com o intuito
de definir estratégias para a efetivação da Política Nacional de Saúde
Integral da População Negra, aprovada desde 2006, pelo Conselho Nacional
de Saúde, mas que passados seis anos não ocorre de fato em todos
estados e municípios do Brasil, geralmente por não ter sido incorporada
pelos gestores e gestoras de saúde dos locais.
Na época, a
ministra Luiza Bairros, da Secretaria de Políticas de Promoção de
Igualdade Racial (Seppir) ressaltou que apesar dos esforços para
garantir melhor atendimento nos serviços de saúde para a população
negra, os indicadores não apresentam melhoras. “É quando a gente se
defronta a uma constatação que não é nova, mas que sempre nos coloca
dentro de uma posição de necessária reflexão do fato da população negra
morrer mais e mais cedo. A Política precisa ser efetivada para que os
indicadores de saúde possam mudar”.
De acordo com dados da
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população negra
representa 67% do público atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS),
sendo que esses (as) são os que recebem menos ou pior atendimento.
Confira abaixo as informações contidas na pesquisa e também do
Ministério da Saúde:
- Exames clínicos de mamas durante consulta ginecológica ocorre menos para mulheres negras, do que brancas; - De 2007 a 2009, o risco de uma negra morrer de colo de útero do que uma mulher branca, com a mesma idade, foi 20% maior; -
As grávidas negras têm menos chances de passar por consultas de
pré-natal, por falta de acesso, informação ou discriminação nos
serviços; - A morte materna ocorre mais em mulheres negras, sendo
que 90% são evitáveis. As principais causas são eclampsia, pré-eclâmpsia
e aborto; - No período de 2007 a 2009 o risco de morrer por AIDS
foi 40% maior para negros e negras de 10 a 29 anos de idade, quando
comparados a brancos (as).
*Esse texto integra uma série de matérias da
"Semana da Consciência Negra", especial conjunto do Correio24horas e
iBahia, em homenagem ao 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. FONTE:http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-1/artigo/populacao-negra-e-a-mais-prejudicada-por-iniquidades-nos-servicos-de-saude/
postado por André Ponce da Silva às 04:34 em 21 de nov. de 2012
"POPULAÇÃO NEGRA É A MAIS PREJUDICADA POR DESIGUALDADES NOS SERVIÇOS DE SAÚDE"
1 comentário -
Em um país,que tem sua maioria,pessoas da raça negra,parda,alías,são a maioria,incluindo indígenas,e uma vergonha que ainda aconteça esse tipo de situação ( RACISMO ).
21 de novembro de 2012 às 04:43