Faço tratamento pra enxaqueca desde os 10 anos de idade... é horrível mesmo. Por vezes, me incapacita muito mais que a Esclerose Múltipla. Mas o tratamento correto diminui muito as crises. Vale a pena consultar um neurologista. ;)
Meu irmão que mora no RJ Bruna, tem esse problema á anos, já consultou com vários especialistas, mas não resolveu muito,só em parte assim como tu.
11 de dezembro de 2012 às 10:38
Dor de cabeça 11/12/2012
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Maior sensibilidade à luz e a cheiros são alguns dos sintomasCrises podem durar de quatro a 72 horas, de acordo com neurologista. A enxaqueca é um tipo intenso de dor de cabeça cujos sintomas podem
incluir náuseas, vômitos e sensibilidade à luz. Confira a seguir 10
tópicos sobre o assunto elaborados pelo neurologista Leandro Teles.
1) Enxaqueca é um tipo peculiar de dor de cabeça
Não
é qualquer dor de cabeça forte que pode ser chamada de enxaqueca. Pois,
ela é uma dor que costuma ser latejante, lateralizada, de intensidade
forte, com duração de quatro a 72 horas (se não for medicada) e
associada a alguns sintomas, como náuseas, sensibilidade à luz,
intolerância aos ruídos e cheiros fortes e piora com atividades do
cotidiano.
Alguns pacientes apresentam alterações visuais ou outras alterações
neurológicas transitórias antes do início da dor. Para o diagnóstico
preciso é fundamental a manifestação crônica e recorrente, sem nenhuma
evidência de demais doenças que possam explicar os sintomas. Não precisa
apresentar todos os critérios acima, porém boa parte deles deve estar
presente.
2) Enxaqueca é comum, principalmente em mulheres
Cerca
de 20% da população tem enxaqueca. O público feminino tem três vezes
mais predisposição para o problema, sendo que 30% das mulheres em idade
fértil sofrem com enxaqueca. São cerca de 35 milhões de brasileiros com
essa doença. Entre crianças, os índices chegam a 8%.
A
predisposição do sexo feminino ocorre, principalmente, devido à
oscilação do hormônio estrogênio que marca o período fértil. Por conta
dessa relação com o ciclo reprodutivo, a enxaqueca tende a se manifestar
(ou piorar) no período pré-menstrual e no primeiro trimestre da
gravidez, podendo melhorar, em alguns casos, após a menopausa.
3) A causa da enxaqueca é genética, mas as crises podem ser precipitadas por fatores ambientais
É
preciso ter predisposição genética para desenvolver a doença, tornando o
indivíduo mais sensível aos fatores ambientais que levam ao surgimento
de uma crise. Os principais fatores externos desencadeantes para o
início de uma crise são estresse, distúrbios do sono, oscilação hormonal
(estrogênio), alimentação (cafeína, queijos amarelos, embutidos,
condimentos, vinho tinto, entre outros), consumo de álcool, ansiedade,
alterações climáticas, entre outros.
Todo paciente precisa conhecer sua predisposição e quais estímulos
ambientais precisam ser evitados (essa análise tem de ser feita caso a
caso, pois nem todo mundo é sensível ao mesmo fator gatilho).
4) O impacto na qualidade de vida é muito alto
Muitas
pessoas menosprezam o diagnóstico de enxaqueca e seu impacto na saúde.
Até mesmo entre profissionais da saúde existe preconceito com a doença,
tratando-a como se fosse fruto de frescura ou vontade de chamar a
atenção.
No entanto, a enxaqueca é uma das dores mais intensas e, por isso,
capaz de atrapalhar diretamente o desempenho escolar, profissional e
social da pessoa. Sua frequência, a resposta variável aos medicamentos e
a imprevisibilidade da crise estão associados a um comprometimento
direto da qualidade de vida.
Por isso, é importante dar atenção ao problema apostando em um
sistema eficaz de prevenção e tratamento. Afinal, a enxaqueca é a
segunda causa de perdas de dia no trabalho e escola e gera desconforto
crônico aos seus portadores.
5) A enxaqueca não aparece nos exames
A
enxaqueca é uma disfunção cerebral e de seus vasos, portanto não é uma
alteração estrutural fixa.
Os exames costumam apresentar resultado
normal. Tomografia, ressonância magnética, eletroencefalograma, exames
de sangue, todos são direcionados para outras causas de dor que possam
indicar os sintomas da enxaqueca.
O diagnóstico é feito pela história clínica e o exame físico e
neurológico. O médico pedirá exames apenas em casos selecionados em que o
risco de outras doenças estiver aumentado.
6) A enxaqueca não tem cura, mas o problema pode ser controlado
Em
relação à enxaqueca, não falamos em cura, mas em controle dos sintomas.
Como é uma predisposição genética, os sintomas podem voltar sempre que o
tratamento for interrompido e até mesmo durante o tratamento.
A meta é reduzir a intensidade e a frequência da dor reestabelecendo,
ao máximo, a qualidade de vida. O paciente sempre necessitará de
acompanhamento, atenção aos hábitos de vida e terá fases melhores e
piores com relação às dores de cabeça.
7) O tratamento exige mudanças no estilo de vida
Todo
paciente com enxaqueca deve mudar alguns hábitos de vida. O exercício
físico regular ajuda no controle da dor, assim como ter um sono adequado
e apostar na manutenção do peso.
Com relação aos alimentos, é fundamental mapear a dor para observar
se ela responde a alguma restrição específica. O paciente deve ser
acompanhado por um médico de confiança e anotar em um diário de sintomas
e como eles evoluem.
8) O uso excessivo e indiscriminado de analgésicos agrava o problema
A
enxaqueca é um problema crônico e deve ser combatido com medidas de
médio e longo prazo. Os analgésicos comuns cortam a dor, mas podem
precipitar mais e mais as crises, com piora da frequência.
Se houver uso acima de dois comprimidos de analgésicos por semana, já
é considerado abuso e uma intervenção médica mais radical deve ser
tomada para solucionar o caso.
9) Existem medicamentos preventivos de vários tipos
O
tratamento mais efetivo para as crises de enxaqueca intensas ou muitos
frequentes é a profilaxia. Nesse caso, utilizamos medicamentos
diariamente, em doses baixas, para evitar que a dor se inicie. Existem
mais de 10 opções de medicamentos que podem cumprir esse papel.
A
escolha do medicamento é feita com base no perfil de cada paciente e
análise dos efeitos colaterais deste medicamento. A profilaxia é
utilizada pelo período mínimo de seis meses e pode ser descontinuada a
critério médico.
10) O que fazer durante uma crise de enxaqueca
É
fundamental que o paciente busque o repouso, evite lugares muito
iluminados ou com ruídos e cheiros fortes. Pode usar compressas geladas
na cabeça e técnicas de relaxamento. Quanto às medicações, é recomendado
seguir a orientação de seu médico e tomar o remédio antes que a crise
piore muito, pois o resultado pode se agravar.
Caso haja impossibilidade de ingerir o medicamento ou a dor piore
demais, é recomendado buscar um serviço de pronto-atendimento para
receber ajuda e ser medicado. Evite a automedicação e mantenha seu
médico sempre informado.
"DEZ COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE ENXAQUECA"
2 Comentários -
Faço tratamento pra enxaqueca desde os 10 anos de idade... é horrível mesmo. Por vezes, me incapacita muito mais que a Esclerose Múltipla. Mas o tratamento correto diminui muito as crises. Vale a pena consultar um neurologista. ;)
11 de dezembro de 2012 às 08:33
Meu irmão que mora no RJ Bruna, tem esse problema á anos, já consultou com vários especialistas, mas não resolveu muito,só em parte assim como tu.
11 de dezembro de 2012 às 10:38