Alerta 08/03/2013
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O ritmo acelerado de vida das mulheres favorece hábitos pouco saudáveis, como sedentarismo e má alimentação.Levantamento do HCor revela crescimento do problema em pacientes jovens, com idade entre 15 e 44 anos.
No Dia Internacional da Mulher, um alerta: o coração feminino precisa
de mais atenção. Um estudo com 648 mulheres internadas no HCor
(Hospital do Coração), com idade entre 15 e 44 anos, mostrou aumento dos
casos de arritmias cardíacas de 48% para 66%, entre 2008 e 2012. Nesse
período, o percentual de mulheres que recebeu tratamento cirúrgico/
hemodinâmico para correção de arritmia cardíaca variou de 45% para 61%.
As arritmias estão ligadas a problemas graves, como infarto e derrame
cerebral, e podem matar. O tipo mais comum de arritmia, a fibrilação
atrial, atinge 10% da população com idade a partir de 70 anos. Essa
doença aumenta em cinco vezes o risco de AVC, segundo a Sociedade
Brasileira de Cardiologia (SBC), pois ela promove a formação de coágulos
na corrente sanguínea.
Uma série de fatores podem estar ligados ao aumento das arritmias.
Doenças nas artérias coronárias, insuficiência cardíaca, hipertireodismo
e desequilíbrio químico no sangue (alteração nos níveis de potássio,
cálcio e sódio) são algumas das origens possíveis. Contudo, arritmias
também estão ligadas ao consumo de substâncias estimulantes, como
cafeína, tabaco, álcool e anfetamina.
Causas
O coração tem ritmo certo para bater. São 60 a 100 batidas por
minuto, em condições normais, que alternam a contração simultânea dos
átrios (câmaras menores do coração) com a contração simultânea dos
ventrículos (câmaras maiores). Exercícios e estresse aumentam o ritmo
cardíaco, mas ele volta ao normal pouco depois. Se isso não acontecer,
algo pode estar errado.
As arritmias podem acontecer por batimento acelerado (taquicardia) ou
por batimento desacelerado (braquicardia). A alteração mais comum é a
fibrilação atrial, um descompasso no batimento das câmaras menores do
coração (átrios). Sua incidência aumenta com a idade. Os principais
sintomas da arritmia são palpitação, fadiga, falta de ar, cansaço,
desmaio, tontura e dor no peito. Porém, a doença também pode acontecer
de forma assintomática.
— A mulher precisa dar mais atenção aos sintomas de doenças
cardiovasculares. Ela os confunde, muitas vezes, com problemas na
coluna, cansaço ou até mesmo dor no braço, por ter carregado uma criança
ou sacolas pesadas — alerta a cirurgiã cardíaca Magaly Arrais, do HCor.
Envelhecimento da população
O envelhecimento da população ajuda a concentrar fatores de risco
para arritmias. A pressão arterial e o nível de colesterol tendem a
aumentar. Além disso, a menopausa gera alterações hormonais no
organismo, que se tornam ainda mais graves quando combinadas com
sedentarismo e dieta inadequada.
Há também uma preocupação crescente com o excesso de peso nas
mulheres. Uma recente pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística) mostra que o número de obesas no país cresceu
64% nos últimos 10 anos. Esse conjunto de fatores deixa 20% das mulheres
sob risco de infarto.
— A mulher tem acumulado vários papéis. Ela trabalha fora, cuida da
casa e da família. O ritmo acelerado a expõe a muito estresse e favorece
hábitos pouco saudáveis, como sedentarismo e má alimentação — a médica.
"AUMENTAM CASOS DE ARRITIMIAS CARDÍACAS EM MULHERES"
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