Saúde da mente 04/03/2013
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Saída é buscar novos desafios mentais, traçar projetos e metas, exercitar a concentração, a criatividade e o raciocínio lógico.Mulheres sentem-se aéreas, desatentas e apresentam redução de memórias de curto prazo.
A menopausa marca o final do período reprodutivo feminino. É um processo
marcado por uma série de adaptações metabólicas, hormonais, psíquicas e
sociais. A transição é lenta e progressiva, o período sintomático é
variável e pode se arrastar por anos, numa fase conhecida como
peri-menopausa (englobando fase anterior e posterior a última
menstruação). Cada mulher passa por esse período de um jeito, a depender
de questões genéticas e ambientais.
Algumas não apresentam muito
desconforto, já outras sofrem, em algum grau, com alguns dos seguintes
sintomas: fogachos, formigamentos, alteração da libido, depressão,
ansiedade, alteração de sono etc. Ainda nessa extensa lista de sintomas
está um problema ainda pouco comentado: a alteração da memória. Segundo o
médico neurologista Leandro Teles, muitas mulheres sentem-se aéreas,
desatentas e apresentam redução de sua capacidade de retenção e evocação
de memórias de curto prazo nessa época da vida. A causa é múltipla, o
tratamento depende de cada caso e o prognóstico é bom, geralmente
melhorando com o término da transição. Ainda segundo o especialista, a
queda do estrógeno pode ter alguma culpa nesse sintoma neurológico.
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O cérebro é cheio de receptores de estrógeno, a queda da ação desse
hormônio pode justificar algum grau de alteração do humor, do ciclo de
sono e diretamente da capacidade de concentração e memorização —
explica.
No entanto, nem tudo é hormonal. Nessa fase, surgem
inúmeras alterações sociais, de ritmo de vida e mesmo psíquicas que
podem agravar os lapsos. Os filhos saem de casa, o casamento cai na
rotina, o trabalho fica menos desafiador, ocorrem alterações da imagem
corporal, a ansiedade piora e o sono não é mais o mesmo. Tudo isso,
aliado a questão estrogênica, determina a oscilação intelectual da
peri-menopausa. Para tratar, é fundamental diagnosticar o problema,
traçar seus determinantes e personalizar as medidas de reversão. É
fundamental buscar ajuda especializada em casos mais graves e
persistentes.
De modo geral, as queixas são leves e desaparecem
progressivamente após o término da menstruação (pois o cérebro se
readapta ao novo ambiente privado de estrógeno). Em casos selecionados,
podem ser usados: reposição hormonal, medicamentos que reduzem a
ansiedade e depressão, remédios para regular o sono e, raramente,
medicamentos para a memória. Em todos os casos, independente da
intensidade do sintoma, o neurologista Leandro Teles recomenda as
seguintes medidas protetoras e de tratamento:
• Exercícios Físicos Regulares Essenciais
para controle do peso, estética, e saúde dos vasos que levam sangue ao
cérebro. Reduzem a ansiedade e melhoram o sono. Reduzem o cortisol e a
adrenalina. Atuam diretamente na melhoria do processo de atenção e
memorização.
• Alimentação Recomenda-se dieta
rica em frutas e verduras, rica em vitaminas (principalmente do
complexo B), grãos e fontes de bom colesterol (azeite, peixes de águas
frias, linhaça etc). Evitar álcool, cigarro e alimentos muitos
calóricos. • Atividade Mental Buscar novos
desafios mentais, traçar projetos e metas, exercitar a concentração, a
criatividade e o raciocínio lógico. Repensar o trabalho, sair da rotina,
voltar aos estudos, manter ou ampliar atividades sociais etc.
• Descanso Invista
nas atividades de relaxamento e no sono. Otimize seu repouso com
mudanças ambientais e na rotina noturna. Durma tempo adequado e com
profundidade adequada. Faça atividades recreativas, de lazer, tire
férias, viaje. Tudo isso melhorará ainda mais sua performance cerebral
nessa readaptação hormonal.
• Organização Estruture
seu tempo, eleja prioridades e delegue funções. Simplifique. Faça uma
coisa de cada vez, com atenção e segurança, uma vez resolvido, passe
para o problema seguinte. Seu cérebro ficará muito mais confiável e os
lapsos de memória reduzirão bastante. • Tratar outras doenças clínicas Checar
a função da tireoide, distúrbios do sono, tratar ansiedade, reverter
anemias, depressão, dores crônicas etc. Enfim checar e tratar tudo que
possa justificar ou agravar os sintomas intelectuais em questão. FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/03/baixa-hormonal-tipica-da-menopausa-pode-afetar-a-memoria-4062303.html
postado por André Ponce da Silva às 13:24 em 5 de mar. de 2013
"BAIXA HORMONAL TÍPICA DA MENOPAUSA PODE AFETAR A MEMÓRIA?"
2 Comentários -
Obrigada,maravilhosas informaçôes,
veio en boa hora.
5 de março de 2013 às 13:47
Abraço Vadira Fukuda!
5 de março de 2013 às 13:59