Alerta 06/08/2013
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Pesquisadores identificaram que consumo a longo prazo de remédios bloqueadores dos canais de cálcio está relacionado ao problema.
Mulheres depois da menopausa que ingeriram alguns medicamentos contra
a hipertensão durante dez anos ou mais tiveram um risco mais de duas
vezes maior de desenvolver câncer de mama, afirmaram cientistas
americanos.
As mulheres que tomavam remédios bloqueadores dos canais de cálcio
(BCC) para combater a pressão alta apresentaram de 2,4 a 2,6 vezes mais
riscos de desenvolver câncer de mama do que as mulheres que não tomavam
este tipo de medicação, destacou o estudo publicado na revista Journal
of the American Medical Association (JAMA). Segundo os especialistas, as
descobertas podem ter implicações importantes para a saúde pública.
"Embora alguns estudos tenham sugerido uma relação positiva entre a
ingestão de BCC e o risco de câncer de mama, este é o primeiro estudo a
observar que o consumo a longo prazo destes bloqueadores em particular
está associado ao risco de câncer de mama", destacou o estudo.
Os BBC, também conhecidos como antagonistas do cálcio, foram o nono
tipo de medicamento mais receitado nos Estados Unidos em 2009, com mais
de 90 milhões de receitas, segundo a JAMA. Os exemplos incluem
amlodipina, diltiazem, felodipina, isradipina, nicardipina, nifedipina,
nisoldipina e verapamilo. Esses medicamentos evitam que o cálcio se
acumule nos músculos do coração e das artérias, e podem dilatar os vasos
sanguíneos e reduzir a frequência cardíaca.
"Outros medicamentos anti-hipertensivos — diuréticos,
betabloqueadores e antagonistas dos receptores de angiotensina II
(ARA-II) — não se associaram a um risco maior de câncer de mama",
destacou o estudo do JAMA.
Os cientistas examinaram o risco de câncer de mama em uma população
de mulheres de 55 a 74 anos no estado de Washington. No total, 880
desenvolveram câncer de mama ductal invasivo, 1.027 câncer de mama
lobular invasivo e 856 não tiveram câncer e participaram do grupo de
controle.
Os estudiosos descobriram que a ingestão de BCC durante 10 anos ou
mais se associava com probabilidades 2,4 vezes maiores de se desenvolver
câncer de mama ductal e 2,6 vezes maiores de desenvolver câncer de mama
lobular.
"Se o aumento de duas a três vezes maior do risco encontrado neste
estudo se confirma, a ingestão de BCC a longo prazo seria um dos
principais fatores de risco modificáveis para o câncer de mama",
escreveu a epidemiologista chefe do Centro de Epidemiologia Slone da
Universidade de Boston, Patricia Coogan, em um editorial na JAMA
Patricia Coogan.
O câncer de mama é o tipo mais comum de câncer entre mulheres em todo
o mundo. Segundo o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, uma
em cada oito mulheres nascidas hoje terá câncer de mama durante a vida.
"ALGUNS MEDICAMENTOS CONTRA HIPERTENSÃO PODEM ELEVAR RISCO DE CÂNCER DE MAMA, APONTA ESTUDO"
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