Cuidado com o desconforto 02/09/2013
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Atividade física regular e dieta balanceada podem melhorar os sintomas. Especialista alerta que o pior erro de todos é se acostumar com o problema, passando a ignorá-lo.
Quem não sofre de vez em quando com uma dorzinha chata de cabeça? Para
mais de 80% das mulheres e 60% dos homens, esse martírio ocorre ao menos
uma vez por mês. Mas será que damos a devida atenção ao problema? Segundo
o médico neurocirurgião formado pela Unifesp Paulo Porto de Melo, é
fácil reconhecer uma série de erros na condução e abordagem das dores de
cabeça em pessoas que as têm frequentemente.
— Ajustes no dia a
dia podem, se não trazer a cura, aliviar bastante a frequência e a
intensidade do desconforto — explica o médico, que também é colaborador
do Departamento de Neurocirurgia da Universidade de Saint Louis
(Missouri- EUA) e introdutor e pioneiro da neurocirurgia robótica no
Brasil.
O erro número um é ingerir remédios sem prescrição e
orientação de um médico. A automedicação, fazendo uso indiscriminado de
uma série de analgésicos comuns, leva a franca descompensação da
frequência das crises.
Algumas vezes, as dores que parecem mais
resistentes aos medicamentos até conseguem ser combatidas com o exagero
de remédios, mas isso traz alívio mínimo e estimula o retorno do
problema. Por isso, o cirurgião alerta para que os pacientes sigam
sempre as doses propostas pelo médico.
Por outro lado, demorar
muito para tomar o remédio receitado também é muito comum. As pessoas
esperam a dor ficar muito forte para só então tomar a medicação
prescrita para alívio do sintoma. Melo afirma que isso, na maioria das
vezes, só dificulta a ação da medicação, já que, no começo, as crises
respondem muito melhor aos remédios.
Entenda a sua dor
Pessoas
com dores de cabeça frequentes também precisam mapear a dor. Para
isso, paciente e médico precisam conhecer intensamente a dinâmica do
desconforto, ou seja, em que parte do dia ocorre, em que época do mês, a
duração do sintoma, a resposta às medidas propostas, a relação com o
sono e com o estresse, por exemplo.
Sem essas informações, acaba
sendo comum o atraso de diagnóstico, porque as pessoas atribuem-no a
causas equivocadas, como miopia, hipertensão e sinusite crônica.
Algumas
vezes, os pacientes também deixam passar alguns sinais clínicos que
sugerem que o problema é de causa mais grave e urgente. É bom ficar
atento, assim, a sinais como dores que aparecem subitamente, já com
intensidade alta, relacionadas a exercícios físicos ou atividade sexual,
febre associada a desconforto e sintomas neurológicos, como fraqueza,
formigamentos, turvação visual e visão dupla.
No entanto, segundo o médico, o pior erro de todos é se acostumar com a dor.
—
As pessoas acabam jogando a toalha e desistindo de tratar adequadamente
a doença. Vivem sem qualidade de vida, perdem rendimento no trabalho,
escola e tem prejuízos na vida social.
"SAIBA QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS ERROS NO TRATAMENTO DA DOR DE CABEÇA"
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