Intolerância ao glúten 19/12/2012
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Portador da doença Celíaca tem intolerância ao glúten, proteína presente em pães, biscoitos e diversos outros alimentos.Doença atinge cerca de 1 milhão de pessoas no Brasil. O Ministério da Saúde criou um Comitê Intersetorial de Atenção
Integral às Pessoas Celíacas para elaborar, planejar, monitorar e
avaliar as políticas de atenção voltadas para cerca de 1 milhão de
celíacos que existem hoje no Brasil. A medida foi publicada nessa
terça-feira.
A doença celíaca é autoimune. O portador tem intolerância permanente
ao glúten, uma proteína encontrada no trigo, na cevada, no centeio, na
aveia e em seus derivados. Nos celíacos, o glúten, que está presente em
pães, biscoitos e uma infinidade de alimentos, desencadeia a produção de
anticorpos no intestino delgado, que inflamam as paredes intestinais e
dificultam a absorção de nutrientes.
De acordo com a nutricionista Lucélia Costa, presidente da Federação
Nacional das Associações de Celíacos (Fenacelbra), os sintomas podem
variar, mas os mais comuns são diarreia crônica (de mais de 30 dias),
prisão de ventre, anemia, falta de apetite, vômitos, emagrecimento,
perda ou pouco ganho de peso, atraso de crescimento ou da puberdade,
humor alterado, irritabilidade ou desânimo e distensão abdominal.
A nutricionista acrescenta que a doença pode causar uma série de
problemas associados, como o hipotireoidismo, vitiligo, a asma, dores
articulares, entre outros.
— A doença celíaca ainda é desconhecida e subestimada pela maioria da população e pelos profissionais de saúde no Brasil.
A doença pode levar anos para ser diagnosticada, já que os exames de
sangue existentes são, às vezes, insuficientes para uma conclusão. No
entanto, pode ser confirmada por meio de uma endoscopia, com a biópsia
de uma amostra do tecido do intestino delgado.
O celíaco deve se privar de comidas que contenham glúten por toda a vida.
— Qualquer quantidade pode desencadear reações — ressalta Lucélia.
Ela explica que pode haver ainda restrições a outros alimentos, como o
leite, a soja, o açúcar, o milho e até a alguns medicamentos e produtos
de higiene e beleza. Os alimentos que contêm glúten podem ser
substituídos por produtos com fécula de batata, farinha de milho, amido
de milho, polvilho, farinha ou creme de arroz, araruta ou fubá.
Lucélia alerta que a doença celíaca é herdada dos pais.
— Nascemos com a predisposição genética e o desenvolvimento dependerá dos fatores ambientais e alimentares.
"MINISTÉRIO DA SAÚDE CRIA COMITÊ DE ATENÇÃO Á PESSOA CELÍACA"
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