16/06/2013
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Glândula é responsável pela produção de hormônios que regulam o metabolismo do organism.Nódulos na glândula, bastante comuns na prática clínica, são detectadas em cerca de 3% da população geral.
Quem procura, tem grandes chances de realmente achar. Esse é o
panorama geral que engloba os temidos, mas nem sempre malignos, nódulos
da tireoide. A glândula que tem o formato de uma borboleta ou de um H,
localizada na região anterior e inferior do pescoço, é responsável pela
produção de hormônios que regulam o metabolismo do organismo. Mas também
é causadora de expectativa e estresse quando seus nódulos acabam
descobertos seja por palpação ou exame ultrassonográfico.
Conforme explica o oncologista Gyl Henrique A. Ramos, especialista em
cabeça e pescoço do Hospital Erasto Gaertner, de Curitiba, onde 3.400
casos de tumores de tireoide foram detectados de 1990 a 2004, a grande
verdade é que nódulos na glândula tireoide são comuns — mais do que se
imagina. Massas sensíveis ao toque, palpáveis, são detectadas em cerca
de 3% da população geral, seja pelo autoexame do paciente (olhando o
pescoço no espelho) ou pelo exame médico.
— Mas os números podem surpreender: considerando os nódulos
diagnosticados por ultrassonografia, a prevalência pode ultrapassar 50%
na população feminina com mais de 50 anos de idade — revela.
No entanto, a probabilidade de um nódulo com padrão suspeito ser
maligno é baixa: de 5 a 10% dos casos. E, no caso de um câncer, costuma
ser pouco invasivo, com bom prognóstico e sobrevida chegando a quase
100% em dez anos, desde que todo o tratamento e acompanhamento sejam
feitos.
— Os endocrinologistas, os cirurgiões de cabeça e pescoço e os
cirurgiões oncológicos, com formação adequada e conhecendo as
particularidades da população de cada microrregião brasileira, estão
aptos para suspeitar, diagnosticar e tratar esta doença tanto benigna
quanto maligna — ressalta o especialista.
Desse modo, o principal desafio para os especialistas é diferenciar
um nódulo com potencial maligno de um nódulo benigno. Para isso,
utilizam-se dados de história familiar e exame físico, além de vários
exames, marcadores séricos e citologia do nódulo, obtida por punção
aspirativa com agulha fina (PAAF). Com esses dados, é possível
identificar com razoável sensibilidade e especificidade os pacientes
portadores de carcinoma de tireoide (câncer).
Segundo o oncologista, existe um determinado tipo de câncer da
tireoide que está relacionado com alteração genética familiar, o que
implica na necessidade de uma pesquisa junto aos familiares em busca
dessas alterações que indicam maior risco de desenvolvimento da doença.
— Nesses casos, leva-se em consideração a retirada preventiva da glândula — comenta.
— Médicos clínicos gerais e principalmente os endocrinologistas, com
formação adequada e conhecendo as particularidades da população de cada
microrregião brasileira, estão aptos para suspeitar, diagnosticar e
tratar o problema — ressalta.
"APENAS 5% A 10% DOS NÓDULOS DA TIREOIDE SÃO MALIGNOS"
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