10 de março de 2015
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A especialista explica que não há cura para o transtorno bipolar, mas,
se o paciente seguir o tratamento de forma adequada, pode passar anos
sem apresentar criseO Ministério da
Saúde deve publicar esta semana as diretrizes terapêuticas para o
diagnóstico, tratamento e acompanhamento do transtorno bipolar. A forma
mais grave da doença, considerada um transtorno afetivo, afeta cerca de 2
milhões de brasileiros... Segundo
o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do
Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, o novo protocolo vai unificar a
atenção dada à doença em todo o país e, com isso, facilitar a sua
identificação por médicos da atenção básica, que deverão encaminhar o
paciente para o tratamento adequado, oferecido nos centros de Atenção
Psicossocial.
A doença se manifesta em fases que alternam a hiperexcitabilidade e a
agitação com profunda tristeza e depressão. A duração de cada fase varia
de pessoa para pessoa, podendo durar horas, dias, meses e até anos. Um
complicador para a pessoa portadora do transtorno surge quando as duas
fases se misturam, o chamado estado misto.
A publicação também deve trazer a incorporação de cinco medicamentos
para o tratamento do transtorno bipolar. Clozapina, lamotrigina,
olanzapina, quetiapina e risperidona são remédios usados para outros
fins na rede pública, mas que até o fim do semestre devem estar
disponíveis também para esse transtorno afetivo. A expectativa é que em
2015 cerca de 270 mil pessoas sejam beneficiadas com o tratamento. O
investimento este ano será cerca de R$ 90 milhões com os medicamentos.
Segundo a professora de psiquiatria da Universidade de Brasília Maria
das Graças de Oliveira, a incorporação dos remédios deve ser comemorada,
já que o tratamento é essencial para que o paciente tenha qualidade de
vida. ”A falta desses medicamentos acaba fazendo com que os médicos
prescrevam produtos mais antigos, menos específicos e que, portanto, têm
mais efeitos colaterais”.
A especialista explica que não há cura para o transtorno bipolar, mas,
se o paciente seguir o tratamento de forma adequada, pode passar anos
sem apresentar crise. Ela alerta que muitos deixam de tomar os remédios
quando se sentem bem, correndo o risco de ter uma crise mais agressiva
depois desse intervalo. FONTE:http://www.vermelho.org.br/noticia/260290-10
postado por André Ponce da Silva às 10:20 em 11 de mar. de 2015
"MINISTÉRIO DA SAÚDE DIVULGA DIRETRIZES PARA TRATAR TRANSTORNO BIPOLAR..."
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