Tratamento de câncer 20/09/2012
Debate no Hospital Mãe de Deus abordou mudanças que ocorrerão a apartir de 2013.
Em 2013, os planos de saúde irão incorporar formalmente os
quimioterapias orais. Para se preparar para o assunto e tratar sobre
novas tecnologias médicas, gestores de operadoras de planos de saúde
reuniram-se nessa semana no Instituto do Câncer Mãe de Deus.
O objetivo, segundo o oncologista e pesquisador do Instituto do
Câncer Mãe de Deus Stephen Doral Stefani, é ampliar a discussão para
saber como operacionalizar a questão e beneficiar os pacientes sem
onerá-los.
De acordo com o médico, quimioterapia oral é uma realidade inequívoca
na assistência médica atual: muitos tratamentos oncológicos só podem
ser feitos desta forma. O problema, explica Stephen, é o alto custo, que
pode chegar a R$ 20 mil mensais.
— Estes medicamentos são caros, de forma que seu uso é praticamente
restrito a pessoas cujas operadoras já oferecem este benefício de forma
espontânea ou via demandas judiciais.
Atualmente, está sendo aguardada a mudança da legislação que obriga
os planos de saúde a incluírem o tratamento na sua cobertura. Já
aprovado no Senado, o projeto de lei da senadora Ana Amélia
Lemos
aguarda análise na Câmara de Deputados e da presidente Dilma Rousseff.
Depois, as operadoras terão um prazo para se adaptar, período no qual
a Agência Nacional de Saúde deve avaliar o impacto na população. São
cerca de 40 milhões de usuários de plano de saúde que poderão ser
beneficiados pela medida.
"OPERADORAS SE PREPARAM PARA INCORPORAR QUIMIOTERAPIAS ORAIS"
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