12/11 às 11h16 - Atualizada em 12/11 às 11h20 Ao transformar células da pele em células cerebrais por meio de
células-tronco, pesquisadores israelenses descobriram por que algumas
pessoas são mais suscetíveis a uma inflamação aguda no cérebro depois de
serem infectadas com uma forma específica de herpes.
Os
pesquisadores verificaram que as células do cérebro, criadas a partir
das células da pele de pessoas com uma determinada mutação, não foram
capazes de gerar interferon, uma proteína normalmente liberada em
resposta à presença de agentes patogênicos, tornando-os mais suscetíveis
de serem infectados após terem sido expostos ao vírus herpes.
"O
interferon é um mediador nos processos de infecção no corpo e é usado em
medicina para o tratamento de certos tipos de hepatite. Descobrimos que
a sua ausência é o que leva a um aumento do risco de danos para as
células do cérebro", diz Itai Pessach, pediatra no Hospital da Criança
Edmond e Lily Safra. A pesquisa focou em crianças que
tinham uma variação genética que as tornava propensas a encefalite, uma
inflamação aguda no cérebro resultante da infecção por vírus herpes
simplex 1.
Depois de transformar as células da pele de portadores em
células-tronco, os pesquisadores transformaram estas últimas em
neurônios em condições que simulam um ambiente de célula do cérebro para
ver como as células cerebrais geradas em laboratório reagiriam quando
infectados com HSV-1.
"O uso dessa técnica pode nos ajudar a entender no futuro como o tecido pode lidar com várias infecções", diz Pessach.
"ESTUDO ISRAELENSE LIGA HERPES A PROBLEMAS CEREBRAIS"
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