Emergência 16/05/2013
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Conduza o paciente imediatamente a um hospital. Se houver qualquer
possibilidade de trauma (antes ou após o evento) prefira sempre chamar o
resgate.Toda e qualquer perda neurológica que ocorre de repente é um AVC até que se prove o contrário.
É um dia normal, como qualquer outro, eis que de repente surge um
sintoma neurológico, ocorre uma parada no funcionamento de uma parte do
cérebro. Essa é a história clássica do temido AVC (acidente vascular
cerebral ou o popular derrame). O sintoma manifestado depende
diretamente da localização e do tamanho da lesão. O quadro é agudo e
dramático, podendo levar à morte ou à perda irreversível de determinada
função corporal.
— Toda e qualquer perda neurológica que ocorre
de repente é um AVC até que se prove o contrário. O sintoma deve ser
prontamente reconhecido e o paciente conduzido imediatamente a um
hospital de grande porte — diz o neurologista Leandro Teles, formado e
especializado pela Universidade de São Paulo.
Infelizmente, no
Brasil, apenas uma minoria dos pacientes é atendida em um ambiente
especializado em menos de quatro horas e meia (fase mais crítica do
derrame em que os médicos podem tentar desobstruir a artéria com
medicamentos na veia). Existem basicamente dois tipos de AVC: isquêmico
(faltou sangue naquela área – 80% dos casos) e hemorrágico (extravasou
sangue naquela área – 20 % dos casos) e para diferenciá-los apenas com
uma tomografia de crânio, pois o quadro clínico é muito parecido.
—
Obviamente, o melhor com relação ao derrame é a prevenção. Os fatores
de risco como sedentarismo, obesidade, pressão alta, diabetes,
colesterol alto e tabagismo devem sempre ser combatidos com intensidade.
O melhor AVC é aquele que não ocorreu — afirma o especialista.
Como
não existe prevenção ideal e existem fatores de risco não modificáveis
(idade e genética, por exemplo), é fundamental conhecer os principais
sintomas do AVC:
• Perda de força ou sensibilidade de um lado do corpo.
•Boca torta ou dificuldade em falar ou entender o que as pessoas dizem. •Falta de coordenação motora e desequilíbrio.
•Problemas para enxergar com um ou ambos os olhos. Leandro Teles enumera oito atitudes que devemos ou não tomar diante de um AVC, confira: 1) Mantenha a calma na abordagem ao paciente, procure não estressá-lo ainda mais. 2)Conduza-o imediatamente a um hospital. Se houver qualquer possibilidade
de trauma (antes ou após o evento) prefira sempre chamar o resgate e
não mobilize o paciente. 3)Nada de esperar
passar. No AVC, tempo é cérebro. O paciente que é visto dentro da
primeira hora do evento tem mais chance de recuperação.
4)Opte sempre que possível por hospitais de médio e grande porte, com
tomografia no pronto socorro e, idealmente, com neurologista de plantão. 5) Não dê AAS (acido acetilsalicílico) ao paciente, pois ainda não sabemos
se o quadro é hemorrágico ou isquêmico (se for hemorragia, o
sangramento piora). 6)Se o paciente for
diabético, tente fazer o teste da glicemia capilar (o aparelho de furar a
ponta do dedo, geralmente os pacientes que usam insulina têm em casa). A
hipoglicemia (glicemia abaixo de 70 mg/dl) pode simular um AVC, e a
correção imediata reduz o risco de sequelas. 7)
Não dê medicamento para abaixar a pressão arterial, mesmo que ela esteja
alta. A pressão aumenta e é útil na fase aguda para irrigar o cérebro
em sofrimento. Deixe que um médico oriente se vai ou não reduzir a
pressão (isso varia caso a caso).
"DERRAME, COMO RECONHECER E O QUE FAZER DIANTE DE UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL"
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