Diagnóstico 07/03/2014
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Segundo o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, 28% das pacientes atendidas apresentam neoplasia mamária.
Uma em cada três mulheres que fazem exames de rotina no Instituto do
Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) é diagnosticada com câncer de
mama. Segundo o Icesp, que é vinculado à Secretaria de Estado da Saúde e
à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), mais da
metade (52%) dos pacientes atendidos na instituição são do sexo feminino
e 28% desse universo apresentam neoplasia mamária.
A doença "continua sendo a principal vilã dentro e fora do
instituto", cita um comunicado do Icesp, levando mais de 1,2 mil
pacientes a procurar o Grupo de Mastologia entre consultas médicas e
cirurgias. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), esse mal
é o que mais mata e representa 22% de novos casos a cada ano no mundo.
No Brasil, em 2011, foram registradas 13.345 mortes, sendo 120 em
homens e 13.225 em mulheres. Para este ano, estima-se o surgimento de
57.120 novos casos. Além do câncer de mama, o Icesp tem diagnosticado
grande incidência de tumores também em órgãos digestivos - esôfago,
estômago, fígado e o colorretal (cólon e reto), com taxa de 22% entre as
mulheres. O câncer de colo retal está entre os cinco mais frequentes
entre as mulheres.
— Quando a prevenção primária não é possível, o diagnóstico precoce é
fundamental na busca pela cura e por uma boa qualidade de vida — alerta
o diretor-geral do Icesp, Paulo Hoff.
Ele recomenda que a partir da primeira relação sexual, a mulher deve
adotar o hábito de visitas anuais ao ginecologista, além de fazer os
exames de prevenção.
Por meio do rastreamento tradicional de câncer de colo de útero,
exame conhecido como papanicolau, é possível detectar precocemente a
neoplasia de colo de útero, bem como lesões que antecedem ao tumor,
permitindo tratamento mais eficaz e medidas que evitem o desenvolvimento
da doença. Já com a mamografia, é possível checar a presença de lesões
mamárias. Este exame deve ser feito por mulheres acima dos 50 anos ou
sempre que solicitado por um médico.
"CÂNCER DE MAMA CONTINUA A SER O VILÃO DA SAÚDE FEMININA"
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