12 de julho de 2014
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NOVAS TÉCNICAS E ABORDAGENS NÃO-CIRÚRGICAS MELHORAM A QUALIDADE DE VIDA DAS MULHERES QUE TÊM CÂNCER DE MAMA
Ao longo das últimas décadas, mudanças no tratamento do câncer de mama representaram uma revolução no atendimento a pacientes.
Houve
uma época em que a abordagem padrão era uma mastectomia radical – que
envolvia a remoção não apenas do seio, mas também de todos os nódulos
linfáticos da axila e de músculos. Essa abordagem foi substituída por
uma cirurgia menos extensiva que, em décadas de estudos clínicos se
mostrou igualmente eficaz no tratamento de pacientes, além de ser mais
segura. Segundo Dirk Iglehart, diretor do Susan Smith Center for Women’s
Cancers do Dana-Farber Cancer Institute, em Boston, hoje há um décimo
do número de mastectomias do que na década de 1970.
Atualmente, a
maioria das mulheres com câncer de mama em estágio inicial passa por
uma tumorectomia. Ou seja: apenas o tumor e uma pequena margem de tecido
normal ao redor são removidos, junto a alguns nódulos linfáticos. Em
seguida, as pacientes recebem terapia com radiação localizada e
tratamento com medicamentos para evitar a recidiva.
Embora esse
procedimento seja menos agressivo, os índices de mortalidade por câncer
de mama vêm caindo continuamente desde 1990, nos Estados Unidos,
resultado dos diagnósticos precoces e terapias médicas desenvolvidas.
Isso graças a um grande investimento em pesquisas de câncer, de acordo
com Clifford Hudis, diretor médico de câncer de mama no Memorial
Sloan-Kettering Cancer Center, em Nova York.
AUMENTO DA IMUNIDADE
Segundo
Hudis, o tratamento está ficando muito mais individualizado. Dependendo
da natureza molecular do tumor, tratamentos hormonais pós-operatórios
ou outros tratamentos com drogas são rotineiramente prescritos para
evitar ou adiar uma recorrência da doença. Ainda assim, com quase 40 mil
mortes por câncer de mama anualmente nos Estados Unidos, é preciso
fazer mais.
Em vez de esperar que o câncer volte a aparecer em
certas pacientes de alto risco, os cientistas estão desenvolvendo novas
técnicas para superar as táticas agressivas das células cancerosas ao
fazer com que o sistema imunológico execute um ataque contínuo para
manter a doença sob controle.
Outra abordagem não-cirúrgica
destrói o tumor ao congelá-lo com uma sonda de gelo, deixando-o em seu
lugar para que o sistema imunológico possa ser treinado a atacá-lo,
explica Hudis. Então, a paciente recebe um estimulante imunológico para
ajudar a superar os obstáculos que impediam seu sistema de reconhecer o
câncer como um tecido estranho. Quando os tumores estão mais avançados,
algumas vezes já é possível minimizar a extensão da cirurgia.
– O
tamanho do tumor e a presença de nódulos positivos podem não ter a
importância que imaginávamos – diz a cirurgiã Deborah Axelrod.
Evitando a metástase de forma criativa
Sabendo
que a eficácia do tratamento é reduzida quando o câncer de mama entra
em metástase – ou seja, quando se espalha a outras partes do corpo –,
pesquisadores estão testando maneiras criativas de evitar essas
recidivas. Uma delas, uma vacina chamada NeuVax, é o estágio final de
testes clínicos multinacionais. A vacina é produzida a partir do
peptídeo, um pequeno pedaço de proteína do câncer combinado a um
estimulante imunológico. Resultados preliminares sugerem que a vacina
pode reduzir em 50% o risco de recorrência entre pacientes cujos tumores
produzem níveis baixos da proteína HER2, um marcador para câncer de
mama mais agressivo. Sem a vacina, essas pacientes têm uma probabilidade
de recidiva de 20%, segundo Mittendorf. Ao invés de esperar para ver se
o câncer retorna, os médicos aplicam a vacina no momento do tratamento
inicial, quando há poucas células cancerosas presentes.
"ONCOLOGIA REVOLUÇÃO NO TRATAMENTO..."
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