23 de fevereiro de 2013 Pesquisadores da Clínica Mayo em Jacksonville (EUA) descobriram uma
proteína que se acumula no cérebro de pacientes com dois distúrbios
neurodegenerativos – a demência frontotemporal e a Esclerose Lateral Amiotrófica, também conhecida como ELA. A descoberta revelou também um
novo biomarcador em potencial, que pode permitir aos médicos confirmar o
diagnóstico das duas doenças.
Os pesquisadores descobriram a
patologia de uma proteína chamada de C9RANT. Um erro no processo celular
– pelo qual as proteínas são geradas – causa a produção anormal da
C9RANT.
A equipe desenvolveu um anticorpo capaz de detectar uma
proteína insolúvel específica que está presente em pessoas com mutações
do gene C9ORF72, já identificado como a causa genética mais comum da ELA
e da demência frontotemporal.
– Essa descoberta esclarece como a
mutação causa os distúrbios e fornece um marcador que ajudará a
rastrear a progressão da doença e, possivelmente, combatê-la – diz o
principal autor do estudo, o neurocientista molecular Leonard
Petrucelli, diretor do Departamento de Neurociências da Clínica Mayo.
Depois
do Alzheimer, a demência frontotemporal é a forma mais comum de
demência neurodegenerativa de início prematuro. Ela se caracteriza por
mudanças na personalidade, no comportamento e na linguagem, devido à
perda de massa cinzenta no lobo frontal do cérebro.
"PROTEÍNA AJUDA A DETECTAR DEMÊNCIA"
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