16 de março de 2013
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EUA vão rever fator de risco do colesterol para evitar uso exagerado de estatina.
Até o final deste ano, o Instituto Nacional para o Coração, Pulmões e
Sangue dos EUA lançará um conjunto de diretrizes que deverá rever os
parâmetros utilizados para definir os fatores de risco do colesterol. É
provável que as taxas do mau colesterol, o LDL, que vêm sendo reduzidas
consideravelmente nos últimos anos, sejam revistas – e para cima.
O
principal objetivo da mudança – que pode influenciar outros países,
inclusive o Brasil – é evitar a medicação exagerada por quem tem uma
taxa um pouco acima do limite. Com a linha de corte cada vez mais
rigorosa, muitos pacientes passaram a tomar estatina, o grupo de
medicamentos mais vendido hoje no mundo.
Estudos comprovam que a
estatina diminui o colesterol de quem tem fatores de risco, como
histórico de infarto na família e tabagismo, mas faz pouca diferença
quando a taxa está levemente acima do ideal e os fatores estão sob
controle. Além disso, tem efeitos colaterais, como a destruição de
células musculares.
– A pergunta é: até que ponto vale insistir
nesses índices e comprometer a qualidade de vida do paciente com
remédios que causam dores? – resume o patologista clínico Emílio
Granato.
Quando vale a pena Quando é recomendado o uso de estatina para controlar o colesterol e as situações que requerem avaliação prévia: RECOMENDADO • Após infarto ou derrame • Taxa de colesterol acima de 170 mg/dl • Existência de fatores de risco, como hipertensão, tabagismo, obesidade, diabetes ou histórico da doença na família AVALIAÇÃO PRÉVIA • Paciente com colesterol acima de 170 mg/dl, mas sem fatores de risco, que faz dieta e exercícios físicos • Teve a taxa aumentada nos últimos seis meses por causa da má alimentação QUEDA LIVRE Nos últimos anos, o limite aceitável para o colesterol ruim, o LDL, caiu drasticamente: 1988 – Até 130 mg/dl (miligrama por decilitro de sangue) 2002 – Até 100 mg/dl 2013 – O limite caiu para 70 mg/dl Fonte: Fontes: Costantino Costantini, Emilio Granato, Fabiano Sandrini e Luiz Fernando Kubrusly
"NO LIMITE DO COLESTEROL ACEITÁVEL"
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