2012-11-09 Conclusão é de um estudo apresentado no esta sexta-feira no Fórum Esclerose Múltipla e Emprego. A maioria dos doentes com Esclerose Múltipla encontra-se inativa. A
conclusão é do estudo «Empregabilidade e Esclerose Múltipla», que indica
que a maior parte dos inquiridos viu a sua vida profissional alterada
após a doença ser diagnosticada.
O estudo, realizado pela empresa
de investigação aplicada Spirituc, resultou de 482 questionários, e foi
apresentado esta sexta-feira durante o Fórum Esclerose Múltipla e
Emprego, uma iniciativa do Serviço de Neurologia do Hospital Garcia de
Orta, em Almada.
Para a maioria dos inquiridos (56 por cento), o
diagnóstico de Esclerose Múltipla «produziu alterações na situação
profissional».
Estas alterações, lê-se nas conclusões do estudo,
«tiveram maior intensidade entre os indivíduos mais velhos, com menor
escolaridade, com diagnósticos mais antigos da doença, que têm
limitações induzidas pela doença ou usam recursos de apoio».
As
alterações mais frequentes produzidas pela Esclerose Múltipla,
identificadas no estudo, foram a necessidade de passagem à reforma -
metade dos indivíduos que registou alterações na vida profissional
reformou-se -, mudança das tarefas profissionais, adaptação do posto de
trabalho, a baixa médica ou a redução de horário.
Entre os
doentes ativos, 42,5 por cento apontaram alterações na vida profissional
induzidas pela doença, como mudanças de tarefas, adaptações do posto de
trabalho e redução do horário.
Dos indivíduos inativos
inquiridos para este estudo, 41,5 por cento foi despedido ou
reformou-se, 33,2 por cento desistiu por falta de capacidade para
trabalhar e 15,7 por cento atingiu o limite de baixa por doença.
A investigação refere que, entre os desempregados, predominam os desempregados de longa duração (75,8 por cento).
Entre os reformados, 41,1 por cento concordou com a reforma e 38,4 por cento admite que foi forçado a reformar-se. A Esclerose Múltipla é uma doença neurológica inflamatória do Sistema
Nervoso Central que surge habitualmente no jovem adulto, com idades
compreendidas entre os 20 e os 50, anos. Esta doença afeta as mulheres duas vezes mais do que os homens.
"MAIORIA DOS DOENTES COM ESCLEROSE MÚLTIPLA ESTÁ INATIVA"
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