Mais de 12 milhões de pessoas devem receber diagnóstico em 2013 Dia de combate à doença alerta para fatores de risco Segunda-feira,
8 de abril, é o Dia Mundial da Luta contra o Câncer, data criada pela
Organização Mundial da Saúde (OMS) para chamar a atenção para uma das
doenças mais letais que aflige a humanidade, mas que pode ser evitada e
tratada com uma prevenção.
Nome que batiza um conjunto de mais de
cem enfermidades que têm em comum o crescimento desordenado de células,
o câncer é a segunda causa de morte por doença no Brasil, atrás apenas
dos distúrbios cardiovasculares. Conforme dados do Instituto Nacional de
Câncer (Inca), mais de 518 mil novos casos devem surgir em 2013.
No
mundo, a cada ano, mais de 12 milhões de pessoas recebem diagnóstico de
câncer e 7,6 milhões morrem da doença. O aumento da expectativa de vida
da população e a exposição cada vez maior a fatores de risco estão
entre as principais razões destes números. Fatores genéticos também são
importantes. Veja abaixo como se prevenir. 10 DICAS PARA SE PROTEGER 1Pare de fumar ! Esta é a regra mais importante para prevenir o câncer. 2uma alimentação saudável pode reduzir a chance de câncer em pelo menos 40%. Inclua pelo menos cinco porções de frutas, verduras e legumes na sua dieta diária e reduza os alimentos gordurosos, salgados e enlatados. Dê preferência às gorduras de origem vegetal como azeite extra virgem, óleo de soja e de girassol, lembrando sempre que não devem ser expostas a altas temperaturas. Evite gorduras de origem animal (leite e derivados, carne de porco, carne vermelha, pele de frango) e algumas gorduras vegetais como margarinas e gordura vegetal hidrogenada. 3evite ou limite a ingestão de bebidas alcoólicas. Os homens não devem tomar mais do que dois drinques por dia. As mulheres devem se limitar a um drinque. 4É aconselhável que homens, entre 50 e 70 anos , orientem-se sobre a necessidade de investigação do câncer da próstata. Homens com histórico familiar de pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos devem consultar o médico para investigar a doença a partir dos 45 anos. 5Pratique atividades físicas moderadamente durante pelo menos 30 minutos, cinco vezes por semana. 6mulheres com 40 anos ou mais devem realizar o exame clínico de mama anualmente. Entre 50 e 69 anos, devem fazer uma mamografia a cada dois anos. Mulheres com caso de câncer de mama na família (mãe, irmã, filha etc.) diagnosticados antes dos 50 anos, ou que tiveram câncer de ovário ou câncer em uma das mamas, em qualquer idade, devem realizar o exame clínico e mamografia anualmente, a partir dos 35 anos de idade. 7mulheres com idade entre 25 e 64 anos devem realizar o preventivo ginecológico periodicamente. Após dois exames com resultado normal com intervalo de um ano, o preventivo pode ser feito a cada três anos. Para os exames alterados, deve- se seguir as orientações médicas. 8mulheres e homens com 50 anos ou mais devem fazer exame de sangue oculto nas fezes anualmente ou a cada dois anos. 9evite exPosição Prolongada ao sol, entre 10h e 16h , e use sempre proteção adequada, como chapéu, barraca e protetor solar. Se você se expõe ao sol durante a jornada de trabalho, procure usar chapéu de aba larga, camisa de manga longa e calça comprida. 10Faça diariamente a higiene oral e consulte o dentista regularmente. dicas para se proteger
Autoestima renovada
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O PROBLEMA
Lei obriga SUS a reconstruir a mama logo após a mastectomia
O
câncer de mama é um que mais acomete as mulheres. O diagnóstico precoce
representa 95% de chance de cura, mas muitas vezes depende de uma
solução radical: a extração na mama.
O plenário do Senado aprovou
na última semana de março um projeto de lei que obriga o Sistema Único
de Saúde (SUS) a pagar a cirurgia de reconstrução mamária. Caso não seja
possível fazer na mesma cirurgia em que ocorrer a retirada, ela deve
ser feita logo que a mulher tiver condições clínicas de passar pela
operação.
O objetivo é impedir que a reconstrução seja adiada
seguidas vezes, o que leva muitas mulheres a desistir do procedimento. A
medida deverá beneficiar pacientes de baixa renda, que não têm acesso a
clínicas privadas. Por não ter sido alterado em relação ao texto
aprovado na Câmara dos Deputados, o projeto segue direto para sanção
presidencial. Tipos de reconstrução > Com silicone: prótese definitiva ou
expansor (espécie de balão que vai sendo distendido quando há falta de
pele. Depois é substituído por prótese).> Com tecido orgânico da própria paciente (pele e gordura do abdômen ou das costas).
“Não precisa se sentir mutilada”
José Luiz Pedrini - Vice-presidente da Sociedade Brasileira da Mastologia
O
médico José Luiz Pedrini explica que a reconstrução da mama já era
garantida por lei desde 1999, mas, muitas vezes, esse direito não era
respeitado por limitações do SUS ou por desistência da própria paciente.
– As mulheres ficam com medo de que a doença possa voltar se fizerem a cirurgia depois da retirada – afirma.
Nesta entrevista, Pedrini diz que a reconstrução da mama evita a depressão e melhora a autoestima e até imunidade das mulheres.
Vida – O que muda com esse projeto aprovado pelo Congresso?
José
Luiz Pedrini – Muda o direito da reconstrução imediata. A mulher não
precisa se sentir doente ou mutilada para se curar do câncer. Isso não
atrapalha a cura da doença. Sabe-se que as mulheres que tiram a mama e
põem silicone têm melhor autoestima e ficam com melhor imunidade.
Influencia na sexualidade. Há trabalhos mostrando que a maioria dos
parceiros abandonam mulheres que perdem a mama. A perda da silhueta leva
muitas mulheres a um quadro depressivo.
Vida – Em que situações a cirurgia não é indicada?
Pedrini
– Se for o desejo expresso da paciente de não reconstruir a mama, deve
ser respeitado. Quando é fumante ou tem uma doença crônica descompensada
(cardiovascular), é melhor evitar naquele momento.
Vida – Em quanto tempo a cirurgia deve ser feita?
Pedrini
– A determinação é de que não deve passar de 60 dias (entre a chegada
do paciente, o diagnóstico e cirurgia). A grande maioria não precisa
retirar a mama. Cerca de 30% a 40% das mulheres retiram. Cerca de 60%
desistem da reconstrução se ela não é feita na hora.
Vida – Se feita após a retirada, a reconstrução fica prejudicada?
"NÃO DÊ CHANCE AO CANCÊR"
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