Recordar é viver 05/12/2012
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Neurocirurgião dá dicas para manter a memória em dia.Na maioria dos casos, esquecimento e depressão estão interligados. Se recordar é mesmo viver, comece desde já a exercitar seu cérebro
para que as boas lembranças da vida não se percam com o tempo.
O neurocirurgião e chefe do Serviço de Neurocirurgia do Hospital Mãe
de Deus, Arlindo D'Ávila, explica que o cérebro apresenta múltiplos
sistemas de memórias, com diferentes características e envolvendo
distintas redes neuronais. Diretamente associada à aprendizagem, a
memória envolve um processo que abrange o arquivo e a recuperação de
experiências.
— Nossos neurônios se assemelham aos nossos músculos, quanto mais exercitamos, melhor irão trabalhar — compara D'Ávila.
Para ele, as memórias são extremamente importantes para a
individualidade do ser humano. Aquilo que cada um recorda é diferente do
que os outros lembram, mesmo que tenham vivido a mesma situação. No
entanto, algumas pessoas recordam eventos, fatos, emoções e desempenhos
por períodos curtos e outros por toda a vida.
O geriatra Evaldo Nascimento compara o desgaste fisiológico que leva
naturalmente ao esquecimento com o surgimento dos cabelos brancos e das
rugas. É quando, por volta dos 75 a 80 anos, a pessoa esquece o que
disse cinco minutos antes, mas lembra de coisas que viveu há 40 anos.
— Nesses casos, o esquecimento normalmente não atrapalha o convívio
social, embora exija algumas adaptações, como acionar lembretes para
desligar equipamentos domésticos ou tomar remédios — comenta Nascimento.
Já o esquecimento patológico costuma ser mais precoce e demanda
acompanhamento médico para identificar a origem do problema, que pode
ser uma doença degenerativa, como Alzheimer. Aí sim, o impacto no núcleo
familiar pode ser até mais grave do que no paciente, pois ele esquece o
nome dos filhos e precisa de ajuda para fazer as atividades mais
básicas do dia a dia, mas não tem consciência do que está se passando.
Outro fator destacado pelo geriatra é que quadros de esquecimento e
depressão, quase sempre, estão interligados ou nas causas — quando a
depressão afeta a memória — ou nas consequências — quando a perda da
memória desencadeia um quadro depressivo.
Ainda no rol dos fatores psíquicos que levam ao esquecimento, o
neurocirurgião Arlindo D'Ávila alerta que o grau de estresse tem uma
incidência importante.
— A maioria das pessoas que acha que tem falta de memória, na
verdade, tem desatenção, porque estão muito cansadas ou estressadas —
comenta.
Dicas para manter a memória em dia
— Vivencie situações novas, pois elas mantêm a mente ativa e criam novas conexões.
— Exercite o cérebro com frequência. O hábito de pensar em
estratégias, seja em jogos ou leituras, melhora as funções cognitivas.
— Faça associações. Ligue assuntos novos a algo que você já conhece. Quanto mais associações, mais ações serão lembradas.
— Durma bem. O sono é o estado em que o nosso cérebro consolida novas informações adquiridas e as armazena como memória.
— Cuide da alimentação. Uma dieta rica em ômega 3, vitamina B e antioxidantes é importante para a saúde do cérebro.
— Equilíbrio emocional. As cobranças rotineiras e situações de
estresse podem prejudicar a atenção e levar a pessoa, dependendo do
caso, à depressão — o que dificulta muito o processo de memorização.
"MEMÓRIA É IMPORTANTE PARA PRESERVAR A INDIVIADUALIFAFE DIZ PSIQUIATRA"
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