12/03/2014 [Image] O Dia Mundial da Incontinência Urinária, na próxima sexta-feira (14), é
um alerta para um dos problemas mais comuns e impactantes na vida da
população.
Apesar de muitas vezes ser subestimada, a incontinência urinária
pode ter efeito devastador. Quando associada à quadros clínicos mais
complexos, pode se levar à infecções do trato urinário e ao
comprometimento renal secundário.
Além dos problemas físicos, pode acarretar problemas
psicológicos. Com receio de passar por situações constrangedoras, os
pacientes muitas vezes se isolam e desenvolvem quadros depressivos de
intensidade variável.
Os sintomas de perda urinária podem ter origem no descontrole da
capacidade da bexiga em armazenar urina (síndrome da bexiga hiperativa)
e na disfunção do mecanismo de continência, que se torna incapaz de
conter a perda sob situações que elevem a pressão intra-abdominal
(incontinência urinária de esforço). Em algumas situações, pode haver
uma combinação de ambas as disfunções, levando a um quadro conhecido
como incontinência urinária mista.
Síndrome da bexiga hiperativa: A disfunção vesical gera sintomas de urgência e frequência
miccional aumentada nos períodos diurno e/ou noturno, associados ou não,
às perdas de urina. Esta síndrome já acomete 19% da população
brasileira e, embora mais comum em adultos e idosos, também atinge
jovens e crianças, de ambos os sexos.
Incontinência urinária de esforço:
As queixas de perda se relacionam exclusivamente aos esforços
físicos como tossir, espirrar, carregar peso, levantar-se, entre outros.
Embora seja um quadro muito mais comum em mulheres, também pode
acometer homens, sobretudo após cirurgias prostáticas e crianças com
problemas neurológicos.
A perda urinária também pode estar associada a doenças
neurológicas, como o traumatismo da medula espinhal, a esclerose
múltipla, a doença de Parkinson e o AVC - Acidente Vascular Cerebral.
Nesta situação, a alteração do comportamento vesical recebe o nome de
bexiga neurogênica. Segundo o Dr. Caio Cesar Cintra, especialista em
Urologia pela Faculdade de Medicina do ABC, nestas condições, a
incontinência urinária pode ser apenas uma parte do problema.
Quando relacionada a algumas situações de alto risco, como na
lesão medular, por exemplo, o descontrole da bexiga pode causar
condições clínicas que, se não tratadas, podem levar a quadros de
insuficiência renal. "Em casos não tratados adequadamente, pacientes com
bexiga neurogênica podem sofrer com danos no rim após três anos da
lesão, chegando a necessitar de diálise", comenta o médico.
Tratamentos
Terapia comportamental, medicamentos orais e o uso da toxina
botulínica são opções adequadas. Quando bem indicados, demonstram
impacto positivo sobre a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
Apesar de ser comumente procurado pelos pacientes, o procedimento
cirúrgico é a última opção na maioria dos quadroo, estando reservado
como primeira opção apenas para situações específicas que precisam ser
avaliadas pelo médico.
Segundo Dr. Caio, a utilização do BOTOX® vem se mostrando muito
eficaz. "A toxina botulínica controla, de maneira eficaz, a disfunção de
armazenamento vesical, agindo de uma maneira mais completa no trato
urinário inferior, quando comparada às medicações orais", explica.
No Brasil, o BOTOX®, muito conhecido em tratamentos estéticos é a
única toxina aprovada pela ANVISA para o tratamento de bexiga
hiperativa neurogênica. O medicamento relaxa a área e impede as
contrações involuntárias, promovendo o controle urinário. O efeito pode
durar até 9 meses e pode ser reaplicado após este período conforme
avaliação médica.
Cuidados
Hábitos de vida saudáveis e alimentação balanceada reduzem as
chances de desenvolver o problema - perda de peso, ingestão de alimentos
saudáveis, ingestão de fibras e realização de atividade física moderada
sem impacto. Mudanças de atitudes, como parar de fumar e restringir o
consumo de café podem reduzir o risco da doença.
Homens, mulheres e crianças podem sofrer de incontinência
urinária. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, 35% das mulheres
pós-menopausa apresentam incontinência urinária aos esforços e 40% das
gestantes vão apresentar um ou mais episódios de perda durante a
gestação, ou logo após o parto. Entre os homens, sua incidência chega a
5% dos indivíduos submetidos à retirada da próstata, por câncer. FONTE:http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-27--66-20140312
postado por André Ponce da Silva às 01:06 em 13 de mar. de 2014
"INCONTINÊNCIA URINÁRIA E BEXIGA HIPERATIVA, SINTOMAS CONFUNDEM"
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