Não faz bem 11/03/2013
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A niacina é usada há anos com a ideia de que ajuda a prevenir infartos ou derrames.Estudo apontou que vitamina pode ser prejudicil à saúde.
Cientistas descartaram que a vitamina B3, ou niacina, administrada em
doses altas, tenha efeito terapêutico em pessoas com risco de
desenvolver doenças cardiovasculares, assinalando, inclusive, que a
mesma pode ser prejudicial, segundo os resultados do maior teste clínico
já realizado sobre o tratamento, divulgados neste sábado.
A empresa farmacêutica americana Merck, que desenvolveu esta
combinação de niacina e laropiprant chamada Tredaptive, já havia
indicado, em 20 de dezembro, que os resultados preliminares do estudo
(HPS2-THRIVE) foram decepcionantes, a ponto de retirar o pedido de
comercialização feito à agência que regula os medicamentos nos Estados
Unidos (FDA). O Tredaptive foi aprovado em 70 países — não nos Estados
Unidos — sendo que 40 deles já o comercializam.
O teste clínico envolveu 25.673 pacientes com risco de sofrer ataque
cardíaco ou derrame. Metade deles tomou Tredaptive, e o restante, um
placebo. A todos foi prescrita uma estatina, medicamento para o controle
do colesterol. O estudo não mostrou diferenças na redução do risco de
problemas cardiovasculares. No grupo que tomou Tredaptive, 13,2% dos
participantes tiveram um episódio cardiovascular ou que ser operados, em
comparação com 13,7% no outro grupo.
— Estamos decepcionados com o fato de estes resultados não terem
mostrado nenhum benefício para os nossos pacientes — lamentou Jane
Armitage, da Universidad de Oxford, principal autora do estudo.
Jane apresentou os resultados na conferência anual da American
College of Cardiology (ACC), em San Francisco, Califórnia. Os
pesquisadores também se surpreenderam ao constatarem, no grupo que
tomava Tredaptive, um número elevado de pacientes com hemorragia — de
2,5%, frente a 1,9% —, bem como com infecções (8%, frente a 6,6%). Além
disso, um número significativamente maior de participantes do estudo que
tomaram Tredaptive apresentaram efeitos colaterais graves, como
diabetes (9,1%, contra 7,3%) e problemas gastrointestinais (4,8%, contra
3,8%).
— A niacina é usada há anos com a ideia de que ajuda a prevenir
infartos ou derrames, mas, agora, sabemos que seus efeitos colaterais
prejudiciais são maiores do que seus benefícios — assinalou a autora. A
niacina ajuda a aumentar o colesterol bom (HDL) e a reduzir o ruim
(LDL).
"CIENTISTAS DESCARTAM EFEITOS BENÉFICOS DA VITAMINA B3 PARA O CORAÇÃO"
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