Dor crônica 13/02/2013
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Além da dor, o paciente pode sentir intolerância à luz, ao barulho
e aos odores fortes. É muito frequente a presença de náuseas e até
mesmo vômitos.É fundamental a ocorrência de ao menos cinco crises na vida para obter o diagnóstico.
Quem nunca sentiu uma crise de dor de cabeça incômoda alguma vez na
vida? Esse sintoma pode ser decorrente de inúmeros distúrbios, dentre
eles a famosa enxaqueca. A despeito de toda essa fama, pouca gente sabe
reconhecer quando uma dor é decorrente de enxaqueca ou não.
— A
enxaqueca é uma dor de cabeça muito peculiar, e o diagnóstico preciso é
fundamental pois o tratamento é direcionado e pode ser bem diferente do
feito para outros tipos de dor — avisa o neurologista Leandro Teles,
formado e especializado pela USP.
Estamos falando de uma doença
relativamente comum, cerca de 30% das mulheres em idade fértil e 10% dos
homens apresentam esse tipo específico e incapacitante de dor na
cabeça.
Segundo o neurologista, há uma série de características clássicas da crise de enxaqueca. Veja se você se enquadra:
1 – Evolução A
enxaqueca evolui em crises. A pessoa, de tempos em tempos, apresenta o
sintoma – a duração da crise é de quatro a 72 horas (se não medicada).
Entre as crises a pessoa está bem. É fundamental pelo menos cinco crises
na vida para o diagnóstico e evidências de que o problema é crônico. 2 – Característica da dor Dor
de intensidade moderada a forte, geralmente de um lado da cabeça
(apenas de 40% das vezes dói dos dois lados), característica pulsátil
(latejante, como se o coração batesse dentro da cabeça), que piora com
atividades do cotidiano (melhora com repouso).
3 – Sintomas associados Além
da dor, o paciente costuma sentir intolerância à luz, ao barulho e,
eventualmente, aos odores fortes. É muito frequente a presença de
náuseas e até vômitos (o que dificulta a tomada de remédios). Em cerca
de 20% dos casos de enxaqueca podem surgir sintomas neurológicos
transitórios antes, durante ou depois da dor. Esses sintomas são
geralmente visuais, como pontos brilhantes ou visão turva, mas podem ser
formigamentos e até bloqueio da fala (chamamos esse sintoma de aura, e
são absolutamente típicos da enxaqueca).
4 – Afastar outras doenças É
fundamental afastar outras doenças importantes na hora de dar o
diagnóstico de enxaqueca. Para isso o médico usa toda a sua experiência e
o exame neurológico, em casos mais complicados podem ser necessários
exames complementares (guiados para afastar outras causas, uma vez que a
enxaqueca não aparece nos exames). Várias doenças podem simular dores
de cabeça mais crônicas, tais como: trombose venosa cerebral, meningite
crônica, hipertensão intracraniana, sinusopatia, etc. (por isso nada de
auto-diagnóstico). 5 – Complicações A
enxaqueca mal conduzida pode complicar, sendo as duas principais
complicações: estado de mal de enxaqueca, quando a dor dura mais que 72
horas, muitas vezes necessitando de internação e medidas mais drásticas;
e enxaqueca transformada, que sai do controle e começa a aparecer quase
todo o dia. Fica um pouco mais fraca mais não vai mais embora (a
principal causa para isso é o uso excessivo de analgésicos comuns acima
de duas vezes por semana).
Como podemos perceber, a enxaqueca é
uma síndrome complexa. Envolve a cabeça, intolerância a estímulos,
alterações de estômago e até sintomas neurológicos focais. Além disso,
tem doenças sérias que podem simular uma enxaqueca descontrolada,
atrasando muito o diagnóstico correto.
Por fim, o tratamento
incorreto pode levar à complicações como a dor de cabeça crônica diária,
que causa profundos impactos físicos, sociais e emocionais a quem já
experimentou essa complicação. Por tudo isso é fundamental dar atenção
ao sintoma e buscar ajuda especializada.
"PRESTE ATENÇÃO NAS DIFERENÇAS ENTRE DOR DE CABEÇA SIMPLES, E ENXAQUECA, E VEJA COMO TRATAR DO PROBLEMA"
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