27 | 05 | 2013
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A Esclerose Múltipla já é a principal causa de incapacidade jovem, logo a seguir aos acidentes.Carla Marina Mendes cmendes@destak.pt
Os jovens são as suas principais vítimas. É a elas
que rouba a normalidade e ensombra o futuro, que não raras vezes rouba a
esperança, transformando o dia a dia numa autêntica montanha-russa.
Luísa Sacchetti Matias conhece bem os altos e baixos, ou não vivesse com
esclerose múltipla há 21 anos, mais de metade da sua vida. Em vésperas
do Dia Mundial que assinala a doença, partilha o que tem sido viver com
um problema que, depois dos acidentes de viação, é já a principal causa
de incapacidade nesta faixa.
Aos 35 anos encontra-se, conta, a
«reconstruir» a vida. Enfrentou a dura realidade «de uma doença que
incapacita pessoas muito novas, ou que retira completamente a qualidade a
quem esperava uma vida familiar e profissional plenas e um envelhecer
tranquilo». Mas não desistiu de lutar, nem mesmo quando, depois de 12
anos com sintomas mas sem diagnóstico, ficou finalmente a conhecer o
nome de um problema que era também seu.
Às dificuldades físicas
juntou outras. «Era complicado dizer que estava tudo bem quando não
estava, só porque não era visível por fora. Senti na primeira pessoa o
porquê da complicação em compreender a Esclerose Múltipla», conta.
Ângela Valença, neurologista, confirma ao Destak que
«ser diagnosticado com uma doença crónica e potencialmente incapacitante
numa altura da vida em que se fazem planos para o futuro, leva a que se
reavalie tudo o que se conhece». Motivo de sobra para que, este ano, o
dia dedicado à doença, que se assinala amanhã, tenha como tema os
‘Jovens e Esclerose Múltipla’. Na quarta-feira, as histórias de jovens
como Luísa serão reveladas para incentivar a partilha e a superação dos
desafios diários, aproveitando o melhor que a vida tem para oferecer.
Quando o cérebro não comanda.
Por
ser «uma doença do cérebro e do sistema nervoso» e porque o cérebro é o
que comanda tudo no nosso corpo – «recebe informação se temos frio nos
pés, se precisamos de ir ao WC, se os sapatos nos estão a magoar ou se o
cinto das calças esta demasiado apertado» – pode «afetar
significativamente a nossa vida». E apesar de não ter, por enquanto,
cura, «tem tratamento», embora «uma em cada cinco pessoas acabe por usar
permanentemente uma cadeira de rodas».
Há, por isso, que estar
atento a sinais de alerta como a falta de força nas pernas, visão
desfocada, formigueiros num braço ou perna, ou ainda dificuldade em
controlar os movimentos, sintomas que devem motivar a procurar de ajuda
médica.
"EM, A SEGUNDA CAUSA DE INCAPACIDADE JOVEM"
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