Transplante 25/09/2013
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Procedimento pode ser similar a uma doação de sangue convencional. Procedimento é simples e pode salvar vidas.
O Brasil tem, hoje, o terceiro maior número de doadores de medula
óssea do mundo, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Com mais
de três milhões de doadores inscritos, o país perde apenas para os
Estados Unidos, que conta com quase sete milhões de cadastrados, e para a
Alemanha, com 5 milhões. Porém, apesar do número positivo, a demanda de
pacientes que precisam de medulas compatíveis é crescente, assim como
as dúvidas sobre a doação.
A hematologista do Hospital São Camilo Pompeia, Maria Cristina
Almeida Macedo, explica que, para ser doador, é preciso se cadastrar no
Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). A especialista
explica os procedimentos para o transplante.
Confira:
Como se tornar um doador?
Procure o hemocentro
da sua cidade, onde será realizado o cadastro com seus dados pessoais e a
coleta de uma amostra de sangue retirado do braço. A amostra passará
por um processo de tipificação, que levantará as características
genéticas de compatibilidade. A partir daí, o doador recebe um número
(semelhante a um código de barras) que o identificará no banco de
medula.
Quem pode ser doador?
O doador deve ter entre 18 e
55 anos e não ter histórico de doenças infectocontagiosas ou de câncer.
As mulheres não podem doar durante a gravidez. Os critérios são
semelhantes aos de uma doação de sangue.
Fui chamado. E agora?
O Redome realiza a análise
de dados e identifica possíveis doadores compatíveis. A pessoa
cadastrada é convocada e tem a liberdade de decidir se, de fato, fará a
doação voluntária. Aqueles que optarem por continuar no processo devem
comparecer ao hemocentro de referência para realizar a complementação e
confirmação do exame de histocompatibilidade humana (HLA), que comprova a
compatibilidade. Além disso, é realizado um check-up para verificar o
estado de saúde do doador.
Como ocorre o transplante?
Após a confirmação dos
exames de compatibilidade e do estado de saúde do voluntário, a doação é
realizada em um centro para transplantes de medula óssea. Hoje, de
acordo o INCA, o Brasil conta com 26 centros completos que realizam
todos os tipos de transplante, incluindo doadores não aparentados, isto
é, que não fazem parte da família.
A pessoa decide por duas maneiras de realizar a doação:
1) por meio do sangue periférico (que é similar a uma doação de
sangue convencional): nesse caso, o doador toma um medicamento por cinco
dias para estimular a liberação das células tronco hematopoiéticas
(células que produzem o sangue) para que possam ser coletadas
2) pela retirada da medula por meio de punções na bacia: esse
procedimento costuma utilizar anestesia peridural (a mesma utilizada em
partos) ou anestesia geral, de acordo com a escolha do doador.
Em quanto tempo acontece a recuperação?
O doador
pode retomar suas atividades normalmente 24 horas após o transplante.
Apenas em casos em que a pessoa realize trabalho com esforço físico
intenso, o tempo de repouso deve ser um pouco maior. As células doadas
se regeneram em pouco menos de 15 dias, por isso o doador pode
permanecer cadastrado no banco de medulas para outros transplantes, caso
haja novamente a compatibilidade.
"SAIBA COMO OCORRE O PROCESSO DE DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA"
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