Prevenção 08/11/2013
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Arritmia cardíaca pode surgir logo após o nascimento.No dia 12 de novembro, comemora-se o Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita.
Ao contrário do que se imagina, algumas doenças do coração podem
apresentar sinais ainda na infância. É o caso da arritmia cardíaca, que
pode surgir logo após o nascimento. O diagnóstico nem sempre é fácil.
Não à toa, no próximo dia 12 de novembro se comemora o Dia Nacional de
Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita. A data foi criada para
chamar a atenção das pessoas sobre o problema.
Em casos como o de recém-nascidos, por exemplo, o bebê tem um
batimento cardíaco normalmente acelerado, com cerca de 120 a 140 batidas
por minuto. Os casos de arritmias em bebês podem ocorrer por causas
congênitas ou por estar associado a uma cirurgia cardíaca feita para
corrigir estes problemas.
Segundo o cardiologista Bruno Bueno, as arritmias cardíacas se
caracterizam por qualquer descompasso no ritmo do coração, como um
batimento errado, por exemplo. É preciso estar atento para não confundir
os sintomas com o de uma taquicardia. Ele lembra que o sintoma mais
frequente da arritmia é a palpitação, uma sensação de batida rápida do
coração. Se bater mais de 120 vezes por minuto, pode ser sinal de uma
taquicardia. Mas se a pessoa acabou de realizar um exercício físico,
esse batimento provavelmente é normal e esperado. Em geral, o paciente
se queixa de uma batida muito acelerada, como se o coração estivesse
batendo no pescoço.
Mas tem também aquele que sente um descompasso, como se estivesse
faltando uma batida. Outros sintomas são falta de ar, cansaço físico
anormal, tontura e desmaio. Os casos que chamam a atenção e requerem
cuidado redobrado são os de pacientes que apresentam desmaio durante uma
atividade física aeróbica, como uma partida de futebol, e aqueles que
têm desmaios muito rápidos, sem aviso, causando até mesmo traumas no
rosto e fraturas na queda.
— Estes casos podem estar relacionados a arritmias mais graves, inclusive com risco de morte súbita — alerta o médico.
Agravantes
Uma série de fatores influencia para o aparecimento da arritmia, tais
como problemas de diabetes, pressão alta, infarto, colesterol, entre
outras doenças. As de origem genéticas são raras. É mais comum surgir na
adolescência ou no adulto jovem. A fibrilação atrial é um tipo de
arritmia que aparece com o avanço da idade. Sua incidência é maior nos
homens. A hipertensão, a obesidade, o tabagismo, o diabetes, o estresse e
a prática excessiva de esportes sem orientação contribuem para o
surgimento da doença. O diagnóstico pode ser feito por meio de exames de
rotina, como o teste ergométrico, o eletrocardiograma e o holter de 24
horas.
Nos atletas que apresentam arritmia, é necessária uma supervisão da
atividade física para não causar uma modificação no coração, o chamado
coração do atleta.
— Para estes casos, diminui-se a intensidade das atividades físicas,
porque o seu exagero - na tentativa de ficar saudável - pode levar a uma
doença que não existia — ressalta.
Cura
A boa notícia é que a arritmia pode ter cura. O tratamento é a
ablação por um cateter, um procedimento invasivo não cirúrgico e
indolor. O paciente é sedado e o médico introduz um cateter pela veia da
perna até chegar ao coração. No local, são aplicadas ondas de calor,
por meio da radiofrequência, eliminando-se o foco da arritmia.
"ARRITIMIA CARDÍACA PODE SURGIR NA INFÂNCIA"
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