07/10/2013
[Image]
A simples coleta do sangue da mãe é suficiente para avaliação do material genético do bebêHá três meses, a Reprogenetics Brasil oferece o
teste Verifi, que pode ser realizado a partir da décima semana de
gestação. A eficácia é de 99,3%
Suspeitar que o filho é portador de alguma doença genética é uma grande
apreensão. Submeter-se ao teste que comprova a anomalia pode
intensificar ainda mais esse sentimento. A amniocentese do útero é o
teste mais corriqueiro na identificação de síndromes cromossômicas, como
a de Down. Nele, uma agulha comprida é inserida na barriga da mãe até
chegar à placenta para coleta de amostra do líquido amniótico. Invasivo,
o teste pode, mesmo que em raras ocasiões, causar um aborto espontâneo.
Para trazer mais segurança à mãe e excluir a agulha do processo,
laboratórios brasileiros já oferecem uma alternativa baseada apenas na
análise sanguínea, valendo-se dos avanços da ciência e da tecnologia
para facilitar os diagnósticos.
Há três meses, a Reprogenetics
Brasil oferece o teste Verifi, que pode ser realizado a partir da décima
semana de gestação. O médico urologista e sócioproprietário da empresa,
Rodrigo Pagani, explica que a simples coleta do sangue da mãe é
suficiente para avaliação do material genético do bebê. “Nessa fase da
gravidez já há células do feto circulando na corrente sanguínea da
gestante. Identificadas essas células, fazemos seu isolamento e
examinamos para verificar se há alguma alteração nos cromossomos 13, 18 e
21”, explica. Entre as várias características que permitem a distinção
entre as células do neném e as da mãe está o tamanho dos cromossomos,
maior no caso da gestante, o que permite a separação. Trissomia no cromossomo 21 diagnostica síndrome de Down, enquanto no 13 é
a síndrome de Edwards e no 18 a de Patau. Ainda são avaliados os
cromossomos X e Y. Em situação normal, a menina é identificada como XX e
o menino como XY. Mas há possibilidade de uma mutação em que o bebê
nascerá apenas com um cromossomo X, o que caracteriza a síndrome de
Turner. “Pode ocorrer também de ser XXY. Nesse caso, o menino nasce com a
síndrome de Klinefelter”, explica Pagani. Para finalizar, nessa etapa
ainda poderá ser identificado o sexo da criança.
A eficácia do
Verifi é de 99,3%, segundo Pagani, por isso não elimina por completo a
necessidade de realizar a amniocentese. “Se ocorrer qualquer suspeita de
deformidade durante o ultrassom, há 80% de chance de se confirmar que a
criança tem o problema. Para se certificar ainda mais pode ser indicada
a realização do Verifi”, explica o médico. Se o teste sanguíneo der
positivo, não há mais dúvidas, a criança terá uma das síndromes
enumeradas. “Somente no caso de o resultado ser negativo surge a
necessidade de realizar a amniocentese. Mas isso ocorre em menos de 1%
das vezes”, acrescenta Pagani. LIMITAÇÃO O
obstetra e diretor científico da Associação de Ginecologistas e
Obstetras de Minas Gerais (Sogimig), Frederico Peret, afirma que, além
de confiável – por ter um baixo índice de falso positivo –, o teste
Verifi é certificado internacionalmente. “Mas é preciso lembrar que há
uma limitação. Ele é indicado para as síndromes de Down, Edwards e
Patau. O fato de o resultado ser negativo não impede que a criança tenha
outros problemas”, alerta Peret.
Para os pais que querem buscar
uma gama maior de alterações genéticas, a amniocentese ainda é a opção
mais recomendada. “Há possibilidades maiores com esse exame, já que,
além de uma análise de DNA, ainda é realizado um mapeamento cromossômico
completo da criança”, explica o obstetra. Nesse caso, ainda podem ser
identificadas outras anomalias, como doenças metabólicas congênitas
graves e traços de anemia falciforme, por exemplo. “O teste com a coleta
de sangue da mãe pode ser muito bem aplicado para substituir o teste
invasivo nas situações mencionadas”, pondera Peret. Também é indicado
apenas para mulheres que estão esperando um bebê.
O preço ainda é
proibitivo para a maioria das mulheres: cerca de R$ 3,5 mil e realizado
por vários laboratórios, podendo ter nomes distintos. É indicado para
mulheres com mais de 35 anos, que tenham ocorrência de anormalidade
genética na família ou no caso de ser identificado acúmulo excessivo de
líquido na região da nuca do feto durante o exame de translucência
nucal. Cada vez mais detalhados Para reduzir
ao máximo a possibilidade de o feto ter algum problema de saúde, há
testes para cruzamento dos materiais genéticos dos pais. Um deles, o
Recombine, permite a identificação de 180 doenças que podem ser
desenvolvidas a partir da combinação dos dois DNAs no momento da
concepção. “São doenças recessivas como fibrose cística, anemia
falciforme, distrofias musculares e talacemia”, enumera o médico
urologista e sócioproprietário da Reprogenetics Brasil, Rodrigo Pagani.
Diante do resultado, o casal pode optar pela inseminação in vitro, na
qual será possível selecionar os embriões saudáveis que serão
implantados no útero. Não é preciso ter casos na família para recorrer
ao teste. “As doenças recessivas têm característica de demorar várias
gerações para voltar a aparecer. O fato de não ter casos próximos em
parentes não exclui a possibilidade de sua ocorrência”, alerta Pagani.
[Image]
FONTE:http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2013/10/07/noticia_saudeplena,145849/analise-sanguinea-da-gestante-e-alternativa-para-investigar-possiveis.shtml
postado por André Ponce da Silva às 16:24 em 8 de out. de 2013
"ANÁLISE SANGUÍNEA DA GESTANTE É ALTERNATIVA PARA INVESTIGAR POSSÍVEIS DOENÇAS GENÉTICAS NO FETO"
Não foi feito nenhum comentário até agora. -