Falta informação04/10/2012
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Cardiologista considera preocupante o desconhecimento dos brasileiros sobre o tema.Pesquisa avaliou o conhecimento da população sobre hipertensão e dislipidemia em oito capitais. Hipertensão e dislipidemia ainda são um mistério para muitos
brasileiros. É o que revela uma pesquisa realizada pela Bayer HealthCare
Pharmaceuticals com o apoio dos Departamentos de Aterosclerose e de
Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia. O estudo
entrevistou 7 mil pessoas em oito capitais (São Paulo, Rio de Janeiro,
Curitiba, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre).
Apenas 30% dos entrevistados responderam que a hipertensão é uma
doença crônica caracterizada pelo aumento da pressão arterial e 92% dos
participantes não souberam responder sobre a dislipidemia, uma condição
patológica que afeta milhões de brasileiros, cujos níveis de colesterol
no sangue estão aumentados.
De acordo com o cardiologista Hermes Xavier, presidente do
Departamento de Aterosclerose, o desconhecimento dos brasileiros sobre
os principais fatores de risco para a doença cardiovascular é
preocupante, por isso a importância de campanhas de prevenção e ações
que levem melhor informação à população.
Hipertensão
A hipertensão arterial, definida pelo nível de pressão arterial maior
ou igual a 140x90 mmHg, muitas vezes não tem uma causa conhecida.
Histórico familiar, alimentação rica em sal (sódio), estresse,
obesidade, sedentarismo e o envelhecimento são fatores que aumentam o
risco de desenvolver a doença. Nesse aspecto, a pesquisa demonstrou que
os brasileiros reconhecem os seguintes fatores de risco para a
hipertensão arterial: obesidade (18%), sedentarismo (18%), estresse
(12%), ingestão de sal em excesso (10%) e fatores hereditários (5%).
Entre os participantes da pesquisa, 14% não souberam associar a nenhuma
das opções e 23% escolheram outros fatores.
Se não identificada e tratada adequadamente, a hipertensão arterial,
junto com outros fatores, pode levar a: acidente vascular cerebral
(AVC), infarto do miocárdio e insuficiência cardíaca, entre outros. Nas
respostas da pesquisa, 20% dos entrevistados consideraram como
complicação da hipertensão o AVC. Os seguintes fatores também foram
citados pelos entrevistados como complicações da hipertensão: obesidade
(14%), morte súbita (13%) e infarto do miocárdio (12%). Outros 17% não
souberam responder.
Os sintomas da hipertensão arterial mais citados pelos entrevistados
foram queda de cabelo (14%), tontura e dores de cabeça (11%), muita sede
e fome (10%), calor excessivo (10%), vontade de urinar repetidamente
(8%) e taquicardia (8%).
— Na maioria das vezes a hipertensão é uma doença silenciosa e o
diagnóstico só é possível medindo a pressão arterial. Quando presentes,
os sintomas mais frequentes são dores na nuca, dores de cabeça, inchaço
nas pernas ao final do dia, aumento do volume e da frequência da
diurese, inclusive no período noturno — informa o Weimar Sebba Barroso,
presidente do Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade
Brasileira de Cardiologia.
O diagnóstico é feito por meio da aferição da pressão arterial com o
esfigmomanômetro. Apenas 24% dos entrevistados souberam responder a esta
pergunta. Considera-se hipertensão um valor maior ou igual a 14 por 9.
Estima-se que a hipertensão atinja cerca de 30 a 35% da população
brasileira adulta, chegando a mais de 50% após os 60 anos. O tratamento
da hipertensão demanda a adoção de hábitos saudáveis como a prática de
atividades físicas, o controle da ingestão de sal e o tratamento
medicamentoso.
Dislipidemia
De acordo com o Ministério da Saúde, a dislipidemia (desequilíbrio
dos níveis de colesterol) é um dos principais fatores de risco para
doenças cardiovasculares, que são responsáveis por 31,3% das mortes de
adultos no Brasil. No entanto, apenas 8% dos entrevistados conhecem a
doença, conforme dados coletados na pesquisa realizada pela Bayer. O
desconhecimento se mostra também quando são perguntados sobre os fatores
de risco para desenvolver a doença, pois somente 6% responderam como
fator de risco a alimentação com excesso de gordura.
— O ideal é que o nível de colesterol total no sangue fique abaixo de
200 miligramas por decilitro (mg/dl) — informa Hermes Xavier,
presidente do Departamento de Aterosclerose.
Apenas 18% dos entrevistados na pesquisa sabem que o diagnóstico da
dislipidemia se dá por meio de um exame de sangue. Os níveis elevados de
colesterol estão associados a doenças coronarianas e aterosclerose
(obstrução dos vasos causado pela deposição de gordura), mas 36% dos
brasileiros não sabem os riscos que isto representa, segundo a pesquisa.
Apenas 9% indicaram AVC, 5% indicaram a obstrução das artérias por
placas de gordura e 5% infarto do miocárdio como consequências da
dislipidemia.
Os pacientes que apresentam desequilíbrio dos níveis de colesterol no
sangue devem optar por um estilo de vida saudável, com uma dieta
equilibrada e uma rotina de atividade física. No entanto, pode ser
também recomendado um tratamento medicamentoso que será definido
conforme as necessidades e metas a serem atingidas. Entre os
medicamentos disponíveis no mercado encontramos as estatinas, que são
inibidores da produção do colesterol no fígado, como a sinvastatina, a
ezetimiba (Ezetrol), potente inibidor da absorção do colesterol
intestinal, e também a associação de ambos, ezetimiba + sinvastatina
(Zetsim).
"BRASILEIROS DESCONHECEM FATORES DE RISCO PARA DOENÇAS CARDIOVASCULARES"
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