[25-02-2014] Como diz o samba, “tem
gente que não bebe e está morrendo”, mas com saúde não se brinca nem no
carnaval. O oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz
Neto, chama a atenção dos foliões para a procedência das bebidas. Isso
porque, as falsificadas, sem registro no Ministério da Agricultura,
podem causar neurite óptica, uma lesão no nervo óptico que pode levar à
perda irreversível da visão, dependendo do grau de exposição ao metanol.
O
especialista lembra que o máximo de metanol permitido nos destilados
pela legislação brasileira é 0,25ml/100 ml de álcool anidro, limite que
geralmente é desrespeitado nas bebidas clandestinas. O problema é que a
falsificação é mais comum do que se possa imaginar. No ano passado a
polícia desmantelou dezenas de refinarias no país. O crime não se
restringe às bebidas de maior valor agregado como o uísque. Inclui
também as populares vodka e cachaça.
Por isso, é recomendável
checar na embalagem o registro do Ministério da Agricultura antes de
comprar qualquer bebida para eliminar o risco de intoxicação. Sintomas e diagnóstico Queiroz
Neto afirma que o metanol tem baixa toxidade, mas quando metabolizado
produz substâncias que atacam o nervo óptico, podendo também causar
sérios danos ao fígado, rim, coração, pâncreas e até alterações na
camada externa do cérebro que caracterizam a esclerose múltipla.
O
grau de intoxicação, observa, depende da quantidade ingerida. Já a
neurite óptica é decorrente de edema no nervo óptico. Os sintomas podem
incluir desde dor de cabeça, náuseas, vômitos e queda na visão de
contraste até cegueira e morte.
O diagnóstico é feito com
completo exame oftalmológico. “Para minimizar as sequelas de uma
possível esclerose múltipla, o paciente é encaminhado a um
neurologista”, afirma. Estudos mostram que mulheres afetadas pela
neurite óptica têm o dobro de chance de ter esclerose múltipla quando
comparadas à população masculina.
Tratamento O
especialista afirma que o tratamento depende da avaliação de cada caso,
mas geralmente são aplicadas injeções de corticóide para reduzir a
inflamação do nervo óptico. A recuperação pode demorar semanas ou meses e
ocorrer queda da visão de contraste e de cores, mesmo nos caos em que a
exposição ao metanol é pequena. Nas exposições mais intensas as lesões
no nervo óptico causam perda irreversível da visão. FONTE:http://www.paranashop.com.br/colunas/colunas_n.php?op=saude&id=26886
postado por André Ponce da Silva às 08:42 em 26 de fev. de 2014
"CARNAVAL, BEBIDA FALSIFICADA PODE CEGAR"
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