Nova esperança 01/11/2013
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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 347 milhões de pessoas no mundo sofrem de diabetes. Composto ajuda o organismo a controlar a glicose.
Cientistas japoneses anunciaram nesta quinta-feira que estão mais
perto de encontrar um tratamento oral para o diabetes, aumentando a
esperança no combate a um mal que afeta cada vez mais pessoas em todo o
mundo.
Os cientistas da Universidade de Tóquio disseram ter criado um
composto que ajuda o organismo a controlar a glicose na corrente
sanguínea. A glicose é um combustível vital para o funcionamento de
todos os órgãos do corpo, mas uma quantidade excessiva é ruim. Em
algumas pessoas, desencadeia a diabetes tipo 2, um mal que pode provocar
doenças, acidentes vasculares cerebrais e problemas renais.
Os médicos afirmam que os casos de diabetes tipo 2 aumentaram
consideravelmente nas últimas décadas, um fato que atribuem
essencialmente ao aumento do número de obesos. Estudos demonstram que os
obesos têm níveis mais reduzidos de adiponectina, hormônio que regula a
glicose e aumenta a eficácia da insulina.
Os cientistas japoneses desenvolveram um componente chamado AdipoRon,
que imita os efeitos do hormônio e sobrevive sem modificações ao
trânsito digestivo.
O AdipoRon pode ser "um composto líder" em um possível tratamento
oral para o diabetes, segundo Toshimasa Yamauchi, membro da equipe de
cientistas e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de
Tóquio.
— Nosso objetivo é fazer testes clínicos dentro de alguns anos — explicou.
Os médicos aconselham às pessoas que sofrem de diabetes de tipo 2 um
regime alimentar saudável e que façam exercícios, mas os cientistas
dizem que às vezes isto é muito difícil de levar adiante.
"Uma dieta terapêutica não é fácil nem mesmo para as pessoas que
gozam de boa saúde, menos ainda quando são obesas ou sofrem de uma
doença. Um composto que possa imitar os tratamentos de dietas e
exercícios para melhorar a saúde é há tempos um objetivo neste setor",
afirmou a equipe em um comunicado de imprensa, cujos trabalhos foram
publicados na internet pela revista científica Nature.
Os cientistas descobriram que a taxa de sobrevida de quatro meses
para ratos obesos e diabéticos nutridos com alimentos muito gordurosos
era de apenas 30%, enquanto essa taxa chegou a 95% para os mesmos tipos
de ratos que receberam um regime alimentar equilibrado e de baixo índice
de gordura.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 347 milhões de pessoas no mundo sofrem de diabetes.
Na diabetes tipo 1, a menos comum, o organismo não produz insulina
suficiente. Pode ser tratada com injeções diárias, mas não pode ser
curada. Aproximadamente 90% dos doentes sofrem de diabetes tipo 2, uma
forma que, segundo a OMS, se deve, em grande medida, a um peso excessivo
e ao sedentarismo, problemas cada vez mais graves em nível mundial.
"CIENTISTAS JAPONESES DESENVOLVEM TRATAMENTO ORAL PARA DIABETES"
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