Controle sanitário 14/03/2014
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Capilares e dialisadores de pacientes com hepatite B ou C devem ser descartados após o uso.
A política de reutilização de materiais em clínicas de hemodiálise
vai mudar. Uma resolução aprovada nesta quinta-feira pela Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e publicada nesta sexta-feira
no Diário Oficial da União concedeu o prazo de um ano para que os
estabelecimentos passem a descartar capilares e dialisadores de
pacientes com hepatite B ou C.
Atualmente, esses equipamentos são
reutilizados, depois de serem submetidos a um processo de limpeza. O
descarte após o primeiro uso é feito somente em casos de pacientes com
HIV.
Dentro de três anos, a medida se amplia: capilares usados em todos os pacientes terão de ser descartados.
— O prazo foi concedido para que os centros possam se adequar às
novas regras — afirmou a gerente de regulação e controle sanitário em
serviços de saúde da Anvisa, Maria Angela da Paz.
A resolução determina ainda que, dentro de quatro anos, as clínicas
passem a usar processamento automático para fazer o reaproveitamento de
materiais. Atualmente, a limpeza é feita de forma manual. Embora não
existam estatísticas, Maria Angela diz não ser incomum relatos de
infecção por hepatites em clínicas de hemodiálise.
De acordo com registro do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de
Saúde, existem atualmente no país 650 serviços de hemodiálise. A maior
parte delas é conveniada com o Sistema Único de Saúde: o governo paga
aos estabelecimentos pelo atendimento prestado para os pacientes.
— Haveria um grande impacto para o SUS se as novas exigências
passassem a valer num curto espaço de tempo. Daí a necessidade desse
cronograma — afirmou Maria Angela.
A resolução prevê também que um concentrado usado durante a
hemodiálise, conhecido pela sigla CPHD, somente poderá ser preparado na
clínica se o serviço tiver autorização da Vigilância Sanitária.
— O mercado também dispõe do produto industrializado, mas constatamos
um aumento do número de estabelecimentos que prepara o próprio
concentrado.
Maria Ângela acredita que a exigência de autorização não vai afetar o atendimento dos serviços.
— Há um número limitado de clínicas. As vigilâncias sanitárias locais
têm condições de dar autorização num curto espaço de tempo — completou.
"ANVISA ALTERA POLÍTICA DE REALIZAÇÃO EM HEMODIÁLIZE"
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