Alerta 23/10/2012
[Image]
Segundo o estudo sete alimentos deveriam ser substituidos na
dieta: chimarrão, chás caseiros, chocolate amargo, café passado ou
expresso, uvas, laranjas e bergamotas. Pesquisa revelou que alimentos ricos em
polifenóis e flavonoides se ingeridos no terceiro trimestre da gestação,
alteram a circulação de sangue no feto e podem trazer riscos. Não é raro encontrar grávidas que evitam ingerir determinados alimentos
para não prejudicar o desenvolvimento do feto. Nova pesquisa do
Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul tenta esclarecer pelo
menos parte desta questão: o que pode trazer problemas à criança durante
a gravidez? O estudo revelou que alimentos ricos em polifenóis e
flavonoides se ingeridos no terceiro trimestre da gestação, alteram a
circulação de sangue no feto e podem trazer riscos.
– Por terem
um efeito anti-inflamatório natural, estes alimentos inibem a produção
de prostaglandina no organismo da gestante e, por consequência, do feto –
afirma o cardiologista Paulo Zielinsky, chefe da Unidade de Cardiologia
Fetal do Instituto de Cardiologia e professor do programa de
pós-graduação em Ciências da Saúde da Fundação Universitária de
Cardiologia.
Durante a vida intrauterina, o ducto arterioso – um
canal localizado entre a aorta e a artéria pulmonar – precisa estar
amplamente aberto, permitindo que 80% do sangue saído do coração para os
pulmões atinjam a circulação do bebê. Isso ocorre espontaneamente até
as 28 semanas. Depois, depende da prostaglandina, cuja baixa produção
pode levar ao estreitamento do canal. Com o diâmetro do ducto reduzido,
aumenta a pressão nos vasos, o que leva à sobrecarga no coração do feto.
Após o nascimento, essa complicação causaria até hipertensão pulmonar.
Em
sete anos de pesquisa, os médicos analisaram como o organismo da mãe e
do bebê reagiam a essas substâncias. De 51 casos de gestantes que
apresentavam o problema, 48 tiveram o ducto normalizado somente com a
suspensão dos polifenóis da dieta. Os resultados do trabalho foram
apresentados neste mês na Universidade Johns Hopkins, nos EUA, durante o
Simpósio de Avanços em Cardiologia Perinatal.
Lançar alarme é precoce, diz nutricionista A
preocupação com o que ingerir deve começar na 13ª semana gestacional. É
a partir daí que a dieta da grávida vai interferir no feto. A
nutricionista Márcia Vítolo, professora do programa de pós-graduação em
Ciências da Saúde da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto
Alegre (UFCSPA) e especialista em nutrição materno-infantil, lembra que
esta contraindicação não existe nas diretrizes de órgãos oficiais
ligados à saúde.
– O trabalho é bem feito, mas, para assumirmos como recomendação, ainda tem um caminho – explica Márcia.
"INGESTÃO DE LARANJA E CHIMARRÃO NA GRAVIDEZ PODE SER PREJUDICIAL AO FETO"
Não foi feito nenhum comentário até agora. -