Depois dos 50 12/09/2013
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De acordo com estudo realizado pela Sociedade Brasileira de
Urologia (SBU) com mais de 10 mil homens em 11 estados brasileiros, 65%
deles têm indícios de próstata aumentada. Urologista do Hospital Israelita Albert Einstein enumera dez dicas sobre o problema, prevenção e tratamentos.
A partir dos 50 anos, uma condição torna-se bastante comum entre os
homens, o crescimento da próstata. Esta pequena glândula, de apenas 15
gramas e responsável pela produção do esperma, chega a pesar de 30 a 120
gramas com o passar do tempo. Essa condição, chamada de hiperplasia
prostática, é a doença mais comum na próstata. De acordo com estudo
realizado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) com mais de 10 mil
homens em 11 estados brasileiros, 65% deles têm indícios de próstata
aumentada. No mundo, o número chega a 72%.
— A hiperplasia prostática é um inchaço da glândula que obstrui
parcial ou totalmente a uretra. A doença começa silenciosa, sem alardes,
aumentando aos poucos a frequência de urinar. Com o tempo, pode causar
dor e a sensação de que a bexiga nunca se esvazia. Casos graves levam o
homem à retenção ou incontinência urinária ou até a insuficiência renal —
explica o urologista Sandro Faria, do Hospital Israelita Albert
Einstein e Hospital Vera Cruz.
Veja abaixo dez dicas sobre a condição, seu tratamento e prevenção:
— A chance de apresentar hiperplasia benigna dobra a cada década do homem. É a doença mais comum da próstata.
— A hiperplasia prostática prejudica a qualidade de vida do homem e
muda sua rotina, afetando o desempenho no trabalho, no humor, no
casamento, na vida sexual. O principal sintoma é o aumento da frequência
para urinar.
— Algumas condições favorecem o crescimento da próstata: fatores
genéticos, diabetes, obesidade e tabagismo. Ter uma vida saudável, com
alimentação equilibrada e sem cigarro, podem ajudar a diminuir as
chances de apresentar o problema. É importante também procurar o
urologista com frequência após os 40 anos.
— O diagnóstico é feito pela história clínica e toque retal. O ultrassom e o estudo urodinâmico são necessários em alguns casos.
— A dificuldade, segundo o especialista, é que a hiperplasia benigna ainda é negligenciada.
— Há muitos casos de subdiagnóstico. Não temos dados estatísticos no
Brasil, mas estima-se que, de seis milhões de pessoas que precisariam
receber atenção ao problema, apenas 300 mil estão em tratamento —
ressalta Faria.
— O crescimento da próstata não evolui para o câncer de próstata. São
patologias concomitantes, como enfisema e câncer de pulmão.
— Não há nada comprovado que uma taça de vinho por dia ou alimentos
como tomate e castanha ajudem a prevenir a doença na próstata.
— Casos mais leves são tratados com medicamento e, de acordo com o
especialista, 30% dos pacientes precisam de cirurgia para reduzir o
tamanho da próstata, que pode ser tradicional — de ressecção
transuretral convencional para retirada fragmento da próstata pela
uretra, ou a laser, que vaporiza a próstata.
— O tratamento mais avançado no Brasil atualmente é a cirurgia a laser, não invasiva, sem limite para o volume de próstata.
— O tratamento com laser verde é um avanço para pacientes com doenças
do coração, que precisam utilizar drogas anticoagulantes e antes não
tinham alternativas de cirurgia. Como o sangramento é mínimo, não há
necessidade de suspender o medicamento.
"SAIBA O QUE O CRESCIMENTO DA PRÓSTATA PODE CAUSAR A SAÚDE"
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