tag:blogger.com,1999:blog-9125429.post-33993024424037585662008-05-06T13:59:00.004+01:002008-05-16T14:45:56.860+01:00AHA, Sim, Ninfa<p align="justify" xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">Já passou muito tempo desde que a minha percepção estética musical mudou. Na altura não tinha um blog onde dar a conhecer ao Mundo a minha musa, a minha Ninfa. Hoje tenho e seria uma injustiça não divulgar a experiência transformadora que foi conhecer esta artista. A minha vida mudou desde que, via Markl (por sua vez, via PortalPimba), conheci a Ninfa Artémis.<br />É uma artista surpreendente, muito difundida já pela net fora, mas afastada dos grandes palcos nacionais. Nem às queimas das fitas vai, o que me parece justo, visto que, ao pé dela, o Zé Cabra é uma nulidade. </p><p align="left" xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197250554418409842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="153" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_9L2fNtnk-vs/SCBX19DPsXI/AAAAAAAAADA/GHC7Cu5glSg/s320/na.jpg" width="142" border="0" /></p><p align="justify" xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"><br />“AHA, Sim, Gato” é um hino pornodebochado que devia ecoar em todos os auto-rádios portugueses. Inspiração para homens e mulheres, não sei se é da força da letra, se da magnificência da música, se das inflexões vocais da artista, mas é de pôr alto, bem alto, a fazer vibrar os <em>subwoofers</em>, de preferência em <em>loop</em>, porque há sempre mais qualquer coisa que aprendemos quando ouvimos segunda vez, e terceira, e quarta…<br />Quando me parecia que já tinha ouvido tudo, quando o “Gato” me fazia questionar se esta artista de outra galáxia se ficaria por um único <em>top hit</em>, eis que me chega, via PortalPimba, “Tecnotolices”, e aí confirmei que estava perante uma artista com "H" grande. Uma música com uma batida menos dançável que o “Gato”, mas com todos os outros ingredientes, desde a elevada qualidade do texto à suprema divindade da voz. O título parece uma crítica ao José Magalhães, mas é, afinal, a todos os homens, esses tecnotolos consumidores de pornografia.<br />Para aí uns 20 meses depois de ter contacto com estas músicas (Ave, Markl, o País te agradece), continuo a ouvi-las com o mesmo nível de estupefacção. E, quando as ouço, sinto-me pequenino, tão pequenino, perante essa grande diva da música nacional - quiçá mundial – essa Artemisa, essa Tágide, essa Ninfa do bom gosto.<br />Se já conheciam, <em>re-ouçam</em> com a devida satisfação. Senão… agradeçam-me apresentar-vos algo tão… bom!</p><br /><p align="justify" xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"><br /><a href="http://www.box.net/index.php?rm=box_download_shared_file&amp;blog&amp;file_id=f_147497852&amp;shared_name=8va9hgls8g" target="_blank">ninfa_artemis-aha_sim_gato[1].mp3</a></p><br /><p align="justify" xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"><br />Devo acrescentar em tom de <em>post scriptum</em> que, desta vez sem o Markl (mas de novo via PortalPimba), descobri recentemente uma outra canção que me deixa sérias dúvidas quanto a escolher a melhor música de sempre feita em Portugal. É o “Filho do Recluso” (ou do “reculuso”, porque ajuda à métrica). É sobre um filho que sofre o sofrimento do pai, que está preso (ou “repeso”, o que quer que isso seja).<br />O jovem que canta esta música não tem nem um décimo do carisma da Ninfa, nem o seu poder vocal. Mas não deixa de ter uma interpretação que entrará nos anais da música. A melodia é mais suave, mas a criança consegue agitá-la como um calhau agita um charco. Mas a letra – meu Deus, a letra! – é sublime.<br />Ficou então a ressalva. A Ninfa continua a ser a melhor artista portuguesa de todos os tempos, mas o “Reculuso” tem qualidades para, à 5ª ou 6ª audição, ser a melhor música já feita neste jardim à beira-mar plantado.</p>Avônoreply@blogger.com