tag:blogger.com,1999:blog-91163122007-08-31T16:56:51.834+01:00Choque FrontalGMhttp://www.blogger.com/profile/01430661270707179424noreply@blogger.comBlogger49125tag:blogger.com,1999:blog-9116312.post-1115848156931739622005-05-11T22:37:00.000+01:002005-06-16T16:28:38.476+01:00Dissertações liberaisPorque é que, qualquer funcionário que trabalhe 12 meses, recebe 14, sendo parte dos dois meses extra pago por outros? Porque é que, alguém que esteja há 2 meses numa empresa, não tem direito ao subsídio de férias (ou de natal) relativo a esse ano?<br /><br />Primeiro que tudo: qualquer coisa cuja denominação se assemelhe, sequer, à palavra subsídio, é negativa. <br /><br />Segundo, os subsídios de férias e de natal são incentivos ao consumo irracional. São atribuídos com o objectivo de as pessoas irem comprar presentes de natal, ou para irem gastar nas suas férias (que, normalmente, até são pagas a crédito).<br /><br />Além disso, o facto de apenas se receber esses salários extra, ao cumprir um ano de contrato, deixa em pé-de-desigualdade trabalhadores dentro de uma mesma empresa. Um mesmo serviço, é pago com valores diferentes. E, é, portanto, um factor que desincentiva à mobilidade dentro do mercado de emprego.<br /><br />Portanto, a extinção desses subsídios permitiría uma subida dos salários mensais, e isso levaria a uma melhor gestão das finanças familiares. Teria também a vantagem de equilibrar o pagamento de iguais serviços, o que seria uma vantagem. Não é possível criar uma economia de mercado e continuar com estas panaceias socialistas, que são contra um emprego para um "bocado da vida".<br /><br /><br />PS: Hoje fui a uma das papelarias comerciais da minha faculdade na tentativa de comprar folhas quadriculadas. No entanto, quando cheguei lá, informaram-me de que a venda de folhas era exclusiva da Associação de Estudantes, porque a universidade assim o exigia. Então, lá tive que me dirigir à papelaria da AE, 3 edifícios ao lado. Quando cheguei lá, não havia folhas, porque o stock não tinha sido reposto. Passados 10 minutos de ter iniciado a procura, estava na sala de aula a escrever em folhas de rascunho.<br />São as maravilhas do proteccionismo...GMhttp://www.blogger.com/profile/01430661270707179424noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9116312.post-1114448207189018662005-04-25T16:04:00.000+01:002005-04-25T18:05:17.656+01:00Serviço Público vs Emprego públicoUltimamente, a avaliar por muitos discursos feitos, tanto por militantes do PS, como pela sua oposição à direita, a importância de diminuir o número de funcionários públicos atingiu, aparentemente, um consenso considerável, e parece que virá a ser um facto consumado a curto-médio prazo.<br /><br />Têm se dito maravilhas desta acção de redução do estado, tentando disfarçadamente dizer que a função pública funciona tão mal, que em quanto menos assuntos estiver metida, em menos sarilhos nos metemos, e menos dinheiro é literalmente deitado ao lixo.<br />Embora esta medida seja altamente benéfica para o desprendimento da economia, não resolve nenhum problema interno da função pública, só diminuirá a relevância da sua constante ineficácia.<br /><br />Existe em Portugal,tal como na maioria da Europa, um desejo generalizado de que o estado tem a obrigação de prestar uma série de serviços, em alternativa aos privados, como saúde, segurança, educação, equilíbrio social e outros menos relevantes.<br />Mas parece-me que no nosso país esta lógica foi bastante distorcida: a prioridade não é a prestação de serviços de qualidade pelo estado aos contribuintes mas sim a existência de empregos totalmente estáveis, que supostamente prestam esses serviços.<br />Poucos funcionários públicos têm um mínimo de incentivo à produtividade, a satisfação do cliente/utente pouco lhes importa, porque daí não advém nenhuma consequência para eles, e para o seu salário. Este vício criou raízes e agora, qualquer tentativa de criar um maior dinamismo na função pública que incentive um "bom trabalho", terá a maior das resistências pelos funcionários instalados, que acaba sempre por ter um enorme repercussão através dos sindicatos, do BE e do PCP.<br /><br />Por muito que se diminua a função pública (e uma vez que também ninguém a vai extinguir), é preciso também mudá-la, é preciso que que quem lá trabalhe sinta que o seu bom desempenho seja compensatório.FVhttp://www.blogger.com/profile/10387859428804665506noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9116312.post-1113749156467811522005-04-17T14:13:00.000+01:002005-04-17T15:45:56.466+01:00Eu pedi que alguém me representasse?Depois de vários anos a ver Jorge Sampaio percorrer o mundo, muitas vezes, dissertando a líderes internacionais a suposta opinião representativa de todo Portugal, sinto uma certa aversão ao homem, por eu ser português e não me sentir representado por ele, e ainda assim, ser com toda a naturalidade que gasta dinheiros públicos para ir à China minorar o papel dos direitos humanos, que empresta um Falcon a D. José Policarpo, ou que vai a França fazer campanha no referendo sobre a constituição europeia.<br /><br />Mas a minha aversão vai para além do Sr. Presidente, é a própria existência do cargo que considero fazer pouco sentido. Com certeza que haverá muita gente a gostar da actuação do Sampaio, e como tal, se sentem legitimamente representadas por ele (até porque ganhou umas eleições), pois então que represente essas pessoas e seja financiado por elas. Será o presidente do "grupo de pessoas associadas às ideias x e aos interesses y".<br /><br />Com a tendência actual da globalização e da difusão cultural, os países estão a perder muita da sua identidade, e cada vez menos se pode considerar (principalmente na Europa), que se pode associar toda a população de um país a certas "ideias x" ou "interesses y", e por tanto é cada vez mais paradoxal o conceito de representante de um país.<br /><br />Neste momento, se no nosso país, todo o tipo de representantes do que quer que seja fosse exclusivamente criado pela iniciativa dos interessados, para além de não haver espaço para um "representante de Portugal", os interesses gerais da população estariam bastante melhor defendidos, em áreas diferentes por diferentes grupos de pessoas.<br />Esta realidade já constitui um facto em vários campos, mas a existência de grupos de interesses essencialmente financiados pelo estado e de um Presidente da República faz com que ainda se possa continuar a actuar em nome de quem não lhes interessa.FVhttp://www.blogger.com/profile/10387859428804665506noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9116312.post-1113667527833705712005-04-16T16:38:00.000+01:002005-04-16T17:12:29.816+01:00Vive l'Europe!Quando, no outro dia, me perguntaram se a Europa seria, algum dia, a grande potência mundial, comecei a pensar no que seria necessário alterar para que isso pudesse acontecer. E, acabei por concluir, que os grandes males europeus estão em França! A França é, neste momento, apenas um desestabilizador interno, que, com as suas estratégias e visões para a Europa quer apenas criar uma economia baseada no estado, estagnada, e uma Europa à visão de um qualquer militante do BE ou de qualquer chefe sindical.<br /><br />Chirac tem sido o presidente que tem impedido a Europa de se tornar um mercado verdadeiramente aberto, dinâmico e concorrêncial. Isso devido às cedências internas aos socialistas e aos "cheese-eaters" todos. Chirac é, em tudo, semelhante a António Guterres, mas com mais poder. Cede a todos os lobbys; tem uma visão politicamente correcta, e não real, dos problemas; acredita que o caminho da Europa é o socialismo, quando mais ninguém acredita nisso, por vários exemplos óbvios. Já nem Sócrates, Zapatero ou Blair (todos socialistas) têm uma visão tão conservadora do mundo como Chirac tem.<br /><br />Adicionado a isso, Chirac continua com o complexo típico de qualquer francês de que o seu país ainda tem um lugar relevante no mundo, e que toda a gente tem que reconhecer isso. Já há vários séculos que, na Europa, os ingleses eram os que faziam, e o franceses eram os que ficavam em casa a auto-vangloriar-se. Neste momento continuamos a ver a França a mostrar o seu anti-americanismo com o único intuito de esconder que o seu país é pior que os EUA. Há cerca de duas semanas, após a divulgação de um estudo que dizia que mais de 70% dos estudantes franceses utilizavam o google.com para fazer pesquisas, Chirac reagiu dizendo que era necessário criar um motor de busca concorrente, de origem francesa.<br /><br />A França é, neste momento, um país ridículo, com líderes ridículos, que não têm consciência de que já não são importantes em sítio nenhum devido ao descrédito que ganharam nos últimos anos. Quem está a sofrer com isso, é a União Europeia que tem que aguentar um país que quer um projecto europeu centrado em Estrasburgo e cujo único objectivo é arranjar apoiantes para a França. <br />A economia da UE está a sofrer porque, questões como a liberalização dos serviços foi boicotada pela França. A visão da Europa está a sofrer porque a França é anti-europeísta, mas quer ser o seu elemento principal. Está na altura de dizer que já chega, e que a UE não precisa da França. Precisa sim de países dispostos a trabalhar para a construção europeia e que estejam dispostos a lutar para ganhar um lugar dentro da UE, não ter um lugar honorário.<br /><br />Só quando a UE expulsar a França, após o "não" no seu referendo (de motivações xenófobas e não devido à estrutra da constituição) e puder começar uma UE com países com vontade de pertencer à UE, como os novos países de leste, que serão o grande motor futuro da economia da comunidade, devido às suas ideias liberais de emprego, poderemos evoluir e passar a ter uma importância real no mundo. Só a partir dessa altura fará sentido haver um ministro dos negócios extrangeiros europeu com poder para tomar verdadeiras decisões. Enquanto isso não acontecer, vamos ficar colados ao anti-atlântismo Chiraquiano que continuará a apoiar regimes anti-democráticos e que continuará a querer vender armas à China ou opor-se à guerra no Iraque porque queria comprar petróleo mais barato que os americanos, ou que continuará a chatear-se porque muitos europeus vêm CNN.GMhttp://www.blogger.com/profile/01430661270707179424noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9116312.post-1113095925975619112005-04-10T00:23:00.000+01:002005-04-10T20:33:16.680+01:00A obcessão pelo não-conhecimentoPorque a religião ficou na moda, e até conseguiu reanimar um pouco este blog, gostaria também de expressar a minha opinião neste assunto.<br /><br />Em primeiro lugar gostaria de reconhecer que qualquer religião pode acreditar em seja o que for, fazer e dizer seja o que for, desde que qualquer pessoa só seja afectada se deliberadamente o quiser.<br />Considero que todas as religiões podem expressar legitimamente a sua opinião relativamente ao assunto que quiserem, nomeadamente política, ciência, sociedade, etc, em qualquer país em que a educação laica e a informação possa ser assegurada a toda a população. Acontece que na generalidade dos restantes países as religiões acabam por ter um papel criminoso e de obstáculo ao desenvolvimento, das quais o islão é o caso mais flagrante, mas longe de ser o único.<br />No entanto a neutralidade de um estado em relação às instituições não pode ser só para a parte que neste momento lhes é benéfica, e portanto nenhuma religião deveria ter um estatuto diferente de qualquer instituição, e estas das empresas. Assim a religião deveria subsistir apenas com o trabalho, o dinheiro ou outro tipo de ajuda por parte das pessoas interessadas.<br /><br />Dito isto, convém dizer que eu também devo ter toda a legitimidade para dizer a minha opinião sobre o que eu quiser, inclusivamente sobre o que pensa a instituição religiosa que mais influência tem onde vivo, a igreja católica.<br />Para mim é um sinal de ignorância e de fraqueza muitos católicos adoptarem a opinião da igreja, e esta a do Papa, simplesmente porque é o Papa, por fé. Aliás a fé por si só é irracional, é não pensante e é preguiçosa, e a meu ver isso é mau.<br />A igreja católica, como na maior parte da sua história gozou de uma enorme influência na sociedade, para a manter, sempre optou por uma opinião conservadora, adversa à mudança, com o medo de perder o seu poderio. Actualmente, as opiniões da igreja sobre genética, aborto, posição da mulher e orientação sexual reflectem isso mesmo: não mudar!<br />Esta igreja já surgiu há muito tempo, e portanto, a altura em que foi fundada e em que começaram a surgir as suas ideias em nada se parecia com a realidade actual, e como em qualquer religião, essas ideias eram tidas como verdades inquestionáveis (fé). Mas com o evoluir do tempo surgiu a ciência, a sociedade foi mudando, e as verdades inquestionáveis, adaptadas especialmente a uma época ultrapassada foram postas em causa. A igreja viu-se, pela força da opinião generalizada a esquecer alguns dos seus dogmas (mas sempre com uma resistência hercúlea), resumindo-se hoje a uma diminuida lista de verdades, com tendência para encolher. A influência religiosa tornou-se inversamente proporcional ao desenvolvimento.FVhttp://www.blogger.com/profile/10387859428804665506noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9116312.post-1113009492401439242005-04-09T02:17:00.000+01:002005-04-09T03:09:39.360+01:00Devia haver um papa neoliberal! (complemento)O meu post anterior gerou uma grande polémica e recebi vários ataques por causa dele. O mais comum teve a vêr com o facto de eu escrever sem justificar as minhas afirmações. Portanto, para limpar a minha honra, estive a fazer uma pesquisa online. Deixo alguns factos e alguns sites para quem os quiser consultar.<br /><br />O caso dos padres pedófilos:<a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u61244.shtml"> Vaticano esconde casos de abuso sexual há 40 anos, diz TV </a><br /><br />Idem:<a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/reuters/ult112u25659.shtml"> Vaticano quis abafar escândalos de pedofilia, sugere documento </a><br /><br />Grupos de ajuda humanitária em Aceh a converter pessoas em troca de comida:<a href="http://www.opinion.telegraph.co.uk/news/main.jhtml?xml=/news/2005/01/14/wtsun14.xml"> Religious groups are exploiting Aceh chaos<br /></a><br />O mesmo, mas na Índia:<a href="http://in.news.yahoo.com/050116/139/2j1rp.html"> Villagers furious with Christian Missionaries </a><br /><br />Algumas frases de responsáveis do Vaticano em relação aos judeus<a href="http://www.ateismo.net/diario/arquivo/2005_01_01_index.php">(via diário ateísta):</a><br /><br />«The descendents of those who hated Jesus, who condemned him to death, who crucified him and immediately persecuted his pupils, are guilty of greater excesses that those of their forefathers .... Satan helped them invent Socialism and Communism .... The movement for freeing the world from the Jews is a movement for the renaissance of human dignity. The Almighty and All-wise God is behind this movement.» <br />Padre Franjo Kralik «Why are the Jews Being Persecuted» artigo na Acção Católica croata, Maio de 1941. <br /><br /><br />"God, who directs the destiny of nations and controls the hearts of Kings, has given us Ante Pavelic and moved the leader of a friendly and allied people, Adolf Hitler, to use his victorious troops to disperse our oppressors... Glory be to God, our gratitude to Adolf Hitler and loyalty to our Poglavnik [fuhrer], Ante Pavelic." Carta Pastoral de 1941 do Arcebispo de Zagreb Aloysius Stepinac, <strong>beatificado pelo Papa João Paulo II em 1998.</strong><br /><br />Já agora, deixo só mais uma menção em relação ao porquê de eu achar que o papa deixou a igreja atrasada (<a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_exhortations/documents/hf_jp-ii_exh_19811122_familiaris-consortio_po.html">Familiaris Consortio (November 22, 1981) <br /></a>):<br />"A mulher e a sociedade (...)<br />Não há dúvida que a igual dignidade e responsabilidade do homem e da mulher justificam plenamente o acesso da mulher às tarefas públicas. Por outro lado, a verdadeira promoção da mulher exige também que seja claramente reconhecido o valor da sua função materna e familiar em confronto com todas as outras tarefas públicas e com todas as outras profissões. (...)<br />Portanto a Igreja pode e deve ajudar a sociedade actual pedindo insistentemente que seja reconhecido por todos e honrado no seu insubstituível valor o trabalho da mulher em casa.(...)<br />Se há que reconhecer às mulheres, como aos homens, o direito de ascender às diversas tarefas públicas, a sociedade deve estruturar-se, contudo, de maneira tal que as esposas e as mães não sejam de facto constrangidas a trabalhar fora de casa..."<br /><br />Novamente o papa:<a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_exhortations/documents/hf_jp-ii_exh_20030628_ecclesia-in-europa_po.html">Ecclesia in Europa (June 28, 2003)</a><br />Para favorecer a plena participação da mulher na vida e missão da Igreja, como foi sublinhado no Sínodo, é desejável que os seus dotes sejam mais intensamente valorizados nomeadamente pela assunção das funções eclesiais reservadas por direito aos leigos. Há-de ser valorizada adequadamente também a missão da mulher como esposa e mãe e a sua dedicação à vida familiar.<br /><br />Isto encontrei em apenas 1 hora de buscas na internet. Também descobri que JPII beatificou o papa Pio XII, que apoiou o regime nazi.<br /><br />Deixo estes documentos, quem quiser saber mais, pode procurar no google. Agradeço a colaboração de todos os que me mandaram mensagens e deixaram comentários.<br /><br />PS: aproveito para explicitar que entendo terrorismo como "actos de violência calculada<em> de carácter físico ou psicológico, </em>praticados alegadamente por razões políticas, <em>ou económicas, ou religiosas</em> (…) e cuja finalidade é estabelecer através do terror e do seu <strong>impacto psicológico</strong> um <strong>clima de terror e de medo</strong>".GMhttp://www.blogger.com/profile/01430661270707179424noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9116312.post-1112543081789281482005-04-03T16:21:00.000+01:002005-04-08T20:02:44.796+01:00Devia haver um papa neoliberal!A blogosfera é o único espaço realmente livre e que representa todas as opiniões? Nos últimos 4 ou 5 dias em todos os canais só se viu gente a dizer bem do papa, e a realçar a importância que este teve na história mundial. A questão é que o papa não fez mais que o que qualquer pessoa no seu lugar conseguiria fazer; fez menos!<br />A sua luta contra o comunismo e todos os seus apelos contra a pobreza e a favor da igualdade eram apenas a sua obrigação. Francisco Loução, se tivesse a mesma visibilidade que o papa, faria mais pela paz no mundo!<br /><br />Além disso, há que falar da parte má, que tem sido omitida/minorada por toda a gente. Karol Wojtila apelou à condenação do capitalismo, lutou pela diferença entre homem e mulher, teve visões discutíveis em relação ao aborto e eutanásia. E, o pior de tudo, foi o facto de a sua igreja ter defendido a não utilização de vários contraceptivos que permitiriam a menor propagação da SIDA e outras doenças, o que teve como consequência vários problemas demográficos, principalmente em África. Além disso, houve vários casos de pedofilia nunca absolutamente condenados (e, até, apoiados internamente) de vários padres no mundo todo.<br />O papa também não conseguiu fazer a igreja evoluir, tendo-a mantido como uma instituição cujo único objectivo é manter-se e enganar pessoas conseguindo obter o máximo de lucro e proveito, e, em temas que lhe interessa, funcionar como grupo de pressão.<br />A igreja é (como são a maioria das religiões), neste momento (e desde que apareceu), um factor negativo e nocivo para vários milhares de pessoas, e ajuda ainda ao atraso da evolução mundial.<br /><br />Este papa foi um mau papa no presente e será um mau papa no futuro, porque não permitiu que a igreja se modificasse, e evoluísse após a sua morte. Ao contrário da morte do terrorista Arafat, que foi um bom sinal, porque houve uma evolução posterior à sua morte; no caso da morte deste terrorista (que permitiu que vários milhares de pessoas tenham morrido e que muitas ainda vão morrer e viver em condições miseráveis), a esperança de uma melhoria é bastante pequena, também devido à pouca evolução interna que Wojtyla permitiu.GMhttp://www.blogger.com/profile/01430661270707179424noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9116312.post-1109035553461815312005-02-22T00:50:00.000Z2005-02-22T01:25:53.463ZEm terra de cegos...É incrível como um partido consegue ganhar as eleições com maioria absoluta sem ter explicado razoavelmente nenhuma das suas propostas. Não há dúvida que Santana Lopes conseguiu um feito extraordinário ao colocar o PSD a um nível inferior deste PS ameaçadoramente guterrista.<br />Este resultado eleitoral é uma penalização a um governo que pede um esforço aos portugueses e diz que tem um projecto para sair de uma crise, e que a meio da governação o 1º ministro decide atirar as responsabilidades para trás e ter um trabalho mais interessante, sendo substituido por um total incompetente que nada tem a ver com a até então linha de governação e que dividiu o próprio partido.<br />Este resultado eleitoral é contra o PSD e não a favor do PS. O povo português não virou a sua ideologia à esquerda, foi o PSD que deu de mão beijada o centro e algum centro-direita ao PS.<br />É de arrepiar que o 3º partido mais votado apoie o regime Norte-Coreano, mas a incompetência dos partidos de direita(mais uma vez) tornou mais apelativo o discurso da esquerda e da extrema-esquerda.<br />Sinceramente ainda não acredito que este PS cumpra o PEC, nessa altura, com um PSD remodelado e com um discurso diferente, a volátil opinião pública vai ter tendência a mudar.<br />É pena que nosso país não seja suficientemente civilizado para que discutir política seja discutir ideologias, a nossa política ainda é a avaliação de competências...FVhttp://www.blogger.com/profile/10387859428804665506noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9116312.post-1108427604299756822005-02-14T22:56:00.000Z2005-02-15T00:33:24.303ZLúcia de JesusA morte da irmã Lúcia caiu como uma estrondosa e espectacular bomba na opinião pública. Nos media e no meio político, não se resiste à calorosa homenagem politicamente correcta, em nome de toda a nação (porque o estado é laico, mas que não se caia nas mãos do demónio!) concordante com a imagem do povo emocionado, cheio de fé, transmitida pela televisão. Por outro lado, grande parte da blogosfera, com um maior à vontade, politicamente incorrecta, desencadeia um impiedoso e insaciável ataque à igreja católica, dando graças a deus (salvo seja), pelo oportuno pretexto.<br /><br />Tudo isto porque, por momentos, o país se debruçou sobre uma peculiar vida muito ligada às entranhas de uma certa filosofia católica. Para uma grande parte dos crentes a isolação completa do mundo e a vida de sacrifício são causa de grande admiração, pois constituem escolhas humildes de santas pessoas que se entregam para servir o bem. O grande problema provém da generalização por parte da igreja de que o sofrimento e a privação são louváveis por si só e não por possíveis consequências benéficas. Tornaram-se o marketing do catolicismo, que prodigiosamente foi incutido nos fiéis.<br /><br />Esta mesma linha de pensamento, convenceu então uma jovem que, por ter a felicidade de ser escolhida para assistir a uns milagres, o caminho para a sua eternidade e glória passava pela sua clausura. Note-se que não existiu qualquer contributo para a humanidade na "sagrada existência" de Lúcia: as aparições e revelações (mesmo que por absurdo tivessem acontecido) foram completamente irrelevantes, delas não resultou absolutamente nenhuma previsão útil, também o malabarismo solar de nada serviu a alguém que fosse, e muito menos a "magnânime prisão" da consagrada vidente beneficiou fosse quem fosse, nem ela própria.<br />Ainda por cima vivia-se então no Estado Novo, e nada como um protagonismo religioso nacional para entreter o povo.<br /><br />No entanto, é a heroína nacional do momento (ela até falou com o Papa!!), e esfrega as mãos de contente a igreja, que através da providencial propaganda, vem renovando alguma força, que o tempo vai desgastando, como instituição conservadora que é.FVhttp://www.blogger.com/profile/10387859428804665506noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9116312.post-1108034965826589532005-02-10T11:03:00.000Z2005-02-10T11:32:55.860ZPor questões de segurança, USA-oAnda por aí a ideia que, com esta visita de Connie à Europa, Bush está a tentar re-aproximar-se da Europa, após o distanciamento do primeiro mandato. <br />Os países da Europa Central regozijam-se por os EUA terem finalmente entendido que precisavam da UE. Os jornalistas estão todos contentes porque os EUA estavam errados no Iraque e os Franco-Alemães estavam certos. <br /> <br />No entanto, tudo isto é mentira, e os europeus não o entendem! <br /> <br />Os EUA não precisam da Europa, pelo menos se a UE continuar a ser uma instituição fraca e amorfa. Nunca Bush deixará de fazer seja lá o que for, porque Chirac não quer! Esta visita é mais uma visita diplomática que visa apenas tentar uma boa relação com o eixo franco-alemão(-espanhol). No entanto, se isso não for possível, os EUA continuam unilateralmente a fazer o que acreditarem que é correcto. <br /> <br /> <br />E ainda bem que isso acontece. <br />Se o mundo dependesse da Europa Central ou da ONU, neste momento viveríamos todos numa ditadura global. A ONU, apesar de ter sido criada após a WW II, é em tudo semelhante à Sociedade das Nações que permitiu que esta tivesse começado. Não existem casos conhecidos (pelo menos, casos relevantes) em que a ONU tenha tido um papel essencial como organização. Todas as intervenções armadas e as grandes intervenções diplomáticas são lideradas pelos EUA, e a ONU arrasta-se atrás deles. As missões de paz não funcionam, e os países onde a ONU tem forças de manutenção continuam em condições miseráveis. Permitiram e permitem que o massacre em Darfur aconteça, permitiram o genocídio posterior ao referendo de Timor, continuam a pactuar com regimes que desrespeitam os direitos do homem, ajudando-os com os seus programas de caridade! <br /> <br />Se o mundo funcionasse como a ONU quer, neste momento ainda estaríamos em conversações com Saddam, Komeni, Arafat, Fidel, a URSS... <br /> <br />Neste momento, a ONU não está em condições de assegurar o seu objectivo principal: evitar uma Terceira Guerra Mundial. <br /> <br /> <br />Quem teima em não perceber isso é a UE; para mostrar o seu anti-americanismo, os países da Europa Central forçaram o levantamento do embargo a Cuba, e do embargo de armas à China. <br /> <br /> <br />Os EUA são os pais que permitem que os filhos se "armem" em frente aos amigos. Eles só querem achar que fazem o que querem durante um bocadinho... No entanto, se exageram, têm que ser castigadas. <br />Ainda bem que os EUA não são pais permissivos e que impedem a UE de fazer asneiras demasiado grandes. <br /> <br /> <br />Há que perceber que os EUA estão no caminho certo, tendo como objectivo um mundo melhor, enquanto que a Europa não tem qualquer caminho...quer apenas fazer umas birras e fingir que manda em alguma coisa. Esperemos que nunca consiga!GMhttp://www.blogger.com/profile/01430661270707179424noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9116312.post-1107215832780806312005-01-31T21:09:00.000Z2005-02-01T00:02:10.816ZPré-campanha - os grandesO ambiente de pré-campanha vivido durante as últimas semanas tem revelado todo o esplendor da mediocridade da política portuguesa e ainda algumas surpresas curiosas. <br /> <br />Os últimos momentos da governação PP/PSD, que levaram ao seu fim, deixaram o PS numa confortável posição de presumido vencedor nestas eleições, o que talvez explique a pouca preocupação com que têm vindo a explicar o conteúdo do seu programa, onde tudo parece que, inexplicavelmente, vai resultar às mil maravilhas. <br />Sócrates diz que quer criar 150 000 novos empregos. Onde? Não se sabe, mas como pretende também reduzir a função pública não será lá certamente, por outro lado 150 000 boys seria demasiado escandaloso, pelo que suponho que a grande parte destes empregos deverá ter origem na iniciativa privada. Ora para criar mais emprego no sector privado é necessário fazer crescer a economia. Como? Choque tecnológico! Resolve tudo como que por magia! <br />No entanto surge outro problema: o choque tecnológico custa muito dinheiro. Mas a solução socialista é simples, o investimento público do choque milagroso não deveria contar para o défice, como se isso por si só servisse de pagamento. <br />Esta postura de optimismo baseada em coisa nenhuma, associada a um líder mal preparado que precisa de um António Vitorino e de um Jorge Coelho para lhe dizer o que deve fazer e dizer <br />parecia já suficientemente má quando certo dia surge António Guterres, que no seu estilo, não diz absolutamente nada, com Sócrates a lamber-lhe as botas, venerando o ícone do insucesso socialista em Portugal. <br /> <br />Do outro lado temos o PSD, que neste momento está em guerra civil, onde a liderança de Santana Lopes é fortemente questionada, e tem às costas o peso de uma vergonhosa governação marcada pela descoordenção entre ministros, populismo, total inexperiência governativa e incómodo perante a crítica. <br />O discurso do PSD tem sido marcado, até agora, pela quase nulidade de conteúdo, dando maior relevância à vitimização do seu líder, sem sequer explorar as principais fragilidades do projecto socialista. As vagas referências a um choque de gestão e a um ambicioso aumento da produtividade foram ainda muito mal explicadas. <br />O PSD de Santana Lopes pretende dar seguimento, sem grandes novidades, ao conjunto de reformas que tentou implementar durante os quatro meses em que esteve à frente no governo: algumas propostas interessantes, mas com uma enorme desorganização. <br />Particularmente curiosa é a não referência ao MPT e ao PPM, com os quais está coligado e supostamente teria qualquer coisa a dizer, nem que seja a razão desta estranha aliança. <br /> <br />Para finalizar, fomos brindados com um surreal artigo de Freitas do Amaral, onde este claramente elege o programa do PS como superior ao do PSD, ao ler o artigo deparamos com uma razoável variedade de assuntos sobre os quais Freitas do Amaral diz que o PS propõe medidas muito melhores que o PSD, só não se sabe é porquê, pois ele não chegou a falar sobre essa parte. <br />Diz ele também que votar em branco é uma renúncia à cidadania, o que considero absurdo, uma vez que este representa a opinião válida de não confiar em nenhum partido, num determinado momento, para uma governação minimamente razoável de Portugal, o que não é nada descabido perante o panorama actual. Uma elevada percentagem de votos em branco pode incentivar os partidos a mudar a sua atitude no futuro. <br />FVhttp://www.blogger.com/profile/10387859428804665506noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9116312.post-1106603975915174152005-01-24T20:55:00.001Z2005-01-31T01:37:06.476Z"E se emigrássemos?"Porque é que não consigo ter vontade que nenhum dos partidos ganhe? <br /> <br />Tanto com Sócrates como com Santana o país não vai conseguir resolver os problemas que tem. Daqui a 4, 8 ou 12 anos vamos estar a discutir as mesmas coisas: o peso da administração pública, a falta de produtividade, o pouco investimento extrangeiro... <br /> <br />Sócrates já prometeu diminuir em 75.000 trabalhadores os quadros do Estado. O número que Santana promete deverá ser semelhante. No entanto, o problema não passa pelo número de pessoas que trabalha para a função pública. A única maneira de conseguir dar um rumo ao país passa, não por soluções que partem do interior, mas de soluções que decidam quebrar por completo com o sistema vigente. <br />É preciso alguém que decida mandar o país abaixo e voltar a construí-lo: apresentar-se a eleições com uma constituição nova, uma lógica de sistema de ensino diferente, uma lógica de sistema de saúde diferente, uma lógica de função pública diferente! <br />É preciso que alguém perceba que a solução não está dentro do que já existe. <br /> <br />Chamem o exército e proclamem um novo regime político! Venha a Nova República! Uma nova república em que as pessoas vivam de acordo com as suas opiniões; uma nova república em que as pessoas vivam respeitando os direitos das outras; uma nova república em que não nos tenhamos que preocupar com o facto de Santana ou Sócrates serem governo ou de Sampaio ser presidente da república... <br /> <br />Senão, vamos todos emigrar...GMhttp://www.blogger.com/profile/01430661270707179424noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9116312.post-1106403535548633252005-01-22T13:54:00.000Z2005-01-22T14:18:55.546ZLouçã e a sua hierarquiaNão tive a oportunidade de ver o debate Louçã-Portas mas chegou-me aos ouvidos a seguinte frase, por parte do líder do BE: <br /> <br /><em>" O Senhor não pode falar do direito à vida porque nunca gerou vida. Não sabe o que é gerar vida. Eu tenho uma filha. Eu sei o que é um sorriso de uma criança."</em> <br /> <br />Para além de todo o populismo barato e do nível intelectualmente pouco elevado desta declaração, faz-me questionar toda a veneração à igualdade por parte da esquerda. <br />Poderei concluir que Louçã considera que há classes que têm mais direitos que outras tendo em conta as características da sua vida privada? Isto não é completamente oposto aos estatutos do BE? Alguém como ele vai ser eleito para deputado?! <br />FVhttp://www.blogger.com/profile/10387859428804665506noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9116312.post-1106264985455248502005-01-20T23:19:00.000Z2005-01-20T23:49:45.456ZÀ procura da qualidade perdidaÉ sempre agradável ouvir alguém dizer abertamente que o problema principal de Portugal é o excessivo papel do estado na maioria dos serviços. Disse-o Pires de Lima, no Debate da Nação, e que me faz acreditar que o PP ainda apresenta algumas ideias interessantes, não se limita ao moralismo e ao nacionalismo. <br /> <br />Factos: <br />- Portugal é o país da U.E. com o maior investimento publico na economia em relação ao seu PIB; <br />- Portugal é o país da U.E. onde a economia menos cresceu nos últimos anos. <br /> <br />Não podemos estar à espera de um "super-1º-ministro" que aumente a produtividade, os salários, as reformas, faça crescer a economia e diminuir o défice e que faça isto tudo sem que o resto do país precise de mexer uma palha. <br />Se se recebe mais à frente das principais empresas do que nos cargos políticos, é de esperar que os melhores gestores e dirigentes administrativos não vão para o governo. Não seria mal visto dar mais espaço onde se encontra maior qualidade e talento, já que num futuro próximo não se adivinham muitos políticos extraordinários... <br />FVhttp://www.blogger.com/profile/10387859428804665506noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9116312.post-1105027540634909182005-01-06T15:34:00.000Z2005-01-06T16:12:30.270ZPPM-PSDO PSD de Santana Lopes consegue ser sempre completamente imprevisível, continuando a distribuir surpresas, agora na elaboração das listas para as próximas eleições. <br />A mais surpreendente e curiosa destas surpresas foi o anúncio da coligação com o PPM, que pode esfregar as mãos de contente, pois vê potenciadas a possibilidades de eleger algum deputado. <br />Mas sinceramente não consigo entender a lógica do PSD. Que perspecticas ideológicas é que os dois partidos têm em comum? Será possível que os poucos votos dos apoiantes do PPM compensem os que vai perder pela ameaça de ver alguma das suas propostas avançar? Eles pensam mesmo que esta coligação é uma vantagem?! <br />Este é um partido ridículo, retrógrado e com seriedade duvidosa que só serve para descridibilizar o PSD e para aumentar a possibilidade de Santana Lopes levar mais uma "facada nas costas" desta vez por parte dos portugueses, nas eleições, e que seja suficiente para lhe fazer perceber que não traz nenhum benifício ao PSD e ao país. <br />FVhttp://www.blogger.com/profile/10387859428804665506noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9116312.post-1104871816088374912005-01-04T20:49:00.000Z2005-01-04T20:53:43.983ZA importância da não dependencia dos políticosOs vários políticos dos últimos anos têm dado "milhares" de argumentos aos defensores de que a política tem que ter uma importância menor no quotidiano das pessoas e menos influência sobre a vida destas. <br /> <br /> <br />Ao nível económico, a dependência dos políticos, tem ajudado a atrasar e, provavelmente, impedir o crescimento económico. Se as empresas não tivessem uma dependência tão grande do Estado, a demissão do Governo não teria tido tanta importância, nem sequer os economistas teriam ido ao Palácio de Belém queixar-se ao PR. <br />No caso de haver um bom Governo e um bom PR, isso seria uma ajuda que serviria para definir uma estratégia para o país e para conjugar os vários ministérios com o objectivo de atingir metas; no caso de haver um mau Governo ou/e um mau PR, o país, apesar de não evoluir, conseguiria manter o seu emprego e as suas empresas estáveis (apesar de estas estarem dependentes de vários factores económicos internacionais, mas isso já acontece). A única vantagem que pode ter a influência do Estado na economia será o caso de existir uma economia fechada de estilo comunista, em que o Estado seja o único patrão. No entanto, as várias experiências desse modelo fracassaram todas e degeneraram sempre em miséria. <br /> <br />Adicionado ao facto de ser melhor uma economia liberal, a classe política em Portugal tem piorado exponencialmente. Se poderia ser aceitável a intervenção do Estado na altura em que Cavaco Silva era P-M, visto o país estar num momento de criação de infra-estruturas e de uma definição de rumo importante; após essa altura, a mão do Estado só tem servido para sustentar o próprio aparelho e não para produzir. <br />Seria benéfico para todos que o nosso emprego não dependesse de pessoas como as que constituem as listas de deputados do PSD ou do PS; seria benéfico para todos que as nossas empresas não estivessem dependentes de pessoas como Jorge Sampaio, Santana Lopes ou José Sócrates. <br /> <br /> <br /> <br />Ao nível social, é também importante que as leis deixem de ser feitas para agradar aos "eu ainda sou do tempo..." que consideram que a sociedade está a perder os valores ou que "a juventude se está a perder". É importante perceber que cada um deve ter toda a sua liberdade, desde que não entre na do outro. <br />Ao nível legal é, portanto, preciso aumentar a fiscalização, e a educação, que permita a cada um tomar a melhor decisão sobre qualquer assunto. Cada um deve poder estar bêbedo, desde que não entre na minha liberdade; cada um deve poder ter a orientação sexual e casar com quem quiser, desde que não entre na minha liberdade; cada um deve poder abortar, desde que não entre na minha liberdade; cada um deve poder suicidar-se, desde que não entre na minha liberdade... <br />É importante perceber que não existe ninguém na sociedade que seja superior a qualquer outro, portanto, ninguém pode tomar decisões em nome dos outros. <br /> <br />Mais uma vez, os políticos tentam impor as suas ideias a toda a gente, muitas vezes devido a interesses religiosos, ou interesses de outros lobbys. O Guterres fez isso, o Portas também, o Santana e o Durão também terão feito. <br /> <br />Os políticos são todos como o Midas (só que ao contrário). Quem vota só pode esperar por que apareça um Partido Liberal que expulsse a "má moeda". Ou então emigrar! <br /> <br /> <br />(PS: Desculpem a baixa cadência de escrita de posts, mas a vida de caloiro em época de exames não é fácil!)GMhttp://www.blogger.com/profile/01430661270707179424noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9116312.post-1103412431376633902004-12-18T22:31:00.000Z2004-12-18T23:39:16.316ZEm defesa dos interesses (des)instaladosO facto de Rui Rio ter defendido que a política não se deve misturar com o futebol e, posteriormente, defender que a classe política actual não se afirma, tem feito levantar todos os defensores do regime, e ainda os outros! Até o "senhor anti-regime" Vasco Pulido Valente se insurgiu contra o presidente da CMP. <br /> <br />A tendência para o poder manter o poder tem especial significado em portugal. Este hábito revela-se de forma especial sempre que algum "poderoso" está em perigo. Nessa altura toda a gente aparece a ajudar. O facto de Rui Rio ter dito que <a href="http://jornal.publico.pt/2004/12/17/LocalPorto/LP01.html">a investigação do "apito dourado" lhe estava a dar razão</a> deveria ter sido ouvida como algo lógico; mas ai de quem diga algo lógico! Se Fernando Gomes, Nuno Cardoso, Pinto da Costa e Valentim Loureiro estão indiciados em processos de tribunal, e toda a gente diz "que esta gente não é séria", não há que mencionar isso; apenas devemos todos relevar o quão boas pessoas eles são, e dizer que não acreditamos que as acusações são verdadeiras. Se alguém não faz isso, o melhor é atacá-lo. Naturalmente que ninguém pode ser julgado em praça pública, mas também ninguém pode obrigar Rui Rio a apoiar interesses que só são importantes para os próprios interesses. <br /> <br />É, também, uma vergonha a maneira como o poder político se verga perante o futebol; é vergonhosa a notícia que saiu nos vários jornais de hoje em que o <a href="http://dn.sapo.pt/2004/12/18/tema/ps_aceita_apoio_pinto_costa_e_critic.html">PS agradece o apoio de Pinto da Costa</a>, que voltou a "chutar para a frente" e até ameaçou candidatar-se à CMP. Também <a href="http://jn.sapo.pt/2004/12/18/em_foco/aceitaria_c_andidato_pelo_ps.html">Rui Moreira</a>, outro "poderoso", amigo dos interesses (presidente da ACP nos tempos livres) veio defender PC, "quem não conhece bem o suficiente", sequer. <br /> <br /> <br />Quanto à <a href="http://jornal.publico.pt/2004/12/18/EspacoPublico/O04.html">crónica de hoje de VPL</a>, ele deturpou <a href="http://jornal.publico.pt/2004/12/17/Nacional/P50.html">o que Rui Rio disse</a> dando uma imagem deste como um defensor da autoridade acima da opinião, quando o presidente da CMP tem tido como prioridade defender as pessoas acima dos interesses económicos ou políticos. <br />É incrível que qualquer pessoa que não defenda os poderes instalados seja alvo de tentativas de aniquilação por parte de toda a corja que ronda estes poderes; e, quando alguém diz o que toda a gente sabe, seja atacado. <br /> <br />Toda a gente sabe que o futebol vive da corrupção, a política vive de interesses e favores, a administração pública vive de cunhas, os empresários vivem dos favores que os políticos trocam por apoios. Mas que isto nunca seja dito em público; e todos os casos que o têm demonstrado, são apenas enganos e cabalas! <br /> <br />Se Rui Rio não quer misturar a política com o futebol, tem razão! Rui Rio também não se devia dar com a maioria dos políticos, vários empresários e empreiteiros, mas é obrigado a isso... <br /> <br />Apesar de tudo, a maioria das pessoas do futebol não são corruptas, alguns políticos não vivem de interesses, muitas pessoas não vivem de favores, e muitos empresários são-o por mérito próprio. Mas esses são os que não têm poder e que vão presos mesmo que estejam inocentes. E esses são os que, mesmo que quisessem, dificilmente pressionariam quem quer que fosse.GMhttp://www.blogger.com/profile/01430661270707179424noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9116312.post-1103155050431357842004-12-15T23:45:00.000Z2004-12-15T23:57:30.430ZDúvida inquietanteSerá que é melhor eu votar no PS para tentar evitar que este faça uma coligação com o BE? <br />FVhttp://www.blogger.com/profile/10387859428804665506noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9116312.post-1102609507049478582004-12-09T15:52:00.001Z2004-12-09T18:17:07.263ZSampaio (CRISE 7(crise*infinito))<img src="http://images.google.pt/images?q=tbn:1154C7PcSY4J:http://www.portugal-livre.pwp.blueyonder.co.uk/sampaio-af%255B1%255D.jpg">Sampaio prometeu que teria um segundo mandato em que seria mais activo, pois já não tinha a pressão eleitoral da reeleição (já o facto de assumir que governou eleitoralmente no primeiro mandato é mau). Só que ninguém acreditaria que um presidente activo pudesse ser tão mau. <br /> <br />Desde o dia em que Durão decidiu ir para Bruxelas, o PR só tem mostrado que era melhor ele não estar lá. O Presidente da República, eleito para "olhar pelo país" decidiu governar em oposição ao governo, os eleitos "para governar". <br /> <br />O regime português é um regime contraditório. Existe um Presidente da República, eleito nominalmente, e existe um governo eleito pelas suas políticas e ideias. Mas o PR é que decide se aceita essas políticas. Se o sr. Sampaio acha que sabe decidir o que é bom para o país, devería ser candidato a PM e apresentar as suas propostas. <br /> <br />Este governo não deveria ter sido demitido, pois tem maioria parlamentar mas, ao decidir-se por esta opção, Sampaio abriu um precedente perigoso com o objectivo de nos levar para um regime semelhante ao francês, em que o presidente decide se se devem mudar ministros ou quais têm que ser as prioridades do governo. Além desta decisão em relação ao governo, o PR defendeu que deve ser ele a defender os presidentes para as entidades reguladoras, em nome da transparência. <br />Além destes dois "acontecimentos", desde há 6 anos, Sampaio semanalmente a mostrar-se preocupado com algo, a pedir estabilidade, e a vetar leis das quais não gosta. <br /> <br />A atitude e acções do PR pressupõe uma imparcialidade e uma superioridade intelectual deste em relação a qualquer outra pessoa. Porque é que o PR há de ser melhor que o PM? Porque não poderia Santana Lopes ter demitido Sampaio? Se calhar teria sido melhor. <br /> <br />O argumento de que o PR é eleito directamente não prova que a escolha seja boa. E o argumento de que é importante ter um PR para se o governo for mau (como defendem alguns que aconteceu no caso de PSL), pode ser rebatido pois o PR também pode ser mau, e não é controlado por ninguém! (Se houvesse alguém acima dele, provavelmente já o teria demitido.) <br /> <br />Portanto, as instituições deveriam ser repensadas. Portugal deveria ter um Parlamento e um Governo (eleitos separadamente) e um Tribunal Constitucional (com juízes com mandatos superiores a 2 mandatos legislativos (que deveria ser o limite por PM), nomeados por 66% do Parlamento). O Parlamento controlava o governo, o governo tomava medidas legislativas e o Tribunal Constitucional controlava a concordância destes dois orgãos e medidas com a constituição e lei. <br />Deste modo, cada orgão saberia quais as suas funções e as pessoas saberiam em que estavam a votar. <br /> <br /> <br />Um sistema com Presidente da República é mau; se esse presidente da República for o Sampaio, é pior!...GMhttp://www.blogger.com/profile/01430661270707179424noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9116312.post-1102604632916049972004-12-09T15:00:00.000Z2004-12-09T15:28:33.243ZAdivinhaEstavam 10 milhões de pessoas num barco sem destino. O Capitão era o Jorge; os sub-Capitães eram o Pedro, o Paulo, o José, o Jerónimo e o Francisco. <br /> <br />Consegue adivinhar o apelido deles? E como se chama o barco? <br /> <br /> <br /> <br />PS: <a href="http://dn.sapo.pt/2004/12/09/editorial/o_erro_presidencial.html">Bom editorial</a> no DN.GMhttp://www.blogger.com/profile/01430661270707179424noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9116312.post-1102379031111740062004-12-06T22:47:00.000Z2004-12-07T00:43:34.386ZO sábio PresidenteO Presidente da República tem ultimamente sido alvo de um enorme protagonismo, ele decidiu aprovar e reprovar leis e governos conforme um critério que impossivelmente poderia ser completamente imparcial e objectivo. <br />Está nas mãos de uma pessoa com uma "cor" partidária geralmente bem definida o poder de passar por cima do voto parlamentar, fazer uso das suas interpretações da constituição ou tomar decisões políticas soberanas. E mais: não tem qualquer responsabilidade de governação e, como tal, têm sempre uma popularidade incrivelmente alta (tal como fenómenos como o de Marcelo e o de Guterres, que pela sua falta de actividade política recente vêem melhorado o seu "ranking político"). <br />O PR tem o papel de sábio corrector de governação, eleito pelas mesmas pessoas que elegeram o governo, ainda por cima com um formato "prémio carreira". <br />Portugal ainda é um país que tem uma constituição e um tribunal constitucional, e como tal não seria estranho se fosse este o único a julgar a actuação governativa com base exclusiva na constituição, sem conselhos de notáveis e decisões pessoais. <br />Sendo assim as funções do PR seriam reduzidas ao aumento do politicamente correcto no ambiente político e ao contributo decorativo, não valeria a pena o esforço. <br />O regime semi-presidencialista em que vivemos é completamente ridículo e falsamente seguro. Assim como não é garantido que o povo vote num governo competente, também não é seguro que o PR o seja, no entanto este último é eleito para controlar o primeiro, como se fosse infalível e seguramente superior. <br />E que ninguém se lembre de criar um outro cargo, certamente prestigiante e só ao alcançe dos políticos mais conceituados, para avaliar as decisões do PR. <br />FVhttp://www.blogger.com/profile/10387859428804665506noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9116312.post-1102250782239028272004-12-05T13:29:00.000Z2004-12-05T12:49:47.806ZPSD (CRISE 6)Está a ser absolutamente incompreensível (se bem que, pensando que é PSL o presidente, talvez seja mais compreensível) a maneira como o PSD está a preparar as eleições de Fevereiro. Após a reunião em que a Comissão Política nada decidiu, ontem o Conselho Nacional não decidiu nada! Deu carta branca ao presidente do partido para negociar com quem quisesse, como quisesse. Esta decisão é a certeza que teremos uma coligação PSD/PP nos moldes em que o PP a decidir; isto para que PSL possa culpar Portas pela derrota eleitoral (como dizia Vasco Pulido Valente no artigo de ontem). <br />Todas estas brincadeiras eleitorais que têm decorrido à frente de toda a gente são um insulto aos militantes do PSD que demonstraram a sua vontade no congresso de Barcelos (não pode ter sido há pouco tempo para legitimar Santana, mas há muito para não para legitimar a opinião dos delegados). Esta coligação terá como consequências um afastamento das bases devido à falta de princípios da direcção. Esta jogada tem como objectivo apenas obter ganhos eleitorais não olhando a qualquer meio. Se PSL achar que ganha com isso, até se coliga com o PPM (que já se disponibilizou para se coligar). <br /> <br />A pior parte desta história é a falta de alternativas. Deixar PSL/PP voltarem para o Governo é preocupante; mas deixar Sócrates distribuir os seus amigos por Lisboa também o é. (Na edição de hoje d'<a href="http://www.acapital.pt/secciones/noticia.jsp?pIdNoticia=8264&pIdSeccion=15&">A Capital</a> é anunciado que o PS deixará cair a lei das rendas e o fim das SCUTs, se eleito) <br />É difícil decidir se queremos 4 anos de Santana e Santanetes ou de Sócrates e Guterretes! <br /> <br />Quem quer que ganhe, nós perdemos!...GMhttp://www.blogger.com/profile/01430661270707179424noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9116312.post-1101939300682601122004-12-01T22:12:00.000Z2004-12-01T22:17:28.496ZDireita (CRISE 5)O PP limitou o seu apoio ao eleitorado fixo, o PSD limitou o seu apoio a uma parte do seu eleitorado fixo (já nem todos os "laranjinhas" votam em PSL). <br />Nas próximas eleições, a direita toda vai reforçar a participação do seu eleitorado fixo, agradará aos seus militantes mas, se não alterar os candidatos legislativos ,vai perder o eleitorado de centro e o eleitorado flutuante que apenas pode ser recuperado se a "moeda boa" voltar e consiga mobilizar as pessoas atráves de projectos de longo prazo e discursos carismáticos (não é o mesmo que demagógico; portanto não serve PSL!). Há vários nomes possíveis, só é preciso escolher um! <br /> <br />Apesar de isto parecer bastante óbvio para qualquer pessoa "comum" (os não políticos), parece que os políticos da direita não estão ainda prontos para assumir que falharam. Isso só irá acontecer depois de obterem uma derrota gigante nas próximas eleições. <br /> <br />Pior para o Monteiro...pior para o Portas...pior para o Santana...melhor para Sócrates...melhor para Louçã!GMhttp://www.blogger.com/profile/01430661270707179424noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9116312.post-1101939083576539712004-12-01T21:54:00.000Z2004-12-01T22:20:31.660ZPP (CRISE 4)Paulo Portas falou há bocado e anunciou que vai começar a preparar as eleições sozinho. Aproveitou para começar a "campanha positiva" e realçou quão bem dirigiu o seu ministério. <br /> <br />Apesar das críticas de que foi alvo desde que entrou para o governo de que aproveitaria qualquer momento para destruir a coligação e retirar dividendos eleitorais, a participação do PP foi positiva, em geral, tendo defendido os seus interesses e valores de uma forma racional, tendo explorado as fraquezas do PSD aquando da necessidade de fazer concessões. <br /> <br />Portas atingiu os seus objectivos: agradou aos seus eleitores, defendeu os seus interesses, conseguiu lugares para os seus amigos e, no fim, ainda vai poder defender que os melhores ministérios foram os seus! De quem é a culpa? Do PSD (principalmente desde que Durão foi embora). Portas conseguiu ficar a vêr de fora as confusões dos últimos quatro meses e ainda pôde enviar uma mensagem: "a quem deu pretextos ao primeiro-ministro que pense nos seus actos e palavras". <br /> <br />Apesar da minha discordância crónica com tudo o que PP (Portas) faz, ele passou bem pelo governo sem causar qualquer distúrbio de que era acusado de poder ser responsável. Além disso, Portas teve momentos em que o poderia ter feito (foram-lhes dados vários pretextos) e manteve um sentido de estado que será de realçar. <br />No entanto, esta passagem pelo poder tirar-lhe-à alguma margem de manobra em termos de campanha eleitoral porque já não poderá basear os seus discursos apenas na sua demagogia habitual. Reduzirá o número de eleitores tendo, no entanto, demonstrado que pode defender um conjunto de valores e ideias, o que cairá bem dentro do seu eleitorado fixo. <br /> <br />Realço apenas mais um ponto do discurso de PP que disse que quer "reforçar os valores liberais para defender a economia"... acho que alguém devia ouvir isto!GMhttp://www.blogger.com/profile/01430661270707179424noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9116312.post-1101869824594012052004-12-01T01:36:00.000Z2004-12-01T02:57:04.623ZAinda sem alternativasVêem aí eleições (!), que é por definição quando todos os portugueses (os que quiserem), podem exprimir a sua genuina convicção política e atribuir a confiança ao que consideram o melhor projecto governativo. <br />Dito isto parece que vamos no bom caminho, mas na prática as escolhas estão muito limitadas, principalmente porque infelizmente não nos podemos de dar ao luxo de simplesmente votar na ideologia que consideramos correcta (se é que ela está sequer disponível), porque à frente da ideologia estão pessoas sobre as quais não podemos partir do princípio que são sérias, convictas e responsáveis. <br />É frustrante (e já me aconteceu) olhar para um boletim de voto e não ter vontade que ganhe quem quer que seja, e receio bem que vá acontecer outra vez. <br />Por um lado a ausência de um partido liberal a sério (já ouvi dizer que o PND é um partido liberal, mas ainda falta a parte do "a sério") afecta em boa parte a minha frustração, e por outro o desastre completo da liderança do PSD, que é, supostamente, a alternativa mais interessante enquanto o liberalismo é pecado neste país. <br />Terei portanto, que conviver agora com uma euforia socialista durante aproximadamente os próximos quatro anos (não posso precisar concretamente o período de governação), que não é mais do que a ausência de alternativas convincentes, e que é resultante de um popular "tudo menos este governo". <br />Será que teremos de ter a economia e a sociedade de um país dependente das infantilidades governativas? A responsabilidade individual não será mais justa do que a responsabilidade colectiva, em que ninguém é responsável? <br /> <br />FVhttp://www.blogger.com/profile/10387859428804665506noreply@blogger.com