tag:blogger.com,1999:blog-88775646195878873782008-08-01T14:48:05.829-03:00Blog da redaçãoMorpheus - Administradorhttp://www.blogger.com/profile/03931556970396437236noreply@blogger.comBlogger32125tag:blogger.com,1999:blog-8877564619587887378.post-73661181322910858452008-08-01T13:49:00.002-03:002008-08-01T14:46:10.566-03:00Quem dá mais?<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vejabrasil.abril.com.br/blogvejario/uploaded_images/jones-751645.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://vejabrasil.abril.com.br/blogvejario/uploaded_images/jones-751639.jpg" alt="" border="0" /></a><em>Criada em 1970, pelo empresário José Carvalho, a Bolsa de Arte vem, desde então, movimentando o mercado de artes brasileiro através da realização de leilões. O próximo acontece na terça (5), no Copacabana Palace, a partir das 19h. O martelo vai bater para 103 obras, de Duas Mulheres, do consagrado modernista Candido Portinari (valor estimado entre 2,8 e 3,5 milhões de reais), a Salve?, da artista contemporânea Beatriz Milhazes (120.000 a 160.000 reais). Há muito mais, para variados bolsos e gostos, raras paisagens cariocas do século XIX, por exemplo, na coleção que, até a véspera do dia do leilão, ficará exposta na sede da empresa, na Rua Prudente de Morais, 326, em Ipanema, de 10h a 22h. Jones Bergamin (foto), atual diretor da Bolsa de Arte, conta um pouco mais sobre o leilão e este mercado onde preferências estéticas e dinheiro caminham (quase sempre) juntos.<br /></em><br /><strong>Chama a atenção, na coleção que vai a leilão, a presença de obras acadêmicas, paisagens cariocas de pintores como Batista da Costa (1865-1926), Carlos Balliester (1870-1927) e Fachinetti (1824-1900). O que essas obras de museu fazem à venda?<br /></strong><br />Este tipo de trabalho está com o mercado aquecido. Paisagens do Rio, antigas e recentes, obras dos viajantes, até arte naïf. Algumas obras são raras, difíceis de achar, e ficaram baratas em relação à arte contemporânea, que está puxando os preços para cima. Hoje, uma gravura contemporânea atinge 100.000 reais, fotografias chegam a 300.000. Artistas contemporâneos estão vendendo caro, e vendendo mesmo. É curioso, porque há uma geração que acha que a arte começou há 15, 20 anos, e está encontrando compradores dispostos a bancar isso. Não sou curador, não cabe a mim dizer quem é bom e quem não é. O curador, no meu meio, é o mercado, não questiono os valores atribuídos às obras. Mas o fato é que o momento é bom para a compra de trabalhos mais antigos.<br /><br /><strong>De que maneira o mercado afeta a produção artística?</strong><br /><br />O mercado age por si só, sacudido às vezes por modismos. Houve um tempo, nos anos 70 e 80, em que uma nota nas colunas sociais valorizava o artista. Teruz saía no Ibrahim e ficava em alta. O Zózimo publicava uma notícia sobre o Cícero Dias e, no dia seguinte, havia dezenas de compradores interessados na obra dele. Hoje acho que reina o profissionalismo. A arte contemporânea é uma realidade, não é mais uma aposta no futuro. Artistas estão mudando sua forma de atuar. Aqueles que trabalhavam com materiais menos nobres já estão se mexendo. Quando uma obra começa a custar 100 mil dólares, caso dos gêmeos que faziam grafite na rua (a dupla osgemeos, formada pelos irmãos Gustavo e Otavio Pandolfo, hoje representada pela galeria Fortes Vilaça, de São Paulo), o que acontece é que o autor começa a se preocupar em trabalhar com materiais que aumentem a durabilidade da obra. A tinta acrílica mais vagabunda, comprada em lata, dá lugar para a de tubo. A madeira pinho, que racha, é substituída por suportes mais nobres. Está todo mundo caprichando, com foto, pasta com currículo, certificado de proveniência. Está tudo muito mais profissionalizado.<br /><br /><strong>Uma de suas tarefas é atribuir preços às obras que vão a leilão. Como evitar distorções nos valores?<br /></strong><br />Na galeria vigora a tabela do artista. O mercado secundário, que é onde atuo, é o mercado regulador. É a hora da verdade. Quando a obra vai a leilão, pode render acima ou abaixo da tabela sugerida pelo artista. Nomes que já saíram das galerias há quarenta, cinqüenta anos, e hoje aparecem em coleções e museus, têm uma cotação mais conhecida. O desafio é a arte contemporânea. Há muita informação, feiras de arte, bienais, Veneza, Havana, São Paulo, a Documenta de Kassel, eventos importantes que a toda hora apontam novas tendências. Na Inglaterra a vez é da escatologia, da doença, da perversão. Tem aquele cara que exibiu uma vaca cortada em pedaços (Damien Hirst, famoso por suas criações com animais mortos). Procuro acompanhar esses movimentos, com o cuidado de filtrar a informação e não ficar entupido de besteira.<br /><br /><strong>Quais são os destaques entre as obras do próximo leilão da Bolsa?<br /></strong><br />A estrela da companhia é Duas Mulheres, do Portinari. É um trabalho do melhor período dele, de 1938, quando ele expôs em Pittsburgh, nos Estados Unidos. Tem a Beatriz Milhazes, claro, que está encantando todo mundo. E, acredito, vai fazer sucesso a Mulata no Sofá Vermelho (1964), de Di Cavalcanti. Ele tinha um sofá vermelho lá no ateliê, botou a moça peladona e pintou-a com evidente prazer.Pedro Tinocohttp://www.blogger.com/profile/09170503459409870795noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8877564619587887378.post-31668137801543774482008-05-15T02:00:00.001-03:002008-05-15T16:16:19.815-03:00Será que ele é?<a href="http://vejabrasil.abril.com.br/blogvejario/uploaded_images/glauber-784706.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://vejabrasil.abril.com.br/blogvejario/uploaded_images/glauber-784691.jpg" border="0" /></a><br /><div><a href="http://vejabrasil.abril.com.br/blogvejario/uploaded_images/marcelo-739075.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://vejabrasil.abril.com.br/blogvejario/uploaded_images/marcelo-739073.jpg" border="0" /></a><br /><br /><div>No dia 11 de março, em um aparentemente inocente debate sobre cinema realizado na vetusta e grandiosa sala do Odeon, no Centro, o humorista Marcelo Madureira, do grupo Casseta &amp; Planeta, emitiu sua opinião sobre a mais luminosa estrela do cinema novo: “Glauber é uma m...”. Pronto, instaurou-se a cizânia. A frase curta inspirou loooongos debates, eventos de desagravo dos dois lados da contenda e até ameaça de processo. E ainda dá o que falar até hoje. Para badalar o lançamento do número de maio da Bravo!, publicada pela Editora Abril, João Gabriel de Lima, editor-chefe da revista, e ele, Marcelo Madureira (na foto abaixo da de Glauber), protagonizam um bate-papo em torno de uma das matérias desta edição, “Glauber Rocha Sob Fogo Cerrado”. Hoje, na Livraria da Travessa do Leblon, a partir das 20h. Com entrada franca e vagas limitadas.</div></div>Morpheus - Administradorhttp://www.blogger.com/profile/03931556970396437236noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8877564619587887378.post-18791969197858624582008-04-25T17:24:00.000-03:002008-04-25T17:26:21.847-03:00Passeio com músicaO Parque das Ruínas, em Santa Teresa, é daqueles recantos menos óbvios da cidade com vista esplendorosa para parte do Centro, um naco da zona sul, a baía e a enseada de Botafogo. Construído entre as ruínas da antiga residência de Laurinda Santos Lobo, locomotiva da sociedade carioca na primeira metade do século passado, tornou-se um centro cultural com jeito de ponto turístico, um café honesto e, de uns tempos para cá, boa programação cultural. Neste domingo, dia 27, às 18h, por exemplo, tem show gratuito do grupo vocal Arranco de Varsóvia. Vale lembrar que, em uma das espertas soluções arquitetônicas do lugar, uma ponte metálica liga o Parque das Ruínas a outro endereço que merece a visita: a Chácara do Céu, outra antiga residência de um ricaço ligado à cultura, no caso Raymundo Ottoni de Castro Maya. Aproveite. O Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas fica na Rua Murtinho Nobre, 169, telefone 2252-1039. Caso chova, o show será transferido para o auditório do espaço, com 120 lugares.Pedro Tinocohttp://www.blogger.com/profile/09170503459409870795noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8877564619587887378.post-81257177961364393422008-04-11T18:05:00.001-03:002008-04-17T13:22:16.645-03:00Arte e patrimônioPor 48 horas, neste sábado, dia 12, e no domingo (13), o Morro da Conceição, pedaço da cidade (ainda mais) cheio de história no Centro, vai abrigar uma baita intervenção artística. Ao lado dos morros do Castelo, de São Bento e de Santo Antônio, o lugar foi um dos quatro vértices da área original a partir do qual desenvolveu-se a cidade do Rio de Janeiro, na segunda metade do século XVI. Com curadoria do escritor e historiador Rafael da Cardoso, que mora no bairro há oito anos, dezoito artistas ocuparão as ruas com obras que prometem dialogar com os trechos de calçamento de pé-de-moleque e outros resquícios urbanísticos e arquitetônicos do Brasil colonial. Em sua maioria, os nomes escalados, Adriana Eu, Bianca Bernardo, Carlos Contente, David Cury, Ducha, Elisa Castro, Gabriela Mureb, Gabriela Noujaim, Guga Ferraz, Heleno Bernardi, João Modé, João Penoni, Lívia Flores, Marcelo Frazão, Marcos Chaves, Renato Santana, Ronald Duarte e Tatiana Grinberg, espalharão seus trabalhos ao ar livre, pelas ruas e praças da região, com concentração em quatro pontos principais: Adro de São Francisco, Pedra do Sal, Praça Major Valô e Observatório do Valongo.<br />Trata-se, portanto, de uma boa desculpa para se visitar um pedaço da cidade que começou a ser ocupado em 1590 e ainda preserva bastante do visual daquele tempo remoto. Um pequeno exemplo da história que o lugar carrega: a Fortaleza da Conceição, em cujas masmorras foi encarcerado o inconfidente Tomás Antônio Gonzaga, vai estar aberta ao público no fim de semana. O ponto de encontro do evento, onde podem ser conseguidas maiores informações, será a Casa da Cultura do Morro da Conceição, no Adro de São Francisco (subir a escadaria na altura da Rua Sacadura Cabral, 73, na Praça Mauá). Quem vier de carro pode subir pela Rua Major Daemon (segunda transversal à esquerda, na Rua do Acre) ou pela Ladeira do Pedro Antônio (última transversal à esquerda na Rua Senador Pompeu).Pedro Tinocohttp://www.blogger.com/profile/09170503459409870795noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8877564619587887378.post-59907918587368399672008-03-28T11:30:00.003-03:002008-03-28T12:57:05.821-03:00Tarde de cinema no Centro<a href="http://vejabrasil.abril.com.br/blogvejario/uploaded_images/kane1-705564.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://vejabrasil.abril.com.br/blogvejario/uploaded_images/kane1-705553.jpg" border="0" /></a><br /><div>Muita gente que anda na casa dos 40 tem lembranças carinhosas das sessões do cineclube Macunaíma, que aconteciam no auditório da Associação Brasileira de Imprensa. Com projeção ocasionalmente titubeante, eram exibidos ali desde os clássicos como o silencioso <em>A Paixão de Joana D'Arc</em>, de Carl Dreyer, a nouvelle vague representada por obras de Godard como <em>Acossado</em> e <em>O demônio das Onze Horas </em>até películas que nunca alcançaram o grande circuito, como o <em>Rei da Vela</em> de José Celso Martinez Corrêa. Eram tempos em que o videocassete estava longe de ser um item comum na maioria dos domicílios. Pois bem, o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio criou uma sessão de cinema que tem tudo para se tornar uma atração imperdível para os cinéfilos, bem no clima do antigo Macunaíma. Amanhã (29), às 17h, acontece a primeira sessão de <em>Sábados Clássicos</em> no auditório João Saldanha (80 lugares), na <strong>rua Evaristo da Veiga 16, 17º andar,</strong> no Centro. O filme escolhido para inaugurar a série não poderia ser mais apropriado: <em>Cidadão Kane </em>(foto), de Orson Welles. Em tempos de DVD e internet, a idéia é exibir em tela grande, com som poderoso e em sala com poltronas confortáveis, aqueles filmes que muita gente só viu na telinha. Depois da exibição, vai ter bate-papo com o crítico de cinema Marcelo Janot. E a entrada é franca.<br />Passear no Centro aos sábados é um programão para o dia inteiro. Há exposições imperdíveis como <em>Novas Revelações da Família Ferrez</em>, no Centro Cultural Banco do Brasil e a obra de Debret na Casa França-Brasil. Para repor as energias, não faltam bons restaurantes como o Casual Retrô, do Chef Santos, a Brasserie Rosário, a Casa Cosmopolita (berço do filé à Oswaldo Aranha), a Adega Flor de Coimbra e o Nova Capela (com seu clássico cabrito). E para quem quiser esticar noite adentro, o auditório do Sindicato fica a dois passos da agitação da Lapa. Bom programa.</div>Livia de Almeidahttp://www.blogger.com/profile/13319277073837522420noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8877564619587887378.post-3394487998627042552008-03-26T16:39:00.004-03:002008-03-28T20:15:43.295-03:00A verdade sobre Zagallo<a name="zagallo"></a><a href="http://vejabrasil.abril.com.br/blogvejario/uploaded_images/zagallo-723766.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://vejabrasil.abril.com.br/blogvejario/uploaded_images/zagallo-723760.jpg" alt="" border="0" /></a><br /><div>Essa quem conta é o repórter Rogério Durst: celebridade desde que chegou ao Rio, no dia 17, depois de viajar, por 37 horas, entre os zoológicos de São Paulo e daqui, a girafa Zagallo conquistou os cariocas e a fêmea Beija-Céu sob falsa identidade. O apelido, emprestado do ex-craque e técnico da seleção, foi dado por tratadores em sua estada na capital paulista, onde viveu desde 2003. A girafa, na verdade, se chama Giba, nome de batismo escolhido num concurso entre a população de Brasília quando ele nasceu, em 2001, no zoológico da capital federal. Na foto, o galã Zagallo, ou Giba, aparece ainda na temporada paulista.</div>Pedro Tinocohttp://www.blogger.com/profile/09170503459409870795noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8877564619587887378.post-34463618079026986152008-03-26T12:47:00.002-03:002008-03-26T14:12:25.957-03:00Arte em revista<a href="http://vejabrasil.abril.com.br/blogvejario/uploaded_images/jcarlos-758325.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://vejabrasil.abril.com.br/blogvejario/uploaded_images/jcarlos-758322.jpg" border="0" alt="" /></a><br /><div>Uma cerimônia realizada ontem à noite, no Paço Imperial, marcou o lançamento do portal de internet <em>Memória Gráfica Brasileira</em>. Com patrocínio da Petrobras, o desenhista Cássio Loredano e a designer Julieta Sobral levam à rede um rico material sobre a história das artes gráficas no Brasil desde meados do século XIX. Filé do acervo, o hot-site <em>J. Carlos em Revista </em>traz um banco de dados com coleções das revistas <em>O Malho </em>e <em>Para Todos</em>. Será possível folhear, página a página, os números publicados entre 1922 e 1930. Na solenidade também foram lançados os livros <em>O Vidente Míope </em>e <em>O Desenhista Invisível</em>, editados pela Folha Seca, como parte do projeto. No primeiro encontra-se uma crônica visual de J. Carlos (autor de preciosidades como o desenho acima) nos anos 1920, com organização de Loredano, guardião da obra do mestre, e texto do historiador e professor Luiz Antonio Simas. <em>O Desenhista Invisível </em>é uma análise da atuação de J. Carlos como artista gráfico, com texto de Julieta Sobra. Divirta-se <a href="http://www.memoriagraficabrasileira.org/">aqui</a>.</div>Pedro Tinocohttp://www.blogger.com/profile/09170503459409870795noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8877564619587887378.post-55385382972460103242008-03-13T12:14:00.012-03:002008-03-13T12:38:43.736-03:00Seal: mais caro que U2 e Led ZeppelinJunto com um espaço confortável de acústica impecável, o espetáculo de Bob Dylan na RioArena &shy;–ex-Arena Multiuso, futura HSBC Arena — inaugurou um novo e assustador patamar de preços para shows na cidade, confirmado com as recém-anunciadas apresentações de Seal e de Rod Stewart na casa de Jacarepaguá.<br /><br />No primeiro show aberto ao público na RioArena, os ingressos para Bob Dylan variavam entre 180 e 360 reais. Nem a laureada carreira do compositor americano — autor de dezenas de clássicos do cancioneiro pop — foi suficiente para cumprir a modesta tarefa de lotar os 6.000 lugares da RioArena. De acordo com a produção, foram vendidos 4.600 lugares.<br /><br />Cinco dias depois, os bilhetes para Dylan viraram uma pechincha, diante das novas atrações da RioArena. Vejamos a apresentação do sumido Seal, cujas últimas lembranças estão perdidas na década de 90, quando emplacou os hits <em>Crazy</em> e <em>Kiss from a rose</em>, a música-tema do filme <em>Batman Forever</em>. Para o show do próximo dia 29, as cadeiras nas primeiras fileiras chegam a 500 reais — um aumento que beira os 40% em relação a Bob Dylan. Equivale a 300 dólares ou 145 libras esterlinas. É o mesmo preço do show de Rod Stewart, no dia 5 de abril.<br /><br />É difícil encontrar parâmetro até para os shows do primeiríssimo time do universo pop nas cidades mais caras do mundo. Há dois anos, o U2 cobrou entre 50 e 165 dólares (85 e 280 reais, respectivamente) em suas apresentações no Madison Square Garden, em Nova York. Nem os ingressos para o concerto único do lendário Led Zeppelin na O2 Arena, em Londres, em novembro passado, custaram tanto: as 20 mil entradas foram vendidas a 125 libras (425 reais).<br /><br />E olha que o dólar, há tempos, não era tão barato por aqui...Patrick Moraeshttp://www.blogger.com/profile/05056698589288819074noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8877564619587887378.post-37371886571977657402008-03-10T20:05:00.001-03:002008-03-12T22:46:55.742-03:00Novo palco carioca<a href="http://vejabrasil.abril.com.br/blogvejario/uploaded_images/dylan1-701446.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://vejabrasil.abril.com.br/blogvejario/uploaded_images/dylan1-701440.jpg" border="0" /></a><br /><div>A Rioarena, arena multiuso construída para os Jogos Panamericanos, passou no teste. No primeiro grande show realizado ali, o de Bob Dylan e sua banda, no sábado, foi tudo impecável: o som estava ótimo; o acesso ao lugar, bem sinalizado; o estacionamento, organizado; os banheiros, limpíssimos (mesmo no final do show).<br />Como era a primeira vez que ia lá, confesso que estava um pouco preocupada. Será que há sinalização adequada para eu não correr o risco de me perder no caminho? Será que vou conseguir estacionar o carro com segurança, sem ter que deixá-lo à mercê de flanelinhas? Saí de lá feliz da vida por ter constatado que o Rio ganhou um belo (e muito confortável) lugar para eventos.<br />A arena tem o tamanho certo para shows como o de sábado. A capacidade total é de 15 000 pessoas. Para o show de sábado foram colocados à venda 6 000 ingressos (4 600 foram vendidos). Mesmo do ponto mais distante do palco a visibilidade é boa. É um prazer assistir a uma banda no palco sem precisar ficar de olho no telão para saber o que está acontecendo.<br />Aliás, o telão da Rioarena rendeu uma história curiosa no sábado. Por exigência de Bob Dylan, ficou desligado. Como antes da entrada do artista no palco eram exibidas imagens, logo no início do show, quando ele parou de funcionar, ouviram-se alguns gritos de “telão, telão!”.<br />Fim do show, na fila dos elevadores, um dos seguranças pergunta se eu tinha gostado do show. “Muito”, respondi.<br />“Mas teve muita gente que saiu antes do fim”, disse ele. “O pessoal estava reclamando que não tinha telão. Ué, se é para ver na televisão, compra o DVD e vê em casa”, concluiu. Acho que ele estava coberto de razão...<br />Fica como sugestão para os administradores da casa: que tal avisar ao público, num caso como esse, que o telão não vai funcionar a pedido do artista?<br />Outra idéia: os bares da Rioarena poderiam servir cachorro-quente com cara de cachorro-quente...Pedir o sanduíche e receber um pão de hambúrguer, coberto por gergelim e recheado por pedacinhos de salsicha cortada em rodelinhas fica meio esquisito..</div>Cristina Grillohttp://www.blogger.com/profile/17929327929344792342noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8877564619587887378.post-61830157827579901362008-03-07T16:35:00.004-03:002008-03-07T19:11:18.526-03:00A princesa do crioulo doido<a href="http://vejabrasil.abril.com.br/blogvejario/uploaded_images/Leopoldina-701107.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://vejabrasil.abril.com.br/blogvejario/uploaded_images/Leopoldina-701092.jpg" border="0" /></a><br /><div>O escritor e historiador Clóvis Bulcão lançou o livro <em>Leopoldina, Princesa do Brasil </em>em 2006, uma biografia romanceada voltada para o público infanto-juvenil. Amanhã, dia em que se comemoram os 200 anos da chegada da família real ao país, ele vai contar histórias sobre a imperatriz (1797-1826), mulher de dom Pedro I, na livraria Saraiva do New York City Center, na Barra, a partir das 17h, com entrada franca. Sua irmã, Márcia Bulcão, vocalista da banda Blitz, vai animar o encontro desfiando um repertório que vai do <em>Samba do Crioulo Doido</em> a <em>Edelweiss</em>, essa última da trilha sonora do filme <em>A Noviça Rebelde</em>. O autor conversou com o Blog da Redação sobre esse programa indicado para todas as idades. A propósito: a imagem acima traz Leopoldina e dom Pedro I em imagem da capa da revista <em>Illustração do Brazil</em>, de 29 de julho de 1876, publicada no livro <em>O Design Brasileiro Antes do Design, </em>de Rafael Cardoso.<br /><br /><strong>BR </strong>Quais são as maiores curiosidades que o público tem em relação à Leopoldina?<br /><br /><strong>Clóvis</strong> A primeira coisa que costumam me perguntar é se era verdade que ela amava o Pedro. Não tem problema. Em cena, faço uma espécie de revista <em>Caras </em>da história, contando detalhes da vida hiperprivada e usando as canções como contraponto. Começamos pelo <em>Samba do Crioulo Doido </em>porque, na verdade, Leopoldina ainda é um personagem pouco conhecido, e as pessoas tendem a fazer uma tremenda confusão com a linhagem do império brasileiro.<br /><br /><strong>BR</strong> Qual é a confusão?<br /><br /><strong>Clóvis</strong> O público em geral não reconhece Leopoldina como mãe de dom Pedro II e avó da Princesa Isabel. E ainda foi mãe de uma rainha de Portugal, dona Maria da Glória. Isso acontece porque em seu próprio tempo a opinião pública não simpatizava muito com a <em>alemoa</em>, como era chamada. A marquesa de Santos (amante mais famosa de dom Pedro I), morena e brasileira, tem muito mais destaque na imaginação das pessoas.<br /><br /><strong>BR</strong> E Leopoldina amava Pedro mesmo?<br /><br /><strong>Clóvis</strong> Tudo indica que sim, mas o relacionamento foi tumultuado. Pouco antes de morrer, ela chegou a mandar tirar do palácio as coisas do marido, depois de um período de longa ausência dele. Existem indícios de que houve até uma briga física quando Leopoldina se recusou a participar de uma cerimônia na presença da amante do marido. Chegou a escrever para a família na Áustria sobre um incidente que qualificou de gravíssimo. Ela estava grávida e morreu pouco depois.<br /><br /><strong>BR</strong> Você está terminando uma biografia sobre o padre Antônio Vieira, autor dos famosos Sermões, que nasceu há 400 anos. Como se comporta o escritor ao esbarrar nas lacunas da vida do personagem estudado? Você romanceia?<br /><br /><strong>Clóvis</strong> Leopoldina é uma biografia romanceada, O livro sobre o Padre Antônio Vieira, que vai ser publicado pela editora José Olympio, é uma biografia mesmo. Quando as fontes não falam nada, eu digo isso claramente, explico que não sabemos o que aconteceu ou então que as informações são desencontradas. Eu também indico a qualidade da fonte. Algumas vezes, um autor tem um compromisso óbvio contra ou a favor do personagem. Felizmente, no caso do padre, nós temos 400 cartas publicadas, além dos Sermões, que ele mesmo redigiu, pois por incrível que pareça, as primeiras edições que apareceram foram piratas.</div>Livia de Almeidahttp://www.blogger.com/profile/13319277073837522420noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8877564619587887378.post-86186881428831251962008-03-05T11:37:00.001-03:002008-03-05T13:52:56.049-03:00Quanto vale um parlamentarA ONG Transparência Brasil, que acompanha bem de perto o funcionamento das casas legislativas do país, acaba de publicar a pesquisa <em>Orçamentos do Poder Legislativo</em>. No Rio, a Câmara Municipal vai custar, em 2008, o equivalente a R$ 48,97 por cada habitante da cidade. Na Assembléia Legislativa, o orçamento da casa daria a quantia de R$ 32,73 por cada morador do estado. Na Alerj, o naco do orçamento para cada mandato é da ordem, este ano, de R$ 7.210.451,79, mais do que o previsto para o mandato de um deputado federal (R$ 6.906.455,82). Na mesma Alerj, 43% dos nobres colegas andam às voltas com processos criminais ou foram punidos pelo Tribunal de Contas. Essas e muitas outras curiosidades, que ganham importância em ano de eleição, você encontra no site <a href="http://www.excelencias.org.br/">Excelências</a>, mantido pela ONG.Pedro Tinocohttp://www.blogger.com/profile/09170503459409870795noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8877564619587887378.post-63417485520408861932008-02-22T10:16:00.002-03:002008-02-22T10:20:30.833-03:00Taça GBOs botafoguenses e flamenguistas mais empolgados devem se apressar. Faltam pouco mais de 2 000 ingressos para o jogo de domingo que vai decidir a Taça Guanabara, primeiro turno do campeonato estadual. Estas últimas passagens para a glória (ou para o inferno das gozações no resto da semana, em caso de derrota) começarão a ser vendidas na bilheteria do portão 8 do Maracanã daqui a pouco, às 11h.Pedro Tinocohttp://www.blogger.com/profile/09170503459409870795noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8877564619587887378.post-35070227361133217662008-02-18T12:14:00.003-03:002008-02-18T12:24:22.541-03:00Cadê o reboque?<a href="http://vejabrasil.abril.com.br/blogvejario/uploaded_images/alah3-702070.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://vejabrasil.abril.com.br/blogvejario/uploaded_images/alah3-702067.jpg" border="0" /></a><br /><div><a href="http://vejabrasil.abril.com.br/blogvejario/uploaded_images/alah2-763739.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://vejabrasil.abril.com.br/blogvejario/uploaded_images/alah2-763734.jpg" border="0" /></a><br /><br /><div>Inaugurado em 1938, na gestão do prefeito Henrique Dodsworth, o Jardim de Alah levou beleza às margens do canal que, na fronteira entre Leblon e Ipanema, liga a Lagoa Rodrigo de Freitas ao mar. Além de flanar pelo conjunto de praças, os visitantes, nos anos 50 e 60, desciam pelos ancoradouros para passear de pedalinho. Hoje, meio esvaziado por questões de (in)segurança pública, ganhou outra função: empresta parte de seus gramados para que uma turma sem a menor noção de cidadania estacione no doce balanço a caminho da praia. As fotos, feitas com celular, não têm boa qualidade, mas mostram alguns dos trinta automóveis flagrados sobre a grama (depois de manobrar sobre a calçada e a ciclovia, diga-se). Foram feitas ontem, por volta de uma da tarde, num domingão de sol. </div></div>Pedro Tinocohttp://www.blogger.com/profile/09170503459409870795noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8877564619587887378.post-9617360971160813382008-02-15T20:15:00.000-02:002008-02-15T20:16:01.498-02:00Carnaval (é, Carnaval) IIEssa é para quem acha que a maior festa da Terra é o desfile das concorrentes do Grupo Especial, no Sambódromo, domingo e segunda-feira: sambando por um lugar ao sol, outras 60 escolas disputaram os grupos de acesso A, B, C, D e E. Leia a lista dos vencedores de 2008 (e que, por isso, vão disputar o Carnaval 2009 um grupo acima).<br />Grupo A: Império Serrano.<br />Grupo B: Inocentes de Belford Roxo(1ª) e Paraíso do Tuiuti (2ª).<br />Grupo C: Unidos do Jacarezinho (1ª), Arrastão de Cascadura (2ª) e Corações Unidos do Amarelinho (3ª)<br />Grupo D: Acadêmicos do Sossego (1ª), Unidos de Manguinhos (2ª) e Unidos de Cosmos (3ª)<br />Grupo E: Imperial do Morro Agudo (1ª), Mocidade Unida de Jacarepaguá (2ª) e Delírio da Zona Oeste (3ª)Pedro Tinocohttp://www.blogger.com/profile/09170503459409870795noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8877564619587887378.post-16953676680737396022008-02-15T19:57:00.001-02:002008-02-15T20:02:26.665-02:00Carnaval (é, Carnaval) IAcabou para você, filho ingrato. Bem depois da Quarta-Feira de Cinzas, a Fundição Progresso abriga dois festejos de Momo: o primeiro, hoje, a partir da meia-noite, vai reunir a bateria da Grande Rio, o Monobloco e o DJ Marlboro. Sábado, na mesma hora, a folia corre por conta dos conjuntos-blocos Cordão do Boitatá e Céu na Terra.Pedro Tinocohttp://www.blogger.com/profile/09170503459409870795noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8877564619587887378.post-23494439902821042662008-02-11T19:18:00.000-02:002008-02-11T20:25:40.618-02:00Causo<a href="http://vejabrasil.abril.com.br/blogvejario/uploaded_images/foto_full-719715.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://vejabrasil.abril.com.br/blogvejario/uploaded_images/foto_full-719709.jpg" border="0" /></a><br /><div><div><div><div><div>Uma história já meio antiga, mas bem divertida. Quem conta é o leitor Francisco Heitmann: frase de um dos dois moleques sentados no banco onde encontra-se a estátua do poeta Carlos Drumond de Andrade, em Copacabana, Rio de Janeiro, dia 31 de Dezembro de 2007 à tarde, para um grupo de turistas que pretendiam tirar fotos ao lado do poeta, sentando-se no banco: <em>por um real, nóis sai do banco e deixa tirar fotografia.</em></div><div><br /><div>Ps - a foto da estátua é de Bruno Agostini. A do poeta em carne e osso é de Rogério Reis.</div></div></div></div></div></div>Pedro Tinocohttp://www.blogger.com/profile/09170503459409870795noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8877564619587887378.post-50492913941647223282008-02-08T17:39:00.000-02:002008-02-08T17:55:10.099-02:00Menino de 47<a href="http://vejabrasil.abril.com.br/blogvejario/uploaded_images/imperio-793917.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://vejabrasil.abril.com.br/blogvejario/uploaded_images/imperio-793914.jpg" border="0" /></a><br /><div>Neste fim de semana vai ter desfile das campeãs no Sambódromo e blocos nas ruas, mas o fato é que o Carnaval acabou. Não tem jeito. Começa aquele longo período de fastio para os foliões de coração. Da festa de Momo versão 2008 fica a boa lembrança desses mesmos blocos nas ruas (junto com a chateação dos apertados e dos poucos banheiros químicos, além dos nós no trânsito) e o registro de um acontecimento realmente importante no mundo do Carnaval: o Império Serrano sagrou-se campeão no Grupo de Acesso.</div><br /><div>Desfilou sob chuva ao amanhecer do domingo, quase seis da matina, no dia 3 de fevereiro. O orçamento oficial, R$ 450 000 reais, bateu ali, com boa vontade, na metade de outras escolas do mesmo porte. Mas o que valeu mesmo foi (e dessa vez não é clichê) a disposição dos integrantes da escola. A montagem de alguns carros terminou na concentração, pouco antes do desfile. Todo mundo cantou. Quitéria Chagas, rainha da bateria, é daquelas que, como bem lembrou o escritor (e imperiano) Marcelo Moutinho, não troca a agremiação de coração pelos flashes. Enfim, deu tudo certo, que bom, para a escola de Aniceto, Silas de Oliveira, Mano Décio da Viola, Dona Ivone Lara, Roberto Ribeiro, Beto Sem Braço, Wilson das Neves, Zé Luís, Moutinho, Rachel Valença, João Bosco, Francisco Bosco e quem mais chegar. A propósito: o título desse papo aqui, <em>Menino de 47</em>, foi emprestado de um belo samba de Nilton Campolino e Molequinho, outros dois baluartes, que conta a história do Império, fundado em 23 de março de 1947, na Rua Balaiada da foto aí em cima, no morro da Serrinha, em Madureira. Mais (muito mais, com música e vídeo) sobre o assunto, procure no ótimo <a href="http://www.imperioserrano.com/">site</a> do Império Serrano. </div>Pedro Tinocohttp://www.blogger.com/profile/09170503459409870795noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8877564619587887378.post-11760854030110873822008-02-04T23:44:00.000-02:002008-02-04T23:51:48.801-02:00Ops<div>Segunda-feira de Carnaval (é feriado ou não é?). Cá estamos no sacrossanto aconchego do lar, uns três ou quatro blocos já contabilizados na folha corrida da família, esparramados no sofá diante da TV, assistindo ao segundo dia do desfile do Grupo Especial. A Unidos da Tijuca está bem bonita, com um enredo sobre coleções, que ganha em originalidade dos 200 anos de vocês-sabem-o-quê e de qualquer outro desses assuntos de aluguel/patrocínio. Agora, é impressão minha ou, no carro que homenageia a Academia Brasileira de Letras, entre várias reproduções de livros, aparece uma enorme lombada onde se lê Hobin Hood, assim, com "H" no lugar do "R" de Robin? Evoé!</div>Pedro Tinocohttp://www.blogger.com/profile/09170503459409870795noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8877564619587887378.post-55745979556833782282008-02-04T15:22:00.000-02:002008-02-04T15:24:08.696-02:00FantasiaCom muitas nuvens, chuva grossa e chuva fina, parece que o Rio anda fantasiado de Londres neste carnaval. Pelo menos, não faltam reis e rainhas na avenida.Livia de Almeidahttp://www.blogger.com/profile/13319277073837522420noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8877564619587887378.post-40496024018452183182008-02-01T15:31:00.000-02:002008-02-01T15:58:28.338-02:00Alô polícia!A fila do banheiro feminino no Bar Itahy, no Centro, durante o desfile da Banda da Rua do Mercado, ontem à noite, era uma desolação só. Apesar de desconhecidas, as quatro moças enfileiradas tinham uma história em comum. Mal começado o carnaval, tinham sido "aliviadas" de seus celulares por mãos-leves locais.Livia de Almeidahttp://www.blogger.com/profile/13319277073837522420noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8877564619587887378.post-31392369658748042112008-02-01T15:13:00.000-02:002008-02-01T15:18:44.349-02:00Lira do DelírioNeste bloco não há rapazes fortes expondo peitorais cuidadosamente trabalhados em aparelhos de musculação. Ao som da bateria da Caprichosos de Pilares, os foliões -- funcionários e usuários do Instituto Nise da Silveira, no Engenho de Dentro -- deixam os muros do hospital psiquiátrico e fazem uma festa que movimenta todo o bairro e começa a atrair gente do resto da cidade. O Loucura Suburbana saiu ontem, no meio da tarde com o samba-enredo "Arquivos Contemporâneos que contam a história da saúde mental" e há quem descreva o desfile como poema em movimento, uma espécie de encenação ao vivo do samba <em>Vai passar</em>, de Chico Buarque, aquele que fala de "uma ofegante epidemia" chamada carnaval. "É um exemplo emocionante de inclusão social", diz o economista Guilherme Studart, folião de carteirinha, que costuma sair em 50 blocos por ano. "Para mim é um dos grandes momentos do carnaval do Rio e o único bloco que me faz faltar ao trabalho".Livia de Almeidahttp://www.blogger.com/profile/13319277073837522420noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8877564619587887378.post-37332767920345260032008-01-30T18:28:00.000-02:002008-01-30T18:29:36.753-02:00Logo mais, a partir das 21h, o Cachaça Cinema Clube, projeto de exibição de curtas bem legal que ocupa o cinema Odeon, promete mostrar uma curiosidade pinçada na internet. Trata-se de <em>Carnival in Rio With Arnold Schwarzenegger. </em>No filmete, rodado nos remotos anos 80, o astro do cinema de pancadaria e atual governador da Califórnia ainda era apenas uma montanha de músculos mais conhecida como Mister Universo. Ele passeia pela cidade, diverte-se (até demais) num show de mulatas e aprende duas ou três palavras em português com mocinhas bonitas. Mais trash, impossível. Quem perder a sessão pode assistir ao filme <a href="http://www.youtube.com/watch?v=uerFZ2Z42nc">aqui</a>.Pedro Tinocohttp://www.blogger.com/profile/09170503459409870795noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8877564619587887378.post-40904316431002414492008-01-28T16:55:00.000-02:002008-01-28T17:18:55.810-02:00Devagar com o andorCom o carnaval na rua, já surgiram também os registros de um tumulto aqui, outro acolá. Até agora nada de muito catastrófico (ainda bem), mas não custa avisar. Vale para os blocos, nesses dias de folia, a máxima do gênio da comédia Groucho Marx, inspirada pelo filme <em>Sansão e Dalila </em>(1949). Intrigado com a, digamos, pujança do galã Victor Mature diante de sua colega de cena Hedy Lamarr, o mais sarcástico dos irmãos Marx disse mais ou menos o seguinte: <em>não consigo me interessar por um filme onde os peitos do ator são maiores do que os da atriz.</em> Atenção, portanto.Pedro Tinocohttp://www.blogger.com/profile/09170503459409870795noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8877564619587887378.post-90004608634676509012008-01-25T13:23:00.000-02:002008-01-25T13:49:50.109-02:00Sobrevivente<a href="http://vejaregionais.netguestdns.com.br/blogvejario/uploaded_images/A-sede-da-6aSR---arquivo-iphan-777213.jpg"><img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://vejaregionais.netguestdns.com.br/blogvejario/uploaded_images/A-sede-da-6aSR---arquivo-iphan-777210.jpg" border="0" /></a><br /><div>Quem passa pelo edifício de cinco andares, fachada envidraçada, que abriga em seu térreo uma filial da Livraria da Travessa, na Avenida Rio Branco 46, geralmente ignora que está contemplando um dos raros sobreviventes da primeira leva de construções da antiga Avenida Central, obra-símbolo da reforma urbana realizada pelo prefeito Pereira Passos no início do século passado. O prédio em estilo eclético onde funciona a Superintendência do Iphan no Rio comemora 100 anos nesta segunda (28) com boas notícias. Para contradizer o dito popular que reza que santo de casa não faz milagre, o aniversariante vai passar por uma restauração em regra, inclusive da sua infraestrutura elétrica e hidráulica. Originalmente, a construção serviu para os escritórios da Companhia Docas de Santos e foi projetada pelo arquiteto Ramos de Azevedo, autor do Teatro Municipal de São Paulo.<br />A Avenida Central, a atual Rio Branco, foi inaugurada oficialmente em 15 de novembro de 1905, com trinta prédios prontos e 85 em andamento. Hoje em dia, são muito poucos os sobreviventes. Pertinho do Iphan, na esquina com a rua Visconde de Inhaúma fica o prédio do Banco Central. De resto, além do Clube Naval, na esquina com Almirante Barroso, sobraram as construções monumentais da área da Cinelândia como o Teatro Municipal, Museu Nacional de Belas Artes, Biblioteca Nacional e o atual Centro Cultural da Justiça Federal.<br />Quem se interessa pelo passado da Avenida encontra um <a href="http://catalogos.bn.br/redememoria/avcentral.html">texto interessantíssimo </a>das historiadoras Beatriz Kushnir e Sandra Horta no site da Biblioteca Nacional. Lá também há um link para fotos das fachadas originais feitas por Marc Ferrez.</div>Livia de Almeidahttp://www.blogger.com/profile/13319277073837522420noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8877564619587887378.post-4318213232734988882008-01-25T12:03:00.000-02:002008-01-25T15:51:12.909-02:00Samba em Santa TeresaGrito de Carnaval, reza a tradição, é o pontapé inicial para a folia. Na muy leal cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, os pontapés, para a alegria geral, são muitos. Já teve bloco no fim de semana passado, outros passarão neste fim de semana, e o rei Momo ainda nem recebeu do prefeito a chave da cidade. Com jeito de solenidade inaugural dos trabalhos momescos, o Bonde do Samba ganha sua quarta edição daqui a pouco. O projeto é o seguinte: a concentração começa às 16h, na estação dos bondinhos de Santa Teresa na Carioca. Às 18h, começam a subir os bondes, com entrada franca, carregados de bambas como Wilson Moreira, Delcio Carvalho, Walter Alfaiate, Noca da Portela e o mangueirense Nelson Sargento, homenageado deste ano. No Largo das Neves, em Santa Teresa, o cortejo vai encontrar os músicos da tradicional roda de samba do Candongueiro, em Niterói. Depois, todos seguem para o Largo do Guimarães, em frente ao Bar Sobrenatural, onde o grito de Carnaval será animado pela apresentação dos artistas sobre um palco-bonde. Simples assim. A farra foi criada e é coordenada pelo compositor Bandeira Brasil. Sejam bem-vindos.Pedro Tinocohttp://www.blogger.com/profile/09170503459409870795noreply@blogger.com