<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735</id><updated>2009-12-10T18:01:14.656-08:00</updated><title type='text'>Provedor do leitor</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Hugo Braun</name><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>263</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-477358961213737814</id><published>2009-12-10T17:52:00.000-08:00</published><updated>2009-12-10T18:01:14.668-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homepage'/><title type='text'>Um PIB bastante elástico</title><content type='html'>Bem sei que os textos são da Lusa, mas se o PÚBLICO os aceita publicar não apenas lhes dá crédito como os assume como seus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, no dia 3 de Dezembro, assegurava-se que um certo estudo teria concluido que "&lt;a href="http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1412455"&gt;o sector das energias contribuirá com uma total de 4 mil milhões de euros para o Produto Interno Bruto (PIB), ou 2,4 por cento&lt;/a&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no dia 7, informava-se que o governo "concedeu em 2008 ajudas de Estado aprovadas por Bruxelas no valor de 20 mil milhões de euros para ajudar a combater a crise económica e financeira” e que “&lt;a href="http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1412940"&gt;o valor das ajudas aprovadas por Bruxelas para 2008 é equivalente a 0,26 por cento do produto interno bruto (PIB) português&lt;/a&gt;“.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora temos então que no dia 3, dois mil milhões serão 1,3% do PIB e no dia 7, uma quantia 10 vezes superior seria apenas de 0,26% do PIB!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo certo que, infelizmente, o PIB não variou assim tanto em quatro dias, mais confusos ficamos por, no último texto, se indicar que as ajudas do Estado em 2008 foram no valor de 1,5 mil milhões e que tal seria 0,93% do PIB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A supor que se trata de algum erro com as virgulas, mas fazendo um conta de três simples, terá o PÚBLICO perdido uma cacha estrondosa por 20 mil milhões serem na verdade 20% do PIB? Mas isso também não deve ser verdade, pois não?&lt;br /&gt;Mistério...!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gabriel Silva&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTA DO PROVEDOR: A primeira notícia refere-se a uma percentagem do PIB em 2015, o que só agrava a discrepância, pois não é suposto que o PIB sofra tão acentuada evolução negativa até lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-477358961213737814?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/477358961213737814/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=477358961213737814' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/477358961213737814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/477358961213737814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/12/um-pib-bastante-elastico.html' title='Um PIB bastante elástico'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-7552845462396089485</id><published>2009-12-09T18:38:00.000-08:00</published><updated>2009-12-09T18:52:41.433-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homepage'/><title type='text'>Sobre a verdade a que temos direito</title><content type='html'>Relativamente à &lt;a href="http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/12/verdade-que-temos-direito.html"&gt;crónica de 6 de Dezembro&lt;/a&gt;, não partilho de modo nenhum das suas observações condescendentes e conclusões no último parágrafo, nomeadamente a última: "...parecem ao provedor aceitáveis as explicações da directora."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos as razões da minha discordância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos três exemplos citados desde o início do artigo por um outro leitor (Vasco Almeida) relativos a notícias sobre o caso &lt;em&gt;Face Oculta&lt;/em&gt; (sendo duas de primeira página) a conclusão inevitável é que a notícia publicada foi cabalmente desmentida e o desmentido foi aceite como bom pela direcção do PÚBLICO. Estamos a falar, portanto, de notícias reconhecidas como falsas pela direcção do jornal, não estamos a falar de "erros" que pudessem ser corrigidos na secção "O PÚBLICO errou". Erros são, por exemplo, a troca de um nome, de uma data de nascimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, pelo menos duas das notícias envolvem a honorabilidade de pessoas, a qual é posta em causa frontal mas falsamente. Muitas pessoas só lêem as capas dos jornais, nos escaparates e bancadas dos quiosques e papelarias, e nunca terão oportunidade de ler os desmentidos ou até as eventuais admissões de erro por parte do jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica assim feito o mal de maneira irremediável. Tratando-se de casos com implicações judiciais, tais notícias falsas acabam por colocar em causa a credibilidade das investigações e favorecer os eventuais culpados, se os houver, mas não creio que tenha sido essa a intenção dos redactores. Todavia, também não é isso que mais me preocupa, mas sim o eventual prejuízo moral a pessoas que mereciam a presunção de inocência e o simples facto de estarmos em presença de um mau jornalismo que não verifica previamente a veracidade dos alegados factos relatados em casos como os presentes. Admito que errar é humano, e que os jornalistas são falíveis como qualquer outra pessoa, mas acho que estamos a falar de coisas de um outro nível de erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me parecem aceitáveis, portanto, e ao contrário do que diz o Provedor no final da sua crónica, as respostas e justificações da directora, que não parece reconhecer a falsidade dos factos relatados como consequência directa de um mau jornalismo praticado no jornal que dirije, mas remete a questão para um "direito de resposta previsto na lei", acrescentando que "o direito de resposta não existe para pôr em causa a veracidade das notícias, mas para os visados poderem apresentar a sua&lt;br /&gt;visão dos factos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os factos acima e estas observações da directora deixam-me perplexo e muito em dúvida sobre a real qualidade do jornalismo que se quer "de referência".&lt;br /&gt;A verdade a que temos direito, Sr. Provedor, ou a falsidade que não merecemos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Augusto J. Franco de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero em primeiro lugar agradecer ao Provedor e à Directora do PÚBLICO a atenção que deram às minhas cartas, na origem da &lt;a href="http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/12/verdade-que-temos-direito.html"&gt;crónica do Provedor&lt;/a&gt;. Mas fiquei com uma ou outra&lt;br /&gt;interrogação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Qualquer leitor sabe que o direito de resposta está para as direcções dos jornais como a avaliação dos professores para as respectivas organizações sindicais: estão violentamente de acordo desde que daí não resultem efeitos práticos. Daí talvez a enumeração dos respectivos malefícios discriminados pela Directora. Mas o direito de resposta era a última das minhas preocupações: o que me move é a necessidade de&lt;br /&gt;estabelecimento de um clima de confiança entre um jornal e o leitor que o adquire regularmente, e lê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Não chega dizer que "quando os factos publicados não são verdadeiros, o jornal corrige a informação na secção ‘O PÚBLICO errou’ logo no dia seguinte." A diferença entre um título de primeira página ou um desenvolvimento na segunda e a proeminência do espaço alocado à referida secção dispensa considerações adicionais da minha parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. O PÚBLICO pode não ver "grande vantagem no exercício de justificar notícias correctas", mas há notícias e notícias. E quando uma delas se reporta a um caso de apaixonado interesse nacional, o PÚBLICO não só tem o dever de justificar como de demonstrar a veracidade daquilo que reporta, sob pena de não poder ser considerado de "referência" na sua prática. Compare-se, a título de exemplo, o pequeno artigo&lt;br /&gt;intitulado "Godinho pagou duas vezes no mesmo dia", na página 9 da edição de 7 do corrente, e pense-se nas implicações que ele tem para todos os títulos, subtítulos e desenvolvimentos mais ou menos escandalizados que entretanto foram dados à estampa nas vossas páginas. Considera a Direcção do PÚBLICO que essa é maneira intelectualmente aceitável de informar os seus leitores? Como leitor, eu considero-me ludibriado, e não é pelo Sr. Godinho, ou pelo Sr. Vara, ou por um "empresário de Setúbal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Aquilo que o Provedor chamou de "método de aproximações sucessivas ao rigor dos factos", e que a mim parece mais a ausência de uma política rigorosa de transmissão da informação, pode ser exemplificada também por aquela notícia, sobre a qual o Provedor já se debruçou, quanto à chegada de Inglaterra de uns documentos relativos ao caso Freeport. A notícia foi completamente desmentida pelo próprio PÚBLICO, mas infelizmente o método de aproximação escolhido foi o recurso a uma descarada mentira: a falha foi do computador. Ora uma vida profissional na informática assegura-me que nenhum computador, ou grupo deles, tem as costas tão largas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. "A verdade a que temos direito" implica que todos os agentes com responsabilidades funcionais ou sociais intervenham para assegurar que casos de "rede tentacular" não se transformem em episódios de "choquinhos à algarvia", o que de certa forma o PÚBLICO já antecipou com aquela saborosa incursão aos restaurantes do Face Oculta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Mas, mais do que isso, daqui talvez decorra que "a verdade a que temos direito" só seja exequível se o PÚBLICO não aceitar ser um simples retransmissor de notícias cujo enquadramento, fontes, conteúdo e objectivos escapam completamente ao seu controlo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vasco Almeida&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-7552845462396089485?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/7552845462396089485/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=7552845462396089485' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/7552845462396089485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/7552845462396089485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/12/sobre-verdade-que-temos-direito.html' title='Sobre a verdade a que temos direito'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-3687498911679712427</id><published>2009-12-08T02:53:00.000-08:00</published><updated>2009-12-08T03:01:47.500-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homepage'/><title type='text'>Manchete deficitária</title><content type='html'>O PÚBLICO de hoje [8 de Dezembro] tem o seguinte título de capa: "Défice da CP dava para pagar TGV até Elvas e nova ponte sobre o Tejo". Duas asneiras num só título. Em primeiro lugar não é de défice que estão a falar, mas sim de dívida, &lt;em&gt;grosso modo&lt;/em&gt;, o conjunto de défices acumulados dos últimos anos. Em segundo lugar, a pretensão de pagar uma obra com dívidas já contraídas. Este sim, é um conceito extraordinário. Da próxima vez que comprar um carro, em vez de pagar em dinheiro, pago com a minha dívida ao banco. Não podia haver melhor negócio. Não só não pago nada como ainda vejo a minha dívida ao banco diminuída no valor do preço do automóvel. O ministro das Finanças deve contratar imediatamente o génio financeiro que inventou este novo conceito. Na verdade, o texto da notícia [pág. 20] diz: "O défice da CP, a transportadora ferroviária pública de Portugal, é actualmente de 3,1 mil milhões de euros, verba equivalente à que vai custar a linha de TGV entre Lisboa e Elvas, com a terceira travessia do Tejo incluída." Ou seja, ainda tem a primeira asneira, mas não a segunda, que tem certamente a mão do editor que, em vez filtrar o texto do jornalista, o "tabloidiza".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pedro Braz Teixeira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTA DO PROVEDOR: Conceda-se indulgência ao editor cuja necessidade de elaborar um título sintético e apelativo nem sempre se compagina com o rigor absoluto. Mas não há de facto razão para se falar de défice em vez de dívida - ainda por cima o número de caracteres é o mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-3687498911679712427?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/3687498911679712427/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=3687498911679712427' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/3687498911679712427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/3687498911679712427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/12/o-publico-de-hoje-8-de-dezembro-tem.html' title='Manchete deficitária'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-2493962933654191354</id><published>2009-12-08T02:49:00.000-08:00</published><updated>2009-12-08T03:20:06.030-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homepage'/><title type='text'>Meia verdade é mentira inteira</title><content type='html'>Hoje [7 de Dezembro, pág. 9] o PÚBLICO tem uma notícia cujo título é, mais uma vez, meia verdade: "Tribunal absolve jovem detido com faca". O jornalista Jorge Talixa, no entanto, conclui [no último parágrafo da notícia] que o tribunal "manteve a condenação a dez meses de cadeia (pena suspensa) pelo crime de resistência e coacção sobre funcionário" - a outra metade da verdade! Assim, não vale!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor identificado&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-2493962933654191354?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/2493962933654191354/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=2493962933654191354' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/2493962933654191354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/2493962933654191354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/12/meia-verdade-e-mentira-inteira.html' title='Meia verdade é mentira inteira'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-6495038547039943126</id><published>2009-12-06T09:20:00.000-08:00</published><updated>2009-12-06T09:31:10.883-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas'/><title type='text'>A verdade a que temos direito</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O jornalismo funciona muitas vezes pelo método de aproximações sucessivas ao rigor dos factos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Sxvp3YvnGjI/AAAAAAAAAMA/MQf22tR3njw/s1600-h/ManuelGodinho.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 318px; height: 262px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Sxvp3YvnGjI/AAAAAAAAAMA/MQf22tR3njw/s320/ManuelGodinho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412176514960005682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Refer desmentiu que favorecesse Manuel Godinho e o jornal não reagiu. Preferiu esquecer?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que devem os leitores pensar do exercício do direito de resposta, que por lei os jornais são obrigados a publicar? Dão mais crédito às notícias ou aos desmentidos que provocaram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pertinente questão foi suscitada pela reacção de Vasco Almeida à publicação de três direitos de resposta relacionados com o caso Face Oculta. Numa carta inicial, constatava o leitor: “O PÚBLICO socorreu-se de um título de primeira página [‘Refer deixou prescrever acção contra empresário do Face Oculta’, manchete de 6 de Novembro] para noticiar um pretenso favorecimento do principal suspeito no caso [Manuel Godinho] por parte da Refer. Passados poucos dias [11 de Novembro], a Refer respondeu, de forma aliás bastante detalhada. A direcção do jornal não fez então, nem desde então, qualquer comentário à resposta da Refer: à espera do esquecimento? Há menos dias ainda [16 de Novembro], foi publicada uma carta do Sr. Joaquim Oliveira negando categoricamente qualquer favor de crédito por parte do BCP e insurgindo-se contra a repetição de uma notícia [‘BCP renegociou em Março dívida de Oliveira’, 8 de Novembro, pág. 8] publicada no PÚBLICO em Março passado, e também desmentida. A direcção não fez publicar qualquer posição que contrariasse o desmentido. Note-se que este facto foi inclusivamente usado pela nova estrela incandescente do comentadorismo nacional [Pedro Lomba], na sua primeira crónica para o PÚBLICO [‘Cronologia de um golpe’, 12 de Novembro]. A direcção acha que não tem de justificar as ‘notícias’ que dá? Os factos já não são factos?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiu-se nova carta do mesmo leitor: “Ainda a tinta não tinha secado e logo dei conta de outro desmentido suscitado por uma notícia do PÚBLICO, segundo a qual um inspector de finanças também envolvido no caso Face Oculta teria sido promovido várias vezes nos últimos anos [‘Fisco promoveu chefe com quatro condenações’, 19 de Novembro, pág. 1]. Notícia também cabalmente desmentida pelo organismo oficial envolvido [na edição de 22], e mais uma vez sem reacção da Direcção. Em que ficamos: os leitores não têm o direito de saber o grau de veracidade (total ou parcial) dos factos publicados?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor colocou estas questões à directora, que respondeu defendendo o direito de os leitores saberem o grau de veracidade das notícias: “Como regra, quando os factos publicados não são verdadeiros, o jornal corrige a informação na secção ‘O PÚBLICO errou’ logo no dia seguinte. Mas nos casos levantados pelo leitor não é disto que estamos a falar. A questão é que qualquer pessoa referida numa notícia, directa ou indirectamente, de forma que ‘possa afectar a sua reputação e boa fama’, tem direito a apresentar a sua versão dos factos aos leitores – o direito de resposta previsto na lei. O direito de resposta não existe para pôr em causa a veracidade das notícias, mas para os visados poderem apresentar a sua visão dos factos. Infelizmente, a lei permite que instituições, mesmo estatais, não prestem informações pedidas pelos jornalistas – por vezes insistentemente durante semanas e semanas – mas venham logo a seguir à publicação da notícia pôr em causa o seu rigor. A lei é aliás particularmente protectora dos protagonistas das notícias. Por exemplo, o jornal não pode recusar a publicação de um direito de resposta argumentando que o seu conteúdo não é verdadeiro, mas só se o texto não tiver relação directa com a notícia publicada ou se contiver ‘expressões desproporcionadamente desprimorosas’. A lei também diz que quando o direito de resposta é publicado, ‘só é permitida à direcção do periódico fazer uma breve anotação à mesma, da sua autoria, com o estrito fim de apontar qualquer inexactidão ou erro de facto contidos na resposta ou rectificação’. Além desta limitação legal, desde sempre que o PÚBLICO entende não ser correcto o jornal querer ter sempre a última palavra e desmentir o que vem na carta do direito de resposta. E por isso as notas da direcção escritas no fim dos direitos de resposta são, por regra, poucas e minimalistas. O nosso silêncio, nesses momentos, nada tem a ver com estar ‘à espera do esquecimento’ dos leitores, como o leitor sugere”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estabelecer, então, a verdade dos factos o mais rigorosamente que seja possível? Continua Bárbara Reis: “Nenhuma destas duas questões (a lei e a nossa filosofia) impede que, após a publicação do direito de resposta, o jornal regresse ao tema (claro está que poderá haver novo direito de resposta como resultado dessa segunda notícia, e por aí fora). Foi aliás o que aconteceu, por exemplo, já depois de o direito de resposta do director-geral de Impostos ter sido publicado, em que voltámos a escrever sobre o chefe das Finanças envolvido no caso Face Oculta (‘Direcção-Geral de Impostos afasta das funções o chefe da repartição de Finanças de S. João da Madeira’, 25 de Novembro, pág. 8)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclui Bárbara Reis: “O leitor pergunta se ‘a direcção do jornal acha que não tem de justificar as ‘notícias’ que dá’. De facto, o PÚBLICO não vê grande vantagem no exercício de justificar notícias correctas. O PÚBLICO publica as notícias que considera prontas a serem publicadas e corrige-as a seguir caso contenham erros. Noto ainda que, muitas vezes, os direitos de resposta, mesmo quando têm apenas factos totalmente verdadeiros, só na aparência – e às vezes nem isso – desmentem as notícias publicadas. A metodologia é a mesma para o direito de rectificação, sobre ‘referências de facto inverídicas ou erróneas’ que digam respeito à pessoa que o exerce”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do modo de produção da informação jornalística resulta, com efeito, que nem sempre a verdade definitiva, rigorosa e absoluta fique estabelecida numa única notícia – embora esse deva ser sempre o objectivo a alcançar pelo seu autor. Os desenvolvimentos, as reacções, as rectificações e os desmentidos fazem parte desse processo contínuo e permanente, em que se procura atingir a tal verdade muitas vezes por um método de aproximações sucessivas (o que significa que, quando o jornal nada mais publica após um desmentido, reconhece implicitamente que o reclamante tem razão ou que não possui dados que o contradigam). Nessa medida, parecem ao provedor aceitáveis as explicações da directora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAIXA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Déjà vu&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto de opinião intitulado “O (des)processo civilizacional: a Suíça e os minaretes”, de Paulo Mendes Pinto, publicado na pág. 36 da edição da passada terça-feira era reproduzido tal qual (excepto um pequeno corte) nesse mesmo dia na secção “Blogues em papel”, do P2, sob o título “Onde estão as luzes?”. Situação insólita, revelando que o artigo não era original e já circulava na internet, que levou o provedor a solicitar uma explicação à directora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assumindo o “erro” do jornal, Bárbara Reis esclareceu: “Paulo Mendes Pinto, que aliás já anteriormente tinha publicado artigos de opinião no jornal, enviou-nos o texto com pedido de publicação no mesmo dia em que colocou esse mesmo texto no seu blogue. Nunca imaginámos que o texto não fosse inédito. É aliás raríssimo publicarmos textos de opinião no dia em que nos chegam. Uma série de circunstâncias levou a que tivéssemos espaço suficiente nesse dia. Por azar e coincidência totais, quando o P2 pesquisou posts sobre o referendo suíço que proibiu os minaretes, encontrou o referido texto, colocado no blogue Religare nesse dia. Ao percebermos que o texto saíra duas vezes na mesma edição, contactámos o autor do artigo, que admitiu tê-lo colocado no blogue por engano”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bárbara Reis enviou ao provedor o pedido de desculpas apresentado por Paulo Mendes Pinto ao jornal, onde explica: “Deu-se uma falha que é apenas da minha responsabilidade. Normalmente, como não sei exactamente quando o artigo sai no PÚBLICO, coloco o texto no blogue (na parte invisível) para apenas sair uma semana depois (se entretanto sair no jornal, torno-o visível, sempre com a indicação da publicação original). Neste caso, devo ter clicado mal na data e escolhido a semana em que estava e não a semana seguinte”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve dizer-se que esta repetição não é caso único, e que poderia evitar-se se o jornal tivesse um responsável pela sua coordenação global – a velha figura do chefe de redacção, infelizmente extinta na maior parte dos órgãos de informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que, em 10 de Dezembro do ano passado, o PÚBLICO repetiu a mesma notícia (“Jay Leno fica na NBC”, na pág. 15, e “Afinal Jay Leno fica na NBC”, na pág. 11 do P2), o provedor tem vindo a tomar nota da algumas redundâncias nas páginas do jornal. É o caso da notícia sobre a morte de Lux Interior, líder da banda The Cramps, dada na pág. 20 e na pág. 13 do P2 de 6 de Fevereiro, das notícias de 23 de Setembro “Proibição de fumar em locais públicos pode evitar até um terço dos enfartes” (pág. 14) e “Proibição de fumar em público diminui ataques cardíacos” (pág. 21) ou da informação de que o actor norte-americano Morgan Freeman chegou a acordo para indemnizar a mulher que se sentava a seu lado depois de ter tido um acidente de viação, saída na secção “Pessoas” em 7 e em 9 de Setembro. Até um direito de resposta, relativo à notícia “Confederação do Comércio exige suspensão da nova lei do licenciamento comercial”, de 27 de Janeiro, saiu, &lt;em&gt;ipsis verbis&lt;/em&gt;, duas vezes na edição de quatro dias depois, a primeira, na pág. 35, como sendo da Secretaria de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, e a segunda logo na página seguinte, atribuída à assessora de imprensa do Ministério da Economia e da Inovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até sucede que a mesma informação possa ser publicada no mesmo texto, como na notícia “Detido suposto violador de enfermeira do Amadora-Sintra”, na pág. 31 de 3 de Outubro, em cujo primeira parágrafo se falava em “uma enfermeira do Hospital Fernando Fonseca, na Amadora, que foi abordada no parque de estacionamento daquela unidade de saúde” e no segundo parágrafo que “a enfermeira, de 25 anos, foi abordada pelo alegado violador no parque de estacionamento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Publicada em 6 de Dezembro de 2009&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-6495038547039943126?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/6495038547039943126/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=6495038547039943126' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/6495038547039943126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/6495038547039943126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/12/verdade-que-temos-direito.html' title='A verdade a que temos direito'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Sxvp3YvnGjI/AAAAAAAAAMA/MQf22tR3njw/s72-c/ManuelGodinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-4169510198236727029</id><published>2009-12-05T15:29:00.000-08:00</published><updated>2009-12-05T16:04:37.172-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homepage'/><title type='text'>Um colunista em campanha eleitoral</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Sxr001i4LFI/AAAAAAAAAL4/6IYN__zJTrA/s1600-h/daniel20sampaio.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 231px; height: 262px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Sxr001i4LFI/AAAAAAAAAL4/6IYN__zJTrA/s320/daniel20sampaio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411907090802814034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No final da sua crónica na "Pública" de 20 de Setembro, Daniel Sampaio publicou a seguinte nota: "Em campanha eleitoral e a uma semana das eleições, a reflexão serena e objectiva deverá guiar o nosso voto. Os debates mostraram que Sócrates não tem rival em eficácia televisiva: combativo, bem informado, acutilante na crítica e seguro na defesa. Ferreira Leite não convenceu: propostas pouco clares (saúde, segurança social), expressões de gosto duvidoso (matar o pai e ficar órfão), considerações pouco oportunas (espanhóis). Sendo esclarecedores, os debates não foram decisivos, pelo que o voto deverá depender da resposta à questão: quem oferece mais garantias? A continuação do governo ou a mudança para o PSD? Pela minha parte, não tenho dúvidas: o governo cometeu erros (alguns denunciei aqui), mas merece uma segunda oportunidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns leitores não apreciaram este apelo ao voto de um colunista que se dedica a escrever sobre psicologia infantil e juvenil. O leitor João Silva escreveu ao provedor: "Solicito opinião de V. Exa. acerca da 'nota' do artigo do Prof. Daniel Sampaio. Pela minha parte - sendo apreciador de há longa data de muitas das publicações do Prof. Daniel Sampaio, tendo assistido com gosto a várias intervenções públicas suas (de entre as quais me recordo, com enorme gosto, de uma tertúlia no espaço do IPJ de Viana do Castelo), acho que escusava de, como diz o povo, secundar o senhor Presidente da República e 'borrar a pintura toda'. Que pensa o senhor provedor do leitor do PÚBLICO, que foi tão acutilante e (com razão) 'malhou' no jornalista e director do PÚBLICO no caso das 'alegadas escutas'?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio Daniel Sampaio, duas semanas depois, viu-se obrigado a esclarecer noutra nota final: "Alguns leitores manifestaram surpresa com a minha tomada de posição: mas há algum limitação sobre o que podem escrever os colunistas desta revista? Não existem colegas de escrita que exprimiram o seu sentido de voto?" (Na mesma nota, de resto, o cronista acentuava ainda o pendor da sua opção eleitoral: "Os resultados eleitorais mostraram de forma inequívoca que José Sócrates deve continuar como primeiro-ministro. Este é o dado mais importante do passado domingo: numa campanha centrada pela oposição na crítica sistemática à pessoa do chefe do Governo, os portugueses quiseram manifestar-lhe o seu apoio. Saúdo esse resultado como toda a satisfação: ao contrário do que afirmou M.F. Leite, havia nas ruas quem apoiasse o PS...").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor, que desconhece se Daniel Sampaio foi contratado pelo PÚBLICO para escrever sobre psicologia, sobre política ou sobre qualquer assunto que deseje, não pode nem deve intervir sobre o conteúdo dos artigos de opinião, a qual é expressa livremente. Mas interroga-se sobre se não seria lógico que o PÚBLICO estabelecesse previamente com cada colunista, no momento em que é contratado, uma espécie de código de conduta que o inibisse, por exemplo, de fazer apelos directos ao voto, coisa que o próprio jornal se abstém de praticar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-4169510198236727029?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/4169510198236727029/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=4169510198236727029' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/4169510198236727029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/4169510198236727029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/12/um-colunista-em-campanha-eleitoral.html' title='Um colunista em campanha eleitoral'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Sxr001i4LFI/AAAAAAAAAL4/6IYN__zJTrA/s72-c/daniel20sampaio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-7270476016134946838</id><published>2009-12-01T15:43:00.000-08:00</published><updated>2009-12-01T16:17:47.539-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homepage'/><title type='text'>Sócrates corrigido... e o resto?</title><content type='html'>Fiquei confuso com a correcção feita em "O PÚBLICO errou" de segunda-feira, dia 30 de Novembro [relativamente ao nome de Sócrates no título da crónica de Vasco Pulido Valente na véspera, que saíra sem acento]. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sei que o Provedor não tem que preocupar-se com os estados de alma dos leitores. Todavia parece-me que a pergunta é pertinente: porquê aquela correcçâo? Foi o único erro do PÚBLICO de domingo? Não foi. Foi o mais grave? É subjectivo, mas creio que não. Foi por ser um erro na última página, um título, um título de um artigo de opinião? A experiência não me aconselha resposta positiva. Foi por se tratar do nome de um dos fundadores da filosofia ocidental?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei confuso porque me lembrava de, ao ler o jornal, ter detectado vários erros, não corrigidos, mais graves que o corrigido. Repassei o jornal, segunda à noite, e localizei os seguintes (não creio que os únicos, nem pretendo que os mais importantes):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Na pág. 5, no destaque "Bento XVI recebeu...", devia ter-se escrito "antes de viajarEM"; ..."os dois países de entrarEM"; e "o acordo... estabelecido pela Argentina e PELO Chile".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Na pág. 8 fala-se duas vezes nas "escutas entre" fulano e cicrano, quando queria referir-se às escutas das conversas entre os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Na pag. 9, coluna 1, escreve-se "presidente da presidente da Fundação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Na pág. 16, na notícia sobre o descarrilamento do comboio russo, refere-se "ao Nevski Express, de 14 toneladas" [devendo ser "com 14 carruagens"].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que basta este rol, este ror de erros, aliás não raros, não assumidos, não creio que não detectados, para uma pessoa pouco crente em coincidências, em acasos, ficar confusa com a necessidade de o PÚBLICO vir logo corrigir a falta de um acento no nome do primeiro-ministro. Porquê? Sei, claro, que não tenho direito a resposta. E se me respondessem que foi corrigido tão só porque de um erro se tratou, arescentaria que foi pena não terem também corrigido erro idêntico verificado na foto do texto da pág. 11 ["POLICIA" - sem acento].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José Monteiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTA DO PROVEDOR: O provedor partilha idêntico estado de alma (e informa que poderiam juntar-se ainda outras correcções, como "Raúl Castro" em vez de "Raul Castro" na pág. 8 ou "Margarida" em vez de "Margardia" na legenda da pág. 23).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-7270476016134946838?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/7270476016134946838/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=7270476016134946838' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/7270476016134946838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/7270476016134946838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/12/socrates-corrigido-e-o-resto.html' title='Sócrates corrigido... e o resto?'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-5449476793723211300</id><published>2009-12-01T14:07:00.001-08:00</published><updated>2009-12-01T14:25:14.412-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas'/><title type='text'>O Nobel de Llosa, as sonatas de Mahler, o homem que morreu quatro vezes e outras ficções</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Os erros de informação que deviam ser logo corrigidos, mas por uma ou outra razão algumas rectificações ficam no tinteiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SxWVbJ0jHsI/AAAAAAAAALo/dQuZaeHyFH8/s1600/mario+vargas+llosa+-+070310llosa2.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 218px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SxWVbJ0jHsI/AAAAAAAAALo/dQuZaeHyFH8/s320/mario+vargas+llosa+-+070310llosa2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410394821080850114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Os leitores foram mantidos quatro meses na ignorância quanto ao facto de Llosa, afinal, nunca ter ganho o Nobel&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitores atentos avisam regularmente o provedor para a publicação de certas pérolas de cultura no PÚBLICO. São erros que deviam ser logo corrigidos, mas por uma ou outra razão essas rectificações ficam por vezes no tinteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre tais razões figuram circunstâncias que não parecem ao provedor justificáveis. O leitor José P. Costa reclamou por o PÚBLICO ter fornecido diversas datas para a recente morte do antropólogo Claude Lévi-Strauss, sem esclarecer qual era, afinal, a verdadeira: “Em 4 de Novembro, na primeira página, 'C. Lévi-Strauss [...] morreu ontem', na pág. 15, em texto de Clara Barata, é escrito que 'morreu domingo' [1 de Novembro]. A 8 de Novembro, na pág. 8 do P2, Filipe Verde diz que 'morreu em 30 de Outubro' e na pág. 8 da 'Pública' aparece: 'morreu na madrugada de sábado' [31 de Outubro]”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual das quatro versões é a autêntica? Explica Clara Barata: "Só posso responder pelo texto de 4 de Novembro, na pág. 15, em que dizia que morreu no domingo; a chamada à primeira página não fui eu que a fiz e está nitidamente errada. Os outros textos são pequenas variações sobre o mesmo tema, ele terá morrido na madrugada de sábado para domingo, o que daria de 31 para Outubro para 1 de Novembro. Mas a morte dele foi mantida em segredo durante vários dias (...), e por isso mesmo diria que não é de surpreender que surjam algumas ambiguidades".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o provedor perguntou à assistente da direcção coordenadora da publicação das correcções por que não se imprimiu um esclarecimento sobre a matéria, foi-lhe respondido que no dia 3, quando se pensou fazer sair o respectivo “O PÚBLICO errou”, o director de fecho entendeu em sentido contrário, porque para essa edição já estavam previstas três outras rectificações. Não parece ao provedor que seja salutar a imposição de uma quota para o reconhecimento de erros por parte do PÚBLICO: deve-se publicar o necessário para que a reputação e a credibilidade do jornal fiquem asseguradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais para trás, escreveu-se reiteradamente numa edição do PÚBLICO que o escritor de origem peruana Mario Vargas Llosa era detentor do Prémio Nobel da Literatura, o que colocou o leitor José Monteiro de sobreaviso: “Acalentei a esperança de que, enfim, o PÚBLICO, via Provedor, iria informar os seus leitores de que, de facto, Mario Vargas Llosa não é Prémio Nobel da Literatura, ao contrário do que, por três vezes, se afirma na edição de 31 de Maio, a págs. 19 e 40. Seguramente a correcção não veio no ‘PÚBLICO errou’ do dia seguinte e também nunca a detectei depois. (...) Aliás, creio que, oficialmente, Mario Vargas Llosa deixou de ser peruano... e adquiriu a nacionalidade espanhola. (...) Erro inadmissível em qualquer circunstância, e muito menos no que se diz um jornal de referência”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor demorou a publicar o reparo, mas ele aqui está: Llosa nunca ganhou o Nobel. Os leitores, porém, só puderam sabê-lo, e indirectamente, em 23 de Setembro, quando o jornal disse na pág. 9 do P2 que “o peruano Mario Vargas Llosa” figurava entre “os nomes de quem mais se fala insistentemente” para o Nobel de 2009 (o qual, mais uma vez, lhe escapou). Esclareça-se já agora que o autor de &lt;em&gt;Conversa na Catedral&lt;/em&gt; possui dupla nacionalidade, tendo há anos adquirido a espanhola sem renunciar à de origem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor João Brandão detectou na edição de 28 de Outubro duas coisas inexistentes: a referência a “20,8 milhões de litros cúbicos” num artigo da pág. 16 sobre acusações da Aministia Internacional a Israel (“santa ignorância – estaremos num espaço a nove dimensões?”) e um título na pág. 8 do P2 dizendo que “Orquestra do Porto vai interpretar a integral das sonatas de Mahler" (tratava-se, evidentemente, das sinfonias do compositor austríaco, como vinha depois no texto – mesmo que ele tivesse composto sonatas, o que não é o caso, essas obras musicais não são tocadas por orquestra, mas em solo ou por conjuntos de câmara).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notou outro leitor (não identificado) que na “Pública” de 25 de Novembro se mencionava Clara Petacci, a amante do ditador italiano Benito Mussolini, como “a mesma que foi enforcada ao seu lado em Abril de 1945”, acrescentando: “O direito à ignorância também pode ser exercido pelos jornalistas, mas não deve, dado que se considera que devem informar e que eles próprios se arrogam a posição de justiceiros, educadores do povo e outro delírios. E eis como Mussolini e a Claretta de fuzilados passaram a enforcados”. (Talvez o facto de os dois amantes, depois de executados, terem sido pendurados por cordas, de cabeça para baixo, numa praça de Milão tenha levado o jornalista a pensar falsamente em enforcamento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Protestou José Manuel Beirão em 18 de Novembro: “A jornalista Isabel Coutinho, ontem no P2 [pág. 8], errou com a informação de que haja [em 2009] a primeira exposição na Alemanha ‘dedicada a Sandro Botticelli’. No ano 2000 havia uma exposição em Berlim com 125 obras de Botticelli expostas”. O provedor não encontrou referência a uma exposição em Berlim, em 2000, de 125 obras do pintor renascentista, mas nesse ano houve de facto a apresentação na capital alemã de 92 desenhos coloridos produzidos por Botticelli para ilustrar a Divina Comédia, de Dante. A jornalista não falha inteiramente, porquanto ao falar-se da obra do italiano se pensa imediatamente em quadros a óleo, mas de qualquer modo o texto careceria de um esclarecimento acerca da exposição de 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, salienta-se a apertura da crónica de Teresa de Sousa na pág. 4 de 8 de Outubro: “Costuma dizer-se que o hábito faz o monge”. O provedor sempre ouviu o contrário: “O hábito não faz o monge”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAIXA:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A biografia de um cientista racista&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma reportagem de Teresa Firmino publicada na pág. 18 de 7 de Novembro, sobre uma conferência dada pelo Nobel da Medicina James Watson, de nacionalidade norte-americana, na Fundação Calouste Gulbenkian, a convite da Fundação Champalimaud, motivou a seguinte reclamação de Jorge Perestrelo Botelheiro: “A noticia (...) é omissa em relação ao afastamento do James Watson de todas as instituições cientificas norte americanas de referência a que esteve associado até Outubro de 2007. As [suas] declarações [que levaram a esse afastamento], facilmente acessiveis numa busca de imprensa, referiam existirem dados cientificos que apontariam para a propensão genética da raça negra para uma menor inteligência. Penso que também deixou nessa altura de receber qualquer financiamento público ou empresarial (em Outubro de 2007 o país de James Watson ainda estava com administração republicana, e ainda não se tinha qualquer indicação segura de que o candidato democrata seria um negro). (...). Possivelmente a Fundação Champalimaud entendeu por bem valorizar as descobertas cientificas relevantes de James Watson e trazê-lo a Portugal, assumindo, por razões ideológicas ou de relacionamento pessoal, um convite que muito provavelmente não teria sido produzido por outra entidade (aliás depreende-se que, estando James Watson afastado da comunidade cientifica, o interesse da iniciativa será essencialmente para um público ‘não-cientifico’), mas o estatuto público da Fundação e a natureza marcante das declarações de James Watson sobre ‘a inteligência da raça negra’ obrigavam o PÚBLICO a um tratamento jornalistico de um elemento relevante do percurso público de James Watson, para já não mencionar a oportunidade de questionar conceitos como ‘raça’.” O mesmo leitor precisaria mais tarde: “A omissão do percurso cientifico recente de James Watson é tão mais relevante quanto se trata não apenas de um palestrante convidado mas do presidente em funçoes da Fundação Champalimaud. O PÚBLICO atribuiu facilmente a eminência cientifica a James Watson, que actualmente apenas parece ser reconhecida pela Administraçao da Fundação Champalimaud”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esclarece Teresa Firmino: “As declarações polémicas de James Watson sobre a inteligência dos negros, que levaram ao seu afastamento do conselho de administração do Laboratório de Cold Spring Habor, foram amplamente noticiadas pelo PÚBLICO na altura (por sinal, em artigos da minha autoria). Na pesquisa que fiz, identifiquei cinco peças jornalísticas então publicadas: “O Nobel James Watson diz que os negros são menos inteligentes” (P2, 18 de Outubro de 2007); “Palavras racistas de James Watson recebidas com chuva de críticas” (secção Mundo, 19 de Outubro de 2007); “James Watson foi suspenso do seu laboratório e pediu desculpa por comentários racistas” (Mundo, 20 de Outubro de 2007); “O Nobel James Watson deixa o seu laboratório” (Mundo, 26 de Outubro de 2007); “Afinal, o Nobel James Watson tem genes negros” (Mundo, 11 de Dezembro de 2007). Parece-me que estes artigos esgotaram a polémica. James Watson é um nome incontornável da história da ciência, por ter sido um dos descobridores da estrutura da molécula de ADN. Esse é o seu grande feito, que lhe valeu um Nobel, e é isso que leva muita gente a querer ouvi-lo, como aconteceu aliás agora em Portugal. Estar sempre a relembrar as suas declarações infelizes sobre os negros, ou sobre as mulheres, como também já fez, não me pareceu vir agora a propósito”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado o relevo de tais declarações na recente biografia de James Watson, ao provedor não chocaria, antes pelo contrário, que fossem referidas num entre-virgulas no texto agora publicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicada em 29 de Novembro de 2009&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOCUMENTAÇÃO COMPLEMENTAR:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cartas do leitor Jorge Perestrelo Botelheiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noticia hoje [7 de Novembro] publicada sobre a deslocação de James D. Watson a Portugal, a convite da Fundação Champalimaud, é omissa em relação ao afastamento do Professor Watson de todas as instituições cientificas norte-americanas de referência a que esteve associado até Outubro de 2007. As [suas] declarações [que levaram a esse afastamento], facilmente acessíveis numa busca de imprensa, referiam existirem dados científicos que apontariam para a propensão genética da raça negra para uma menor inteligência. Penso que também deixou nessa altura de receber qualquer financiamento público, ou empresarial (lembra-se que, em Outubro de 2007, o país do Professor James D. Watson, ainda estava com administração republicana, e ainda não se tinha qualquer indicação segura de que o candidato democrata seria um negro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos jornalísticos, o tratamento informativo da palestra para um auditório de 700 pessoas do investigador associado à descoberta do DNA omite um outro facto mais actual e relevante, até por ser organizado por uma fundação portuguesa, oriunda de um legado privado mas com estatuto de utilidade publica, e presidida por uma personalidade que procura apresentar um percurso de serviço público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possivelmente a Fundação Champalimaud, entendeu por bem valorizar as descobertas científicas relevantes do Professor Watson e trazê-lo a Portugal, assumindo a Fundação Champalimaud, por razões ideológicas ou de relacionamento pessoal, um convite que muito provavelmente não teria sido produzido por outra entidade (aliás depreende-se que estando Watson afastado da comunidade cientifica o interesse da iniciativa seria essencialmente para um público "não-cientifico"), mas o estatuto público da fundação, e a natureza marcante das declarações de Watson sobre "a inteligência da raça negra", obrigavam o PÚBLICO a um tratamento jornalístico de um elemento relevante do percurso público de Watson, para já não mencionar a oportunidade de questionar conceitos como "raça" (Lévi-Strauss, falecido esta semana, escreveu, salvo erro a pedido da UNESCO, &lt;em&gt;Raça e História&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jorge Perestrelo Botelheiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A omissão do percurso científico recente de Watson é tão mais relevante quanto se trata não apenas de um palestrante convidado mas do presidente em funçoes da F. Champalimaud.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PÚBLICO atribuiu facilmente a eminência cientifica a Watson, que actualmente apenas parece ser reconhecida pela administração da F. Champalimaud.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jorge Perestrelo Botelheiro&lt;/strong&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-5449476793723211300?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/5449476793723211300/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=5449476793723211300' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/5449476793723211300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/5449476793723211300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/12/o-nobel-de-llosa-as-sonatas-de-mahler-o.html' title='O Nobel de Llosa, as sonatas de Mahler, o homem que morreu quatro vezes e outras ficções'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SxWVbJ0jHsI/AAAAAAAAALo/dQuZaeHyFH8/s72-c/mario+vargas+llosa+-+070310llosa2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-1555607526365352877</id><published>2009-12-01T12:51:00.001-08:00</published><updated>2009-12-01T14:28:39.918-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homepage'/><title type='text'>Os feitos de James Watson</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SxWYhmMu60I/AAAAAAAAALw/buuXXoqNMyE/s1600/watson-james.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 302px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SxWYhmMu60I/AAAAAAAAALw/buuXXoqNMyE/s320/watson-james.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410398230312577858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;James Watson nasceu um menino prodígio e fez-se um cientista arrogante e pouco escrupuloso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isto, acrescento porque acho, um pouco diferente do &lt;a href="http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/12/o-nobel-de-llosa-as-sonatas-de-mahler-o.html"&gt;Provedor&lt;/a&gt;, que a atitude racista de Watson não é de somenos importância e vem somar-se a outros defeitos humanos não menos lamentáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na história da descoberta do ADN, Watson está na linha de comportamento de Alfred Mirsky, que obstruiu a atribuição do Nobel a Oswald Avery, canadiano brilhante, que foi o primeiro a provar que o ADN era o agente hereditário (1944).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde Linus Pauling (1950) esteve a um passo de descobrir a arquitectura do ADN, e só não o conseguiu porque imaginou-o constituído por uma hélice tripla e não dupla como se revelou ser. Mas Pauling foi pioneiro na cristalografia por raios X, técnica sem a qual a descoberta do ADN pela equipa de Watson não teria sido possível. Essa técnica, que todos os membros do grupo donimavam mal, foram obtê-la por "furto/espionagem" ao trabalho de Rosalind Franklin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A James Watson junta-se [Francis] Crick, 12 anos mais velho. Nenhum dos dois era formado em bioquímica. Na época havia no King´s College, em Londres, uma equipe formada por dois académicos, [Maurice] Wilkins e Rosalind Franklin, muito mais adiantada e pertencente a uma organização concorrente, o que não impediu Wilkins de se aliar ao grupo e passar a espionar a colega, que, obviamente, se furtava a entregar o fruto do seu trabalho. O filho de Linus Pauling trabalhava na altura nos laboratórios de Cavendish e muito inocentemente ia dando notícias dos trabalhos do pai a Watson e a Crick.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos pensaram, Watson e Crick, que se determinassem o formato de uma molécula de ADN poderiam observar como ele fazia as coisas que fazia. Mas ambos queriam conseguir a proeza com o mínimo de esforço, não importando os meios que empregassem. &lt;br /&gt;Watson declarou no seu livro &lt;em&gt;The Double Helix&lt;/em&gt;: "Era minha esperança que o gene pudesse ser descoberto ser ter de aprender química". De facto essa não era a sua formação académica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado acabou por ser conseguido de forma fortuita (para usar o eufemismo da escritora Lisa Jardine), isto é, apropriando-se dos trabalhos de Rosalind sem autorização. O simples facto de Watson ver as imagens de raios X de cristais de ADN conseguidas por Rosalind teria sido suficiente para fazer saltar a centelha que faltava a este grupo extremamente inteligente, concentrado no objectivo e pouco escrupuloso. De notar que apenas participaram na ponta final da dupla hélice Crick e Watson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, apenas dois dias, a melhor estimativa, mediaram entre tê-las visto e a montagem de uma estrutura por Crick e Watson que reproduzia a dupla hélice. Os três cientistas receberam o prémio Nobel, tendo deixado no esquecimento Rosalind Franklin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piorando as coisas, Watson escreve no seu livro &lt;em&gt;The Double Helix&lt;/em&gt; acerca de Rosalind: "Não era particularmente feia caso tivesse algum gosto nas roupas que vestia"; "Não usava bâton e a sua sensibilidade indumentária revelava a imaginação de uma adolescente sabichona inglesa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sabichona morreu de cancro pouco passava dos 50 anos por se ter exposto, por amor à ciência, às radiações para obter as radiografias do ADN cristalizado, sem as quais o prémio Nobel muito duvidosamente teria sido ganho pelos pouco escrupulosos cientistas: não quiseram honrar o nome de Rosalind, sabendo que a fama e o proveito que conseguiram eram devidos a ela, pelo menos em grande parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Manuel Cruz Fernandes&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-1555607526365352877?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/1555607526365352877/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=1555607526365352877' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/1555607526365352877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/1555607526365352877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/12/os-feitos-de-james-watson.html' title='Os feitos de James Watson'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SxWYhmMu60I/AAAAAAAAALw/buuXXoqNMyE/s72-c/watson-james.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-8516576507642390955</id><published>2009-12-01T12:36:00.000-08:00</published><updated>2009-12-01T12:50:26.559-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homepage'/><title type='text'>O código Moctezuma</title><content type='html'>PÚBLICO de ontem, sábado, 28 de Novembro, caderno P2, reportagem extensa de Alexandra Lucas Coelho em Londres com o título: "Moctezuma - O rei azteca está de volta", página 6, destaque em corpo maior, no fundo da 1ª coluna da esquerda, junto a um foto de uma escultura, está escrito o seguinte; "Há códigos que mostram Moctezuma a ser espancado (...)"; e mais à frente: "diz o curador inglês, Colin McEwan".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora isto demonstra ignorância, desleixo e incompetência. Porque é absolutamente obvio que Alexandra Lucas Coelho "traduziu" à letra a palavra inglesa CODEX (termo que designa CÓDICE, no singular e plural), por - imagine-se - "códigos" em vez de "códices", que seria, evidentemente, a tradução correcta, aliás a única.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É incompreensível como uma jornalista experiente e aparentemente culta dê erros de palmatória como este. E mais incompreensível ainda é não existir no jornal um revisor competente e/ou alguém que lhe chame a atenção e lhe corrija estas incríveis calinadas e atentados à língua portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-8516576507642390955?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/8516576507642390955/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=8516576507642390955' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/8516576507642390955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/8516576507642390955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/12/o-codigo-moctezuma.html' title='O código Moctezuma'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-4222324462675001408</id><published>2009-11-22T07:18:00.000-08:00</published><updated>2009-11-22T07:44:29.198-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas'/><title type='text'>Que farei eu com estas escutas?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A liberdade de imprensa não está apenas sujeita ao articulado legal, já que se trata também de uma questão de civilização&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SwlYbGdn0YI/AAAAAAAAALg/naK3vAD__UU/s1600/Vara.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SwlYbGdn0YI/AAAAAAAAALg/naK3vAD__UU/s320/Vara.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406950050249560450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Os jorna-&lt;br /&gt;listas de-&lt;br /&gt;vem poder publicar quando o interesse público pesa mais do que o direito à privacidade&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem-se equacionado que atitude deve um jornalista assumir se tiver acesso às escutas das ligações telefónicas entre Armando Vara e José Sócrates realizadas pelas autoridades judiciais no âmbito da investigação do processo “Face Oculta”. O provedor gostaria de interromper a sua análise de casos pretéritos do PÚBLICO para se debruçar sobre esta circunstância eventualmente vindoura, neste ou noutro órgão de informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ambiente é de enorme pressão psicológica sobre os jornalistas no sentido de que devem abster-se de qualquer referência ao conteúdo das escutas, porquanto: a) constituem intromissão na vida privada dos protagonistas; b) o titular de um órgão de soberania deve ter direitos de confidencialidade superiores aos de outros cidadãos; c) trata-se de uma violação do segredo de justiça e de fugas de informação cirurgicamente dirigidas; d) as superiores instâncias judiciais declararam a invalidade e até a destruição dessas gravações, que terão sido efectuadas ilegalmente por carecerem da adequada caução judicial; e) e, para reforçar, o Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República aprovou na semana que findou um parecer impedindo o acesso dos jornalistas às escutas em processos judiciais. Sucessivos políticos (sobretudo da área governamental, mas não só), comentadores e até especialistas em ética jornalística têm antecipado a catástrofe na revelação das escutas a Vara e Sócrates, como se representasse a destruição do Estado de direito. Nessa argumentação, questões processuais como as garantias dos arguidos ou a preservação do segredo de justiça sobrelevam o apuramento da corrupção que parece minar o Estado, do tráfico de influências entre políticos e empresários ou da apropriação perversa dos negócios públicos para enriquecimento particular ou partidário – matérias apresentadas mesmo como “comezinhas”. A mensagem subliminar dos políticos aos jornalistas é clara: portem-se com juízo, se não caímos em cima de vocês com todos os meios ao nosso dispor (e, ao que parece, retirando também a colocação de publicidade estatal). O respeitinho, na nossa sociedade, ainda continua a ser uma coisa muito bonita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas afinal que têm os cidadãos direito a saber? A liberdade de imprensa (no sentido lato de liberdade de informação) está definida, na sua amplitude e nos seus limites, por uma série de articulados legais que variam de país para país, mas antes disso trata-se de um conceito filosófico que representa uma aquisição da nossa civilização. Nos casos-limite em que se julga eventuais abusos de liberdade de imprensa, a margem de entendimento e decisão dos magistrados é extremamente ampla e subjectiva, e muitas vezes nem sequer consensual entre eles. A jurisprudência interna está mais vocacionada para fazer uma leitura literal da letra da lei, mas existe hoje a instância supranacional do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, que atribui ao conceito a categoria filosófica atrás referida, tendo já revogado diversas sentenças dos tribunais portugueses tomadas contra jornalistas ou outros cidadãos fazendo uso da sua liberdade de expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto não obsta a que a classe política em Portugal, desde que disponha do poder necessário, se sinta atraída por tomar medidas limitativas da liberdade de informação. Basta analisar os estatutos da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, aprovados em sede parlamentar pelos partidos do chamado arco governativo (PS, PSD e CDS/PP). E o PS foi particularmente agressivo neste campo quando dispôs da anterior maioria absoluta. Sem fazer um processo de intenções às restantes forças parlamentares (BE e PCP), o elenco de formações políticas ou regimes além-fronteiras que apoiam ou a que habitualmente estão ligados não permite concluir que possuam melhor entendimento deste valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que a liberdade de imprensa não é absoluta, total e ilimitada. Na sua decisão de informar, o jornalista tem de colocar muitas vezes num prato da balança os direitos individuais (sobretudo o direito à reputação e ao bom nome e o direito à preservação da intimidade da vida privada) e no outro o direito colectivo ao conhecimento das matérias de interesse público. A opção final terá de ser sempre do próprio jornalista, já que não pode consultar um tribunal para cada notícia que publica, e é óbvio que por vezes envolve um risco. Mas quem não quer correr riscos no jornalismo deve mudar de profissão. Ao longo da sua carreira de jornalista, este provedor foi processado judicialmente quase duas dezenas de vezes (inclusive por violação do segredo de justiça), mas nunca foi condenado, sequer em primeira instância. Rotina profissional, apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recuemos no tempo, até 1971. Em 13 de Junho desse ano, o diário norte-americano The &lt;em&gt;New York Times&lt;/em&gt; começou a publicar uma série de artigos dando a conhecer o conteúdo de um estudo confidencial do Departamento de Defesa norte-americano sobre o envolvimento dos EUA na guerra da Indochina, com a revelação de estratégias bélicas antes mantidas secretas. Para lá do escândalo político que se desencadeou, falou-se em “traição nacional”, já que os americanos continuavam envolvidos em combates no Vietname. Os próprios advogados do &lt;em&gt;New York Times&lt;/em&gt; estavam divididos sobre se o jornal deveria ou não divulgar documentos com o carimbo “&lt;em&gt;top-secret&lt;/em&gt;” e tanto o Presidente (Richard Nixon) como o &lt;em&gt;Attorney General&lt;/em&gt; (um misto de ministro da Justiça e Procurador Geral da República) tentaram debalde convencer o diário a suspender a saída dos artigos, para depois obterem uma injunção judicial forçando a sua interrupção, que foi acatada. A cena repetiu-se logo a seguir com &lt;em&gt;The Washington Post&lt;/em&gt;, que porém não obedeceu à ordem de suspensão emitida pelo tribunal. A querela dos dois jornais subiu à apreciação do Supremo Tribunal de Justiça, que em 30 de Junho, por maioria (6-3), deliberou que as injunções judiciais eram inconstitucionais, já que constituíam uma limitação à liberdade de imprensa. (Mais do que o Watergate, que ocorreria pouco tempo depois, o caso dos “documentos do Pentágono” é considerado o acto fundador do moderno jornalismo de investigação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome do direito dos cidadãos a serem informados, o jornalismo pode revestir-se por vezes de aspectos que têm a ver com a desobediência civil. Voltando às escutas de Sócrates, os jornalistas, na opinião do provedor, só teriam uma coisa a fazer: destacar, se existem, os aspectos em que, no seu entender, o interesse público pesa mais do que a privacidade dos protagonistas, e trazê-los ao conhecimento da opinião pública. A mensagem aos políticos devia ser igualmente clara: esta é parte da verdade sobre a governação, que a todos os cidadãos diz respeito e que por isso têm o direito de conhecer; se quiserem, processem – veremos quem ganha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAIXA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A favor do pluralismo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assumindo a condição de assessor da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, dependente do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), José Mariano Gago, escreve João Palhoto Matos, “meramente a título pessoal”, sobre uma nota assinada pelas jornalistas Bárbara Wong e Teresa Firmino, na pág. 7 da edição de 1 de Novembro, acerca do novo mandato governamental de Gago: “São citadas opiniões de duas pessoas: José (&lt;em&gt;sic&lt;/em&gt;, presumo que de facto João) Cunha Serra, sindicalista bem conhecido, e Frederico Carvalho, investigador aposentado (...), que expõem opiniões sobre o trabalho futuro do MCTES. Opiniões estimáveis, quer se concorde ou não (...), e não questiono a sua relevância &lt;em&gt;per se&lt;/em&gt;. O que me parece espantoso é que não há outras, e um minuto de pesquisa mostra que são duas pessoas nitidamente conotadas com as posições políticas do PCP nas áreas do Ensino Superior e da Ciência respectivamente. (...) Como é que (...) escolheram estas duas opiniões como exemplificativas? Há aqui objectividade? (...) É justificável que opiniões apareçam em forma que aparenta não ser uma citação? O resultado parece-me demasiado enviesado, e de forma que ilude informação para o leitor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor, que se absteve de pedir cartão partidário aos entrevistados, solicitou explicações às duas jornalistas, sendo que cada uma escolhera uma fonte. Sobre Cunha Serra respondeu Bárbara Wong, que também diz ignorar a sua filiação política ou sequer se a possui: “Não escolhi uma pessoa ao acaso. É dirigente da Federação Nacional dos Professores, defende os interesses da sua classe. Mas é também um homem (...) que já citei, noutras ocasiões, a reconhecer o bom trabalho de Mariano Gago. É natural que João Palhoto Matos não concorde; [...] verifico que o seu endereço de &lt;em&gt;email&lt;/em&gt; é do próprio ministério. O texto expressa a opinião de João Cunha Serra, ou seja, da estrutura sindical que representa (...). Quem acompanha a área (...) sabe que é também a opinião do Sindicato Nacional do Ensino Superior, e, no que diz respeito ao financiamento, o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas também assina por baixo – aliás, no texto faço referência aos reitores”. E acrescenta Teresa Firmino:  “O investigador que surge a comentar a área da ciência reflecte há muitos anos sobre o sistema científico português (...). Este é, aliás, o tipo de artigo em que quem é ouvido expressa a sua opinião e, nesse sentido, a pessoa está identificada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora seja desejável o pluralismo numa situação destas, o provedor acha que a circunstância de as jornalistas terem, ao que afirmam, actuado autonomamente e não se conhecer identificação política clara dos dois intervenientes torna compreensível a sua argumentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicada em 22 de Novembro de 2009&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOCUMENTAÇÃO COMPLEMENTAR:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carta do leitor João Palhoto Matos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha assinatura abaixo deve dar a informação de que não sou parte neutra no assunto que venho a expor (poderia ter colocado outra que me identifica como professor no IST, que seria igualmente verdadeira). No entanto esta mensagem é enviada meramente a título pessoal e de nenhuma forma envolve a instituição em que me encontro a trabalhar de momento. Deixei ficar a assinatura exactamente para contrapor à prática que questiono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PÚBLICO de 1 de Novembro apresenta a partir da página 7 um artigo, "Dezasseis Ministros à Procura de um Governo". Há um pedaço do artigo dedicado ao ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior [MCTES], Mariano Gago. São citadas opiniões de duas pessoas: José (&lt;em&gt;sic&lt;/em&gt;, presumo que de facto João) Cunha Serra, sindicalista bem conhecido, e Frederico Carvalho, investigador aposentado do ITN [Instituto de Tecnologia Nuclear], que expõem opiniões sobre o trabalho futuro do MCTES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opiniões estimáveis quer se concorde ou não com elas (eu não concordo, mas pouco vem ao caso) e não questiono a sua relevância &lt;em&gt;per se&lt;/em&gt;. O que me parece espantoso é que não há outras, e um minuto de pesquisa mostra que são duas pessoas nitidamente conotadas com as posições políticas do PCP nas áreas do Ensino Superior e da Ciência, respectivamente. As perguntas: como é que B.W. e T.F., que assinam o pedaço da peça, escolheram estas duas opiniões como exemplificativas? Há aqui objectividade? Qual seria a boa prática numa notícia como esta? É justificável que opiniões apareçam em forma que aparenta não ser uma citação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado parece-me demasiado enviesado, e de forma que ilude informação para o leitor, para o tipo de artigo em causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Palhoto Matos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Assessor da Direcção para a área de informática Fundação para a Ciência e a Tecnologia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Explicação da jornalista Bárbara Wong&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho a "pasta" do ensino superior e a Teresa tem a da ciência. É por essa razão que assinamos o texto em conjunto, uma vez que o que nos foi pedido pelo editor do Portugal Tiago Luz Pedro foi o seguinte:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Amigos,&lt;br /&gt;O destaque de 1 de Novembro será uma antecipação do que se conseguir reunir até lá do programa de Governo e das estratégias de governação que nos esperam nos próximos anos. O essencial será feito pela Política, mas pedem-nos textos sectoriais (ouvindo especialistas) que avaliem ministério a ministério os desafios/prioridades de cada um e as medidas previstas para concretizá-las. É importante que todos os textos reflictam também se o respectivo ministério ganha ou perde importância política na estrutura do Governo (ex: o Ambiente perdeu os fundos estruturais para a Economia, logo...). "&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O pedido também apontava o tamanho de cada texto: dois mil caracteres. Pelo menos de quatro em quatro anos, eu e a Teresa Firmino fazemos estes textos em conjunto. Por isso, dividimos irmãmente os caracteres, mil para cada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, eu não escolhi uma pessoa ao acaso. O que eu fiz foi ouvir uma pessoa que está identificada: é um dirigente da Federação Nacional dos Professores, portanto, defende os interesses da sua classe. Mas é também um homem que está há muito neste sector e que o conhece bem e que já citei, noutras ocasiões, a reconhecer o bom trabalho de Mariano Gago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É natural que o professor João Palhoto (que não conheço) não concorde, como haverá milhares de pessoas que podem não concordar. Quando digo que é natural é porque, apesar de não conhecer o professor em questão, verifico que o seu endereço de &lt;em&gt;email&lt;/em&gt; é do próprio ministério. O texto expressa a opinião de João Cunha Serra, ou seja, da estrutura sindical que representa e que vem bem identificada. Quem acompanha a área como eu sabe que é também a opinião do Sindicato Nacional do Ensino Superior e, no que diz respeito ao financiamento, o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas também assina por baixo - aliás, no texto faço referência aos reitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo estas três organizações, os últimos quatro anos não foram fáceis para o ensino superior porque os orçamentos de universidades e politécnicos foram constantemente cortados. Além disso, o ónus do pagamento da caixa geral de aposentações (11 por cento) foi passado para essas mesmas instituições. Por isso se fala tanto de sub-financiamento deste sistema, ele é real. Na anterior legislatura, o Governo apostou forte na ciência em detrimento do ensino superior, e isso é reconhecido por todos, mesmo pelo próprio primeiro-ministro, que se reuniu com os reitores e presidentes dos politécnicos e agradeceu-lhes o esforço feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto já foi escrito no PÚBLICO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bárbara Wong&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Explicação da jornalista Teresa Firmino&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria apenas acrescentar ao que a Bárbara Wong escreveu o seguinte: o investigador que surge a comentar a área da ciência reflecte há muitos anos sobre o sistema científico português, razão por que foi ouvido agora, tal como já aconteceu para outros artigos no passado. Este é, aliás, o tipo de artigo em que quem é ouvido expressa a sua opinião, e, nesse sentido, a pessoa está identificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teresa Firmino&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-4222324462675001408?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/4222324462675001408/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=4222324462675001408' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/4222324462675001408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/4222324462675001408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/11/que-farei-eu-com-estas-escutas.html' title='Que farei eu com estas escutas?'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SwlYbGdn0YI/AAAAAAAAALg/naK3vAD__UU/s72-c/Vara.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-1608141351405875465</id><published>2009-11-15T11:31:00.000-08:00</published><updated>2009-11-15T12:02:30.122-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas'/><title type='text'>Da transparência no jornalismo</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Há por vezes peças jornalísticas onde parece querer-se pré-formatar o raciocínio do público&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SwBcm8irDqI/AAAAAAAAALY/4nSbDcHWaXA/s1600-h/gov.socrates.2009.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 264px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SwBcm8irDqI/AAAAAAAAALY/4nSbDcHWaXA/s320/gov.socrates.2009.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404421377000935074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Assume a notícia, sem citar fontes, que o governo de Sócrates “é bem aceite” pelo seu “equi-&lt;br /&gt;líbrio”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana em que o vírus da berlusconização infectou o Estado português e o jornalismo parece a última trincheira da luta pela transparência do sistema democrático e da acção dos seus agentes, merece a pena dizer que o próprio jornalismo só reforça da sua credibilidade se também souber ser transparente perante os cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem isto a propósito de um texto intitulado “Surpresa: uma equipa metade política e metade técnica”, acerca da formação por José Sócrates do actual elenco governativo, assinado pela jornalista Leonete Botelho na pág. 2 da edição do PÚBLICO de 23 de Outubro. O provedor tem por norma não retomar críticas já divulgadas no espaço público, mas abriu uma excepção por achar estimulante para o debate o comentário que nesse mesmo dia Gabriel Silva fez ao artigo de Leonete Botelho num &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; publicado no blogue &lt;em&gt;Blasfémias&lt;/em&gt;. “Leonete Botelho (...) recorre à técnica dos ‘recados para alguém’. Para o leitor é que não é (...). ‘Enganaram-se os comentadores que apostavam que o novo Governo teria um cariz exclusivamente político’ – Quais comentadores? ‘Um executivo que é bem aceite por esse equilíbrio’ – Bem aceite por quem? ‘Alguns socialistas ouvidos pelo PÚBLICO não escondem a estupefacção’ – Quem? De que grupo? Escondem nome mas o recado já passou, certo? ‘Certo é que se trata de um ministério de relevo na hierarquia, mas sem grande exposição pública’ – Perdão? Isso quer dizer o quê? ‘…a escolha de Jorge Lacão é bem acolhida pela experiência que...’ – quem acolhe bem? ‘Mesmo assim, havia quem esperasse ver no cargo alguém...’ – Exacto, quem? ‘…ainda que haja quem critique baixinho a exclusão de socialistas ministeriáveis que dariam mais garantias de sucesso’ – Quem? ‘Baixinho’ não, está no artigo principal do jornal. Foi alguém que ficou de fora? Enfim. Recados e mais recados. Não parece ser isso que o consumidor pretende ler ao comprar o jornal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sendo o texto de Leonete Botelho encimado pelas palavras “análise” ou “comentário”, presumirá o leitor que se trata de matéria noticiosa. Por isso o provedor solicitou à autora uma explicação face às observações de Gabriel Silva. A jornalista começa por dizer ter achado o comentário “de uma enorme injustiça, uma vez que a notícia estava construída sobre depoimentos em on, com pessoas devidamente identificadas, e só lateralmente havia aquelas expressões retiradas do texto para construir o &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; e deturpar totalmente o conteúdo da peça”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonete Botelho justifica depois o tom do seu artigo: “Como é hábito do PÚBLICO e prática dos jornais de referência, pretendia-se dar pistas de interpretação aos leitores sobre as escolhas feitas pelo primeiro-ministro, (...) que no dia seguinte já seriam conhecidas e já tinham sido escalpelizadas por televisões e rádios (...). Procuraram-se, entre as 18 e as 20 horas (tempo útil desde a divulgação dos nomes dos novos ministros e a &lt;em&gt;dead-line&lt;/em&gt; para escrever), politólogos e políticos disponíveis para dar conta da sua apreciação sobre o novo governo. Focámo-nos sobretudo no PS, por supostamente ser onde se conheciam melhor as pessoas escolhidas, mas também para perceber até que ponto o partido de suporte do Governo se revia nas escolhas. Foi nesse contexto que foram ouvidos e aceitaram ser citados o politólogo André Freire e os socialistas Manuel Alegre e Fonseca Ferreira, (...) assim como Osvaldo Castro e Vitalino Canas, ambos deputados e com cargos de relevo na última legislatura (...).Outros contactos foram feitos mas as pessoas em causa não quiseram ser citadas (...). Estes contactos foram tidos em conta para o tom geral do texto, mas não para o seu enfoque principal nem para fazer citações de quem não quer ‘dar a cara’.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jornalista explica então, um a um, os destaques seleccionados por Gabriel Silva:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“‘Enganaram-se os comentadores’. Todos os que, desde a noite das eleições legislativas, escreveram (...) e falaram (...) sobre a necessidade de o novo governo ser hiperpolítico, no sentido de ser composto quase maioritariamente por quadros políticos preparados para o combate no Parlamento e na sociedade, combate que inevitavelmente espera um governo minoritário. Eram essas as expectativas criadas por analistas, politólogos, jornalistas, cidadãos, enfim, comentadores que – sim – se enganaram. As expectativas foram defraudadas. José Sócrates não correspondeu à análise política generalizada. Não consigo compreender a crítica do autor do &lt;em&gt;post&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Um executivo que é bem aceite por esse equilíbrio.’ Basta ler o texto: todos os citados se referem ao equilíbrio entre políticos e técnicos. O mesmo em relação à ‘escolha de Jorge Lacão [ser] bem acolhida’ (...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;’Alguns socialistas ouvidos pelo PÚBLICO’; ‘Havia quem esperasse ver no cargo’; ‘haja quem critique baixinho’. Aqui de facto as fontes não são citadas. Repare-se: nenhum socialista citado faz críticas em on. Lanço mesmo o desafio de se procurar, para além de Alegre, um outro militante socialista com algum cargo político que tenha feito críticas em&lt;em&gt; on &lt;/em&gt;a José Sócrates nos últimos seis meses, para não ir mais longe. Quer isto dizer que um jornalista deve fingir que não ouve as críticas que são feitas ao líder do PS? Quer isso dizer que um jornalista parlamentar, sobretudo quem acompanha determinado partido, seja ele qual for, deve ignorar todo o ambiente político que sabe existir nesse partido e não dar conta aos seus leitores dessa realidade? Se assim fosse, aí sim, estaria a mentir, porque passaria para os seus leitores a imagem de um partido unânime, onde não há crítica e onde ninguém tem opiniões e ideias diferentes do líder. O que, obviamente, não é verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, é precisamente em nome do rigor da informação, em nome da verdade, em nome dos deveres deontológicos do jornalista que a referência a fontes anónimas tem de ser um recurso à disposição desta profissão, depois de esgotadas todas as possibilidades de conseguir depoimentos ‘assinados’. Um ambiente psicológico como aquele de que se deu conta com aquelas expressões não pode ser aferido ouvindo uma única pessoa, nem duas ou três. Mas para quem acompanha um partido diariamente, para quem conversa todos os dias com muitos socialistas e conhece as sensibilidades e quem as representa, é possível com alguma rapidez aferir, com alguns telefonemas ou conversas, a ‘temperatura’ desse partido em determinado momento em relação a determinado facto. Foi o que se fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Certo é que se trata de um ministério de relevo na hierarquia, mas sem grande exposição pública’. Quer dizer simplesmente que o cargo de ministro da Defesa é o quarto da hierarquia do Governo, indiscutivelmente de relevo, mas que obviamente não tem a mesma exposição pública que o cargo de ministro dos Assuntos Parlamentares, que Augusto Santos Silva anteriormente ocupava (...). Que falta perceber? É preciso explicar que o Ministério da Defesa exige a quem o tutela um maior grau de discrição no tipo de intervenções que faz? Que lidar com os militares é diferente de lidar com os partidos da oposição?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, a resposta de Leonete Botelho à questão dos “recados”: “Não poderão chamar-se recados às incontáveis afirmações que fazem os políticos uns contra os outros (para falar só de política) em entrevistas, debates, notícias em que são citados? Não compreendo o preconceito, não compreendo onde o autor do &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; vê recados neste texto, como não compreendo o que esse consumidor pretende ler ao comprar o jornal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Leonete Botelho fez foi seguir uma prática mais ou menos institucionalizada no jornalismo português de dar por aquiridos consensos formados nas redacções e consagrados em letra de forma como o “politicamente correcto”. Nem todos os sublinhados feitos por Gabriel Silva são do mesmo teor. É uma realidade que houve comentadores a enganarem-se na antevisão do novo governo, que deverá haver socialistas críticos quanto a este executivo e que em tempo de paz a pasta da Defesa talvez seja menos exposta do que a dos Assuntos Parlamentares (o que porém Santos Silva não está a confirmar). Mas, quanto às restantes frases, Leonete Botelho não as atribui a quaisquer fontes, anónimas ou não anónimas (muito menos do PS), sim a uma espécie de pensamento único, socialmente consolidado. Será apenas uma questão de formulação, mas é dos tais casos em que forma e conteúdo estão indissoluvelmente ligados. Por esta forma, parece querer-se pré-formatar o raciocínio do leitor. O provedor não tem a pretensão de saber com rigor o que o consumidor pretende ler ao comprar o jornal, mas duvida que procure uma lavagem ao cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAIXA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Just for the record&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta expressão inglesa equivale à nossa “para que conste”, o registo rigoroso de um facto, para memória futura. O método é especialmente importante num jornal de referência, que costuma ser visto como uma crónica fiel dos acontecimentos da sua época. Para que conste, o jornal deve ter a preocupação de comunicar factos confirmados ou, logo que verifique não ser o caso, fazer a sua correcção. O provedor escolheu este título devido ao caso suscitado pelo leitor Sérgio Nunes a propósito da seguinte passagem da crónica de Santana Castilho da passada quarta-feira: “Foram idênticas preocupações para não ferir a sensibilidade dos emigrados que terão levado os ingleses a retirarem dos livros escolares qualquer alusão ao holocausto". Escreve o leitor: “Esta ideia tem por base um persistente boato falso que o próprio governo britânico já desmentiu por diversas vezes. Parece ser um boato muito ‘cativante’, uma vez que já o vi mencionado por diversas vezes na imprensa nacional (...). Mesmo que o PÚBLICO não seja proactivo e preventivo na identificação destes erros factuais, parece-me fundamental a identificação e divulgação destas situações depois de encontradas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor não possui qualquer jurisdição sobre textos de opinião, mas já esclareceu que se reserva o direito de chamar a atenção para a existência neles de erros factuais não corrigidos pelo jornal, como é o caso. Para que conste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicada em 15 de Novembro de 2009&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOCUMENTAÇÃO COMPLEMENTAR:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://blasfemias.net/2009/10/23/entre-o-%c2%abacho-que%c2%bb-e-o-%c2%abouvi-dizer%c2%bb/#comments"&gt;Post&lt;/em&gt; de Gabriel Silva no blogue &lt;em&gt;Blasfémias&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Explicações da jornalista Leonete Botelho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li essa “blasfémia” no dia em que foi publicada e achei de uma enorme injustiça, uma vez que a notícia estava construída sobre depoimentos em &lt;em&gt;on&lt;/em&gt;, com pessoas devidamente identificadas, e só lateralmente havia aquelas expressões retiradas do texto para construir o &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; e deturpar totalmente o conteúdo da peça.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;1. Trata-se da peça de abertura do destaque sobre o novo Governo, e como é hábito do PÚBLICO e prática dos jornais de referência, pretendia-se dar pistas de interpretação aos leitores sobre as escolhas feitas pelo primeiro-ministro, escolhas essas que no dia seguinte já seriam conhecidas e já tinham sido escalpelizadas pelas televisões  e rádios durante várias horas. Procuraram-se, entre as 18 e as 20 horas (tempo útil desde a divulgação dos nomes dos novos ministros e a &lt;em&gt;dead-line&lt;/em&gt; para escrever), politólogos e políticos disponíveis para dar conta da sua apreciação sobre o novo governo. Focámo-nos sobretudo no PS, por supostamente ser onde se conheciam melhor as pessoas escolhidas, mas também para perceber até que ponto o partido de suporte do Governo se revia nas escolhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Foi nesse contexto que foram ouvidos e aceitaram ser citados o politólogo André Freire e os socialistas Manuel Alegre e Fonseca Ferreira, que representam duas correntes de opinião dentro do partido, assim como Osvaldo Castro e Vitalino Canas, ambos deputados e com cargos de relevo na última legislatura: presidente da comissão parlamentar de Direitos, Liberdades e Garantias e porta-voz do PS, respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Outros contactos foram feitos mas as pessoas em causa não quiseram ser citadas, porque se limitaram a fazer análises críticas sobre um ou outro aspecto da equipa governativa e não querem problemas no partido. Estes contactos foram tidos em conta para o tom geral do texto, mas não para o seu enfoque principal nem para fazer citações de quem não quer ‘dar a cara’. Mas ajudaram a perceber que a opção de José Sócrates, ao abrir o Governo a independentes em detrimento dos quadros políticos do partido, não é pacífica no PS. O que, aliás, deu origem a um outro texto, publicado hoje (sábado 24) sob o título: “José Sócrates, o pragmático, passou ao lado das sensibilidades do PS nas escolhas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Passemos agora às ‘críticas’ do &lt;em&gt;Blasfémias&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;i. “Enganaram-se os comentadores”. Quais? Todos os que, desde a noite das eleições legislativas, escreveram nos jornais e nos blogues e redes sociais, e falaram nas rádios e nas televisões, sobre a necessidade de o novo governo ser hiperpolítico, no sentido de ser composto quase maioritariamente por quadros políticos preparados para o combate no Parlamento e na sociedade, combate que inevitavelmente espera um governo minoritário. Eram essas as expectativas criadas por analistas, politólogos, jornalistas, cidadãos, enfim, comentadores que – sim – se enganaram. As expectativas foram defraudadas. José Sócrates não correspondeu à análise política generalizada. Não consigo compreender a crítica do autor do &lt;em&gt;post&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ii. “Um executivo que é bem aceite por esse equilíbrio – por quem?” – Basta ler o texto: todos os citados se referem ao equilíbrio entre políticos e técnicos. O mesmo em relação à “escolha de Jorge Lacão [ser] bem acolhida”: é-o pelos citados, claro, basta ler o texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;iii. “Alguns socialistas ouvidos pelo PÚBLICO”; “Havia quem esperasse ver no cargo”; “haja quem critique baixinho”: aqui de facto as fontes não são citadas. Repare-se: nenhum socialista citado faz críticas em &lt;em&gt;on&lt;/em&gt;. Lanço mesmo o desafio de se procurar, para além de Manuel Alegre, um outro militante socialista com algum cargo político que tenha feito críticas em &lt;em&gt;on&lt;/em&gt; a José Sócrates nos últimos seis meses, para não ir mais longe. Quer isto dizer que um jornalista deve fingir que não ouve as críticas que são feitas ao líder do PS? Quer isso dizer que um jornalista parlamentar, sobretudo quem acompanha determinado partido, seja ele qual for, deve ignorar todo o ambiente político que sabe existir nesse partido e não dar conta aos seus leitores dessa realidade? Se assim fosse, aí sim, estaria a mentir, porque passaria para os seus leitores a imagem de um partido unânime, onde não há crítica e onde ninguém tem opiniões e ideias diferentes do líder. O que, obviamente, não é verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;iv. Ora, é precisamente em nome do rigor da informação, em nome da verdade, em nome dos deveres deontológicos do jornalista que a referência a fontes anónimas tem de ser um recurso à disposição desta profissão, depois de esgotadas todas as possibilidades de conseguir depoimentos ‘assinados’. Um ambiente psicológico como aquele de que se deu conta com aquelas expressões não pode ser aferido ouvindo uma única pessoa, nem duas ou três. Mas para quem acompanha um partido diariamente, para quem conversa todos os dias com muitos socialistas e conhece as sensibilidades e quem as representa, é possível com alguma rapidez aferir, com alguns telefonemas ou conversas, a “temperatura” desse partido em determinado momento em relação a um determinado facto. Foi o que se fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;v. “Certo é que se trata de um ministério de relevo na hierarquia, mas sem grande exposição pública” – Quer dizer simplesmente que o cargo de ministro da Defesa é o quarto da hierarquia do Governo, indiscutivelmente de relevo, mas que obviamente não tem a mesma exposição pública que o cargo de ministro dos Assuntos Parlamentares, que Augusto Santos Silva anteriormente ocupava e que o colocava no centro da exposição parlamentar e pública, pelas intervenções que fazia enquanto tal. Que falta perceber? É preciso explicar que o Ministério da Defesa exige a quem o tutela um maior grau de discrição no tipo de intervenções que faz? Que lidar com os militares é diferente de lidar com os partidos da oposição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vi. “Enfim. Recados e mais recados. Não parece ser isso que o consumidor pretende ler ao comprar o jornal” –  Há de facto um recado na peça em causa e está devidamente assinalado como tal e em &lt;em&gt;on&lt;/em&gt;: É o “aviso à navegação” feito por Fonseca Ferreira no fim do artigo. Sobre os “recados”: não poderão chamar-se recados às incontáveis afirmações que fazem os políticos uns contra os outros (para falar só de política) em entrevistas, debates, notícias em que são citados? Não compreendo o preconceito, não compreendo onde o autor do &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; vê recados neste texto, como não compreendo o que esse consumidor pretende ler ao comprar o jornal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leonete Botelho&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-1608141351405875465?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/1608141351405875465/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=1608141351405875465' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/1608141351405875465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/1608141351405875465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/11/da-transparencia-no-jornalismo.html' title='Da transparência no jornalismo'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SwBcm8irDqI/AAAAAAAAALY/4nSbDcHWaXA/s72-c/gov.socrates.2009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-2900947532264690537</id><published>2009-11-08T13:02:00.000-08:00</published><updated>2009-11-08T13:19:02.884-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas'/><title type='text'>Da excepção à regra</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Instituiu-se, e não só no PÚBLICO, o vício de não invocar fontes de notícias&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Svc1NjM-ZiI/AAAAAAAAALQ/5MVYWCp7tlA/s1600-h/MFL.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 318px; height: 262px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Svc1NjM-ZiI/AAAAAAAAALQ/5MVYWCp7tlA/s320/MFL.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401844784958432802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Apurou o PÚBLICO”, sem o atribuir a qualquer fonte, que Ferreira Leite queria “uma renovação profunda” da bancada do PSD&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relatou o provedor na crónica anterior que solicitara ao jornalista António Arnaldo Mesquita explicações sobre duas notícias de primeira página publicadas nos dias 22 e 24 de Outubro, ambas sem imputação da informação a qualquer fonte e sendo a segunda (“Caso Freeport – ingleses ainda não enviaram documentos”) um desmentido da primeira (“Documentos sobre o Freeport pedidos aos ingleses já estão nas mãos dos investigadores”), mas que não recebera resposta (cumprido o prazo de 72 horas previsto para a reacção dos jornalistas às interpelações do provedor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já após publicada a crónica, o provedor recebeu de António Arnaldo Mesquita a explicação de que só na altura abrira a sua caixa de correio electrónica, por na semana anterior ter tido “dificuldades informáticas”. Dispôs-se então a responder, e, apesar de diferido no calendário, vale a pena atentar ao que escreveu: “Uma fonte que me pediu o anonimato disse-me que os documentos já tinham chegado e que o oficial de ligação da embaixada lhe tinha dito que vinham a caminho. Um dia depois, alegando dificuldades nos contactos com os magistrados titulares do inquérito Freeport, a mesma fonte disse-me que, afinal, os documentos não tinham sido recebidos no DCIAP [Departamento Central de Investigação e Acção Penal] e que os britânicos alegavam ‘falha informática’ para justificar a suspensão da remessa da documentação. Esta é uma situação limite de uma fonte que já me forneceu dezenas de informações que nunca [palavra sublinhada] foram desmentidas... A lealdade da mesma fonte ficou comprovada no dia seguinte, quando verificou que me tinha induzido em erro. Como na primeira notícia não citei a fonte, pareceu-me que também o não devia fazer na segunda, em que me auto-desmentia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num aparte, o provedor repara que nos tempos actuais, com o advento da tecnologia digital, a informática tem as costas largas. Entendendo evidentemente que a identidade da fonte teria de ser preservada, perguntou a António Arnaldo Mesquita se não seria possível “pelo menos identificar a sua área, tipo ‘fonte judicial’ ou coisa do género”, havendo ainda outras possibilidades: “E por que não, em caso limite, falar em ‘fonte que solicita o anonimato’, ou ‘fonte conhecedora do processo que solicita o anonimato’? No fundo, é isso: se a fonte não conhecesse o processo a notícia seria impossível ou não teria credibilidade. Não se deveria também ter dito que a fonte que desmentiu a informação foi a mesma que antes a fornecera ao PÚBLICO?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova resposta de António Arnaldo Mesquita foi em grande parte, a seu pedido, &lt;em&gt;off the record&lt;/em&gt;, pelo que o provedor não a pode citar (não, ele não identificou a fonte!). Mas retira dela esta frase: “Isto neste caso é particularmente sensível e delicado. [Eu] não podia identificar a fonte”. Insatisfeito, dado que o que estava em causa não era identificar a fonte, o provedor insistiu: “Compreendo a delicadeza da situação. A questão é que convinha que os leitores soubessem que havia pelo menos uma fonte”. Replicou o jornalista: “Claro que os leitores deviam saber que havia uma fonte, só que, neste caso concreto, a minha fonte não podia ser identificada, nem eu a devia identificar quando constatei que me tinha induzido em erro. A única solução neste caso era fazer de Egas Moniz e apertar a corda ao pescoço...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apreciando o altruísmo do autor, o provedor considera contudo que, na parte publicável desta troca de mensagens, e sem violação da garantia de confidencialidade, António Arnaldo Mesquita já fornece os elementos de informação que, a terem sido publicados na devida altura, permitiriam suprir as falhas detectadas nas duas notícias, designadamente: a) que existiu uma fonte, conhecedora do processo, mas que solicitou o anonimato; b) que se tratou da mesma fonte para ambas as notícias; c) que foi a própria fonte a tomar a iniciativa de rectificar a informação que inicialmente fornecera”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece é que se instituiu no jornalismo português (e não só no PÚBLICO) o hábito (ou antes, o vício) de não invocar fontes para a elaboração de muitas notícias (presumindo talvez os autores que dessa forma, mostrando-se dentro de circuitos secretos de informação de que nem podem revelar a origem, valorizam mais o seu trabalho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes, os jornalistas lá concedem na fórmula “o PÚBLICO sabe que...” (que nada informa sobre a fonte), mas não mais do que isso. É o caso recorrente de Nuno Simas, na área do jornalismo político: “O PÚBLICO apurou que Manuela Ferreira Leite falou a Portas, seu ex-companheiro no Governo PSD/CDS, sobre Maria José, número quatro na lista de Lisboa” (6 de Agosto, pág. 8); “Ao que o PÚBLICO apurou, o critério de Ferreira Leite para não incluir, por exemplo, Passos Coelho e Miguel Relvas foi a análise da sua atitude, no último ano, relativamente à direcção” (5 de Agosto, pág. 2); “Ao que o PÚBLICO apurou, a causa da ruptura [entre direcção e a distrital de Lisboa do PSD] foi a inclusão, por Ferreira Leite, de alguns nomes em lugar elegível, como António Preto e Helena Lopes da Costa” (4 de Agosto, pág. 6); “Ao que apurou o PÚBLICO, Ferreira Leite quer uma renovação profunda relativamente ao grupo parlamentar escolhido em 2005” (3 de Agosto, pág. 6); “O PÚBLICO sabe que o autarca lisboeta fez uma tentativa de última hora para ainda conseguir um acordo do PS com PCP e BE para o município da capital” (13 de Julho, pág. 6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor, que não percebe sequer o que há de tão sensível nestas notícias que implique não fazer menção a nenhuma fonte, inquiriu Nuno Simas sobre a pertinência do método, tendo o jornalista começado por invocar o ponto 72 dos “Princípios e Normas de Conduta Profissional” do &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt; do PÚBLICO: “Quando o jornalista está em condições de assumir a informação – isto é, quando a confirmou junto de várias fontes independentes entre si, embora todas tenham exigido o anonimato – deverá noticiá-la no PÚBLICO sem necessidade de recorrer às habituais, retóricas e desacreditadas fórmulas do género ‘fonte digna de crédito’, ‘fonte segura’ ou ‘fonte próxima de’. As fontes, a sê-lo, devem estar sempre bem colocadas para falar sobre o assunto. (...) Um jornal bem informado não precisa de justificar permanentemente as suas notícias. Assume-as e responsabiliza-se por elas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nesta coluna o provedor alertou para a inconsistência da norma em causa, instando a que fosse repensada numa próxima revisão do &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt; – e não pretende regressar ao mesmo debate. Mas lamenta que, na revisão de 2005, tenha desaparecido a norma da edição original, mais consentânea com as regras do jornalismo, segundo a qual “nesses casos [não havendo outra forma de obter a informação ou a sua confirmação], e só nesses casos, pode utilizar-se a fórmula [do estilo] ‘uma fonte do organismo X que solicitou o anonimato’”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Complementarmente, Nuno Simas invoca o facto de a fórmula “o PÚBLICO apurou” (não contemplada pelo &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt;, note-se) ser “usada frequentemente nas páginas do jornal”, e contrapõe: “Mas há também exemplos de notícias em que, por exemplo, identifico uma ‘fonte/membro da comissão permanente do PSD’ ou ‘fonte/membro da comissão política nacional do PSD’ – dois níveis de poder diferentes no PSD, por exemplo. Tenho a consciência de que estas são informações que assumo e que me responsabilizo por elas. Por isso não o faço por regra, mas sim como excepção. A regra, claro, é a informação ser atribuída a uma fonte, ‘identificada com a maior precisão possível’ (ponto 68 do &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica por perceber o critério que leva os jornalistas a invocar ou não as fontes de informação – sendo que a segunda situação parece hoje ao provedor mais regra do que excepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAIXA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Deve/haver encerrado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreveu-se há oito dias nesta página que o director cessante do PÚBLICO só deixara sem resposta três das muitas dezenas de questões que o actual provedor lhe havia endereçado. José Manuel Fernandes fez entretanto questão de prestar esclarecimentos sobre essas questões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acerca da circunstância de em tempos não figurar na lista de jornalistas com carteira profissional actualizada, diz José Manuel Fernandes: “Voltei a ter carteira profissional actualizada, depois de um longo contencioso com a Comissão da Carteira Profissional dos Jornalistas (CCPJ). Contar toda a história daria, pelo menos, o capítulo de um livro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo embora que a lei impõe a obrigatoriedade de o director de um jornal possuir título de jornalista ou equiparado, o provedor também não insistiu demasiado no assunto (que vem do início do seu mandato, há quase dois anos), por entender que deve prevalecer a universalidade do direito de expressão e informação, que abrange todos os cidadãos, independentemente de possuírem ou não carteira de jornalista. Mas sempre pode adiantar que, tanto quanto sabe, na raiz com conflito de José Manuel Fernandes com a CCPJ estava uma discrepância entre o critério de numeração das carteiras e a antiguidade profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que respeita à publicação de uma notícia de implicações políticas em dia de reflexão pré-eleitoral, afirma o ex-director que na altura (25 de Setembro) esteve ausente de Lisboa e que solicitou a outro responsável que esclarecesse o assunto – o que não aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à identificação de um crítico como jornalista, José Manuel Fernandes enviou ao provedor os elementos que entretanto havia recolhido, explicando que “a tensão dos últimos dias” o havia impedido de responder antes. O assunto será abordado mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecha-se assim o deve/haver entre o provedor e José Manuel Fernandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicada em 8 de Novembro de 2009&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-2900947532264690537?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/2900947532264690537/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=2900947532264690537' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/2900947532264690537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/2900947532264690537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/11/da-excepcao-regra.html' title='Da excepção à regra'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Svc1NjM-ZiI/AAAAAAAAALQ/5MVYWCp7tlA/s72-c/MFL.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-2718238192115628873</id><published>2009-11-01T10:23:00.001-08:00</published><updated>2009-11-01T11:23:46.427-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas'/><title type='text'>Acerca da “integridade em pessoa”</title><content type='html'>&lt;strong&gt;É crucial não tratar do caso Freeport com um desejo, &lt;em&gt;a priori&lt;/em&gt;, de criminalização de José Sócrates&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Su3Zgpc4rcI/AAAAAAAAALI/jKjnJ_9JsPs/s1600-h/socrates.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 299px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Su3Zgpc4rcI/AAAAAAAAALI/jKjnJ_9JsPs/s320/socrates.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399210683193142722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sendo o primeiro-ministro actor central das notícias sobre o caso, é relevante toda a invocação do seu nome em documentos mencionando subornos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se tratava de uma notícia original do PÚBLICO, mas sim da menção a outra divulgada pela TVI. Porém, abordando um tema que este jornal – muito acertadamente – se tem empenhado em acompanhar e aprofundar, o título "TVI revela fax de administradores do Freeport sobre dois milhões de libras em ‘luvas’", saído a quatro colunas na pág. 9 da edição de 20 de Outubro, implicaria da parte dos autores da respectiva notícia, Maria José Oliveira e Nuno Simas, uma atenção particular ao rigor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não chegou ontem de Marte sabe que no centro da narrativa jornalística sobre este caso, relacionado com a licença para a construção de um centro comercial em área protegida no Montijo, figura o nome do actual primeiro-ministro, José Sócrates, à época ministro do Ambiente e detentor da tutela por onde passava a aprovação do projecto. O interesse da notícia de 20 de Outubro residia na circunstância de, no tal fax, onde um administrador do Freeport terá acrescentado à mão a referência a um suborno de dois milhões de libras, se mencionar várias vezes o nome de José Sócrates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reclamou porém o leitor Ricardo Roque: “Os autores [da notícia] citaram uma peça divulgada no &lt;em&gt;Jornal Nacional&lt;/em&gt; da TVI que tinha como suporte documental um fax trocado entre administradores do Freeport. (...) Pass[o] concretamente à minha indignação pela omissão, que julgo voluntária e consciente portanto, na citação que os jornalistas fazem da matéria noticiosa. (...) De todo o texto do fax (...) a única parte omitida (...) é esta: ‘O ministro do Ambiente, Eng.º José Sócrates, é considerado como um dos pilares do Governo PS e é tido como a integridade em pessoa’ (acrescentado à mão: ‘Confirmado por outros’). Lendo a notícia do PÚBLICO, concluo que no caso Freeport houve luvas de dois milhões de libras, leio abundantemente os nomes de Sócrates, dos seus secretários de Estado, assim como que o estabelecimento de um nexo de causalidade entre corrupção e nomes aludidos, por força da troca de faxes com comentários de administradores do Freeport, mas nunca por nunca leio o que está também escrito nesses documentos [e] não é notícia nem facto que os jornalistas se tenham sentido obrigados a publicar ou citar. Estaria tudo dito se não fosse mau de mais para ser verdade, num jornal que já foi de referência. ‘Aporcalhar’, lançar suspeitas, etc., fica bem na consciência de alguns jornalistas, mas quando a par de tudo vem uma qualquer referência que abona a favor daquele que querem ver sangrar, então calam-se, omitem, num gesto que pode ser equiparado a mentir! Não me conformo (...) Era ou não ético citar completamente ou também esta parte do fax (...)? Os jornalistas são livres de ‘mexer’ no suporte noticioso ou, pelo contrário, devem dar relevo a todos os factos com importância? Repare-se que, neste caso, estamos a falar de corrupção, de carácter e de honradez (ou falta dela) de quem tem de lidar com processos, e, quando há uma menção de que a pessoa (...) é tida como íntegra, isto tem ou não importância no contexto? E se essa pessoa detém um lugar de grande importância na vida do País, que dizer? (...) Em suma, qual a importância do bom nome para o PÚBLICO?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor pediu aos autores da notícia um comentário ao protesto, recebendo de Maria José Oliveira e Nuno Simas uma reacção um tanto ou quanto lacónica: “A única resposta que esta ‘reclamação’ nos suscita é que, ao contrário do que escreve o leitor, existiram várias citações do documento disponibilizado pela TVI que não citámos no artigo publicado. Rejeitamos a acusação de ‘omissão voluntária’. Assim como quaisquer intentos de calúnia contra o nosso trabalho e as nossas pessoas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicação, quanto ao provedor, insuficiente, uma vez que as restantes referências a José Sócrates no fax em causa são mencionadas na notícia, mas a que o leitor invoca parece cirurgicamente esquecida. Isto porque, sendo o actual primeiro-ministro a personagem principal das notícias que têm vindo a público sobre o caso, seria de admitir que toda a invocação do seu nome num documento confidencial trocado entre suspeitos de protagonizarem o tal suborno seria relevante do ponto de vista jornalístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso mesmo, o provedor, que não viu a notícia da TVI mas leu que a estação tinha também omitido a mesma frase do fax, admitiu que esta fosse desconhecida dos jornalistas do PÚBLICO, pelo que insistiu junto de ambos: “Para completar a minha análise do caso, gostaria de vos perguntar se tinham conhecimento da tal passagem que o leitor lamenta ter sido omitida, já que, na minha perspectiva, ela me parecia importante como elemento da notícia”. A nova resposta foi ainda mais lacónica: “O fax em causa estava disponível, nas suas versões em inglês e em português, no site da TVI e, umas horas depois, no próprio site do PÚBLICO”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário da opinião do leitor, o provedor não consegue discernir se a frase omitida é favorável ou não à imagem de José Sócrates no contexto do processo Freeport. O que lhe parece porém incompreensível é que, estando os autores da notícia conscientes da sua existência, optassem por não a dar a conhecer aos leitores, como mais um elemento a que certamente estes gostariam de ter acesso para os ajudar a fazerem eles próprios a sua avaliação do envolvimento do chefe do Governo no caso. O provedor já em tempos se referiu nesta coluna, a propósito de outro trabalho sobre o Freeport, a um “desejo de incriminar” José Sócrates não assente em factos concretos expostos pelos jornalistas. Será crucial, por razões que todos compreendem e não é necessário repetir, pôr de lado essa prática, abordando o processo (como outro qualquer, aliás) com o máximo de isenção e objectividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso Freeport, investigado pelas autoridades simultaneamente na Inglaterra e em Portugal, forneceu ao PÚBLICO mais dois títulos recentes de primeira página, com a particularidade de um desmentir o outro: a manchete de 22 de Outubro anunciava que os “documentos sobre o Freeport pedidos aos ingleses já estão nas mãos dos investigadores [portugueses]”, enquanto dois dias depois se dizia: “Caso Freeport – ingleses ainda não enviaram documentos”. Nenhuma das duas notícias, ambas da autoria de António Arnaldo Mesquita, mencionava a fonte que as substanciava (se é que existiu, e o provedor quer crer que sim). A segunda notícia cita até entre aspas a expressão “falha informática” para justificar a falsidade da primeira, mas sem a atribuir a ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor solicitou explicações a António Arnaldo Mesquita, não tendo porém recebido resposta. O problema da ausência de menção às fontes, prática contrária às normas do bom jornalismo, já antes foi tratado nesta coluna, e a ele tenciona-se ainda regressar. O que não se pode deixar aqui passar em claro é o descrédito em que desta forma incorrem tanto o autor das notícias como o próprio jornal. Se é omissa a origem das informações, como podem os leitores julgar das responsabilidades quanto ao erro cometido? E quem lhes garante a fiabilidade de todas as notícias sem fontes que o PÚBLICO diariamente traz à estampa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;P.S.&lt;/strong&gt;: No dia do render de guarda na direcção do PÚBLICO, o provedor não quer deixar de enaltecer a colaboração que o director cessante, José Manuel Fernandes (J.M.F.), procurou dar ao detentor deste cargo, tentando sempre responder em tempo útil às questões suscitadas. Isto apesar de um incidente recente, relatado nesta coluna, que aliás foi sanado em poucos dias com a intermediação da nova directora, Bárbara Reis. Das muitas dezenas de respostas solicitadas pelo provedor a José Maneul Fernandes só três ficaram por fornecer: um esclarecimento pedido por uma leitora a propósito de o então director não possuir carteira de jornalista devidamente actualizada e, mais recentemente, já com a sua saída anunciada, uma interpelação sobre uma notícia de implicações políticas publicada no dia de reflexão pré-eleitoral e outra acerca de os críticos, ao escreverem reportagens ou notícias, deverem ou não obrigar-se a respeitar o código deontológico dos jornalistas. O provedor faz votos de que a nova direcção mantenha o mesmo nível de colaboração com o presente ou futuros ocupantes deste lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAIXA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comunistas, jornalistas e ética&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PCP não se mostra rendido à abordagem feita na anterior crónica do provedor de uma análise publicada na edição de 9 de Outubro, pelas jornalistas Leonete Botelho e Maria Lopes, ao encontro ocorrido durante a campanha autárquica entre o militante comunista Carvalho da Silva e António Costa, presidente do município lisboeta e candidato a novo mandato, que se traduziu num gesto de apoio do líder da CGTP à reeleição do dirigente socialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O responsável do Gabinete de Imprensa do PCP, António Rodrigues, escreveu nova carta ao provedor contestando a argumentação das jornalistas, enquanto estas responderam outra vez ao quadro comunista. As duas posições podem ser lidas na íntegra no blogue do provedor, na documentação complementar a esta crónica. Importa aqui salientar que António Rodrigues desmente as jornalistas quando dizem que Jerónimo de Sousa recusou “fazer comentários aos jornalistas” ao final da manhã do tal encontro, esclarecendo que o líder do PCP não teve nessa altura qualquer iniciativa de campanha, ao que Leonete Botelho e Maria Lopes respondem que essa recusa terá ocorrido quando o secretário-geral comunista chegou para um almoço onde só no fim se disponibilizou a falar aos órgãos de informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António Rodrigues contesta também a interpretação que as jornalistas dão ao discurso de Jerónimo de Sousa nesse almoço, onde falou de ética política. Saber se esse foi ou não “tema central” ou “tema novo” da intervenção, expressões que António Rodrigues contesta, parece ocioso, já que no texto original as autoras não diziam nem uma coisa nem outra, limitando-se a escrever que “Jerónimo de Sousa escolheu a ética na política para tema do seu discurso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor não vê necessidade de alterar a sua conclusão sobre a legitimidade da análise elaborada pelas jornalistas, mas reconhece também ao PCP todo o direito de contestar as suas conclusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicada em 1 de Novembro de 2009&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOCUMENTAÇÃO COMPLEMENTAR:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carta do leitor Ricardo Roque&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui leitor e comprador militante do PÚBLICO desde a sua fundação. Infelizmente, face à linha editorial que assumiu nos anos mais recentes, com uma agenda política agora já só "meio" escondida, aumentei o número daqueles que contribuíram para a redução das vendas do jornal. Até que um dia, sem um Director de facção e tendencioso, mas com um que retome o pluralismo e o jornalismo isento como proclama o PÚBLICO no seu estatuto editorial e no &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt; (seria bom alguns dos actuais jornalistas relerem - ou lerem - o &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt; do jornal para que escrevem), mas, dizia eu, talvez com uma mudança assim eu volte a sentir o PÚBLICO como o meu jornal. Feita a declaração de interesses, recentro o escrito na razão do meu protesto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na edição de 20 de Outubro, foi publicada uma notícia da autoria dos jornalistas Maria José Oliveira e Nuno Simas sob o título "TVI revela fax de administradores do Freeport sobre dois milhões de libras em 'luvas'" (pág. 9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da leitura da notícia resulta que os seus autores citaram uma peça divulgada no &lt;em&gt;Jornal Nacional&lt;/em&gt; da TVI que tinha como suporte documental um fax trocado entre administradores do Freeport. Em causa um eventual suborno de dois milhões de libras. Por economia processual, vou aqui dar como reproduzido o artigo supra referido, passando concretamente à minha indignação pela omissão, que julgo voluntária e consciente portanto, na citação que os jornalistas fazem da matéria noticiosa. Assim, constato que de todo o texto do fax, que se pode ver &lt;a href="http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/freeport-fax-ric-dattani-keith-payne-tvi24-jose-socrates/1096877-4071.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, a única parte omitida na citação feita por Maria José Oliveira e Nuno Simas é esta: "O ministro do Ambiente, Eng.º José Sócrates, é considerado como um dos pilares do Governo PS e é tido como a integridade em pessoa" (acrescentado à mão: "Confirmado por outros").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendo a notícia do PÚBLICO, concluo que no caso Freeport houve luvas de dois milhões de libras, leio abundantemente os nomes de Sócrates, dos seus secretários de Estado, assim como que o estabelecimento de um nexo de causalidade entre corrupção e nomes aludidos, por força da troca de faxes com comentários de administradores do Freeport, mas nunca por nunca leio o que está também escrito nesses documentos e que apenas diz isto: "O ministro do Ambiente, Eng.º José Sócrates, é considerado como um dos pilares do Governo PS e é tido como a integridade em pessoa" (acrescentado à mão: "Confirmado por outros").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto não é notícia, nem facto que os jornalistas se tenham sentido obrigados a publicar ou citar. Estaria tudo dito se não fosse mau de mais para ser verdade, num jornal que já foi de referência. "Aporcalhar", lançar suspeitas, etc., fica bem na consciência de alguns jornalistas, mas quando a par de tudo vem uma qualquer referência que abona a favor daquele que querem ver sangrar, então calam-se, omitem, num gesto que pode ser equiparado a mentir! Não me conformo, e por isso aqui estou a escrever-lhe, conhecendo o seu sentido de independência e isenção perante vários poderes. Considera correcto sob o ponto de vista profissional e do código deontológico esta forma, em concreto nesta notícia, de escrever ou antes de citar omitindo factos (aliás, os únicos omitidos na citação, o que dá que pensar) como os relatados quanto às qualidades relativas ao então ministro do Ambiente? É consentânea com o &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt; do PÚBLICO? Era ou não ético citar completamente ou também esta parte do fax objecto da notícia da TVI? Os jornalistas são livres de "mexer" no suporte noticioso ou, pelo contrário, devem dar relevo a todos os factos com importância? Repare-se que, neste caso, estamos a falar de corrupção, de carácter e de honradez (ou da falta dela) de quem tem de lidar com processos, e quando há uma menção de que a pessoa tal confirmadamente é tida como íntegra isto tem ou não importância no contexto? E se essa pessoa detém um lugar de grande importância na vida do País, que dizer? Por exemplo, se no fax se dissesse que o então ministro do Ambiente era tido como um corrupto ou de quem recebe uns dinheiros por fora, os jornalistas do PÚBLICO omitiriam? Em suma, qual a importância do bom nome para o jornal PÚBLICO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por estas e por outras que Portugal não pode estar bem no &lt;em&gt;ranking&lt;/em&gt; quanto à "saúde" na Comunicação Social... Jornalismo do vale tudo, consciente ou inconsciente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ricardo Roque&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carta de António Rodrigues, responsável do Gabinete de Imprensa do PCP&lt;/strong&gt; (sobre um tema tratado na anterior &lt;a href="http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/10/rescaldo-eleitoral.html"&gt;crónica do provedor&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não querendo alimentar mais a polémica em torno do assunto, não podemos deixar de registar a argumentação, mal-amanhada, que veio publicada no passado domingo e que nos merece o seguinte registo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Afirma-se na peça de resposta que "logo nesse dia, ao contrário do que fazia nos outros dias de campanha para as autárquicas, Jerónimo de Sousa recusou-se a fazer comentários aos jornalistas ao final da manhã". Não é verdade. O Secretário-Geral do PCP não teve nessa manhã nenhuma iniciativa de campanha, não se tendo, por isso, furtado a qualquer contacto dos jornalistas. De resto, no final do almoço em Benavente, a primeira iniciativa desse dia, Jerónimo de Sousa, como habitualmente e as imagens das televisões confirmam, ficou à disposição dos jornalistas presentes e respondeu às suas questões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Afirma-se também na referida peça que "o facto de abordar uma questão diferente permite dizer que a ética política foi o tema novo do seu discurso nesse dia". Percebe-se a nuance quando agora se fala de tema novo mas não central, mas na peça de dia 9 dizia-se que tinha sido o tema do discurso, confirmando-se que sempre tínhamos razão quando desmentimos esse facto, afirmando que se tratava tão só de uma referência a Salvaterra de Magos. Pois não só não foi o tema central com não foi um tema novo. Várias vezes na campanha autárquica como na das legislativas Jerónimo de Sousa abordou esta temática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Por fim, ainda na mesma peça, diz-se que "não se compreende a questão da ausência de jornalista do PÚBLICO nesse almoço, levantada pelo PCP, como impeditiva de se escrever sobre ele". Ora a questão que se levantava na carta não era essa, caso contrário poucas vezes teríamos notícias do PCP no PÚBLICO considerando as raras presenças dos vossos jornalistas nas nossas iniciativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão levantada tinha e tem a ver com a interpretação de um discurso, feito de improviso, deturpando o seu conteúdo e o contexto em que foi feito, sendo certo que as jornalistas do PÚBLICO apenas dele tiveram conhecimento através do que leram, ouviram ou viram noutros órgãos de comunicação social, incluindo a edição &lt;em&gt;on line&lt;/em&gt; do PÚBLICO que a meio da tarde desse dia já noticiava o almoço de Benavente, sem qualquer tipo de especulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, para melhor compreender a razão da nossa indignação face à grosseira manipulação do discurso de Jerónimo de Sousa naquele almoço com o único objectivo de credibilizar aquele trabalho de “análise especulativa”, deixo-lhe o desafio de consultar na Lusa, RTP, RTPN, RTP2, SIC, SIC-Notícias, TVI, TVI24 e Antena 1 (os únicos órgãos de informação presentes na iniciativa) notícias e análises ao discurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto deixo-lhe algumas pistas: na TVI24 a jornalista falou de “uma saudação especial enviada para Salvaterra de Magos”; na RTPN, afirmou-se como novidade do discurso as questões relativas “à localização do novo Aeroporto de Lisboa”; na RTP destacou-se a abordagem “aos resultados das eleições legislativas”; na SIC-Notícias a jornalista afirmou que “na hora do discurso, o Secretário-Geral do PCP virou costas a Lisboa e centrou-se em Benavente e nas críticas a Salvaterra de Magos”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se constata, foram seguramente os (as) jornalistas que estiveram presentes no almoço que não perceberam o discurso que ouviram, ao contrário das “videntes” jornalistas do PÚBLICO que lá não estavam. E já agora, por tudo o que está dito, fica-nos uma dúvida: será que “as três pessoas ouvidas pelo PÚBLICO – entre jornalistas e assistência”, estiveram mesmo no almoço ou apenas ouviram falar dele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;António Rodrigues&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Gabinete de Imprensa do PCP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Resposta das jornalistas Leonete Botelho e Maria Lopes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não querendo alimentar polémica, o António Rodrigues alimenta-a sozinho. Vamos responder pela última vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Ao contrário do que era habitual, Jerónimo de Sousa não quis prestar declarações aos jornalistas à chegada ao almoço de Benavente. Só o fez quando teve o &lt;em&gt;mail&lt;/em&gt; de Carvalho da Silva para apresentar e deu o assunto por encerrado, não voltando a falar mais nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Insistimos no facto de Jerónimo de Sousa ter falado de ética nas primeiras declarações públicas que prestou, ao fazer na sua intervenção em Benavente uma referência indirecta a Salvaterra de Magos. Foi o tema geograficamente deslocado que escolheu para falar naquele dia, horas depois de Carvalho da Silva ter manifestado apoio público ao candidato do PS à Câmara de Lisboa, em detrimento do candidato do PCP. Isto são factos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. No ponto 3 da sua carta, António Rodrigues reconhece que é possível fazer notícias mesmo não estando fisicamente numa iniciativa ou acontecimento. É um progresso que registamos em relação à primeira carta ao provedor. Mas na sua argumentação o assessor de imprensa do PCP volta a contestar o facto de termos feito, primeiro, uma análise, e depois diferente das notícias dadas por outros órgãos de comunicação social. Esta sua reincidente preocupação deixa claro um certo conceito de tratamento informativo monolítico que não é o do PÚBLICO. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São valores essenciais da democracia portuguesa estabelecidos na Constituição da República tanto a liberdade de expressão e de informação como a liberdade de imprensa e meios de comunicação social, com garantia de não concentração da titularidade dos meios de comunicação social. O que estes princípios visam assegurar é precisamente a pluralidade de visões do mundo, de opiniões e de interesses, contrariando os tratamentos monolíticos e sentidos únicos que António Rodrigues dá sinais de preferir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Tal como dissemos na nossa primeira resposta, a peça jornalística em causa refere-se a uma análise, tal como está identificada no topo da página em que foi publicada e no âmbito do que está descrito no &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt; do PÚBLICO (conferir no capítulo "Critérios, géneros e técnicas", sub-capítulo "Os factos e a opinião", tema 1. "Opinião, interpretação, informação"): "Um género jornalístico diferente da notícia, em que a ênfase é colocada na interpretação dos factos" - o encontro de Carvalho da Silva com António Costa, em que o dirigente da CGTP e militante comunista declarou publicamente o seu apoio ao candidato à Câmara Municipal de Lisboa, quando o PCP tinha o seu próprio candidato à autarquia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objectivo da análise jornalística é procurar explicar o significado de factos noticiados, fornecendo aos leitores elementos de &lt;em&gt;background&lt;/em&gt; e opiniões de fontes que ajudem a compreender o contexto dos acontecimentos. Neste caso, foram feitas citações do próprio Carvalho da Silva sobre o assunto e outras anteriores, feitas num momento em que o sindicalista divergiu, na acção, do partido do qual é militante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram ainda ouvidas pessoas que conhecem por dentro o pensamento e acção do PCP, antigos militantes e antigos sindicalistas que pediram para não serem identificados, assim como foram citados os estatutos do PCP na parte que se refere aos deveres dos militantes, que se referem à ética exigida pelo partido aos seus membros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Na introdução do parágrafo referente à intervenção sobre ética de Jerónimo de Sousa nesse dia, começa por se dizer “Coincidência ou não”, nunca se afirmando peremptoriamente que aquele discurso era dirigido a Carvalho da Silva, como António Rodrigues assumiu desde o início. Levantava-se essa hipótese, não se tiravam conclusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tendo lido o que não queria ler e vendo apenas aquilo que pretendeu ver na peça, António Rodrigues foi mais longe do que as jornalistas na interpretação dos factos. Factos que, aliás, são elencados na peça e ninguém coloca em causa. Nem o principal visado nesta análise, Carvalho da Silva, que em momento algum manifestou qualquer incómodo com a análise feita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leonete Botelho e Maria Lopes&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-2718238192115628873?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/2718238192115628873/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=2718238192115628873' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/2718238192115628873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/2718238192115628873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/11/acerca-da-integridade-em-pessoa.html' title='Acerca da “integridade em pessoa”'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/Su3Zgpc4rcI/AAAAAAAAALI/jKjnJ_9JsPs/s72-c/socrates.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-2816319414841589803</id><published>2009-10-25T10:28:00.000-07:00</published><updated>2009-10-25T11:00:21.805-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas'/><title type='text'>Rescaldo eleitoral</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Projecções eleitorais e artigos de análise política fazem parte do trabalho especulativo a que os jornalistas recorrem com legitimidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SuSM_32vwVI/AAAAAAAAALA/d1M9WxKqOFc/s1600-h/carvalho-silva-antonio-costa1383ed92_400x225.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SuSM_32vwVI/AAAAAAAAALA/d1M9WxKqOFc/s320/carvalho-silva-antonio-costa1383ed92_400x225.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396593282449916242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Ao discursar sobre ética política, Je-&lt;br /&gt;rónimo re-&lt;br /&gt;feria-se ou não ao en-&lt;br /&gt;contro entre Carvalho da Silva e Costa ocorrido horas antes?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer período eleitoral, acirrando a disputa política, coloca os nervos à flor da pele, e os &lt;em&gt;media&lt;/em&gt; são então alvo de todas atenções, escrutinando-se desvios editoriais, apoios encapotados, campanhas subliminares ou simples erros jornalísticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor John Pallister escreveu ao provedor queixando-se do título que o PUBLICO.PT colocou online às 20h00 de 27 de Setembro, dia das legislativas: “Incomoda-me que uma notícia sobre projecções dos resultados das eleições tenha um título que não só não inclui a palavra ‘projecções’ como sugere que está a relatar um facto: ‘PS vence sem maioria absoluta’. É apenas uma questão de honestidade intelectual os factos serem apresentados como factos e o resto como não factos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note-se que o parágrafo inicial da notícia em causa dizia o seguinte: “O Partido Socialista venceu as eleições legislativas, embora sem conseguir a maioria absoluta, revelam as projecções apresentadas pelos vários canais de televisão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor já em tempos analisou nesta coluna o problema das projecções eleitorais transformadas pelos jornalistas em matéria de facto, afirmando que os órgãos de informação deviam ter a consciência do risco que assumem e da probabilidade de falhanço em que incorrem (como provam clamorosamente alguns episódios históricos, nem todos antigos). Quando as previsões acertam, todos são felizes, mas quando erram é uma tragédia grega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso em apreço, contudo, o provedor entende que as projecções àquela hora difundidas por três diferentes estações de TV com base em estudos de três diferentes institutos de sondagens, convergindo todas no mesmo sentido quando à questão essencial, não deixavam margem para dúvidas não só acerca do partido vencedor do escrutínio, tal a distância que o separava do segundo mais votado, mas também sobre a sua perda da maioria absoluta. Aliás, o texto começava logo por esclarecer que se falava com base nas projecções acabadas de divulgar, citando a fonte da notícia e salvaguardando qualquer remoto imprevisto. No caso, portanto, o risco estava devidamente ponderado e valia a pena corrê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 27, as únicas dúvidas que as projecções suscitavam diziam respeito aos partidos que ficariam classificados nos três lugares abaixo, mas sobre isso o PUBLICO.PT limitou-se, avisadamente, a reproduzir os diversos números anunciados nas televisões (que aliás não eram unânimes na ordenação das forças políticas). Nada a objectar, por conseguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saltando para as autárquicas, um dos seus episódios mais bizarros foi o apoio desapoiado (ou vice-versa) do comunista Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP, à candidatura do socialista António Costa à presidência do município lisboeta, através de um intencional encontro ocasional (ou vice-versa) ocorrido no Chiado. Pelas implicações que a saudação teve nas hostes à esquerda, o PÚBLICO dedicou-lhe na edição de 9 de Outubro (pág. 10) um texto assinado pelas jornalistas Leonete Botelho e Maria Lopes sob o título “Carvalho da Silva dá passo de afastamento do PCP”, o que motivou de António Rodrigues, responsável do Gabinete de Imprensa dos comunistas, uma carta de “protesto e (...) indignação face a esta grosseira e descarada manipulação até porque se trata também de um atropelo ao chamado &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt; do PÚBLICO”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual seria a gravidade do caso? Explica António Rodrigues: “Não querendo abordar outros aspectos de uma peça especulativa com contornos e objectivos definidos, não podemos deixar passar em claro a manipulação que é feita da intervenção do secretário-geral do PCP num almoço-convívio da CDU realizado em Benavente. Afirma-se na peça que, ‘coincidência ou não, Jerónimo de Sousa escolheu a ética na política para tema do seu discurso à hora do almoço, pouco depois de se saber do encontro Carvalho/Costa’. Ora acontece que a ética política não foi o tema central da intervenção de Jerónimo de Sousa, coisa que nenhum jornalista do PÚBLICO teve a possibilidade de registar pois não estiveram presentes na referida iniciativa, bem como não há nenhum texto ou peça elaborada pelos diversos jornalistas presentes que faça ou induza a tal leitura. Face à presença no almoço de uma delegação de militantes e activistas do PCP e da CDU de Salvaterra de Magos, o secretário-geral do PCP fez referência às questões da ética na política mas a propósito de factos passados e conhecidos no relacionamento entre a CDU e a presidente da Câmara de Salvaterra. Aliás, a referida alusão foi de tal modo clara e inequívoca que, no final da iniciativa, os jornalistas presentes (...) questionaram Jerónimo de Sousa exactamente nesse sentido. É no mínimo surpreendente que, não tendo estado presente na referida iniciativa, qualquer jornalista se permita analisar e comentar uma intervenção que não ouviu, deturpando o seu conteúdo e o contexto em que foi feita”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor solicitou uma reacção a Leonete Botelho e Maria Lopes, que replicaram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A peça (...) refere-se a uma análise, tal como está identificada no topo da página (...) e no âmbito do que está descrito no &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt;: um género jornalístico diferente da notícia, em que a ênfase é colocada na interpretação dos factos (...). O objectivo da análise jornalística é procurar explicar o significado de factos noticiados, fornecendo aos leitores elementos de &lt;em&gt;background&lt;/em&gt; e opiniões de fontes que ajudem a compreender o contexto dos acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Os factos ocorrem em plena campanha eleitoral para as autárquicas, a meio da manhã, e nesse mesmo dia o secretário-geral do PCP participou num almoço em Benavente onde discorreu sobre a ética na política, referindo-se especificamente ao caso da Câmara de Salvaterra de Magos, que já nas anteriores autárquicas tinha sido conquistada pelo Bloco de Esquerda com uma candidata que já fora presidente da mesma autarquia pelo PCP. Acontece que estes factos ocorrem em Benavente, e não em Salvaterra de Magos. Acresce que, logo nesse dia, ao contrário do que fazia nos outros dias da campanha para as autárquicas, Jerónimo de Sousa recusou-se a fazer comentários aos jornalistas ao final da manhã (...). A sua primeira intervenção política após ter conhecimento do encontro Carcalho da Silva/António Costa é esse discurso. Durante as campanhas eleitorais, a regra do discurso dos protagonistas políticos é haver uma estrutura-tipo que vão repetindo em todos os comícios e intervenções, na qual introduzem temas de actualidade ou adaptações consoante o local onde se encontram. Jerónimo de Sousa não é excepção. (...) O facto de abordar uma questão diferente permite dizer que a ética na política foi o tema novo do seu discurso nesse dia. E, não se encontrando em Salvaterra de Magos, é perfeitamente legítimo pensar que não terá sido coincidência fazê-lo num dia como aquele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se compreende a questão da ausência de jornalistas do PÚBLICO nesse almoço, levantada pelo PCP como impeditiva de se escrever sobre ele. Seria uma grave limitação à liberdade de imprensa e uma entorse a todo o sistema de comunicação a nível mundial impedir um órgão de comunicação de noticiar factos a que não assistiu. Não haveria aldeia global se assim fosse. Além disso, o PÚBLICO ouviu três pessoas – entre jornalistas e assistência – que transmitiram a imagem de que a equipa dirigente do PCP sentia grande desconforto com o episódio da manhã (...).&lt;br /&gt;Considerando insultuosas várias passagens da carta de António Rodrigues, seria importante que o queixoso não deixasse acusações no ar e especificasse o significado da afirmação de que [o artigo] se trata de ‘uma peça especulativa com contornos e objectivos definidos’.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salientando que o texto em questão, como de resto António Rodrigues reconheceu, é anunciado como “análise”, o provedor considera correcta a interpretação que as duas jornalistas fazem do &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt; do PÚBLICO e legítima a especulação que desenvolvem no seu trabalho, de acordo aliás com a argumentação que agora apresentam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAIXA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rigor científico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Critica Manuel Magalhães Sant'Ana, investigador do Instituto de Biologia Molecular e Celular, do Porto, acerca do artigo “Carne sem dor existencial”, de Ana Gerschenfeld, publicado na coluna “No futuro” do P2 de 4 de Setembro: “A jornalista incorre num erro que considero grave ao afirmar que o filósofo Adam Shriver escreveu na revista &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt;, o que é falso. O referido filósofo escreveu na revista Neuroethics um artigo intitulado ‘&lt;em&gt;Knocking Out Pain in Livestock: Can Technology Succeed Where Morality has Stalled?&lt;/em&gt;’, e é o jornalista de ciência Ewen Callaway quem, na New Scientist, se refere ao texto anterior. Este erro pode revelar duas coisas, qual delas a mais condenável: (1) ou a jornalista leu o artigo da &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt; na diagonal – o suficiente para fazer um texto (...) que não passa de tradução ao estilo &lt;em&gt;copy/paste&lt;/em&gt; – e não percebeu que estava a ler uma cópia e não o original ou (2) a jornalista considera que ler uma crítica a um artigo científico equivale a ler o artigo científico, já que (...) interrogo-me se de facto consultou o artigo original”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esclarece Ana Gerschenfeld: “De facto, a &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt; faz uma citação de Adam Shriver e não do artigo da &lt;em&gt;Neuroethics&lt;/em&gt; (...). Não sei qual o contexto da afirmação de Adam Shriver reproduzida pela &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt;: pode ter sido uma conversa de um jornalista com o filósofo ou uma conferência de imprensa, por exemplo (...). Embora a &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt; não seja uma revista científica de primeira publicação, é absolutamente lícito citá-la neste contexto, pois trata-se de uma revista de grande qualidade e rigor reconhecido. Mas existe de facto uma falha no meu texto: ao escrever ‘afirma na &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt;’ dei a impressão de que Adam Shriver tinha publicado o seu artigo nessa revista. Fi-lo para não escrever o habitual ‘disse à &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt;’, pois, como disse, não conhecia o contexto dessa declaração e não estava certa de que tivesse sido feita à &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt;. Deveria ter utilizado a expressão ‘citado pela &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt;’ e identificado a publicação original – como aliás costumo fazer noutros textos semelhantes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicada em 25 de Outubro de 2009&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOCUMENTAÇÃO COMPLEMENTAR:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reclamação de António Rodrigues, da Gabinete de Imprensa do PCP&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornal PÚBLICO publicou no dia 9 aquilo que designa por "análise radiografada do 'encontro casual' do Chiado» entre Carvalho da Silva e António Costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não querendo abordar outros aspectos de uma peça especulativa com contornos e objectivos definidos, não podemos deixar passar em claro a manipulação que é feita da intervenção do secretário-geral do PCP num almoço-convívio da CDU realizado em Benavente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afirma-se na referida peça que, "coincidência ou não, Jerónimo de Sousa escolheu a ética na política para tema do seu discurso à hora do almoço, pouco depois de se saber do encontro Carvalho/Costa". Ora acontece que a ética política não foi o tema central da intervenção de Jerónimo de Sousa, coisa que nenhum jornalista do PÚBLICO teve a possibilidade de registar, pois não estiveram presentes na referida iniciativa, bem como não há nenhum texto ou peça elaborada pelos diversos jornalistas presentes que faça ou induza a tal leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, face à presença no almoço de uma delegação de militantes e activistas do PCP e da CDU de Salvaterra de Magos, o secretário-geral do PCP fez referência às questões da ética na política mas a propósito de factos passados e conhecidos no relacionamento entre a CDU e a presidente da Câmara de Salvaterra. Aliás, a referida alusão foi de tal modo clara e inequívoca que, no final da iniciativa, os jornalistas presentes (RTP, SIC, TVI, RDP e LUSA, entre outros) questionaram Jerónimo de Sousa exactamente nesse sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, é no mínimo surpreendente que, não tendo estado presente na referida iniciativa, qualquer jornalista se permita analisar e comentar uma intervenção que não ouviu, deturpando o seu conteúdo e o contexto em que foi feita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigimo-nos, por isso, ao Provedor do Leitor para lhe fazer sentir o nosso protesto e a nossa indignação face a esta grosseira e descarada manipulação até porque se trata também de um atropelo ao chamado &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt; do PÚBLICO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;António Rodrigues&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Gabinete de Imprensa do PCP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Explicações das jornalistas Leonete Botelho e Maria Lopes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpreende-nos a carta enviada pelo Gabinete de Imprensa do PCP por inúmeras razões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A peça jornalística em causa refere-se a uma análise, tal como está identificada no topo da página em que foi publicada e no âmbito do que está descrito no &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt; do PÚBLICO: um género jornalístico diferente da notícia, em que a ênfase é colocada na interpretação dos factos – o encontro de Carvalho da Silva com António Costa em que o dirigente da CGTP e militante comunista declarou publicamente o seu apoio ao candidato à Câmara Municipal de Lisboa, quando o PCP tinha o seu próprio candidato à autarquia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objectivo da análise jornalística é procurar explicar o significado de factos noticiados, fornecendo aos leitores elementos de &lt;em&gt;background&lt;/em&gt; e opiniões de fontes que ajudem a compreender o contexto dos acontecimentos. Neste caso, foram feitas citações do próprio Carvalho da Silva sobre o assunto e outras anteriores, feitas num momento em que o sindicalista divergiu, na acção, do partido do qual é militante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram ainda ouvidas pessoas que conhecem por dentro o pensamento e acção do PCP, antigos militantes e antigos sindicalistas que pediram para não serem identificados, assim como foram citados os estatutos do PCP na parte que se refere aos deveres dos militantes, que se referem à ética exigida pelo partido aos seus membros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Os factos ocorrem em plena campanha eleitoral para as autárquicas, a meio da manhã, e nesse mesmo dia à hora do almoço o secretário-geral do PCP participou num almoço em Benavente onde discorreu sobre a ética na política, referindo-se especificamente ao caso da Câmara de Salvaterra de Magos, que já nas anteriores autárquicas tinha sido conquistada pelo Bloco de Esquerda com uma candidata que já fora presidente da mesma autarquia pelo PCP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que estes factos ocorrem em Benavente, e não em Salvaterra de Magos. Acresce que, logo nesse dia, ao contrário do que fazia nos outros dias da campanha para as autárquicas, Jerónimo de Sousa recusou-se a fazer comentários aos jornalistas ao final da manhã, antes de entrar para o referido almoço. A sua primeira intervenção política após ter conhecimento do encontro Carvalho da Silva e António Costa é esse discurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante as campanhas eleitorais, a regra do discurso dos protagonistas políticos é haver uma estrutura-tipo que estes vão repetindo em todos os comícios e intervenções, na qual introduzem temas de actualidade ou adaptações consoante o local onde se encontram. Jerónimo de Sousa não é excepção. Os seus discursos nas duas campanhas eleitorais tiveram todos como base idêntica os problemas do mundo laboral e a crítica às políticas "de direita" levadas a cabo pelo PS. O facto de abordar uma questão diferente permite dizer que a ética na política foi o tema novo do seu discurso nesse dia. E, não se encontrando em Salvaterra de Magos, é perfeitamente legítimo pensar que não terá sido coincidência fazê-lo num dia como aquele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Não se compreende a questão da ausência de jornalistas do PÚBLICO nesse almoço, levantada pelo PCP como impeditiva de se escrever sobre ele. Seria uma grave limitação à liberdade de imprensa e uma entorse a todo o sistema de comunicação a nível mundial impedir um órgão de comunicação de noticiar factos a que não assistiu. Não haveria aldeia global se assim fosse. Além disso, o PÚBLICO ouviu três pessoas – entre jornalistas e assistência – que transmitiram a imagem de que a equipa dirigente do PCP sentia um grande desconforto com o episódio da manhã - o “encontro casual” em que Carvalho da Silva manifestara a António Costa o seu apoio eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Acresce que o subscritor da carta já falara com a jornalista Maria Lopes sobre o assunto precisamente nos mesmos moldes em que agora descreve o caso na missiva. O assessor de imprensa do PCP contou mesmo que já “questionara os outros jornalistas sobre o assunto e nenhum fez a interpretação” que Maria Lopes tinha feito. Maria Lopes respondeu-lhe que falara com três pessoas que tinham estado em Benavente, incluindo dois jornalistas – que obviamente não identificou -, e que ouvira peças de rádio sobre o assunto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Considerando insultuosas várias passagens da carta de António Rodrigues, seria importante que o queixoso não deixasse acusações no ar e especificasse o significado da afirmação de que esta se trata de “uma peça especulativa com contornos e objectivos definidos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Maria Lopes e Leonete Botelho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reclamação do leitor Manuel Magalhães Sant'Ana&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Venho por este fazer uma crítica a um pequeno artigo da autoria da jornalista Ana Gerschenfeld publicado no P2 de dia 4 de Setembro de 2009 (pág. 3). Antes de mais, começo por lamentar, como vosso leitor, a fraca atenção que o PÚBLICO dá à secção de Ciência. Os textos sobre ciência são muitas vezes leituras simplistas (e por vezes erróneas) de artigos científicos e que pouco acrescentam para a sua compreensão. Na rubrica a que me refiro, por exemplo, a jornalista incorre num erro que considero grave ao afirmar que o filósofo Adam Shriver escreveu na revista &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt;, o que é falso. O referido filósofo escreveu na revista &lt;em&gt;Neuroethics&lt;/em&gt; um artigo intitulado "&lt;a href="http://www.springerlink.com/content/vrv4m6288w702123/fulltext.pdf"&gt;&lt;em&gt;Knocking Out Pain in Livestock: Can Technology Succeed Where Morality has Stalled?&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;", e é o jornalista de ciência Ewen Callaway quem, na &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt;, se refere ao texto anterior. Este erro pode revelar duas coisas, qual delas a mais condenável: (1) ou a jornalista leu o artigo da &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt; na diagonal - o suficiente para fazer um texto de menos de 200 palavras que não passa de uma tradução ao estilo &lt;em&gt;copy/paste&lt;/em&gt; - e não percebeu que estava a ler uma cópia e não o original ou (2) a jornalista considera que ler uma crítica a um artigo científico equivale a ler o artigo científico, já que, pelo que é dado a ler, interrogo-me se a jornalista de facto consultou o artigo original.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Manuel Magalhães Sant'Ana&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Laboratory Animal Science&lt;br /&gt;Instituto de Biologia Molecular e Celular - IBMC&lt;br /&gt;Porto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Explicações da jornalista Ana Gerschenfeld&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única publicação que refiro no meu texto é a revista britânica &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt;, porque foi daí que retirei a citação que faço e não do artigo da &lt;em&gt;Neuroethics&lt;/em&gt;, como pressupõe o leitor - neste artigo não existe tal frase. De facto, a &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt; faz uma citação de Adam Shriver e não do artigo da &lt;em&gt;Neuroethics&lt;/em&gt; - ainda que este seja, naturalmente, o tema e a razão da citação. Não sei qual o contexto da afirmação de Shriver reproduzida pela &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt;: pode ter sido uma conversa de um jornalista com o filósofo ou uma conferência de imprensa, por exemplo, ainda que isso não seja referido. Embora a &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt; não seja uma revista científica de primeira publicação, penso que é absolutamente lícito citá-la neste contexto, pois trata-se de uma revista de grande qualidade e rigor reconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas existe de facto uma falha no meu texto: ao escrever "afirma na &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt;" dei a impressão de que Shriver tinha publicado o seu artigo nessa revista. Fi-lo para não escrever o habitual "disse à &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt;" pois, como disse, não conhecia o contexto dessa declaração e não estava certa de que tivesse sido feita à &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt;. Deveria ter utilizado a expressão “citado pela &lt;em&gt;New Scientist&lt;/em&gt;” e ter identificado a revista da publicação original - como aliás costumo fazer noutros textos semelhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ana Gerschenfeld&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-2816319414841589803?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/2816319414841589803/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=2816319414841589803' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/2816319414841589803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/2816319414841589803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/10/rescaldo-eleitoral.html' title='Rescaldo eleitoral'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SuSM_32vwVI/AAAAAAAAALA/d1M9WxKqOFc/s72-c/carvalho-silva-antonio-costa1383ed92_400x225.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-293247489374059225</id><published>2009-10-18T07:29:00.000-07:00</published><updated>2009-10-23T04:25:27.827-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas'/><title type='text'>Prós e contras de duas notícias</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Só deve prevalecer um critério para a publicação da notícia: o interesse que tem para o público do respectivo órgão de informação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/StsnehlLSqI/AAAAAAAAAK4/KdpnkH1gQa0/s1600-h/cavaco_silva.29SET.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 211px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/StsnehlLSqI/AAAAAAAAAK4/KdpnkH1gQa0/s320/cavaco_silva.29SET.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393948384070159010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A notícia culminou com o autêntico haraquiri político em directo que foi a comunicação do Presidente&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor recebeu um convite no passado dia 9, uma sexta-feira, para participar no programa Prós e Contras, da RTP1, segunda-feira seguinte. A emissão – foi-lhe explicado – destinava-se a discutir as relações do jornalismo com a sociedade, a política e o desenvolvimento. Habituado a intervir sobre questões no âmbito da comunicação, o provedor aceitou, mas no dia do programa soube que a intenção (não declarada no convite) era debater a produção das notícias sobre as suspeitas da Presidência da República de que estaria sob vigilância por parte do Governo, as quais alvoroçaram a política nacional nos últimos dois meses. As notícias tiveram origem no PÚBLICO e mereceram uma análise crítica do provedor. Essa crítica motivou uma troca de correspondência interna de que houve fuga para o exterior, com a consequente publicação pelo &lt;em&gt;Diário de Notícias&lt;/em&gt; de um email enviado por um para outro jornalista do PÚBLICO onde entre outras coisas se revelava o nome de um membro da Casa Civil de Belém como suposta foste de informação das notícias em causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiel ao princípio de apenas abordar os casos do PÚBLICO nesta página e no seu blogue, o provedor comunicou previamente à apresentadora do programa, Fátima Campos Ferreira, que não poderia pronunciar-se sobre a atitude do jornal no caso, mas apenas sobre questões genéricas do jornalismo, como aliás lhe fora solicitado. Claro que as televisões – e o serviço público não é excepção – ambicionam sangue, e, após uma primeira parte para disfarçar (que terá sido uma maçada para os telespectadores), entrou-se no que de facto interessava aos promotores do programa: uma luta de galos entre os directores do PÚBLICO, José Manuel Fernandes, e do &lt;em&gt;DN&lt;/em&gt;, João Marcelino, acicatada por directores de outros órgãos de informação. Ao longo desta segunda parte – de onde, na opinião do provedor, não saiu dignificado o jornalismo português –, Fátima Campos Ferreira. anunciou que o provedor não queria pronunciar-se sobre o assunto, pelo que não lhe concedeu a palavra. Se o tivesse feito, haveria algumas considerações que o provedor, sem prejuízo do seu compromisso para com os leitores do PÚBLICO, gostaria de enunciar, aproveitando para o fazer agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No essencial discutia-se se eram dignas de publicação tanto a notícia do PÚBLICO sobre as suspeitas de Belém como a do&lt;em&gt; DN&lt;/em&gt; dando a conhecer a mensagem trocada entre os dois jornalistas da concorrência. Claro que notícia é todo o facto novo, relevante ou não, que alguém decida difundir para um grupo de pessoas, mas a questão que se colocava era se aquelas notícias em particular se enquadravam do estatuto editorial dos respectivos jornais e se haviam obedecido às regras e deontologia jornalísticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor não vai reiterar a argumentação já expendida acerca do que considera os erros grosseiros cometidos pelo PÚBLICO no processo. Mas entende ter total justificação a manchete inicial, “Presidência suspeita estar a ser vigiada pelo Governo”, de 18 de Agosto. A notícia estava devidamente fundamentada numa fonte fidedigna da Casa Civil da Presidência da República, identificada no texto como tal, e não era sobre a existência da vigilância governamental (que nunca se comprovou) mas sobre a suspeita nesse sentido formulada por Belém. Perguntava-se no Prós e Contras: essa mera convicção de alguém na Presidência da República, mesmo sendo fonte qualificada (como no caso), era noticiável? Sem dúvida: não se tratava das suspeitas de cidadãos privados mas sim de um estado de espírito indiciador do nível de degradação das relações entre dois órgãos de soberania cuja missão seria cooperar e não alimentar guerrilhas institucionais – e portanto uma informação de inegável interesse nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta aliás avaliar as consequências que a notícia (jamais desmentida por Belém) desencadeou, culminando com o autêntico haraquiri político em directo que foi a comunicação autojustificativa do presidente Cavaco Silva (C.S.) em 29 de Setembro, inteiramente dedicada ao tema, para a caucionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à revelação pelo&lt;em&gt; DN&lt;/em&gt;, em 18 de Setembro, do email dos jornalistas do PÚBLICO, perguntava-se também na emissão televisiva se era legítima (dado violar correspondência privada), se não deveria ser acompanhada da revelação de como o email chegou ao jornal e se não haveria grave falta deontológica por se identificar a fonte confidencial de um jornalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, segundo o entendimento do provedor, o critério básico que deve prevalecer – atendendo aos princípios editoriais do&lt;em&gt; DN&lt;/em&gt;, não muito distintos dos do PÚBLICO – é o do interesse público da notícia. E haveremos de convir que a manchete do&lt;em&gt; DN&lt;/em&gt; – alvo de tentativas iniciais de desmentido, mas com uma incoerência que só serviria de comprovativo à sua autenticidade – causou considerável abalo no mundo político, então em plena campanha eleitoral para as legislativas, com reacções de todos os sectores, ajustamentos da agenda e do discurso políticos, eventuais efeitos no resultado das eleições e até a necessidade sentida pelo Presidente de vir a público explicar-se. Como é que não havia ali matéria de notícia? Havia – e muita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jornalistas, em regra produtores de notícias, não podem eximir-se à circunstância de serem também objecto de notícia – foi o caso. Habituados a justificar com a prevalência do interesse público a violação, muitas vezes por eles praticada, da correspondência privada de outros cidadãos, não deveriam queixar-se quando, em nome desse mesmo princípio, são alvo de idêntica devassa. É a vida.&lt;br /&gt;Por certo, a forma como o email foi parar ao&lt;em&gt; DN&lt;/em&gt; seria uma história interessante, mas não faria sentido o jornal fazer depender da sua publicação a notícia acerca do conteúdo desse email, pois estaria a sonegar uma história muito mais interessante do ponto de vista do seu relevo público. Se a fonte exigiu o sigilo, o&lt;em&gt; DN&lt;/em&gt; limitou-se a cumprir a sua obrigação, pois essa seria a condição sine qua non para que pudesse trazer ao conhecimento dos leitores uma informação de interesse nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, tal como no caso do PÚBLICO, também a notícia do&lt;em&gt; DN&lt;/em&gt; foi afectada por vários erros. O provedor já esclareceu aqui que exerce funções no PÚBLICO, não no&lt;em&gt; DN&lt;/em&gt;, mas dirá o que diria na RTP intervindo no âmbito exterior a essas funções. Entre esses erros figura a forma acintosa e inexacta dada à manchete: “Assessor do Presidente encomendou caso das escutas”. Parte considerável das notícias que todos os dias o público recebe devem-se à iniciativa de fontes de informação junto dos media, mas isso não significa que essas notícias sejam “encomendas”, já que passam pela prévia mediação dos jornalistas, que avaliam o seu interesse. Assim sucedeu com a notícia original do PÚBLICO. Considerá-la encomendada por Belém é o mesmo que dizer que muitas das notícias publicadas pelo&lt;em&gt; DN&lt;/em&gt; não passam de encomendas dos seus informadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro problema consistiu na denúncia da fonte do PÚBLICO. Os jornalistas do&lt;em&gt; DN&lt;/em&gt; fizeram-no com plena consciência da ilegitimidade, dado saberem (como atrás vimos) que o sigilo profissional enforma a sua actividade, tal como sucede com os médicos, os advogados ou os padres. Poder-se-á argumentar que a preservação do sigilo competiria ao próprio jornalista que contactou a fonte, o qual, quando escreveu o seu nome no email, já estaria a violar a confidencialidade. Mas, por imperativo ético, deveria haver um mínimo de decência profissional de outros jornalistas para manter essa salvaguarda: não vemos médicos a revelarem a ficha clínica de pacientes de outros médicos, advogados a denunciarem segredos dos constituintes de outros advogados ou padres a divulgarem as confissões recolhidas por outros padres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se a nova doutrina produzida no centenário matutino advoga o contrário, será que também se aplica a quem trabalha na mesma redacção ou no mesmo grupo empresarial? Poderão, por exemplo, os jornalistas da TSF denunciar as fontes dos do&lt;em&gt; DN&lt;/em&gt; e vice-versa? Onde está a fronteira? Parece que se instala antes a lei da selva no jornalismo, que acabará por sair prejudicado, pois as fontes confidenciais perderão a confiança nos jornalistas e deixarão de lhes transmitir informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disto altera porém o essencial: as duas notícias tiveram mais prós do que contras – e marcaram o jornalismo português por muitos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAIXA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O umbigo dos arquitectos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Secção Norte da Ordem dos Arquitectos, através da presidente, Teresa Novais, e do vice-presidente, Luís Tavares Pereira, do seu Conselho Directivo Regional, expressou ao provedor “surpresa e indignação” pela forma que a Edição Norte do PÚBLICO de 26 de Setembro, na secção Local, deu à notícia “Arquitecto preso por deixar assaltante cego e em coma”, a qual “coloca despropositadamente o ênfase da mensagem na profissão do autor da agressão, denegrindo o bom nome da profissão arquitecto”. Sustenta a reclamação: “Um crime de agressão e abandono de vítima pelo agressor é noticiado com a identificação em cabeçalho do agressor em função da sua profissão de arquitecto e repetindo-o continuadamente em cada um dos três parágrafos que compõem a notícia. A relevância para a notícia da profissão de arquitecto, não estando este no exercício da profissão, parece-nos um aproveitamento desproporcionado da associação entre uma profissão de prestígio cívico e um acto ignóbil (...), que, ao ser enfatizada desta maneira, constitui um atentado ao bom nome da profissão de arquitecto, atingindo toda a classe desnecessariamente. (...) Está em causa (...) a gratuitidade e prejuízo com que a excessiva ênfase na profissão estende uma fina manta de negatividade sobre toda a classe”. Solicita-se por isso ao PÚBLICO, “em nome de todos os arquitectos, um pedido de desculpas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor julga injustificada esta reacção corporativa. O facto de no centro dos acontecimentos se encontrar, de forma um tanto ou quanto inesperada, um arquitecto pode dar interesse acrescido à notícia. E os leitores do PÚBLICO não são tão estúpidos a ponto de pensarem, a partir daqui, que todos os arquitectos são violentos e agridem, com razão ou sem ela, quem se atravesse à sua frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicada em 18 de Outubro de 2009&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOCUMENTAÇÃO COMPLEMENTAR:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carta do Conselho Directivo Regional Norte da Ordem dos Arquitectos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Norte (OASRN) vem por este meio manifestar a sua surpresa e indignação pela forma dada à notícia da agressão e abandono da vítima na edição Local Porto de 26 de Setembro 2009 do PÚBLICO, com o título “Arquitecto preso por deixar assaltante cego e em coma”, que coloca despropositadamente o ênfase da mensagem na profissão do autor da agressão, denegrindo o bom nome da profissão arquitecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Na notícia em epígrafe, um crime de agressão e abandono de vítima pelo agressor é noticiado com a identificação em cabeçalho do agressor em função da sua profissão de arquitecto e repetindo-o continuadamente em cada um dos três parágrafos que compõem a notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A relevância para a notícia da profissão de arquitecto, não estando este no exercício da sua profissão, parece-nos um aproveitamento desproporcionado da associação entre uma profissão de prestígio cívico e um acto ignóbil de agressão e abandono de vítima, que, ao ser enfatizada desta maneira, constitui um atentado ao bom nome da profissão de arquitecto, atingido toda a classe desnecessariamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. O que está em causa não é, evidentemente, a informação da sua profissão, associada a um processo de reconhecimento do género, idade, residência ou profissão, mas a gratuitidade e prejuízo com que a excessiva ênfase na profissão estende uma fina manta de negatividade sobre toda a classe profissional dos arquitectos, sem qualquer justificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Por essa razão, a OASRN, em nome de todos os arquitectos, solicita ao PÚBLICO um pedido de desculpas e solicita a publicação desta nota para esclarecimento público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Aproveitamos esta oportunidade para, relativamente a notícias efectivamente referentes à construção ou inauguração de novos edifícios, a referência aos devidos autores subscritores das obras mencionadas seja incluída no texto, em que, para o bem e para o mal, a identificação do arquitecto ou ateliê constitui um facto de relevância e responsabilização dos arquitectos perante a opinião pública.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teresa Novais&lt;/strong&gt;, Presidente&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luís Tavares Pereira&lt;/strong&gt;, Vice-presidente&lt;br /&gt;Conselho Directivo Regional Norte da Ordem dos Arquitectos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-293247489374059225?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/293247489374059225/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=293247489374059225' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/293247489374059225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/293247489374059225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/10/pros-e-contras-de-duas-noticias.html' title='Prós e contras de duas notícias'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/StsnehlLSqI/AAAAAAAAAK4/KdpnkH1gQa0/s72-c/cavaco_silva.29SET.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-4844152325212159675</id><published>2009-10-15T05:39:00.000-07:00</published><updated>2009-10-15T10:21:10.039-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homepage'/><title type='text'>O mestre e a prima</title><content type='html'>A “praga preposicional” há muito que me incomoda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não concordo que essas calinadas se devam ao “&lt;a href="http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/10/em-defesa-da-patria.html"&gt;uso de preposições, como se não houvesse o cuidado de recorrer à mais adequada, mas sim à que melhor soa aos ouvidos do redactor&lt;/a&gt;”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me mais um efeito, diria eu, de “contaminação”, uma perversão do princípio da analogia: o escriba toma uma palavra por um sinónimo (ou um quase-sinónimo) mais comum mas menos “erudito” e pespega-lhe com a preposição que devia acompanhar a primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns exemplos pescados em jornais, TV e rádio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A palavra "chorar" contamina o menos plebeu "carpir"; e vá de escrever, muito literária e pretenciosamente, “não sei por quem carpia tão dilaceradamente Dona Pomba” (asneira debitada por Catalina Pestana no &lt;em&gt;Sol&lt;/em&gt;);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- na página de Economia do PÚBLICO, escreve um douto profissional “discordo completamente com o que disse Axel Weber” (seja quem for o Axel Weber de quem o plumitivo, envenenado pelo antónimo "concordar", discorda);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- no &lt;em&gt;Diário de Notícias&lt;/em&gt;, a propósito de “o alfaiate português do Príncipe Carlos” – os assuntos que eles vão desencantar… -, comete o jornalista: “A acreditar pela encomenda (…)”. A asneira é, evidentemente, a confusão com a frase “a julgar por”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;DN&lt;/em&gt;, PÚBLICO, televisões a granel e &lt;em&gt;tutti quanti&lt;/em&gt;: "aguardar  por", “contaminado” por "esperar por".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podia continuar &lt;em&gt;ad nauseam&lt;/em&gt; nas preposições, mas prefiro acabar com outras pérolas, como “linhas de crédito específicas à habitação” e uma que é pandémica na chamada comunicação social, o arrepiante e erradíssimo se em “alastrar-se”, vítima da falsa semelhança com “espalhar-se” ou a impagável Manuela Moura Guedes no saudoso &lt;em&gt;Jornal Nacional&lt;/em&gt; da TVI a esganiçar-se aos gritos: “O bastonário aponta que há advogados (…)".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é; é confundir a obra-prima do Mestre com a prima do mestre-de-obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;António Dias&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTA DO PROVEDOR: Os dicionários já admitem "alastrar-se" como canónico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-4844152325212159675?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/4844152325212159675/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=4844152325212159675' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/4844152325212159675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/4844152325212159675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/10/o-mestre-e-prima.html' title='O mestre e a prima'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-522460001583033432</id><published>2009-10-12T01:54:00.001-07:00</published><updated>2009-10-12T02:02:29.003-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homepage'/><title type='text'>Certo ou errado?</title><content type='html'>Será que é o próprio provedor do leitor que escreve (&lt;a href="http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/10/ei-anda-alguem-ler-isto.html"&gt;11 de Outubro, na pág. 35&lt;/a&gt;) "E depois há coisas que se lê neste jornal e não se acredita"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se acredita mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mercedes Olazabal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTA DO PROVEDOR: O provedor, antes de escrever, reflectiu muito sobre essa frase (que já não é a primeira vez que usa) e acredita que é admissível. Está porém aberto a interpretações contrárias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-522460001583033432?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/522460001583033432/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=522460001583033432' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/522460001583033432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/522460001583033432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/10/certo-ou-errado.html' title='Certo ou errado?'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-5084390491287911472</id><published>2009-10-12T01:39:00.000-07:00</published><updated>2009-10-12T01:48:18.448-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas'/><title type='text'>Ei, anda alguém a ler isto?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A linguagem jornalística está dominada por uma série de vícios que nada nem ninguém consegue já eliminar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/StLtBjWaJDI/AAAAAAAAAKw/ZqneAVlIccI/s1600-h/JorgePacheco.png"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 180px; height: 120px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/StLtBjWaJDI/AAAAAAAAAKw/ZqneAVlIccI/s320/JorgePacheco.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391632314840785970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Estará o investigador Jorge Pacheco apostado em ajudar o cancro a derrotar a espécie humana?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais frustrante da actividade do provedor é perceber que as suas chamadas de atenção caem em saco roto. Não tanto no que respeita a recomendações sobre a prática jornalística, pois a redacção do PÚBLICO é livre de discordar do que aqui se diz, mas sim quanto ao respeito pela língua portuguesa e à salvaguarda dos seus normativos – o que devia passar por consensual e universalmente aceite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crónica anterior (“Em defesa da pátria”) foi já dedicada a questões linguísticas, entre elas o frequente problema da errada tradução literal de termos ingleses. Pois logo nesta semana dois leitores alertavam o provedor para uma calinada do género. Numa notícia sobre as exigências de última hora do presidente checo, Vaclav Klaus, para assinar o Tratado de Lisboa, saída no PÚBLICO.PT na quinta-feira e repetida anteontem na pág. 18 da edição em papel, dizia-se que o primeiro-ministro sueco, Frederik Reinfeldt, na qualidade de presidente em exercício da União Europeia, teria declarado: “Pelo que percebi, ele pediu [que fossem incluídas] numa nota de rodapé duas sentenças relacionadas com a carta dos direitos fundamentais”. Comentou Rui Miguel Neiva: “A não ser que o presidente checo esteja a pensar condenar alguém, suponho que o que ele quer incluir são duas frases (‘&lt;em&gt;sentences&lt;/em&gt;’ em inglês) e não duas sentenças. Sinceramente já começam a cansar estes erros tão básicos. Quando estamos a falar de palavras mais desconhecidas ainda se pode compreender a transliteração do inglês, agora nestes casos penso que é de uma falta de profissionalismo inimaginável”. E acrescentou Nuno Curado: “Tendo em conta que o primeiro-ministro sueco se estava a referir a duas frases e não a duas sentenças judiciais, acho que se trata de um erro muito grave. Mesmo tendo em conta a contenção de custos que o PÚBLICO tem tido, há um mínimo aceitável nas revisões que se fazem num jornal de suposta referência”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na crónica anterior também se criticava uma liberalidade jornalística cada vez maior quanto ao uso de preposições, como se não houvesse o cuidado de recorrer à mais adequada, mas sim à que melhor soa aos ouvidos do redactor. O leitor Rodrigo Valle Teixeira criticou o título da pág. 5 de 5 de Setembro "Cientistas portugueses usam teoria dos jogos para redefinir o combate do cancro", sublinhando que “a batalha não é do cancro, é contra o cancro”. E não se tratou de mera distracção, já que o mesmo erro apareceu no texto (“A equipa descobriu que o sucesso do combate deste cancro...”) e na legenda da foto (“O estudo de Jorge Pacheco dá novas pistas para o combate do cancro”). Ou então teremos um bizarro grupo de cientistas apostados em ajudar o cancro a derrotar a espécie humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensação – um pouco impotente – que se tem é que a linguagem jornalística está dominada por uma série de vícios que nada nem ninguém consegue já eliminar. Um dos mais frequentes, e contra o qual o provedor desde cedo declarou guerra, é aquele que nesta coluna foi baptizado como “praga de Catual”: a passagem por artes mágicas da partícula “que” a sujeito singular quando faz as vezes de plural, o que obrigaria o predicado (verbo) correspondente a respeitar o plural. É o caso apontado por Francisco Luís: “Ouso perguntar se está correcta a frase que leio no editorial do esclarecidíssimo director [José Manuel Fernandes] do jornal (18 de Agosto, penúltimo parágrafo): ‘A Califórnia é um dos estados que está a mudar a sua legislação’. Porque está em moda esta – julgo! – errada forma gramatical, gostaria de saber se o correcto não seria, ou será: ‘A Califórnia é um dos estados que estão a mudar a sua legislação’.” Seria, com efeito. E não é que horas depois escrevia de novo o mesmo leitor? “Nem de propósito!”, comentava. “Leio o PÚBLICO e deparo na pág. 6 [de 20 de Agosto] com ‘um dos raros socialistas que esteve ao lado de Cavaco na polémica do Estatuto dos Açores’. Esteve ou estiveram?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A praga alastrou de facto, e é cada cavadela sua minhoca. Eis exemplos colhidos pelo provedor da mais recente leitura do jornal: “uma das muitas caras que em frente à Casa Branca comentava a atribuição do Nobel da Paz” (ontem, pág. 6); “Severiano Teixeira é um dos ministros que tutela as contrapartidas” (legenda de foto, 3 de Outubro, pág. 3); “Sócrates é dos que mais tem feito pela pobreza” (provavelmente, tal como quanto ao cancro, será “contra a pobreza” – 26 Set., pág. 17); “um dos países que já asseguraram que sustentará esta ambição portuguesa” (o primeiro verbo ainda manteve a correcção, mas o segundo falhou-a – 22 Set., pág. 8); “era um dos poucos cubanos ainda vivos que ostentava o título de ‘comandante da revolução’” (13 Set., pág. 16); “um dos artistas que passa de um lado para o outro com um trabalho completamente ímpar” (6 Set., pág. 7); “um dos poucos políticos que se preocupava com os seus eleitores” (28 Ago., pág. 13); “um dos primeiros políticos de âmbito e gabarito internacional que, logo a seguir ao 25 de Abril, fez questão de vir a Lisboa e ver com os seus próprios olhos o que se estava a passar” (27 Ago., pág. 6); “um dos banhistas que saiu da água” (23 Ago., pág. 7); “uma das romarias que aposta forte na música” (16 Ago., pág. 5); “um dos portugueses que já faz do póquer profissão” (legenda, Pública, 9 Ago., pág. 19); “Salário mínimo português foi dos que mais cresceu na zona euro durante a crise” (título a toda largura da pág. 15, 5 Ago.); “um dos que mais sobe na zona euro” (5 Ago., pág. 15); “A memória das nossas pretensões anteriores é das que mais magoa” (29 Jul., pág. 31); “Uma das possibilidades que ontem era avançada” (27 Jun., pág. 14); “nem sequer era um tópico da actualidade mas antes um daqueles que é reciclado regularmente” (P2, 24 Jun., pág. 10); “Uma das situações que mais me tem intrigado” (P2, 20 Jun., pág. 18); “um dos homens que agora tentou fugir de Caxias” (18 Jun., pág. 37); “Um dos juízes de Braga que condenou o ucraniano” (12 Jun., pág. 11); “Uma das páginas do PÚBLICO que fez a comunidade gay delirar” (legenda, Inimigo Público, 11 Jun., pág. 3); “um dos nomes do contingente nórdico de autores de ‘policiais’ que está a ser descoberto” (Ípsilon, 5 Jun., pág. 43); “é um dos dispositivos que poderá mudar os dados” (3 Jun., pág. 16); “uma das autoras que contribuiu com artigos sobre o caso” (P2, 3 Jun., pág. 5): “é um dos magistrados ligados ao Freeport que terá manifestado suspeitas” (14 Fev., pág. 9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será fútil esta reiterada colheita do provedor? A expectativa era que, com a denúncia repetida do erro, os jornalistas se corrigissem, mas na verdade não há melhoras, e a praga campeia por aí. O provedor duvida até que os membros da equipa do PÚBLICO leiam esta página, já para não falar em reflectirem sobre o que nela se diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situação idêntica surge com a aqui já designada “síndrome da bica”, como se o jornalista deixasse uma frase a meio para ir tomar um café e a terminasse no regresso sem ligar ao que antes escrevera. Resultado: discordância entre sujeito e predicado, no género ou na quantidade. Deve dizer-se que estas ocorrências fazem a delícia de alguns leitores, como A.F. Neiva Correia: “Li no PÚBLICO de 4 de Março o artigo que fazia manchete [‘Deficiente perde benefícios fiscais por falsa dívida de 1,97 euros’] e fiquei elucidado sobre o nível, ou a falta dele, dos que escrevem nesse jornal. Vamos aos factos: ‘Todo esta situação foi confirmado ao PÚBLICO por fonte oficial’. Desculpe? ‘Todo a situação confirmado’? Mas há mais: ‘dois despachos da DGCI determinam que fossem anuladas os  benefícios fiscais’. ‘Anuladas os benefícios’? Em que planeta vive este jornalista? Ainda na mesma edição, pág. 31: ‘a fiabilidade global das demonstrações financeiras (...) poderão ser questionadas’. A ‘fiabilidade poderão’?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Últimas ocorrências (entre certamente muitas outras, já que a leitura que o provedor faz do jornal está longe de ser exaustiva): “A nossa incapacidade de debatermos o regicídio, a noite sangrenta ou, no pós 25 de Abril de 1974, a descolonização resultam em grande parte dessa atávica associação” (8 Out., pág. 37); “O secretário-geral do PS, assim como outros dirigentes do partido, já disseram quarta-feira que consideravam o caso encerrado” (3 Out., pág. 7); “Tentámos contactar Manuela Moura Guedes, mas não obteve resposta até ao fecho desta edição” (idem, ibidem); “os mal-entendidos entre a essência do projecto europeu e os seus destinatários não parou de crescer” (entrada de artigo, P2, 1 Out., pág. 5); “Louçã manteve o mesmo tom acusador e inquiridor que o caracterizam nestes debates” (9 Set., pág. 9); “o fim dos benefícios fiscais fazem parte de um modelo diferente de organização económico-social” (idem, ibidem); "O regresso das acções terroristas da ETA trouxeram ontem à rua" (21 Jun., pág. 40); “Os refrescos e as sanduíches são exclusivos e deliciosos, mas, crucialmente, também são baratas” (29 Abr., pág. 35); “Se a viabilização deste projecto parece ser certo” (16 Abr., pág. 4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois há coisas que se lê neste jornal e não se acredita: “o caso social mais urgente da persecução de obras públicas” (trata-se não de perseguir as obras públicas mas da sua prossecução – entrada de artigo, 3 Set., pág. 4); “levou a que um fogo provocado por uma avaria eléctrica se espalha-se por todo o aparelho” (P2, 2 Set., pág. 2); “A mãe, bailarina, prevera nos astros” (P2, 2 Set., pág. 4); “as comemorações do centenário da República, que serão comemorados no próximo ano” (11 Ago., pág. 6); “Há 1h00 da manhã de ontem” (20 Jul., pág. 8); “Embora o avô de Lobo Antunes lê-se pouco” (P2 6 Jul., pág. 4); “duvido que LFV aceita-se um debate” (P2, 20 Jun., pág. 2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, o desabafo enviado ao provedor há uma semana pelo leitor José A. Ribeiro da Cunha: “No dia em que escreve ‘em defesa da pátria’, encontro esta pérola na pág. 4 do PÚBLICO: «’Obrigada Irlanda’, afirmou Durão Barroso».”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicada em 11 de Outubro de 2009&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-5084390491287911472?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/5084390491287911472/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=5084390491287911472' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/5084390491287911472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/5084390491287911472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/10/ei-anda-alguem-ler-isto.html' title='Ei, anda alguém a ler isto?'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/StLtBjWaJDI/AAAAAAAAAKw/ZqneAVlIccI/s72-c/JorgePacheco.png' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-464452935092566789</id><published>2009-10-09T18:17:00.000-07:00</published><updated>2009-10-09T18:23:22.534-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homepage'/><title type='text'>A "toupeira"</title><content type='html'>Depois de ter visto um porco a andar de bicicleta, só mesmo um &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt; com pernas me espantaria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que um &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt;, uma, duas ou três páginas A4, se desloca do arquivo do PÚBLICO para a redacção de dois ou três órgãos de informação concorrentes? Como? Só mesmo se as ditas páginas tiverem pernas, presumo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de 30 anos depois de Abril, custa-me aceitar que ainda andem por aí uns quantos coitados, que antes designávamos de &lt;em&gt;bufos&lt;/em&gt; do Regime. Tendo em conta os elementos conhecidos, estou em crer que andamos todos enganados, pois não existe outro nome para classificar alguém que subtrai correspondência da sua empresa em beneficio de outra, seja qual for o teor da mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de saber se o PÚBLICO vai deixar cair este detalhe de carácter &lt;em&gt;pidesco&lt;/em&gt;, parte essencial de toda uma história à volta de um &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt;, pois, que se saiba, nunca os &lt;em&gt;bufos&lt;/em&gt; fizeram nada sem disso terem tirado benefícios pessoais, e nesse caso teremos de admitir que alguém encomendou esta história!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranho não deixa de ser o facto de muitos dos meus correligionários de esquerda não terem sequer valorizado esta parte da história. Será que por si só a conquista do poder justifica tudo e mais alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, se sobre o teor do referido &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt; já muito foi dito, e muito se pretende ainda dizer, pois enquanto andarem a lamber esta e outras histórias ninguém se lembrará de falar do presente e do futuro do país, das coisas que realmente interessam e que podem contribuir para ultrapassar as desigualdades sociais existentes e com tendência para se agravarem…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente espero que o PÚBLICO se livre desta toupeira e doutras se as houver, pois elas debilitam as raízes duma informação idónea. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Francisco José Pinheiro Gonçalves&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-464452935092566789?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/464452935092566789/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=464452935092566789' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/464452935092566789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/464452935092566789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/10/toupeira.html' title='A &quot;toupeira&quot;'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-8669867750867885033</id><published>2009-10-09T18:01:00.000-07:00</published><updated>2009-10-09T18:05:34.356-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homepage'/><title type='text'>A "trapalhada"</title><content type='html'>Como sabe, achei que o tema das “escutas ao PR” era colateral, mas tomou as dimenões excessivas - isso já todos entendemos, mas não percebemos onde começou, para que começou, qual o motivo de o PÚBLICO se ter envolvido em toda esta trapalhada! Muitos saíram menos bem, na forma, mesmo que não no conteúdo, até o Presidente da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também teve repercussões no próprio PÚBLICO, se bem que se José Manuel Fernandes já estava a querer sair em Julho talvez (talvez, penso) até nem devesse dar cobertura a que toda esta trapalhada tivesse inicio em meados de Agosto passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, já em Outubro, passadas as eleições legislativas, fiquei por entender para que serviu tudo isto, e tenho pena, unicamente no aspecto de que percebi que o PÚBLICO também “entra” por áreas que nunca deveriam ser as suas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria que quisesse, como Provedor, tentar explicar-nos mais detalhes de tudo, o final de tudo, e qual será o papel de José Manuel Fernandes no dia 1 de Novembro no PÚBLICO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presumo que muitos leitores ainda não entederam/entendemos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Augusto Küttner de Magalhães&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-8669867750867885033?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/8669867750867885033/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=8669867750867885033' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/8669867750867885033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/8669867750867885033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/10/trapalhada.html' title='A &quot;trapalhada&quot;'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-934106102449064003</id><published>2009-10-04T10:51:00.000-07:00</published><updated>2009-10-04T11:00:31.547-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas'/><title type='text'>Em defesa da pátria</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Se, como escreveu Pessoa, “a minha pátria é a língua portuguesa”, preservar a língua é lutar pela pátria&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SsjiW7R7CeI/AAAAAAAAAKo/yBL7-Hiy9so/s1600-h/bush_iraq_shoe_attack.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SsjiW7R7CeI/AAAAAAAAAKo/yBL7-Hiy9so/s320/bush_iraq_shoe_attack.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388805837646662114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ao contrário do que disse o PÚBLICO, o jornalista não “assaltou” Bush com os &lt;br /&gt;sapatos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que um território, um conjunto de tradições ou um traço genético, a língua pode ser factor de identidade de uma comunidade nacional. Tome-se como se quiser, é isso que diz o aforismo de Pessoa: “A minha pátria é a língua portuguesa”. E o futuro da língua está hoje nas mãos dos media: é a imprensa e os meios electrónicos de comunicação quem define a forma como se fala e falará. Daí a responsabilidade dos jornalistas, que pode ser encarada de muitas maneiras mas que, para um jornal com o estatuto editorial do PÚBLICO, deveria ser no sentido de defender de modo coerente a correcção do português – o que implica apurados cuidados da parte de quem escreve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor já noutras crónicas tem sublinhado este aspecto, com o levantamento de inúmeros erros, muitos deles sistemáticos, que poderiam ser corrigidos com melhor formação ou até com um pouco mais de atenção ao que se verte para o teclado. A extinção progressiva - ditada pela contenção de custos – dos revisores de texto, a quem incumbia a tarefa de zelar pelo respeito das regras, só tem ajudado a tornar as coisas piores. Os alertas lançados nesta coluna destinam-se apenas a fazer ver como muitos erros podiam ser evitados se os jornalistas tivessem um pouco mais de sensibilidade para o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja-se o caso dos estrangeirismos, cada vez mais frequentes, porque cada vez mais, abdicando da investigação própria (também devido à poupança), se traduz notícias e informações já publicadas noutras línguas (sobretudo em inglês e na internet). Entre muitos outros, eis dois exemplos detectados pelo leitor Rodrigo Valle Teixeira na edição de 5 de Setembro: na pág. 5, no artigo "Cientistas portugueses usam teoria dos jogos para redefinir o combate do cancro", “no segundo parágrafo, a frase ‘Se tudo corre bem, há um balanço entre esta dinâmica...’ deveria ser "Se tudo corre bem, há um equilíbrio entre esta dinâmica...’; na pág. 14, no artigo "Cinco pessoas morreram em protestos em Xianjiang", “onde se lê ‘com o tráfico cortado’ deveria ser ‘com o tráfego cortado’”. Comenta o leitor que no primeiro caso “parece uma tradução literal errada do inglês ‘&lt;em&gt;balance&lt;/em&gt;’”, e quanto ao segundo: “Imagino que as autoridades chinesas tenham cortado o trânsito automóvel, e não o tráfico de substâncias ilegais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda a propósito do Oriente, a legenda de uma foto da reportagem “Bebés roubados na China alimentam negócio das adopções”, na pág. 4 do P2 de 28 de Setembro, fala em “oficiais do planeamento familiar”, quando o texto, correctamente, menciona “funcionários do planeamento familiar”. Não consta, na verdade, que o planeamento familiar naquele país seja efectuado pelo exército, mas sim por funcionários (“&lt;em&gt;officers&lt;/em&gt;” em inglês) governamentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais para ocidente, noticiou o PÚBLICO de 13 de Setembro, na pág. 15, sobre o jornalista iraquiano que atirara os sapatos a George Bush durante uma conferência de imprensa em Bagdade, que fora “condenado a três anos de cadeia por assalto a um chefe de Estado estrangeiro”. Tradução errada do inglês “&lt;em&gt;assault&lt;/em&gt;”, que não significa “assalto” (a uma pessoa) mas sim “agressão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a 10 do mesmo mês escrevia-se na pág. 14 sobre um “candidato incumbente”, expressão inexistente nos dicionários de português, em que não há equivalente para “&lt;em&gt;incumbent&lt;/em&gt;” (do inglês, um eleito recandidato). Em contrapartida, existe uma palavra portuguesa para significar a expressão inglesa “&lt;em&gt;statute of limitations&lt;/em&gt;”, que é “prescrição” (legal), mas o jornalista-tradutor que fez uma notícia para a pág. 13 dessa edição não deu por ela, escrevendo: “Não existe qualquer estatuto de limitação da responsabilidade pelos crimes de guerra”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda no domínio jurídico, escreveu Nuno Curado: “Não percebo como é que num ‘jornal de referência’ não há o cuidado para evitar a tradução directa de certos termos em inglês quando estes não correspondem na língua portuguesa. Utiliza-se no texto o termo ‘evidências’ como se se tratasse da palavra ‘provas’. Isso funciona em inglês em que ‘&lt;em&gt;evidence&lt;/em&gt;’ realmente tem esse significado”. (O leitor, que escrevia em 24 de Setembro, não disse onde é que detectou a “evidência”, e o provedor também não a localizou, mas o erro é tão frequente nos media portugueses que, mesmo assim, vale a pena o alerta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a Rui Miguel Neiva, reparou no seguinte: “Na edição de 15 de Setembro, no artigo da pág. 20 sobre a 'guerra dos pneus' entre os EUA e a China, diz-se no final da primeira coluna: ‘(...) e vêm responder às reivindicações das uniões de trabalhadores norte-americanos’. Esse 'união dos trabalhadores' não estará a referir-se a um (ou vários) sindicatos? É que a palavra '&lt;em&gt;union&lt;/em&gt;' em inglês significa não só 'união' mas também 'sindicato', o que, pelo contexto do texto, parece ser o caso". Tem o leitor razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se bem que o inglês seja a influência dominante, não é a única. “&lt;em&gt;Pasta&lt;/em&gt;”, palavra italiana para “massa”, ainda não entrou no léxico português, mas está permanentemente a ser usada. Exemplo: “Para Jamie Olivier, se o azeite for bom, a pasta for fresca....” (1 de Abril, pág. 4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois há o recurso abusivo a palavras estrangeiras, outro tema também já abordado nesta coluna. É o caso que levou a leitora Isabel Barros Ferreira a reclamar: “No PÚBLICO de 14 de Setembro, pág. 20, sob o antetítulo ‘Consumo - Legislação traz mais garantias aos utilizadores dos centros de atendimento’, seguia-se um artigo cujo título era: ‘Nova lei dos &lt;em&gt;call centers&lt;/em&gt; obriga as empresas a gravarem as chamadas por 90 dias’. Se há em português o termo ‘centro(s) de atendimento’, que me parece perfeitamente adequado para traduzir o inglês ‘&lt;em&gt;call center(s)&lt;/em&gt;’, como aliás é utilizado no antetítulo, porquê insistir três vezes, no corpo do artigo, na expressão inglesa? Não haverá tradução adequada de termos como ‘&lt;em&gt;backoffice&lt;/em&gt;’ e ‘&lt;em&gt;contact center&lt;/em&gt;’, para não falar de ‘&lt;em&gt;time-sharing&lt;/em&gt;’? É que estes termos aparecem também no mesmo artigo que, presumo, seja feito para ser lido maioritariamente por portugueses. E, não sendo o inglês língua oficial de Portugal, não entendo como obrigatório que todos tenham de saber traduzir aquelas palavras”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando de tema, o leitor Paulo Rato propôs-se intitular "Vamos salvar as preposições!" a sua carta ao provedor. Eis a razão: “Tenho notado que a temível quinta coluna que, infiltrada em tudo o que é meio de comunicação de massas, actua impunemente com o intuito de descaracterizar a língua portuguesa (...), se voltou agora para as preposições. (...). Num artigo publicado no P2 de 4 de Setembro, ‘Assassinaram o perfeito Brian?’, lê-se: ‘empreiteiro encarregue pela remodelação da mansão do guitarrista’. Que significa isto em português bem ‘preposicionado’: que uma entidade, de nome ‘remodelação’, encarregara o empreiteiro da mansão. De quê? Talvez de cuidar dela, de verificar que nada lhe acontecia, coisas assim… No PÚBLICO, semanas antes, escreveu-se: ‘Salvaguardando não conhecer ao detalhe a directiva’. Dou de barato o ‘detalhe’, galicismo de há muito acolhido pelos dicionários (...), mas refiro a sua origem porque, neste caso, é admissível que a preposição também tenha vindo de França, a acompanhar o ‘detalhe’, em embalagem de alumínio, com conteúdo ‘&lt;em&gt;au meunier&lt;/em&gt;’. (...) Acrescento outra pérola, de 5 de Setembro. (...) É nos destaques de TV que está este anúncio de uma verdadeira revolução (ou será revulsão?) da História: &lt;em&gt;Roubos de Arte Nazi&lt;/em&gt; (...) narra a história épica do roubo sistemático, da destruição deliberada e da sobrevivência milagrosa dos tesouros artísticos europeus do Terceiro Reich e da Segunda Guerra Mundial’. Será também da doença das preposições?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito há a acrescentar, mas propõe-se apenas uma reflexão aos jornalistas. Num título na pág. 10 de 17 de Julho, “Social-democratas em silêncio sobre propostas de revisão constitucional para a Madeira”, o PÚBLICO aderiu à tendência tão em voga no meios audiovisuais de fazer o plural de “social-democrata” apenas no termo final, e não, como indicam a maior parte dos filólogos, nos dois (“sociais-democratas”). Como fará quem assim procede para o plural de “democrata-cristão”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAIXA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A sexta coluna&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reclamou a leitora Graça Horta: ”Foi com espanto que no PÚBLICO de 28 de Outubro reparei que os resultados [das eleições legislativas] por distrito eram dados para as forças políticas com assento parlamentar e ainda para... o MEP! Ou se dava o resultado de todos os partidos concorrentes, ou, a escolher um pequeno partido, seria da lógica mais elementar publicar o do mais votado entre os pequenos, no caso o PCTP/MRPP. (...) O PÚBLICO está interessado em promover o MEP?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante facto na verdade tão insólito, reconheceu o director adjunto Paulo Ferreira: “A crítica da leitora é certeira. Tratou-se de um erro, que não devia ter acontecido mas que tem explicação simples. Cerca de duas semanas antes, o PÚBLICO começou a preparar as bases informáticas e infográficas para a edição em causa. Tratava-se de criar automatismos para que, na noite eleitoral, a elaboração dos mapas, gráficos e tabelas de resultados pudesse ser feita com rapidez e adaptada aos espaços reservados em cada página. No caso das tabelas distritais, a indicação por mim dada ao departamento informático foi no sentido de prevenir a possibilidade de se acrescentar uma sexta coluna para além dos cinco partidos habitualmente mais votados. Porquê? Porque nas eleições europeias o MEP tinha sido o sexto partido mais votado em Lisboa e, se repetisse a mesma percentagem, teria eleito um deputado nesse distrito. Essa possibilidade tinha que ficar garantida previamente, sob pena de se verificarem atrasos no fecho da edição (...). Tal não se verificou (...). O erro foi, na noite das eleições e já de posse dos resultados, não se ter apagado de todas as tabelas a coluna referente ao MEP, que pareceu estranha, e com razões para isso, a muitos leitores”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor alvitraria solução diferente: como jornal de referência que aspira a ser, e porque nem todos os seus leitores são eleitores dos “cinco grandes”, o PÚBLICO deveria divulgar os resultados distritais de todos os partidos concorrentes (além dos votos brancos e nulos) e não segregar, na base da adivinhação, quem julga que não elege deputados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicada em 4 de Outubro de 2009&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-934106102449064003?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/934106102449064003/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=934106102449064003' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/934106102449064003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/934106102449064003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/10/em-defesa-da-patria.html' title='Em defesa da pátria'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SsjiW7R7CeI/AAAAAAAAAKo/yBL7-Hiy9so/s72-c/bush_iraq_shoe_attack.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-5689236828619445848</id><published>2009-09-27T18:40:00.000-07:00</published><updated>2009-09-27T19:06:25.987-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas'/><title type='text'>Assuntos internos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Derivações das duas crónicas anteriores, quanto ao &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt; do provedor e à quantidade de fontes jornalísticas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SsAXdKNJj5I/AAAAAAAAAKg/TZVAaEUBJOk/s1600-h/Palacio_Belem_Lisboa.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SsAXdKNJj5I/AAAAAAAAAKg/TZVAaEUBJOk/s320/Palacio_Belem_Lisboa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386330944058265490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O grande problema foi o facto de o jornal ter ficado refém da fonte de Belém&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta-feira 18 de Setembro, José Manuel Fernandes reenviou ao provedor uma troca de correspondência electrónica interna com a seguinte indicação: “Uma vez que há registo de forwards [reencaminhamentos] de mails com o mesmo título deste mail enviados para ti nos minutos seguintes ao último mail que recebi do Tolentino [da Nóbrega, correspondente do PÚBLICO no Funchal], e nenhum depois da minha resposta, entendi que era melhor tomares conhecimento de tudo”. Por detrás desta abertura, havia a muito desagradável revelação de que se fizera levantamento de comunicações entre um jornalista do PÚBLICO e o provedor. A circunstância levou o provedor, na crónica anterior (“A questão principal”), a considerar “que a sua correspondência electrónica, assim como a de jornalistas deste diário, fora vasculhada sem aviso prévio pelos responsáveis do PÚBLICO”, explicando o que entendia como tal: “Detecção de envios e reenvios de &lt;em&gt;e-mails&lt;/em&gt; entre membros da equipa do jornal (e presume-se que também de e para o exterior)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Manuel Fernandes desmentiria o provedor num &lt;em&gt;post scriptum&lt;/em&gt; ao editorial da passada terça-feira: “Ao contrário do que afirmou o provedor do leitor, ninguém nesta empresa lhe ‘vasculhou’ a correspondência”. Porém, no dia seguinte, numa reunião do Conselho de Redacção do PÚBLICO, e segundo a respectiva acta, o director, interpelado sobre a questão, explicaria que "se olhou para o registo das entradas e saídas de &lt;em&gt;mails&lt;/em&gt;". O provedor não encontrou diferença entre estas palavras e o que afirmou ter acontecido (“detecção de envios e reenvios de &lt;em&gt;e-mails&lt;/em&gt;”), pelo que não alcançou então o sentido do desmentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa, destinada a averiguar se houve fuga interna de informação que permitiu ao &lt;em&gt;Diário de Notícias&lt;/em&gt; fazer manchete, naquela mesma sexta-feira, com um &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt; trocado em Maio de 2008 entre dois jornalistas do PÚBLICO, terá incidido no correio electrónico de todos aqueles que, nessa semana, no âmbito de uma discussão a propósito da crónica do provedor publicada há 15 dias (“Subitamente neste Verão”), receberam na redacção o reencaminhamento da mensagem em causa. Foi monitorada a correspondência electrónica dos seis membros da direcção editorial, assim como de dois outros jornalistas envolvidos no caso. José Manuel Fernandes explicou ao Conselho de Redacção, segundo a acta já citada, que “pediu aos informáticos (...) para averiguarem se, entre as oito pessoas incluídas no destinatário da mensagem em causa, alguma tinha feito &lt;em&gt;forward&lt;/em&gt; de qualquer mensagem com o mesmo título da primeira mensagem em que surge o &lt;em&gt;mail&lt;/em&gt; de Maio de 2008”. Tendo-se apurado que o provedor também recebera uma mensagem contendo presumivelmente o explosivo &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt;, ele passou, da mesma forma, à condição automática de suspeito. Mas, ao Conselho de Redacção, José Manuel Fernandes afirmou não saber se o provedor iria ser ouvido, esclarecendo que a decisão cabia à comissão de inquérito (o provedor está ao dispor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A administração da empresa proprietária do PÚBLICO defende a legalidade da operação, e o provedor nunca disse o contrário. Mas esse procedimento ignora a especificidade de uma empresa jornalística, onde se trabalha na base do sigilo profissional. Por isso, se não é ilegal, será pelo menos ilegítimo, pois ao verificar-se o registo de entradas e saídas de &lt;em&gt;mails&lt;/em&gt; de jornalistas pode-se a violar a confidencialidade de fontes de informação suas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, já ontem, sábado, José Manuel Fernandes garantiu ao provedor que tal pesquisa se limitou a incidir apenas em &lt;em&gt;e-mails&lt;/em&gt; com o mesmo título da mensagem inicial. Não sendo perito em informática e não tendo meios para verificar o método seguido, o provedor considera que, se foi esse o caso, terão ficado bastante diminuídos os efeitos negativos que a acção pudesse vir a ter. Reafirma porém ser uma surpresa no mínimo desconfortável perceber de súbito que alguém registou movimentações no seu correio electrónico (mesmo que, ao que lhe foi assegurado, apenas recebimento de mensagens).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sobre o tema das duas crónicas mencionadas – que analisavam as manchetes de 18 e 19 de Agosto dando conta de que a Presidência da República se considerava espiolhada por outro órgão de soberania –, a jornalista que assinava a primeira notícia, São José Almeida, escreveu ao provedor logo após a publicação da crónica inicial exprimindo “perplexidade” por aí se concluir que existira uma só única fonte para os dois artigos. “Como chega à conclusão de que a notícia que escrevi tem apenas uma fonte de informação?”, inquiriu. “Que dados tem sobre o assunto que eu, autora da notícia, não tenho? Desde quando o facto de apenas ser citada uma fonte oficiosa, identificada através do seu estatuto oficial de membro da Casa Civil do Presidente da República e por isso com todo o peso inerente a essa condição, o leva a concluir que há só uma fonte? Onde foi buscar tal ideia? Como é que consegue saber mais da minha vida do que eu, uma vez que sabe que apenas falei com uma pessoa – o que é mentira?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julga o provedor que os acontecimentos subsequentes viriam reforçar a sua conclusão de que só existiu uma fonte. Aliás, o texto invoca apenas um solitário “membro da Casa Civil da Presidência da República”, e a própria São José Almeida, numa das respostas dadas ao provedor, escreveu que "a notícia é feita precisamente com as declarações de um membro da Casa Civil do Presidente da República". Ora, está hoje razoavelmente estabelecido que uma única fonte forneceu ao PÚBLICO a matéria da primeira notícia – e também da segunda (onde não se citam fontes, mas se recorre à ambígua fórmula "ao que o PÚBLICO sabe"). Se o jornal possuía outras fontes, não se percebe por que não as mencionou. E se o PÚBLICO falou, por hipótese, com a empregada da limpeza do Palácio de Belém, só para poder dizer que consultou mais do que uma fonte, o facto não é relevante de acordo com as regras jornalísticas, pois a confirmação de informações por duas ou mais fontes implica que estas sejam independentes entre si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto, nunca pareceu ao provedor que, neste caso, o valor da manchete se reforçasse com o recurso a mais fontes. A notícia deve ser tomada pelo seu valor facial: não revela o que há, mas sim o que alguém diz que há (na circunstância, uma suspeita de Belém quanto a estar sob vigilância). Ora, se esse alguém já declarara tal convicção ao PÚBLICO, com toda a carga política implícita, seriam despiciendas outras fontes da PR, a dizer precisamente o mesmo. Aliás, quem o podia desmentir nunca o fez – pelo contrário, tanto do presidente Cavaco Silva como dos seus homens continuam a ser emitidos sinais de que se mantém essa mesma supeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema, conforme o provedor apontou, foi o facto de o PÚBLICO ter ficado refém dessa fonte (ou fontes, a crer em São José Almeida), tolhido na sua amplitude de movimentos para investigar uma matéria de elevado interesse político e enormes implicações nacionais. O resto é (será) História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAIXA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma diferença de milhão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”O artigo ‘Mais de 9,4 milhões de eleitores podem votar este domingo’ [PUBLICO.PT de ontem] debita candidamente, e de forma que só posso imaginar que esteja largamente descontextualizada, números publicados no Diário da República [DR], para informar que haveria cerca de 9,4 milhões de eleitores prontos a votar no dia 27”, constata o leitor Sérgio Carvalho, para depois fazer contas elementares: “Se descontarmos os 72 mil eleitores registados na Europa e os 94 mil registados no resto do mundo, isso dá mais de 9,25 milhões de eleitores dentro das fronteiras nacionais. Por outras palavras, os 10 milhões de habitantes do país contariam com menos de 750 mil jovens (apenas 7,5% da população) abaixo dos 18 anos” (o provedor calcula que essa percentagem actual seja o dobro, ou até um pouco mais). Continua o queixoso: “Bem sei que esta geração tem dificuldade com números, mas, que diabo, não lhe passará pela cabeça a mais pequena dúvida sobre o absurdo destas pseudo-estatísticas? Não lhe ocorreria que deverá haver aqui alguma condição adicional, como por exemplo tratar-se de totais de recenseamento (i.e., incluindo os falecidos) ou algo do género?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um facto que a informação consta do DR, tido como fonte indesmentível, mas também o é a incongruência apontada pelo leitor, pelo que o texto careceria de investigação mais apurada. Nem seria preciso ir muito longe: há escassos dias foi divulgado um estudo de dois politólogos, José Bourdain e Luís Humberto Teixeira, que aponta para a existência, nas legislativas que hoje decorrem, de quase um milhão de “eleitores fantasmas” registados nos cadernos eleitorais, devido ao não-abatimento dos mortos e a duplas inscrições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É apenas mais um caso na difícil relação entre jornalistas e números, já aqui amplamente mencionada. Eis outro, comunicado pelo leitor João Brandão: “Em 27 de Junho, na secção de Economia (e estes deveriam saber um pouco mais) não se fica a saber as cotações das moedas. Na pág. 16, está a tabela ‘Divisas’ e na pág. 17 outra intitulada ‘Mercado Monetário Cambial’: na primeira, Euro/dólar 1.407; na segunda, um euro vale 1,3007 dólares dos EUA; na primeira, Euro/libra 0.8519; na segunda, um euro vale 0,6676 Libras esterlina; na primeira, Euro/iene 133,78; na segunda: um euro vale 158,0600 ienes. Não bate a bota com a perdigota. São números, e quem os publica fica obnubilado e não pensa no que escreve. Simplesmente ignora-os.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E outro ainda, do leitor Rui Farinas: “Na pág. 21 do PÚBLICO de 6 [de Agosto] (edição do Porto, secção Local) pode ler-se um título de notícia dizendo que em determinado local ‘se produzirão X megawatts de energia por dia’. Não haverá ninguém no PÚBLICO que explique que watts (e seus múltiplos) são unidade de potência, e que a unidade de energia é o watt.hora e seus múltiplos? E que no corpo da notícia continuam as asneiras quando se fala em produções de megawatts por hora?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicada em 27 de Setembro de 2009&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOCUMENTAÇÃO COMPLEMENTAR:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Explicações da jornalista São José Almeida sobre as manchetes de 18 e 19 de Agosto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PÚBLICO confrontou a Presidência da República com as informações que tinha. Tanto que a noticia é feita precisamente com as declarações de um membro da Casa Civil do Presidente da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Livro de Estilo do PÚBLICO permite que, na posse de uma informação relevante, o jornalista a use assumindo o anonimato das fontes. Mas neste caso concreto, havia um membro da Casa Civil que falava nessa condição, embora sem nome, pelo que era uma informação no mínimo oficiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sua vez, o Presidente e os serviços da Presidência da República não desmentiram a notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noticia foi confirmada por outros orgãos de informação, como a SIC, o &lt;em&gt;Diário de Notícias&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;i&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Presidente da República quando falou sobre o assunto, pela primeira vez, na sexta dia 29 de Agosto, não desmentiu a noticia. Antes falou em "matérias com conotações político-partidárias", "factos e acontecimentos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;São José Almeida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carta de São José Almeida, após a crónica do provedor "Subitamente neste Verão" (13 de Setembro)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho manifestar a minha perplexidade com o que li no domingo sobre notícias por mim escrita a 18 e 19 de Agosto e peço-lhe a publicação deste &lt;em&gt;mail&lt;/em&gt; na edição em papel do PÚBLICO para defesa do meu bom nome. E se me permitir fazer-lhe algumas perguntas, uma vez que nada do que eu lhe respondi ao pouco que me perguntou permite tirar tais conclusões, nem sequer as respostas que o director lhe deu e que praticamente não usou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como chega à conclusão de que a notícia que escrevi tem apenas uma fonte de informação? Que dados tem sobre o assunto que eu, autora da notícia, não tenho? Desde quando o facto de apenas ser citada uma fonte oficiosa, identificada através do seu estatuto oficial de membro da Casa Civil do Presidente da República e por isso com todo o peso inerente a essa condição, o leva a concluir que há só uma fonte? Onde foi buscar tal ideia? Como é que consegue saber mais da minha vida do que eu, uma vez que sabe que apenas falei com uma pessoa – o que é mentira? Foi por acaso o Francisco Louçã que lhe revelou as fontes das notícias do PÚBLICO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Causam-me alguma perplexidade as conclusões a que o Provedor vai chegando, sobretudo quando sou a pessoa – creio que a única além dos próprios - que melhor sabe exactamente quem são todas as fontes da notícia. É obvio que não as revelarei, por mais que sejam disparadas atoardas sobre a notícia em causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Causa-me também perplexidade que perante a gravidade do assunto noticiado – que, repito, não foi desmentido – haja a tendência sistemática para desvalorizar o assunto e crucificar o jornal que o publicou. É extraordinário que tendo sido a notícia confirmada por outros órgãos de informação, sendo este um assunto que, como o director lhe explicou, estava a ser investigado há meses e só foi escrito no momento em que obtive uma confirmação oficial com declarações de um membro da Casa Civil do Presidente da República, não tendo a notícia sido desmentida por ninguém, o senhor escreva o que escreveu e no tom em que o fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reafirmo a veracidade e a gravidade dos factos relatados. Recuso-me, por mais que seja pressionada, a revelar as minhas fontes. Estranho que, perante uma notícia sobre um assunto de gravidade absoluta para a saúde do regime democrático, haja tanta persistência em desvalorizar a notícia e em criticar o jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço-lhe que publique este &lt;em&gt;mail&lt;/em&gt; na íntegra na edição em papel, pois considero que tenho direito à defesa do meu bom nome. Envio este &lt;em&gt;mail&lt;/em&gt; com conhecimento do director do jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;São José Almeida&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-5689236828619445848?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/5689236828619445848/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=5689236828619445848' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/5689236828619445848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/5689236828619445848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/09/assuntos-internos.html' title='Assuntos internos'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_z59-KZWTY4w/SsAXdKNJj5I/AAAAAAAAAKg/TZVAaEUBJOk/s72-c/Palacio_Belem_Lisboa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-1478373317317597354</id><published>2009-09-21T11:25:00.000-07:00</published><updated>2009-09-21T11:35:43.604-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homepage'/><title type='text'>O compromisso do provedor</title><content type='html'>Devido aos desenvolvimentos jornalísticos e políticos decorrentes da investigação que levou às suas duas últimas crónicas, &lt;a href="http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/09/subitamente-neste-verao.html"&gt;Subitamente neste Verão&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/09/questao-principal.html"&gt;A questão principal&lt;/a&gt;, o provedor tem sido solicitado por inúmeros órgãos de informação a pronunciar-se sobre o curso dos acontecimentos. Entende, porém, não dever produzir quaisquer comentários sobre os casos relativos ao PÚBLICO fora da sua área de intervenção pública, que é a crónica semanal na edição em papel e este blogue. O compromisso do provedor é para com os leitores do PÚBLICO, e só a eles transmitirá o que tem a dizer acerca do exercício das suas funções.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-1478373317317597354?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/1478373317317597354/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=1478373317317597354' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/1478373317317597354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/1478373317317597354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/09/o-compromisso-do-provedor.html' title='O compromisso do provedor'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8595769162202713735.post-4873520467466727676</id><published>2009-09-20T12:27:00.000-07:00</published><updated>2009-09-22T02:46:05.980-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homepage'/><title type='text'>Sobre a questão principal</title><content type='html'>&lt;strong&gt;[Actualizado em 22/09/09]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como leitor assí­duo do jornal, apenas tenho a lamentar o seu [do provedor] comportamento nos últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá a ideia de que, querendo fazer o papel de defensor da isenção do jornal, premeia quem claramente tem tido uma política de silenciamento da opinião livre na nossa democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem sabemos da polémica dos ultimos dias, e eu sou o primeiro a criticar a ligeireza do director José Manuel Fernandes em incluir o SIS como responsavel do sucedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, concordará que não é muito normal a reacção do senhor primeiro-ministro, criticando acintosamente o director do jornal e por via disso o próprio jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lamento que não tenha referido e criticado esse tom no seu artigo de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que se vai prestar a ser mais uma "voz do dono"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não queira... o PÚBLICO não merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só mais uma nota: porquê escandalizar-se com o vasculhar dos seus mails? Tem alguma coisa a esconder? Se não, não se preocupe... Acho que é normal, depois do caso passado, toda a gente ter os mails vasculhados, até para se saber quem foi o "bufo"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preocupe-se, isso sim, com o estado da nossa democracia e com o clima de suspeição que se vive neste país e contra o qual o jornal PÚBLICO tem sido, graÃ§as a Deus, um resistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jorge Ramos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;P.S. Espero que este mail não chegue às mãos do Governo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns pela isenção, frontalidade e independência demonstradas ao longo de todo este processo conturbado das escutas da Presidência. Sou leitor do PÚBLICO há alguns anos, mas ultimamente tenho notado alguma inclinação ideológica por parte da linha editorial. Quero agradecer por tentar manter o PÚBLICO um jornal de confiança. Obrigado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Moreira Couto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo leitor do PÚBLICO desde o nº1, apraz-me verificar que nesta fase negra do jornal e da sua linha editorial se mantém activo e publicado um Provedor, a meu ver lúcido e imparcial, defendendo princípios éticos, de verdade e deontológicos. Em suma, defendendo os direitos dos leitores e, como tal, do próprio jornal, que até há pouco era tido como exemplo de credibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradecendo a sua coragem e isenção, espero que a Administração da SONAE tenha a coragem de reconhecer que o tempo de José Manuel Fernandes já se esgotou, sob pena de matar o próprio projecto do jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da minha parte, terei grande dificuldade em voltar a comprar o "meu" PÚBLICO enquanto se mantiver esta direcção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;M.C.P.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejo felicitá-lo pela coragem que mais uma vez demonstrou no tratamento do estranho caso das "escutas" em Belém. Ainda me recordo da sua independência e honestidade intelectual no &lt;em&gt;Expresso&lt;/em&gt;, que o levou, inclusivé, a ser "corrido". É isso, meu caro: neste país paga-se caro ter ética e ser vertical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o caso das "escutas", e se me permite, gostaria de aqui deixar algumas considerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro (e considerando que tudo o que veio nos jornais intervenientes nesta história é verdade), lamentar profundamente o comportamento do Presidente da República. Desde o contacto do seu assessor com o PÚBLICO, até às suas últimas palavras - "eu também não sou ingénuo" -, transparece uma atitude pouco esperada, e muito censurável, do Presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta atitude, ao alimentar uma novela pouco transparente e de objectivos muito duvidosos, é sumamente reprovável no mais alto magistrado da Nação. Com este seu comportamento, Cavaco Silva não presta um bom serviço ao país e vê a sua credebilidade perigosamente posta em causa. Se não existir uma boa explicação da sua parte para este caso, perderei o meu respeito pela sua pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação ao PÚBLICO, e depois do que escreveu este domingo na sua coluna, pouco mais haverá a dizer. Apenas que, também aqui, é lamentável que um orgão de comunicação respeitável se digne entrar nestes jogos sujos da forma como o jornal o fez. Que crédito lhe daremos daqui para a frente? A atitude do director do jornal para consigo é reveladora dos objectivos que o norteiam (a ele, director) e dos métodos baixos que está disposto a utilizar para os obter. Felizmente, os leitores têm um provedor com a sua integridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação ao &lt;em&gt;DN&lt;/em&gt;, reprovando, naturalmente e a frio, a sua conduta ao revelar da forma que o fez o conteúdo do &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt;, não deixo de pensar que alguém teria de o fazer para se perceber em toda a sua extensão a cabala que Belém urdiu para "queimar" um governo que não será do seu inteiro agrado e abrir as portas a outro cenário com as próximas eleições. Assim, e perante comportamentos tão anómalos doutros que deviam dar o exemplo de lisura e seriedade, a decisão do &lt;em&gt;DN&lt;/em&gt; até será a menos censurável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como vai terminar isto, meu caro? José Manuel Fernandes vai pedir a demissão e Cavaco tem a humildade de pedir desculpa aos portugueses? Tudo muito triste, não é verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado pelo que tem feito pela independência e credibilidade da comunicação social em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;António Marquês&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando há muito pouco tempo me referi ao seu trabalho, como Provedor do Público, “como um comentador dos comentadores”, parece que acertei. Ou seja, no momento, como espantosamente no PÚBLICO – que considero o meu jornal diário desde o primeiro dia - “agarrou” um tema um pouco escaldante - escutas PR –, que poderia – como aconteceu – ferir susceptibilidades internas, já foi apelidado de mentiroso e não só pelo Director do PÚBLICO. Penso que algo está a correr menos bem, e, tendo sido JMF um bom director do PÚBLICO, já o PÚBLICO teve mais directores e por certo outros ainda terá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Augusto Küttner de Magalhãaes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto não vale de muito, mas, às vezes, conforta saber-se que o nosso trabalho é apreciado. Gostava então de lhe manifestar um enorme apreço pela sua inteligência, integridade e, nos tempos que vão correndo, coragem! Com os jornais todos em mãos de quem não gosta que se lhes mexa nos interesses, aqui sim se sente uma grande asfixia democrática. Se a J.M.F. lhe sobrasse alguma vergonha, restar-lhe-ia demitir-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pedro Guedes de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seguimento dos seus últimos dois artigos de domingo, venho inquiri-lo sobre o seguinte: para além das regras deontológicas da profissão, não caberá também ao director de um órgão de contra-poder de referência que se pretende isento assumir as suas responsabilidades políticas (já que as tem) e apresentar a sua demissão, tal como qualquer outro detentor de cargo 'Público'? É confrangedor ver como José Manuel Fernandes tem tentado salvar a face e inaceitável a suspeição que lançou sobre as escutas ao seu jornal, arrastando atrás de si a credibilidade do projecto que dirige.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na qualidade de assinante do jornal, i.e., "de quem lá põe dinheiro", venho pedir a demissão desta direcção. Ao provedor peço-lhe que prossiga com o seu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carlos Almeida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns anos que não escrevia para o provedor do PÚBLICO. Este acto, assíduo no passado, foi esmorecendo num paralelo a uma diminuição de uma rotina pessoal de dar primazia à compra do PÚBLICO, em detrimento de outros jornais. Quando, por ocasião da última remodelação do PÚBLICO, verifiquei que o seu director permanecia, perdi vontade de continuar a comprar o PÚBLICO. Entendo que as mudanças de líder são fundamentais para transformações. Na ausência de uma mudança de lider, senti que os "belicões" à desejada imparcialidade do "meu" jornal iriam continuar. Com efeito, a fim de evitar irritações (que são mais intensas quando se gosta do objecto), decidi afastar-me do PÚBLICO.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Hoje, em face da crise que o jornal atravessa, vislumbro possibilidades de mudança que me animam. As crises são, a par dos males que provocam, oportunidades. O seu artigo de opinião de hoje (domingo) reconcilia-me com o PÚBLICO. Permite-me acreditar que o PÚBLICO tem condições para ser aquilo que começou por ser, quando nasceu - um jornal que, na sua diversidade interna, rege-se acima de tudo pelos valores da imparcialidade, do bom jornalismo, da ética e deontologia jornalísticas. O Joaquim Vieira, através do seu artigo de hoje, personifica o que é o bom jornalismo e revela coragem. O seu artigo dá-me esperanças de me reconciliar com aquilo que, durante anos, achei que era o meu jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que esta crise abra portas para uma mudança e que se retome traços interessantes que antes existiam no jornal. Um jornal com equilíbrio entre notícias/textos em torno da actualidade nacional e em torno da actualidade internacional (permitindo-nos perceber o que se passa no mundo); um jornal não apenas circunscrito a Lisboa, mas com notícias sobre as várias regiões do país (vejo os Açores muito longe do jornal e mesmo da Madeira, que apesar de ter o Tolentino, não é tão coberta); um jornal que denuncia, mas com base em jornalismo de investigação e não em suspeitas (é muito comum no jornalismo português actual as suspeitas serem a notícia e não o "fio de um novelo" para a investigação). Um jornal abangente que não se resume ao tratamento do "mundo político", mas que abrange outras áreas de interesse para o leitor, desde a saúde à ciência, passando pelo ambiente e por temas de sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me queria prolongar muito e sobretudo perder-me no que me moveu a escrever-lhe: felicitar-lhe pelo profissionalismo, pela coragem e pelo excelente contributo que deu ao jornalismo português e à luta pela preservação do PÚBLICO como o jornal de referência do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Delta Sousa e Silva&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço-lhe o texto deste domingo, 2009/09/20. "A questão principal" esclarece o comportamento editorial de José Manuel Fernandes (JMF) nesta questão do PR/PM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero tirar nenhuma centralidade ao tema político PR/PM: desde a veracidade da existência de escutas, até à existência de "plantação" de uma notícia/acusação pelo presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, como expôs no seu artigo, a direcção do jornal deu seguimento a tal "notícia" sem bases. Não parece ser apenas mau jornalismo, mas também actuação política premeditada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mais, lê-se  no seu texto: "Na sexta-feira, o provedor tomou conhecimento de que a sua correspondência electrónica, assim como a de jornalistas deste diário fora vasculhada sem aviso prévio pelos responsáveis do PÚBLICO".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço notar que na página de entrada no &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; do PÚBLICO vem destacada "A FRASE": “Nunca pensei que um jornal em Portugal publicasse e-mails internos de outro. (...) Estamos perante um comportamento pidesco.” Vicente Jorge Silva, &lt;em&gt;Correio da Manhã&lt;/em&gt;, 19-09-2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que ponto JMF pode ir na hipocrisia de defender valores de "verdade jornalística", ou qualquer outro "valor democrático", depois de vasculhar emails alheios! Creio que mesmo sendo um e-mail de trabalho isto é uma ilegalidade(confirmei com o informático do meu trabalho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também me parece que anda um clima pidesco no ar -- todas estas notícias são escritas em torno de possíveis escutas e de correspondência vasculhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto, por si só, fez-me decidir deixar de comprar de vez o PÚBLICO enquanto JMF for da direcção. Assim agradecia que expressasse o meu pedido para a demissão da actual direcção do PÚBLICO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pedro Jorge&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há anos que não se assistia em Portugal a um escândalo político/financeiro/jornalístico desta garvidade e dimensão. Um PR militante de um partido que, sem provas, ataca um Governo do partido rival e sugere a um jornal de referência que publique sobre isso falsidades. O jornal publica, o dono do jornal aplaude e o director do jornal enreda-se numa imensidão de contradições e de falta de ética. Que espera José Manuel Fernandes para abandonar o cargo salvando o que resta da sua dignidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;J.R.S.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou leitor assíduo do PÚBLICO e fiquei indignado com a vossa página no jornal de hoje, domingo 20, não só porque o registo expressivo é pouco claro e elucidativo mas, sobretudo, pelo conteúdo: dá a entender que o PÚBLICO, pelo facto de escrever sobre uma suspeita, como foram as notícia de Agosto, estava a fazer um golpe baixo a Sócrates e a proteger Cavaco. Se o senhor prestasse atenção ao que os socialistas mais chegados a Sócrates afirmaram do chefe de Estado, após a apreciação da inconstitucionalidade do Estatuto dos Açores, o senhor provedor deixaria de ser tão ingénuo e pensaria duas vezes antes de pôr a mão no fogo. Sócrates e os seus sequazes, pela manutenção no poder, são capazes disso e muito mais. O povo está farto de tanta diletância, tanta vaidade, pose e incompetência e de tantos jornalistas/assessores sem coluna vertebral que acreditam na &lt;em&gt;cock and bull story&lt;/em&gt; de Sócrates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lídia Lispor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É censurável sob todos os pontos de vista o comportamento dessa figura inqualificável que dirige o jornal. Dizer na SIC o que disse, para além de outras declarações a outros orgãos de comunicação, terminando por dizer que o mail, o tal mail, foi reencaminhado no dia em que foi contactado por outros orgãos de comunicação, só pode ser dito daquela maneira por um jornalista na esteira da Manuel Moura Guedes. De facto, se o mail foi reencaminhado, só tem que ser averiguado por quem e por quem dentro do jornal... Talvez os serviços secretos se tenham aí introduzido através da... banda larga! É preciso desfaçatez para que esse jornalista, que não dignificou o cargo que ocupa, colabore em fantochadas destas e que tenha consentido, anuído mesmo, a um mail cujo texto é um hino à estupidez e à intriguice como arma de arremesso político. Depois dizer que a revelação servia os interesses do governo e do primeiro-ministro é confessar que ele estava interessado em esconder para o prejudicar... Pobre criatura essa. Pelo menos, eu como cidadão reformado, não inscrito nem militante de nenhum partido, no limiar dos 65 anos, quero viver num País livre de Manuelas M. Guedes, quer usem saias ou calças!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabens pelos seus textos críticos e recomendações num jornal que só leio aos fins-de-semana, mas que, se não arredar caminho, não irá longe. Ainda bem que consta que esse Director vai fazer companhia à sua admiradora e só espero que o jornal seja mesmo isento, democrático, pluralista, fonte de bons jornalistas, mas nunca de sabujices como tudo o que sai retratado no mail!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José Ventura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso deixar de lhe agradecer a sua crónica 'A questão principal', por mostrar que afinal não estamos todos loucos. Confesso que tendo já alguma dificuldade em acompanhar a pouco séria campanha da asfixia democrática (no continente mas não na Madeira!) vejo surgir uma nova campanha, menos fundamentada ainda, mas agora pela mão dum jornal prestigiado, mais precisamente pela mão do seu director (menos prestigiado é certo!), atirando irresponsavelmente e, vá-se lá saber com que intenções, o PR contra o primeiro-ministro. Não pode o PR deixar de, e com urgência, esclarecer publicamente estas notícias e demitir o seu incompetente assessor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, parece-me que também era oportuno lembrar ao senhor engenheiro Belmiro de Azevedo (são cada vez mais os envolvidos nisto) que se a liberdade de imprensa é um bem inestimável a honestidade e a lisura de procedimento ainda é bem maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi com bastante mágoa que tive notícia, através da sua crónica de hoje, do "clima de nervosismo" que se instalou na redacção do PÚBLICO. Estamos tão habituados a ver os políticos amiudadas vezes acusados de se excitarem em tempos de campanha eleitoral, e eis que constatamos que os &lt;em&gt;media&lt;/em&gt; podem ser atacados da mesma paranóia viral - e isto para não mencionar outros orgãos de soberania!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recapitulemos: o insucesso da OPA; a viragem do PÚBLICO; a recente entrevista do Sr. Belmiro de Azevedo. Esta última explicitou, para fraco entendedor, aquilo que qualquer entendedor mediano já tinha intuído: que há, como nunca houve, na ainda curta vida do jornal, uma sintonia total entre a propriedade e a direcção do jornal. É como se o produto tivesse acertado o passo com a estratégia de forma tão feliz que mesmo o bom do Schumpeter já deve estar convencido de que, enfim, há prejuízos que vêm por bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais espinhosas se afiguram as perspectivas para os leitores e para o Provedor. Os primeiros porque aceitaram o paradigma do jornal de referência, mas já ninguém sabe dizer com rigor (ou sem ele) que espécie de referência é que a actual direcção do jornal ambiciona; o segundo parece tão apegado a valores caducos que ainda agora, neste ano da graça de 2009, se dá ao luxo de exibir citações do &lt;em&gt;Livro de Estilo&lt;/em&gt;, o mesmo que a OPA meteu na gaveta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PÚBLICO, enquanto produto, tem dois problemas: os leitores e o Provedor. E não se pode exterminá-los?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vasco Almeida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Provedor no seu melhor, e a actuar devidamente, sinto-o e felicito-o. E sinto que algo está por esclarecer. Não entendo o qu~e, mas este não está a ser o J.M.F. de há 10 anos, não só por isto, como até pelo conteúdo de alguns editoriais, de há um ano a esta parte – poucos e ainda bem -, e não só. Porquê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Augusto Küttner de Magalhães&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou uma cidadã idosa, reformada e pobre, mas atenta à comunicação social. Fui leitora do PÚBLICO, mas o comportamento do Director, do crítico de televisão Cintra e muitos comentadores levou-me a reparar no primeiro-ministro, o que me levou a simpatizar com ele e a admirar a sua persistência e força de vontade, semelhantes às minhas, quando era útil à sociedade, e a que os fracos chamavam arrogância. Não sou do PS nem de qualquer outro partido, a maior parte das vezes sou abstencionista, mas, desta vez, vou votar no Sócrates, e jamais votarei em Cavaco, que acho ser pessoa indigna e vingativa. Desejo para si as maiores felicidades, pois a tarefa que está a desempenhar não é nada fácil, como não é a de Bettencourt Resendes. Depois do desaparecimento de Cáceres Monteiro, restam os dois para exemplo dos mais novos, pois são autênticos "moicanos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lídia Sousa&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8595769162202713735-4873520467466727676?l=provedordoleitordopublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/feeds/4873520467466727676/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8595769162202713735&amp;postID=4873520467466727676' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/4873520467466727676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8595769162202713735/posts/default/4873520467466727676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/09/sobre-questao-principal.html' title='Sobre &lt;a href=&quot;http://provedordoleitordopublico.blogspot.com/2009/09/questao-principal.html&quot;&gt;a questão principal&lt;/a&gt;'/><author><name>Joaquim Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946685359803741605</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16500237758740072230'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry></feed>