<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8477797421090755415</id><updated>2009-12-25T16:21:40.397-02:00</updated><title type='text'>Alternatividade é ir além do futebol</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://futebesteirol.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://futebesteirol.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Maurício Brum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13754790028140580918</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1976</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8477797421090755415.post-3630719054018275636</id><published>2009-12-24T04:30:00.012-02:00</published><updated>2009-12-24T04:50:37.580-02:00</updated><title type='text'>Fagulhas dezembrinas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzMC9-CdxTI/AAAAAAAAHjc/elhLZpVgjTk/s1600-h/Subvinte1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 221px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzMC9-CdxTI/AAAAAAAAHjc/elhLZpVgjTk/s400/Subvinte1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418678040305452338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num bolicho na beira de uma estrada de terra, um menino duns onze anos tomava Coca-Cola no canudinho. Garrafa média, de vidro. Solito e entediado, mascava o plástico e se divertia em afinar os dutos inicialmente cilíndricos usando os dentes frontais de cima e de baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa farmácia do centro da cidade, um Papai Noel de menos de trinta anos, barba branca postiça, empapava de suor as vestes rubras. Olhos escondidos atrás de óculos negros. Assustava as crianças com seu aspecto cansado, mas persistia em balançar um sino e oferecer-lhes balas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa praia de mar achocolatado, meia dúzia de adolescentes revivia a infância na espuma. Corpos tostados de vento. Rolavam pelas ondas, iam das águas à areia, arranhados, queimados e felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa avenida movimentada, um transeunte que acabara de se mudar se deliciava em descobrir os pormenores da nova paisagem. Faixas de segurança que não estão. Placas que avisam sobre o perigo de abrir buracos nas ruas, sob pena de explodir o quarteirão ao perfurar um cano de gás natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num quarto do subúrbio, um jovem de dezessete anos revisava pela centésima nona vez na semana as fórmulas de circunferência. Quarto infernal, caldeira &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzMIECoWy0I/AAAAAAAAHjs/Sa3d_N4Dk64/s1600-h/Subvinte2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzMIECoWy0I/AAAAAAAAHjs/Sa3d_N4Dk64/s320/Subvinte2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418683642175474498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;de Satã. Exausto, com as preocupações comprimindo-lhe o cérebro, maldizia outra vez o vestibular iminente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num improvável apartamento convertido em sala de aula, um professor de piano sessentão repassava metodicamente ao aluno as sequências da apresentação de Ano-Novo. Notas rabiscadas a lápis, ilegíveis. As mãos do aprendiz esmurravam o instrumento, incapazes de cumprir a partitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa loja do shopping, a tia retardatária procurava os melhores presentes pros sobrinhos e afilhados. Lista de compras escrita à mão, em longa bobina. Equilibrava duas sacolas gordas, uma caixa grande, três caixas pequenas, uma latinha de metal escovado. E a bobina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa associação de bairro, cinco moços mal barbeados se indignavam com o sol inclemente e os ventiladores quebrados. Mentes ágei&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzMJlS14nbI/AAAAAAAAHkM/RrkiffTai0s/s1600-h/Subvinte6.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 239px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzMJlS14nbI/AAAAAAAAHkM/RrkiffTai0s/s320/Subvinte6.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418685312974495154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;s, férteis. Planejavam montar uma dissidência em quinze minutos e atingir a primeira centena de apoiadores na hora seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa ruela vicinal, um funcionário de companhia elétrica com quase duas décadas de casa fazia uma inspeção de rotina nos fios. Chaves desligadas, lares às escuras. Virava o pulso a cada cinco minutos para conferir as horas que o separavam do fim do expediente, das férias e da praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num carro que cruzava estradas sob chuva, um piazote de seis anos mirava as gotas espatifadas nas janelas. Precipitação VERANIEGA, rápida. Enquanto a água não evaporava, escolhia duas gotas a esmo e fazia delas bólidos imaginários a competir por um troféu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num aterro sanitário longe de tudo&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzMKCDhaLhI/AAAAAAAAHkU/nE9q02H4d6o/s1600-h/Subvinte7.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 234px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzMKCDhaLhI/AAAAAAAAHkU/nE9q02H4d6o/s320/Subvinte7.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418685807078288914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; e todos, crianças mal vestidas catavam alimento no lixo. Resquícios orgânicos putrefeitos mais rapidamente pelo calor. Vasculhavam sacolas com indiferença e só mudavam de ânimo diante da chegada de novos caminhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa lan house mal iluminada, mal climatizada e mal equipada, um gordinho de óculos e vinte e cinco anos era explorado. Doze reais a hora, o único espaço com internet naquela maldita praia. Entrava no Tuíter para dizer que havia conseguido entrar no Tuíter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num su&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzMItwlEEsI/AAAAAAAAHj8/lyt0vsg5r_Q/s1600-h/Subvinte4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 238px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzMItwlEEsI/AAAAAAAAHj8/lyt0vsg5r_Q/s320/Subvinte4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418684358884332226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;permercado desfalcado, uma dona de casa de trinta e pico anos acumulava no carrinho um chester, um tender e ia atrás de espumantes. Gôndolas esvaziadas, estoques sumidos. Chegava ao ponto em que a pessoa se contenta até com cidra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa escola que adiou aulas pela gripe suína, um estudante de quinze brigava com a prova de inglês que afastava a liberdade do verão. Verbo&lt;span style="font-style: italic;"&gt; to be&lt;/span&gt; era o quê mesmo? Marcava ‘A’ em todas as questões objetivas e cogitava entregar a avaliação pela metade. Azar se ficasse em dependência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num balcão de bar, uns homens dividiam as atenções entre a tevê e os copos. A cerveja que tomavam, apesar de ser horário comercial em meio de semana, ou o futebol que viam, apesar de mal termos passado das cinco da tarde de uma terça-feira.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzMJA1H_wTI/AAAAAAAAHkE/FZrqAjwC1Go/s1600-h/Subvinte5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 238px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzMJA1H_wTI/AAAAAAAAHkE/FZrqAjwC1Go/s320/Subvinte5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418684686522106162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Num estádio de Porto Alegre, uns milhares de torcedores acompanhavam ao vivo a final de campeonato a que aqueles homens assistiam pela tevê e que não parecia interessar muito o resto do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haviam esperado até meia hora antes da partida para começar a entrar no recinto, porque a Brigada se atrasou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse estádio, Grêmio e Atlético Mineiro disputaram o título brasileiro sub-20.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um certo Alex marcou o gol do 1 a 0 e do título, mas depois fraquejou tantas vezes que saiu de campo vaiado e sob gritos de “bicha! bicha!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um goleiro cujo nome muitos ainda estão aprendendo a escrever, Busatto, foi eleito o melhor jogador dum torneio que deveria revelar craques da linha.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzMKbewictI/AAAAAAAAHkc/frUDmUPOcHo/s1600-h/Subvinte9.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 237px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzMKbewictI/AAAAAAAAHkc/frUDmUPOcHo/s320/Subvinte9.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418686243886232274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um capitão de Seleção Brasileira, Lúcio, esteve presente para entregar medalhas aos guris (e ser nomeado Embaixador de Porto Alegre para a Copa de 2014).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um troféu de bicampeonato do Grêmio foi erguido por Saimon, o honrado capitão azul, negro e branco, &lt;a href="http://futebesteirol.blogspot.com/2009/12/sem-titulo-uma-ausencia-necessaria.html"&gt;que um dia torceu pelo Inter&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todos aplaudiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse estádio, o Passo d’Areia do São José, terminou o 2009 do futebol brasileiro. Em dezembro, e não nos primeiros meses do ano seguinte - um avanço de organização concretizado nesta década, a qual também se acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fotos minhas. Atraso por culpa de problemas com a CONEXÃO ao MUNDO.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8477797421090755415-3630719054018275636?l=futebesteirol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://futebesteirol.blogspot.com/feeds/3630719054018275636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8477797421090755415&amp;postID=3630719054018275636&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/3630719054018275636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/3630719054018275636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://futebesteirol.blogspot.com/2009/12/fagulhas-dezembrinas.html' title='Fagulhas dezembrinas'/><author><name>Maurício Brum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13754790028140580918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17122355192777397133'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzMC9-CdxTI/AAAAAAAAHjc/elhLZpVgjTk/s72-c/Subvinte1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8477797421090755415.post-4797910644456930007</id><published>2009-12-22T02:45:00.010-02:00</published><updated>2009-12-22T13:04:32.925-02:00</updated><title type='text'>“Quantos ovos tu tens?” – A história da raça</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img46.imageshack.us/img46/3083/coio1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 558px; height: 418px;" src="http://img46.imageshack.us/img46/3083/coio1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo começou com uma explosão. Aí vieram os quarks, os átomos e a poeira cósmica. Surgiram moléculas e sóis. E planetas. Havia água num desses planetas, parece. Então apareceram umas coisas flutuantes, umas amebas. Daquela grande sopa de cinzas, seres unicelulares e lava, foram aparecendo coisas cada vez maiores, até que a natureza cansou da megalomania, dizimou toda uma linhagem de répteis e resolveu &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzBLg2_eRBI/AAAAAAAAHiM/PDVnOFD76S8/s1600-h/COIO+2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzBLg2_eRBI/AAAAAAAAHiM/PDVnOFD76S8/s320/COIO+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417913379616343058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;parar com as obras faraônicas. Criaturas menores voltaram a ter vez. Quadrúpedes. Bípedes. Embrulhos de penas com asas nas pontas. Numa manhã chuvosa, entre samambaias e serpentes, brotaram os primeiros ovos dos primeiros humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual as amebas primordiais, eles se apoderaram de cada canto do mundo - onde pudessem encontrar terra, formigas, pasto ou qualquer coisa minimamente atrativa para o estômago. Uns ficaram na África. Outros caminharam na direção da Ásia. Daqueles que suportaram o frio, parte cruzou o gelo e foi parar na estranha América do Norte. Os demais se contentaram em ocupar a península europeia. Também havia os mais ardilosos, capazes de montar botes feitos com CASCAS DE NOZ e oferecer aos desafetos, apontando para o mar e grunhindo que lá se encontrariam palmitos sem fim. Quem sobreviveu não voltou com palmeiras nem coqueiros, mas povoou as ilhotas salpicadas no Oceano Pacífico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pioneiros norte-americanos, por sua vez, vieram baixando. Empurrados pelo tédio, pelas ABELHAS e por uma inquietude que lhes dizia que haviam perdido alguma coisa (um resquício inscrito nos genes e manifestado cada vez que o homem contemporâneo médio refaz um caminho na certeza de que esqueceu algo), eles desceram no mapa ainda não desenhado. Fizeram umas badernas na finura centro-americana, expurgaram meia dúzia para o Caribe, e continuaram a viagem até a América do Sul. O passar das eras mudou cores de peles, formatos de ol&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzBM-OK1rlI/AAAAAAAAHic/0wnOJsF9Oxo/s1600-h/COIO+3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzBM-OK1rlI/AAAAAAAAHic/0wnOJsF9Oxo/s320/COIO+3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417914983565864530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;hos, criou ideologias e culturas distintas, mas em todos os cantos as guerras estouravam e eram concluídas com a vitória dos mais aptos a lutar, forçar os músculos e arrancar suor do fundo das entranhas, nem que para isso fossem abertas as artérias e viessem junto uns LITROS de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milhões de anos depois, a humanidade inventou o esporte. Que nada mais é do que a barbárie civilizada. O esporte, o futebol, não podem ter a pretensão de serem nobres. Podem ter momentos de beleza, mas jamais serão artísticos. Mesmo o drible mais bailarino foi parido para buscar o gol – e o gol rende a vitória na guerra travada dentro de cada cancha. Se o lance não foi pensado nesse intuito, é válido desferir machadadas no pescoço alheio, tesourear as pernas adversárias e cravar forcados nas costas de quem se fresqueia. E se foi, também é válido, porque os defensores contribuem para o triunfo ao evitar que a busca inimiga pelo gol FLORESÇA. Chama-se raça. Cruzando a fronteira, chama-se huevo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Huevo!”, ribombava pelas esquinas do ginásio santa-mariense cada vez que o time vestido de celeste se reunia no seu pedaço de quadra. Não eram espartanos invadindo a Região Central do Rio Grande. Eram dois paulis&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzBNCqTQdlI/AAAAAAAAHik/IThO_QNyDrw/s1600-h/tampacsviril.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 233px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzBNCqTQdlI/AAAAAAAAHik/IThO_QNyDrw/s320/tampacsviril.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417915059836843602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;tas, um deles de ascendência africana e com passagens pelo ACRE, um italiano de Campinas do Sul, um bagual do Alegrete, um dito uruguaio de Tacuarembó que é desmentido por certidões que apontam Santa Maria como a cidade natal, um ibirubense desgarrado e um francês de nascimento, que prefere a Espanha mas tem certeza que é gaúcho e ijuiense. Era um time de nome estranho, exposto a uma situação crítica e compensando na alma o que as pernas não conseguiam fazer. Era o Coió FC, que apesar das muitas alternativas só tinha, na realidade, cinco atletas em condições de jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro dia, Mathias Rodrigues (goleiro), Luiz Valério Seles, Guilherme Porto, Yuri Lima e Maurício Brum. No segundo, um Porto de pernas destruídas perigou deixar a equipe com dez (ou QUATRO, já que era salão), mas o campinense Gabriel Eduardo Bortulini tomou o primeiro BONDE desde a longínqua Rivera onde estava e conseguiu completar a escalação. Ainda assim, tratava-se do único time sem reservas na segunda edição de 2009 (Clausura) do Tornei&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzBNOENz_ZI/AAAAAAAAHis/4CpkHs955lQ/s1600-h/COIO+4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzBNOENz_ZI/AAAAAAAAHis/4CpkHs955lQ/s320/COIO+4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417915255771889042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;o Aberto Misto Para Alunos da Comunicação Social, o TAMPACS. Por isso, huevo. Ou variações pleonásticas como cojones e bagos. O Coió tinha um goleiro que vestia óculos e touca de mergulho, um capitão que trajou SUSPENSÓRIOS na estreia e até um vivente de GUAIACA e lenço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O time entrava em quadra unido, de mãos dadas como a Seleção Brasileira de 1994 (a mais pragmática de todas as Seleções Brasileiras), e saudava as arquibancadas tomadas de aficionadas e adversários. Depois, ia para o outro lado da cancha e repetia o gesto para os degraus vazios, em honra aos ESPÍRITOS. Aquecia com uma bola de futebol americano, tentando encaçapá-la na cesta de basquete. O público sentiu que ali estava uma equipe destemida e os neutros passaram a vibrar pela camisa celeste-grafitada – adquirida num desespero para se ter fardamentos iguais e baratos, ainda no tempo do Apertura, e numerada a CANETA. O Coió tornou-se um Ameriquinha do Rio ou um Nacional Querido do Paraguai, ganhando um espaço secundário nos corações de todo um povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aquele punhado de jogos, a equipe precisou deixar de lado cervejas, cigarros e moças vestidas de colegial. E pelejou com a gana de quem conhece o quanto foi MARTIRIZADA para estar ali. Meu gol no segundo jogo teve a essê&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzBOOyBC6yI/AAAAAAAAHjU/aQgWmFMc_pU/s1600-h/COIO+9.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzBOOyBC6yI/AAAAAAAAHjU/aQgWmFMc_pU/s320/COIO+9.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417916367578000162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ncia do persistir. Uma pelota brigada do início ao fim, o arqueiro (embriagado) espalmando sempre, eu caído, cabeceando, chutando no travessão, pegando a sobra, acertando o zagueiro, e pateando o novo rebote para as redes, com um defensor desesperado atirando-se para tentar salvar o gol COM A MÃO. Plasticamente, o tento mais feio possível. Animicamente, o melhor da história dos esportes com bola e goleiras. Todas as pelotas não dominadas, os passes errados, os carrinhos não dados e as derrotas, foram redimidas naquele gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Coió estreou contra o tricampeão do TAMPACS, o São Caetano Peruzzolo, e caiu por 2 a 1 com muito huevo. Na segunda rodada, uma arbitragem que concedeu três gols irregulares ao Galo Cinza do Topete Vermelho ocasionou a imoralidade de um despudorado 7 a 4 a favor da equipe FASIANÍDEA. O ressurgimento do Coió veio com o triunfo por 2 a 0 sobre os Tigrinhos Cor-de-Rosa, e a classificação foi encaminhada metendo 4 a 2 no Tilápia, o maior rival do clube. Figurava em terceiro lugar e na zona de classificação, o Coió, ao término da quarta jornada do hexagonal. A&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzBNjzAi1BI/AAAAAAAAHi8/U_k1jduLSxY/s1600-h/COIO+6.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzBNjzAi1BI/AAAAAAAAHi8/U_k1jduLSxY/s320/COIO+6.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417915629109957650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; raça, a garra e a pancadaria não faltavam nos jogos, mas os árbitros, que tanto prejudicavam, insistiam em tirar parte da glória daquele time: não davam cartões ao Coió.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, que, depois de quatro partidas, éramos os mais disciplinados da competição. O único time sem ver a cor amarelada ou avermelhada das cartolinas. Iuri “Fossati” Müller, outrora centroavante rompedor, mas que ultimamente só andou rompendo os ligamentos do joelho e se tornou diretor técnico da equipe, indignou-se. Para a última rodada, quando o Coió não podia mais subir de posição e só precisava de um empate para garantir o terceiro lugar, exigiu violência mais convincente. Algo que COMOVESSE os árbitros e fizesse ecoar pelo ginásio inteiro o ruído de dentes inimigos rangendo em desespero e ossos quebrando sem piedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por todos os deuses do futebol, uma carnificina daquelas entraria em qualquer vídeo dos tempos mais violentos da Libertadores e &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzBNxuKjE9I/AAAAAAAAHjE/AkAqT0S0ZyQ/s1600-h/COIO+7.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzBNxuKjE9I/AAAAAAAAHjE/AkAqT0S0ZyQ/s320/COIO+7.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417915868327908306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;não passaria vergonha. Os representantes do laranja-e-negro Sobrinhos da Tia Carmen se esborrachavam pelo piso do terreno de jogo como tomates maduros, e ali permaneciam por longos segundos. Bater tornou-se algo tão normal que eu nem lembro de certas faltas que milhões de testemunhas atribuem a mim. O que lembro, isso sim, é de um carrinho dado para salvar uma bola sobre a linha, depois de todo o time ter sido batido. Prendemos a bola, agarramos o regulamento sob o braço, lemos bem e não corremos riscos. Quadros copeiros sabem a hora de não atacar. Seguramos o zero a zero e evitamos jogar a primeira das semifinais – partida imediatamente seguinte àquela, cuja disputa MATARIA de cansaço qualquer coió.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preparação para a eliminatória não houve. Faltavam pernas, brônquios e neurônios para ilusionar qualquer coisa. Huevo, porém, continuava existindo. E foi pelos colhões, e nada mais, que se entrou em quadra para última partida. O jogo da vida, o mais importante da história do time e a garantia de medalha – pois só o vice e o campeão eram premiados. A final não importava. Chegar cansados e sem condições de correr não trazia motivos para preo&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzBOA4mexUI/AAAAAAAAHjM/YqaXJ0MP3hw/s1600-h/COIO+8.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzBOA4mexUI/AAAAAAAAHjM/YqaXJ0MP3hw/s320/COIO+8.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417916128827458882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;cupações, desde que o primeiro verbo tivesse razão de existir: chegar. Puxar tudo o que restava, arrebentar as juntas que ainda estavam inteiras e estourar os músculos que permaneciam se sustentando na posição correta. Esta era a TÁTICA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quantos ovos tu tens?”, perguntou o Fossati do Coió, vestindo uma remera do Peñarol, para cada um dos atletas. E de cada um dos atletas ouvia: “dois”. “E quantas chuteiras tu estás usando?”, continuou o treinador. “Duas”, era a resposta, pois mesmo sendo futsal os SAPATOS são usados para chutar. “Então”, concluía o comandante, “é um ovo em cada chuteira, e vamos ganhar esse jogo”. O oponente do mata-mata foi o mesmo Galo Cinza da goleada roubada da primeira fase. Yuri Lima, artilheiro do Coió, que marcou gols em todas as partidas do time com exceção do 0 a 0, pôs os celestes-grafitados na frente no primeiro tempo. A face da Terra jamais viu comemoração semelhante.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img691.imageshack.us/img691/5441/coio10.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 558px; height: 418px;" src="http://img691.imageshack.us/img691/5441/coio10.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O campeonato e o jogo deviam ter acabado ali. Com o açúcar das grandes façanhas a adoçar-nos os lábios. Infelizmente, havia mais. O esforço pesou e a ausência de suplentes berrou. Ao fim do confronto, o Galo Cinza teria remontado para 4 a 1 – o time gris acabaria campeão do certame, com OBSCENOS quase-quarenta-gols em sete partidas. O raçudo Coió ficou em terceiro. Não houve medalha, mas também não existiu decepção: fizemos o máximo. O homem, desde que era uma ameba, tem um limite. Atingi-lo é chegar ao topo das possibilidades, e cair deixando tudo em cada disputa não é vergonhoso. Perguntem para o Verón ou para qualquer jogador do Estudiantes de La Plata. Eles saberão explicar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A propósito, esta semana não vai ter nenhum “perpétuo” eleito. Fica como homenagem ao Coió FC e suas glórias do fim de semana, ao estilo &lt;a href="http://nobelprize.org/nobel_prizes/peace/articles/gandhi/index.html"&gt;Prêmio Nobel da Paz depois da morte de Mahatma Gandhi&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotos por Gabriela Moraes e Anelise Dias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8477797421090755415-4797910644456930007?l=futebesteirol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://futebesteirol.blogspot.com/feeds/4797910644456930007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8477797421090755415&amp;postID=4797910644456930007&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/4797910644456930007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/4797910644456930007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://futebesteirol.blogspot.com/2009/12/quantos-ovos-tu-tens-historia-da-raca.html' title='“Quantos ovos tu tens?” – A história da raça'/><author><name>Maurício Brum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13754790028140580918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17122355192777397133'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SzBLg2_eRBI/AAAAAAAAHiM/PDVnOFD76S8/s72-c/COIO+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8477797421090755415.post-3422720703532603345</id><published>2009-12-20T00:01:00.004-02:00</published><updated>2009-12-20T01:40:44.135-02:00</updated><title type='text'>Desde o campo, os pênaltis</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de começar o jogo de sexta, o Grêmio já havia ganho um troféu. A Taça Cidade de Santa Maria, atribuída aos tricolores por terem vencido o grupo disputado na cidade, válido pela primeira fase do Brasileirão Sub-20. Daqueles prêmios cuja existência será facilmente esquecida se, no ano que vem, vier para a Boca do Monte um Atlético Goianiense da vida e ele acabar campeão do grupo. A verdadeira taça que os juniores gremistas anseiam é a do próprio campeonato. Defendendo o título, o Grêmio enfrenta o Inter neste domingo para tentar chegar à final. Só sobreviveu até aí porque, na sexta-feira, bateu o Coritiba por 4 a 2 nos pênaltis, depois de um 0 a 0. Um bom celular no bolso e a presença em campo me garantiram uma filmagem exclusiva (?) da série de penalidades, desde a RELVA:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  white-space: pre; font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:10px;"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_dv3-havnqc&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_dv3-havnqc&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8477797421090755415-3422720703532603345?l=futebesteirol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://futebesteirol.blogspot.com/feeds/3422720703532603345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8477797421090755415&amp;postID=3422720703532603345&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/3422720703532603345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/3422720703532603345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://futebesteirol.blogspot.com/2009/12/desde-o-campo-os-penaltis.html' title='Desde o campo, os pênaltis'/><author><name>Maurício Brum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13754790028140580918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17122355192777397133'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8477797421090755415.post-2247630477370952484</id><published>2009-12-17T22:40:00.015-02:00</published><updated>2009-12-18T01:17:48.128-02:00</updated><title type='text'>Avaí malvado elimina todos e... cai</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img96.imageshack.us/img96/9854/capdesiludido.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 558px; height: 418px;" src="http://img96.imageshack.us/img96/9854/capdesiludido.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os torcedores mais desprevenidos precisavam recorrer às mercearias nos arredores da Baixada Melancólica. Um brinquedo ou um quilo de alimento não perecível, este era o preço para ingressar nas dependências do estádio do Interzinho e VISLUMBRAR a última rodada do grupo de Santa Maria na primeira fase do Brasileirão Sub-20. Para começar, Avaí e Santos. A seguir, embate entre os Atléticos do Paraná e de Minas. Com o Grêmio folgando e garantido em primeiro lug&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SyrtIwDdcJI/AAAAAAAAHhc/MGBKqTvrruQ/s1600-h/avasan.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SyrtIwDdcJI/AAAAAAAAHhc/MGBKqTvrruQ/s320/avasan.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416402236460593298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ar, todos os outros chegaram ao fim com chances de ocupar o segundo posto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem querer entrar em campo como membros da IMPRENSA, tentamos oferecer dinheiro para subir às cadeiras do Presidente Vargas – “vocês podem comprar os alimentos com cinco reais” –, mas não deu muito certo. Perdidos por aquelas bandas, ouvimos de um cidadão que carregava um SALAME que o mercadinho tal vendia coisas na esquina de cima, e por menos do que os cinco reais inicialmente oferecidos retornamos com dois sacos de arroz. A comida foi saudada pelos fiscais da entrada com o mesmo entusiasmo com que a partida transcorria até ali: “joga aí num canto e entra no setor que quiser”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em cima do gramado seco e repleto de buracos preenchidos por areia, desenrolava-se um zero a zero irritante como as moças que não são satisfeitas no leito. A cancha quase vazia, com as gerais fechadas por conta da falta de COMOÇÃO pública pela partida, soltava bocejos intermi&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SyruV6NaYsI/AAAAAAAAHhk/B3fJZADJT6Y/s1600-h/avasan3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 256px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SyruV6NaYsI/AAAAAAAAHhk/B3fJZADJT6Y/s320/avasan3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416403562036617922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;tentes. O desértico dos degraus das arquibancadas era o desértico da qualidade apresentada. Beirava o inexplicável que o Avaí tivesse somado quatro pontos antes daquilo. E que o Santos, mesmo jogando melhor, tivesse chegado à rodada final atrás dos catarinenses, com um ponto a menos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A superioridade desvaneceu os litorâneos paulistas e fez com que todos se esquecessem que o Peixe havia feito campanha de lanterna nos três confrontos anteriores. Já além da meia hora do primeiro tempo, o gol marcado pelo Santos foi encarado como normal. Um bom chute cruzado e uma comemoração pouquíssimo acalorada, de quem não faz mais que a obrigação. O tento não modificou o TRANSE no qual estavam imersos os vinte e dois atletas. Todos os minutos seguintes do primeiro tempo, e os iniciais do segundo, foram como os minutos que vêm logo que o ETANOL começa a diluir o sangue nas veias. Lerdos e amolecidos, assim permaneceram os dois times.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img8.imageshack.us/img8/5553/cuscosalucinados.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 558px; height: 418px;" src="http://img8.imageshack.us/img8/5553/cuscosalucinados.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É certo que nasceu de alguma mente mais espirituosa aquela entrada de TRÊS cuscos ao mesmo tempo no terreno de jogo. Não só entraram e seguiram caminhando juntos como ainda proporcionaram uma briga entre si, de dar inveja a qualquer desentendimento desses que têm sido COMUNS ao final das partidas do Brasileirão Sub-20. Mordiam-se e arranhavam-se, os cães. Ganharam os mais eloquentes festejos do pavilhão, e evidenciaram o completo estado de alienação dos at&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/Syru5x4g7YI/AAAAAAAAHh0/FnVRRny-lTQ/s1600-h/avasan5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/Syru5x4g7YI/AAAAAAAAHh0/FnVRRny-lTQ/s400/avasan5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416404178276773250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;letas em campo. Enquanto a partida esteve interrompida para esperar que os cachorros deixassem o gramado voluntariamente – e o termo é esse, porque ninguém se dignou a retirá-los –, os jogadores ficaram estáticos, indiferentes e com os olhos vidrados em qualquer coisa menos o que estivesse em campo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para o Avaí, que precisava recuperar o escore e conquistar uma virada para permanecer ilusionando a passagem de fase, tudo se punha assustadoramente mais complicado pela ausência de um matador. O centroavante Cristian, um camisa 9 sem jeito para o número, avançava aos TROPICÕES e alguma vez atingiu o extremo de pisar na bola e cair sozinho – dentro da grande área santista. Como o futebol é um esporte para quebrar os especialistas, o gol de empate veio com o homem que só errava. Aos 78 minutos, teria sido de Cristian o pelotaço que assinalou o 1 a 1. Ou o sujeito que estava sentado ao nosso lado nos sacaneou após ouvir tantas críticas ao futebol do guri. Porque o gol, o lance e a conclusão, não vimos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estávamos distraídos observando a chegada dos atleticanos no estádio, para a segunda partida da rodada dupla. O Atlético Mineiro veio primeiro, e começou o seu aquecimento ao lado da goleira à esquerda das cabines da imprensa, onde a meta catarinense era defendida no segundo tempo. Os paranaenses chegaram depois e fizeram os trabalhos do outro lado. Para ambos, o empate entre Santos e Avaí tinha a DOÇURA de umas &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SyrvEOfvi6I/AAAAAAAAHh8/wRguvm6dc50/s1600-h/avasan4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SyrvEOfvi6I/AAAAAAAAHh8/wRguvm6dc50/s400/avasan4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416404357756193698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;TANGERINAS, matando os paulistas e catarinenses abraçados e decretando que o vencedor dos atléticos passaria às quartas-de-final. Com a absoluta falta de raça que só chegou a um gol pela ausência de futebol avaiano no primeiro tempo, o Santos mostrou-se incapaz de buscar um novo balanço das redes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os oponentes, ao contrário, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;se vieram&lt;/span&gt;. Se antes a metafórica bebedeira impedia gestos mais BRUSCOS, agora eram os minutos posteriores àqueles em que o álcool desce, quando começam os devaneios etílicos e o cidadão é capaz de realizar mais do que nos momentos de SANIDADE. A parte decisiva do encontro transcorreu sob um vento de tormenta que contorcia as trajetórias dos chutes e fazia todas as pelotas lançadas ao ar retornarem contra a meta do Avaí. Contra o vento, o Santos, o juiz e com CINCO em campo, os avaianos foram lá e viraram. Tá, a parte do juiz e dos cinco em campo não chegou a se concretizar, mas eles contarão para os netos desse jeito. Nem o paredão de AR trancou as investidas do time de Florianópolis, que cercou o gol inimigo de forma tão preocupante que a bola não mais passou do meio de campo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos quarenta e oito e meio do segundo tempo, uma dessas cruzadas à área do Santos encontrou uma cabeça – ou um OMBRO – e fez pouco dos sopros atmosféricos que insistiam em ir para a outra direção. Com míseros trinta segundos de resquício de tempo para a batalha, Jean ombrou a bola e virou a pa&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SyrvLTIZcpI/AAAAAAAAHiE/4ypmS4KQ_iA/s1600-h/avasan6.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SyrvLTIZcpI/AAAAAAAAHiE/4ypmS4KQ_iA/s400/avasan6.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416404479259538066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;rtida para os catarinenses. 2 a 1. Entrevistado por uma rádio como “torcedor neutro” (embora vestisse uma camisa da Chapecoense, &lt;a href="http://futebesteirol.blogspot.com/2009/12/tiemblan-de-terror-los-corazones.html"&gt;num claro desagravo ao São Luiz&lt;/a&gt;, que os enfrentaria naquela noite), o Iuri disse torcer para o Avaí por se tratar de um time que não fazia mal a ninguém. Fez ao Santos. E ao Atlético Paranaense.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A remontada do Avaí, além de colocá-lo fortíssimo na disputa pela segunda vaga do grupo e eliminar o Santos, ainda acabava por tabela com as chances do Furacão: os avaianos escalavam até o sétimo ponto, e os paranaenses só podiam subir a seis, caso vencessem. O único que poderia superar os azuis e brancos da Ressacada era o Galo, e para isso precisava triunfar. Os jogadores do quadro curitibano estavam ao lado daquelas traves, observando de muito perto como suas esperanças viraram FARELO. Todo o aquecimento que ainda faziam virava subitamente uma formalidade para um duelo inútil. Só de raiva (?), perderam o jogo seguinte por 2 a 0 e eliminaram de volta o Avaí.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;Fotos minhas e do Iuri Müller.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8477797421090755415-2247630477370952484?l=futebesteirol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://futebesteirol.blogspot.com/feeds/2247630477370952484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8477797421090755415&amp;postID=2247630477370952484&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/2247630477370952484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/2247630477370952484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://futebesteirol.blogspot.com/2009/12/avai-malvado-elimina-todos-e-cai.html' title='Avaí malvado elimina todos e... cai'/><author><name>Maurício Brum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13754790028140580918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17122355192777397133'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SyrtIwDdcJI/AAAAAAAAHhc/MGBKqTvrruQ/s72-c/avasan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8477797421090755415.post-694514061955418402</id><published>2009-12-15T17:51:00.011-02:00</published><updated>2009-12-15T18:12:59.160-02:00</updated><title type='text'>Perpétuo até o fim da semana (5): Mário Jardel</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img30.imageshack.us/img30/5606/jardeldeus.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 557px; height: 369px;" src="http://img30.imageshack.us/img30/5606/jardeldeus.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito do que havia para ser dito já se disse. Muito do que havia para se escrever já se escreveu. A festa do gremismo, sábado. A última entrada e a última saída de Danrlei no campo do Olímpico. O reencontro de heróis de antanho, e o duelo destes com os que tentam ganhar algum apreço hoje – ou a junção de ambos, com a aparição de Victor, Douglas Costa e Souza nas equipes de cada lado. Mazaropi ganhando o dia ao fazer saídas arrojadas sem luvas e com a sua idade. Dinho viril como nos bons tempos. Arce ainda preciso nas bolas paradas. Tarciso em melhor forma do que metade da equipe atual do Grêmio. Todos os sonhos que um dia se ousou sonhar, e que eles buscaram, sobre o gramado do Olímpico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Jardel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também já se disse muito do que se poderia dizer sobre Jardel, sábado, no Olímpico. O velho artilheiro. Jardel, mais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cheio&lt;/span&gt; do que no auge, saído de uma batalha contra os entorpecentes, mas ainda o mesmo oportunista de outros dias. O homem que ganhou duas Chuteiras de Ouro na Europa, foi o maior marcador de gols de uma Libertadores e, certa feita, teve a ousadia de meter duas bolas nas redes para dar ao GALATASARAY uma Supercopa Europeia diante do Real Madrid de Casillas, Roberto Carlos, Makelele, Figo e Raúl. O centroavante da lendária camisa 16. Que fez o melhor goleiro do Brasil – de 2008 e de 2009 – estremecer e soltar-lhe uma bola nos pés, para o segundo tento. Victor conheceu Super Mário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários gremistas, também. E aí está o que faltou falar. Não havia só saudosistas da década passada, pessoas que viram o mágico time de Felipão, presentes no Olímpico durante aqueles menos de noventa minutos pelos quais durou o jogo festivo do Danrlei. Estamos acabando o décimo terceiro ano passado desde 1996. Uma geração inteira de torcedores cresceu sob o signo da raça, dos carrinhos e das Copas. E chegou à idade em que se entende o futebol sem ver o Grêmio fazer tanto quanto contavam. O que houve depois de 1996? Duas Copas do Brasil (já antigas o suficiente para terem sido acompanhadas sem a devida CONSCIÊNCIA por esses aficionados), alguns Gauchões que nada valem para capitalinos e várias campanhas boas na Libertadores e no Brasileiro. Decente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também houve um rebaixamento. E mesmo que tenha havido uma Batalha dos Aflitos reafirmando força, logo a seguir aconteceram os títulos do Inter. Títulos que os torcedores cresceram ouvindo serem apenas seus, do seu Grêmio, e de ninguém mais ao sul do Rio Paranapanema. Porque muitos desses gremistas poderiam ter sido colorados. Seus pais foram. Seus avós haviam sido. O Inter teve, afinal, e por muitos anos, a maior torcida do Rio Grande. Não tem mais e assim deve seguir por algum tempo. Graças aos anos 80, mas especialmente aos 90, em que mesmo quando o Inter parecia estar bem, o Grêmio acabava se dando melhor – quase como estes anos 2000, só que com a situação invertida. Ou 2006 não foi um ano ótimo para os gremistas, e mesmo assim foi infinitamente mais colorado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de uma família deve ter sido destroçada quando um gurizinho de uns cinco anos de idade, no qual se tentava implantar alma vermelha e branca, ouvia no rádio os títulos tricolores e bradava, inocentemente: “o Grêmio só ganha, eu quero ser gremista”. E a desgraça é que o Grêmio seguia ganhando, e o aparente ímpeto infantil virava torcida real pelos malditos azulados. Este torcedor que, ao chegar na idade em que não se troca mais de time, viu o Inter bem e ouviu a flauta dos progenitores, este e os que não tinham antepassados colorados, mas do mesmo modo tiveram boas tardes de enxaqueca para contemplar com raiva a escolha que um dia fizeram de não se bandear para o lado vermelho da força, eles foram os verdadeiros premiados na tarde de sábado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrisco afirmar que o gol de Jardel, o primeiro, foi um dos três ou quatro mais festejados pelos gremistas nos últimos dez anos. Só comparável ao do Diego Souza, em Santos, pelas semifinais da Libertadores de 2007, ao do Anderson nos Aflitos, em 2005, e ao gol de empate do Luiz Mário na primeira decisão da Copa do Brasil de 2001. Pode ser só emoção do momento – Pedro Júnior contra o Inter, em 2006, e Tuta diante do Caxias, em 2007, também pareciam coisas sensacionais na hora e o tempo revelou não serem tão importantes assim –, mas creio que não. O gol de Jardel tem o simbolismo. Sobre aquela bola, que Mazaropi tentou aparar sem sucesso, que Paulo Nunes cruzou com a mesma maestria de catorze anos atrás e que o 16 meteu de cabeça, como de costume, pairavam os olhares de diferentes épocas. Trinta e duas mil pessoas, sessenta e quatro mil olhos e a ansiedade pungente por uma comemoração descomunal numa espécie de jogo em que não se costuma celebrar com espírito os gols.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram os olhos dos acostumados àquilo. E os olhos dos que só conheciam aquela jogada dos vídeos gravados em fita antes de serem repassados para os computadores e youtubes. E o mais incrível é que a torcida foi a mesma. Todos os tipos de gremistas quiseram aquele gol como se fosse o de um novo título da América. Um tento de um daqueles homens que se unem ao clube por mais do que um simples contrato – de um ídolo de verdade, desses que rareiam. O exemplo perfeito de instante que passa em câmera lenta no exato momento em que acontece. A bola quase tirada sobre a linha, mas que bateu no travessão e entrou. O Jardel 16, dos anos 90, correndo triunfante na direção da avalanche da Geral, a grande novidade gremista nesses não tão luzidios anos 2000. Aquela cena juntou duas épocas. Um símbolo do período mais campeão do Grêmio marcando gol no último jogo disputado dentro Olímpico nesta década infeliz para o clube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quiçá a falha de Victor tenha sido proposital. Para exorcizarmos cada uma das duas goleiras do estádio com gols de quem não tivera seus voos cortados como os jogadores desses Grêmios recentes. Já se disse muito sobre esse jogo de sábado. Mas só daqui uns anos, em meio à década de 2010, saberemos se vai ser dito que os gols de Jardel puseram fim à era dos erros e azares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto VISTA no ClicRBS.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8477797421090755415-694514061955418402?l=futebesteirol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://futebesteirol.blogspot.com/feeds/694514061955418402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8477797421090755415&amp;postID=694514061955418402&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/694514061955418402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/694514061955418402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://futebesteirol.blogspot.com/2009/12/perpetuo-ate-o-fim-da-semana-5-mario.html' title='Perpétuo até o fim da semana (5): Mário Jardel'/><author><name>Maurício Brum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13754790028140580918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17122355192777397133'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8477797421090755415.post-8703436445695113566</id><published>2009-12-14T04:26:00.018-02:00</published><updated>2009-12-14T18:18:57.572-02:00</updated><title type='text'>Tiemblan de terror los corazones holandeses</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img31.imageshack.us/img31/337/ofuturodosaoluiz.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 558px; height: 463px;" src="http://img31.imageshack.us/img31/337/ofuturodosaoluiz.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nunca na década se esperou tanto do futuro são-luizense&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O domingo foi importante para o futebol da América do Sul. Horas antes de o &lt;a href="http://www.ole.clarin.com/notas/2009/12/14/futbollocal/02061618.html"&gt;Banfield conquistar o título argentino&lt;/a&gt; pela primeira vez numa história de 113 anos, de o &lt;a href="http://elcomercio.pe/noticia/381073/hoy-sale-campeon-empate-separa-u-titulo-alianza-necesita-ganar"&gt;Universitario confirmar sua condição de maior campeão peruano&lt;/a&gt; e recuperar a taça que não via desde 2000, de o Nacional de Assunção ratificar o &lt;a href="http://futebesteirol.blogspot.com/2009/12/perpetuo-ate-o-fim-da-semana-4-miguel.html"&gt;azar de Miguel Ximénez&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.abc.com.py/abc/nota/56162-Esper%C3%83%C2%B3-m%C3%83%C2%A1s-de-medio-siglo-para-volver-a-gritar,-%C3%82%C2%A1Campe%C3%83%C2%B3n%21/"&gt;ganhar seu primeiro título paraguaio em 63 temporadas&lt;/a&gt;, de o &lt;a href="http://imperiorealista.com/2009/12/13/ahora-si-campeon-del-torneo-play-off-2009/"&gt;Real Potosí virar um 3 a 1 para 3 a 4&lt;/a&gt; em La Paz e bater o Bolívar na final do Torneo Playoff, e de o &lt;a href="http://deportes.eluniversal.com/2009/12/13/futb_ava_deportivo-italia-pie_13A3187571.shtml"&gt;Deportivo Táchira saltar do terceiro lugar para o primeiro&lt;/a&gt; na última rodada e se sagrar campeão do Apertura venezuelano, o São Luiz de Ijuí deu a largada na sua pré-temporada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este de 2009 é o São Luiz mais promissor da década. Uma pena que a década vá acabar antes de eles terem chance de disputar o Gauchão – sou da corrente que diz que a primeira década do século acaba dia 31, e não no fim do ano que vem –, mas ao mesmo tempo significa que o próximo decênio começará em alto nível. Só nos tempos de Segundona, quando os adversários eram mais fracos, Ijuí confabulou com tanto otimismo sobre o futuro do clube, meses antes de o campeonato começar. Antes de cair e depois de subir, nunca se viu tanta CERTEZA de que o time realmente poderia fazer coisas grandes na elite – como de fato não fez em todos esses dez anos, pois a última vez em que o São Luiz passou da primeira fase do Gauchão foi em 1999.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O quadro do 19 de Outubro vive de ciclos de entusiasmo. Os anos 1970, especialmente a sua metade, incluíram melhorias no estádio (leia-se REFLETORES), um quinto lugar no estadual e um título internacional, a Copa dos Gaúchos. Depois disso o time sumiu. No início da década de 1990, novo regozijo em toda a Colmeia do Trabalho, com a cobertura do pavilhão do estádio, o retorno à primeira divisão, o vice-campeonato da Copa Governador do Estado e um jogo-treino contra a Seleção Brasileira. O final dos 90 foi outra época feliz, com taças em torneios regionais e as derradeiras passagens de fase no Gauchão. Após aquilo, novo ostracismo. Agora, é como se vivêssemos a abertura de outro desses ciclos. No primeiro semestre deste ano, até um hino e um mascote o São Luiz ganhou. No segundo, uma preparação que começou incrivelmente cedo – antes de outubro findar, já havia em Ijuí contratados suficientes para formar dois times inteiros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não quaisquer contratados. O São Luiz de 2010 terá jogadores afirmados no futebol do interior, como o excelente meia CHIQUINHO (ídolo na campanha campeã da Segundona de 2005, depois herói também no Inter-SM e certamente o melhor jogador que passou por Ijuí na década), o matador atacante Eraldo e o igualmente ofensivo Leandro Rodrigues. O bom goleiro Oliveira e o lateral Xaro, destaques de outros anos, foram mantidos. Luciano Fonseca, o Marreta, e Raone, ambos ex-Grêmio, são os tradicionais reforços-com-passagem-pela-capital que defenderão as cores ijuienses no ano que vem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O trabalho bem feito na busca por reforços merece prêmio. Como disse o presidente do clube Sadi Pereira, com esses nomes resta esperar que a sorte apareça em campo, porque fora dele foi feito o melhor possível. E o São Luiz também começa o ano que vem com a glória de ter desprezado um patrocinador nacional em prol dos apoiadores regionais. A Embratel surgiu nos pórticos do 19 de Outubro querendo monopolizar a camisa, prometendo biscoitos amanteigados infinitos (?), mas recebeu uns tapinhas nas costas, um muito obrigado e foi mandada embora sem assinatura de contrato. Os dirigentes ijuienses, desconfiando que um casamento desses não dura mais que um ano, preferiram ceder o manto às empresas locais, que sempre estiveram ao lado do clube. Pode acabar sendo mais lucrativo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amistosos incomuns como o frescor da temperatura dessa metade de dezembro conspiram para fortalecer o ar de esse-ano-vai. Na próxima quarta-feira, a Chapecoense desembarca em Ijuí para o segundo duelo do São Luiz na pré-temporada. Um time de fora do Rio Grande enfrentando o Zangão (vamos já popularizar esse apelido que o nascimento do mascote nos oferece) é coisa que não se vê há anos. Minha memória, que vai para uma década e meia de cancha, não traz a lembrança de um jogo interestadual sequer. Nos registros, esses duelos envolvendo o alvirrubro são vistos no longínquo 1995, pela Série C do Brasileirão. Deve haver um ou dois amistosos posteriores, mas não chegaram a criar recuerdos. Para a primeira semana de janeiro, os são-luizenses ainda tentam trazer o Criciúma para mais um jogo preparatório contra ESTRANGEIROS.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas todos os delírios de grandeza precisam começar por baixo. E o primeiríssimo dos amistosos desse São Luiz que sonha tão alto quanto o olhar do povo noroestino gaúcho pode alcançar foi um prosaico enfrentamento contra amadores. Lá na tranquila Giruá, sobre seu rico solo vulcânico de origem basáltica (valeu Wikipédia), o time de Ijuí bateu o Aimoré local com uma daquelas goleadas acachapantes desprovidas de qualquer significado, mas que são obrigatórias e vão formando uma ideia de time. O São Luiz ganhou por 0 a 7. Um certo Nicolas, saído do time reserva, de quem não se falara nada até então e inexistente na relação de jogadores apresentada no site do clube, foi aclamado pelas rádios como promissor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Está óbvio que Nicolas é uma arma secreta do São Luiz. Como será, talvez, o jovem cearense Torres – um guri a quem foi dada a missão de &lt;a href="http://futebesteirol.blogspot.com/2009/05/alvirrubro-guerreiro.html"&gt;guardar umas URNAS&lt;/a&gt; na apresentação do hino são-luizense só pode ser digno de confiança; e merecer a fé alheia é o que basta para os dias de um centroavante fazerem sentido. Seja como for, ontem surgiu a notícia de que o PSV Eindhoven desistiu de enfrentar o campeão gaúcho na excursão que supostamente fará pelo Brasil – ao invés disso, escolherá o representante da Dupla Gre-Nal que ficar melhor colocado no estadual. Só porque a Dupla ganhou 53 dos últimos 55 campeonatos não quer dizer que o PSV tenha trocado seis por meia dúzia. O temor em cruzar com o São Luiz é evidente no olhar daqueles holandeses.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:85%;"&gt;A foto magnífica é da Giuliana Matiuzzi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8477797421090755415-8703436445695113566?l=futebesteirol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://futebesteirol.blogspot.com/feeds/8703436445695113566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8477797421090755415&amp;postID=8703436445695113566&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/8703436445695113566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/8703436445695113566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://futebesteirol.blogspot.com/2009/12/tiemblan-de-terror-los-corazones.html' title='Tiemblan de terror los corazones holandeses'/><author><name>Maurício Brum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13754790028140580918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17122355192777397133'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8477797421090755415.post-225843040541710596</id><published>2009-12-08T17:48:00.002-02:00</published><updated>2009-12-08T17:53:21.541-02:00</updated><title type='text'>Sem título: uma ausência necessária</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img268.imageshack.us/img268/6655/intergre.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 558px; height: 418px;" src="http://img268.imageshack.us/img268/6655/intergre.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Colaboração especial de&lt;/i&gt; &lt;b&gt;Gabriel Eduardo Bortulini&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 2006, quando o Instituto Anglicano Barão do Rio Branco já se responsabilizava pelo Ypiranga Futebol Clube, eu ingressei no Ensino Médio – para a família Schillo, o PPV, ou seja, Preparação Para o Vestibular – daquele “centro penitenciário” erexinense.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No primeiro dia de aula, porém, vejo um colega vestindo a camiseta do colégio Medianeira. Essa escola é uma potência estadual em termos de futebol (não falemos de competições alto-urugaienses, nas quais atletas como eu, que vinham de pequenas cidades como Campinas do Sul, já entravam em campo sabendo que perderiam). A ideia de que o guri era bom de bola, a partir desse momento, tomou a minha mente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegara a hora de cada aluno apresentar-se. Aquela chatice de início de ano que, naquele tempo, era mais aborrecedora já que as pessoas conheciam Campinas do Sul. Eu não tinha a essência do meu charme. No momento em que ele pronunciou seu nome completo, no entanto, o futebol transformou-se em iatismo. Saimon Tormen era o nome. Eu entendi Torben e fiz ligações com o velejador. Mas isso não interessa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passou algum tempo e todos já se “conheciam”. Naquele dia (creio que uma terça), teríamos educação física. Íamos para o Tênis e Cia. com o mesmo ônibus usado pelos jogadores do Ypiranga. Ele tinha um cheiro de suor e uma cor que lembra bosta. Chegamos lá, lanchamos e resolvemos jogar uma pelada. Saimon de um lado e Gabriel Eduardo de outro. Eu nunca fui bom jogador de futsal. Sempre fui alto e desengonçado. Era, sim, um jogador muito bom no futebol de campo, mas na quadra eu nunca me acertei. O jogo começou e eu estava na ala esquerda. Lembro que chutei uma bola com extrema força e ela tocou o lado canhoto da goleira. Depois disso veio o vexame. Inventei de marcar o pivô do time adversário. Era o Saimon, que, na época, era o mais avançado do time. Aquele jogador, faceiro demais para o meu gosto, vinha na minha direção. Eu não tive dúvidas: fui de encontro a ele. Quando me dei conta já era tarde. A bola, grudada no seu pé, foi de um lado para o outro. Era um elástico! Até o momento nada de mais, elásticos já são dominados por vários futebolistas amadores. Mas aquele foi diferente. Me pegou desprevenido e me desnorteou. Passou pelo meio das minhas pernas! Ele ria de mim. Eu prometi me vingar, mas nunca pude fazê-lo. Meu dia terminara no ato. Não se faz necessário contar-lhes o resto do jogo. Não queremos melancolia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No outro dia, acordei, fui para a aula e lá estava o desgraçado. Eu já tinha arranjado alguma desculpa qualquer para iludir a mim mesmo sobre o ocorrido. A aula ia passando normalmente. Nada de lembranças da educação física. Saimon, todavia, me indaga: “Ooo, Gabriel, já comprou a redinha?” Me peguei a imaginar várias possibilidades para entender o que ele me perguntava, mas não cheguei a conclusão alguma. Tomei, então, uma das decisões mais ingênuas de minha vida. Perguntei-lhe: “Que redinha?” “Pra colocar no meio das tuas pernas. Assim não toma mais caneta.” Fiquei furioso. Desejei-lhe tudo de pior. Queria que ele enfiasse a redinha no meio do ** dele pra não tomar mais vocês sabem o quê. O meu feedback foi um sorrisinho falso. O resto do ano foi assim. Ele debochava e eu o amaldiçoava (parte fictícia da história [talvez]). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saimon tinha um grande defeito que parece ter sido corrigido. Um defeito que não posso contar por respeito a ele (sim, eu o respeito). Mas era uma falha. Talvez seja própria da espécie. Entretanto, era 2006 – um ano errado e, quem sabe, fictício. Durante o inverno, a situação tornava-se crítica. Começávamos a entrar no planeta dos macacos. Eu já não tinha forças contra tamanha barbaridade. Não poderia piorar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois piorou. Era dia de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/PEIES"&gt;Peies&lt;/a&gt;. Eu pensava somente na prova. A taça do mundial já estava na Catalunha, acreditava. Mas começou o foguetório. Matemática e Química que me desculpassem, eu não aguentaria tanto ódio. Voltei para casa emburrado. Surgiam Donkey Kongs de todos os cantos e o Super Mário, como de costume, fugira sem detê-los. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contudo, de alguma forma, minha maldição fez efeito. Aquele que tanto me debochara havia reprovado. Foi o começo de novos tempos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A última conversa considerável que eu tive com Saimon ocorreu no início de 2007, um ano normal, quando eu – ao sair do ônibus que tinha batido o espelhinho lateral na placa  “Proibido Estacionar” – o encontrei :&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Dá-lhe Veranópolis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É, não dá pra ganhar tudo dois anos seguidos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois disso, soube que ele integraria as categorias de base do Grêmio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, eu curso jornalismo. Saimon, &lt;a href="http://wp.clicrbs.com.br/boladividida/2009/12/05/fim-de-ano-saem-os-gols-entram-as-cifras/?topo=77,1,"&gt;segundo o blog do Zini&lt;/a&gt;, recebeu uma proposta de 7 milhões de dólares. Eu sempre fui bom aluno. Ele, nem tanto. Em contrapartida, ele não terá diploma. Eu terei (grande diferença). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez desvendar o segredo desse promissor atleta seja antiético. Se não for, maravilha. Se for, tudo bem, o que esperar de alguém que roda por faltas numa cadeira chamada “Ética e Cidadania”? Apenas cansei de ser certinho. Seguirei os passos do Saimon e rodarei agora para ser rico no futuro. Ou não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E mais uma coisa: se ele jogasse contra o Flamengo, teríamos mais problemas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://oscoios.blogspot.com/2009/10/pais-e-filho.html"&gt;Gabriel Eduardo&lt;/a&gt;, o Campinas, cursa o segundo semestre de Jornalismo na Universidade Federal de Santa Maria. Com a experiência de quem tentou marcar - em vão - o portentoso Saimon, gasta suas horas vagas prometendo honrar a camisa do &lt;/i&gt;&lt;a href="http://futebesteirol.blogspot.com/2009/04/queremos-ver-cooopa.html"&gt;&lt;i&gt;Coió FC&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;, nas frequentes (?) edições do Torneio Aberto Misto Para Alunos da Comunicação Social, o &lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.tampax.com.br/site/ofrece.php"&gt;&lt;i&gt;TAMPACS&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;Foto encontrada no &lt;a href="http://twitter.com/eduardocecconi"&gt;Twitter de Eduardo Cecconi&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8477797421090755415-225843040541710596?l=futebesteirol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://futebesteirol.blogspot.com/feeds/225843040541710596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8477797421090755415&amp;postID=225843040541710596&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/225843040541710596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/225843040541710596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://futebesteirol.blogspot.com/2009/12/sem-titulo-uma-ausencia-necessaria.html' title='Sem título: uma ausência necessária'/><author><name>Maurício Brum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13754790028140580918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17122355192777397133'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8477797421090755415.post-1245247332795842904</id><published>2009-12-08T01:59:00.017-02:00</published><updated>2009-12-08T15:49:51.984-02:00</updated><title type='text'>Perpétuo até o fim da semana (4): Miguel Ximénez</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/Sx3QQrXFvWI/AAAAAAAAHhQ/9xwhJ_3VWa0/s1600-h/Miguel+Ximenez+Dios2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 302px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/Sx3QQrXFvWI/AAAAAAAAHhQ/9xwhJ_3VWa0/s400/Miguel+Ximenez+Dios2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412711312105258338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Olimpia não tinha como prever, mas, no mesmo 2002 em que ergueu a sua última Libertadores da América, desamarrou seu ginete num barranco e deu início a um declínio sem precedentes em sua própria história. Excetuada a Recopa ganha no ano seguinte, numa feliz jornada única contra o San Lorenzo, em Los Angeles, o clube mais vencedor de Assunção não levantou mais taça alguma. Seu último título nacional data de 2000 – o jejum mais longo do clube, contando as eras amadora e profissional do futebol paraguaio. Nesse período, outro alvinegro da capital assumiu o controle do país: o Club Libertad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O time das ilusões do presidente da CONMEBOL Nicolás Leoz pôs os tanques na rua e começou a constituir sua ditadura naquele próprio 2002. Sem ser campeão paraguaio desde 1976, o Libertad reconquistou o título na temporada em que o Olimpia festejava a maior glória da América pela terceira vez. Desde então, não se ausentou mais das duas primeiras posições do certame: bicampeão em 2003; vice do Cerro Porteño em 2004 e 2005; recuperou o troféu em 2006 e repetiu o bicampeonato em 2007. Em 2008, recebeu uma ajuda da Associação Paraguaia para aumentar seu cartel de títulos: o torneio nacional, até ali único para o ano inteiro, foi dividido em Apertura e Clausura. O Libertad ganhou os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano começou igual aos anteriores, e no Apertura os Gumarelos não baixaram da segunda posição, sendo vices novamente para o Cerro, porque o Olimpia continua no inferno. Hoje o Libertad conta catorze títulos. Metade do total do Cerro e vinte e quatro a menos que o Olimpia. Mas desde que começou seu reinado já superou o Guaraní, dono de nove &lt;span style="font-style: italic;"&gt;entorchados&lt;/span&gt;, na lista dos maiores vencedores do Paraguai. Um dos perigos poderia ser a inexperiência dos jogadores: no jogo do fim de semana, por exemplo, dez dos catorze atletas que entraram em campo tinham menos de 25 anos. É, contudo, um erro acreditar nisso. Todos eles são de uma geração de Repolleros que viu as taças entrando em casa como se fossem normais. Sabem como funciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O uruguaio Miguel Alejandro Ximénez Acosta, atacante, 32 anos, era a segunda alma com mais anos desde o parto dentre as que vestiam a camisa do Libertad naquele mesmo jogo de domingo. E o menos habituado a esse álcool que embriaga as almas dos campeões. Ximénez, natural de Maldonado e revelado pelo Deportivo dali, esteve até a beira da sua terceira década de vida rondando por clubes pequenos. Perambulou pelo Atenas de San Carlos, pelo Plaza Colonia e ainda fez um improvável estágio de menos de um ano no Comunicaciones da GUATEMALA, um poderoso daquelas bandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ser grande por lá não significa muito cá, viver o cotidiano de um clube que já possuía vinte e um títulos nacionais (e que conquistaria sua 22ª Liga Guatemalteca em 2008) parece ter aberto portas em quadros mais ou menos gloriosos na América do Sul. Ainda sem ouro na bagagem, Ximénez voltou para vestir a camisa do Danubio – cujas vitórias são recentes, até, mas no 2005/06 de Miguel não ganhou nem a Liguilla. Depois, fardou pelo Montevideo Wanderers. Saiu do Uruguai mais uma vez, continuando como um andarilho a colecionar, agora, camisas de velhos campeões. Na Colômbia, foi Junior de Barranquilla. No Peru, Sporting Cristal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pelo Cristal, já dobrando a curva dos trinta anos, essa miserável esquina que cisma em dizer que mitos podem tornar a ser comuns, o atacante que nem perto de mítico chegara teve o maior momento de brilho dessas longas décadas passadas desde o dia em que foi um nascituro: na primeira metade da temporada, entrou em campo vinte vezes e marcou vinte gols. No total de 2008, Miguel Ximénez balançou as redes 32 vezes em 41 atuações. Artilheiro do Campeonato Peruano, maior goleador do clube numa única edição do torneio e terceiro jogador que mais marcou gols em campeonatos nacionais de todo o mundo no ano passado. Apenas o holandês Klaas Jan Huntelaar (33 gols pelo Ajax) e o argentino Lucas Barrios (37 pelo Colo Colo) tiveram seus nomes escritos mais vezes do que Ximénez na seção “gols” das súmulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Títulos relevantes, porém, Ximénez não ganhou. E no início deste ano, já conformado com a aparente maldição que pesava sobre suas costas, foi antes pelo dinheiro do que pela sede de medalhas que desertou das linhas do Sporting Cristal. Contemplando propostas que incluíam o rico futebol mexicano, com um contrato abanado pelos diretores do Tecos de Guadalajara, o oriental acabou considerando válido um acordo oferecido pelo próprio futebol sul-americano. Firmou com o Libertad a tempo de jogar – e marcar gols – na edição 2009 da maior Copa do continente, na qual o time avançou até as oitavas-de-final, parando no futuro campeão Estudiantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém mais afeito à graça diria que foi só por culpa dele que o Gumarelo acabou vice do Apertura. Talvez. Garantido é que, a despeito do começo decente, as coisas não se acertaram para Ximénez. Nem na amplidão do time, como sempre, nem no individual, ao contrário do que vivera no Peru. Os infortúnios de cada dia – e como eles são comuns para alguém incapaz de sustentar taças sobre a cabeça! – afastaram o uruguaio da primeira equipe. No Clausura, Ximénez permaneceu longe do time e não teve como marcar sequer um gol. Ao entrar em campo para o jogo de domingo, pela penúltima rodada do campeonato, o atacante estava fazendo apenas sua terceira partida consecutiva como titular – sua série mais longa nessa metade da competição. Antes, ou entrara durante os jogos, ou começara um isolado, sem sequência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desse domingo era o jogo mais importante do segundo semestre. A duas rodadas do fim, o Libertad pisou o céspede como vice-líder, três pontos atrás do seu adversário do dia: o querido Club Nacional de Assunção, treinado pelo ex-goleiro Ever Hugo Almeida, que em 1989 jogava pelo Olimpia e parou os sonhos do Internacional nos pênaltis das semifinais da Libertadores. Uma vitória dos tricolores de Almeida garantiria ao clube o primeiro título paraguaio desde o longínquo 1946. Um empate praticamente faria o mesmo, mantendo a diferença em um trio de pontos ao sobrar uma mísera rodada pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Nacional saiu vencendo, mas ao fim da tarde estava sendo jogado no poço dos amanhãs indesenháveis. Uma arbitragem polêmica e dois gols ferozes deram a volta no marcador e significaram ao Libertad a vitória por 2 a 1. O tento de empate, restaurador do orgulho e engrandecedor do apetite pelos metais nobres, foi anotado por Miguel Ximénez. O segundo homem mais velho do time, apenas dois anos a menos que o capitão Pedro Sarabia. O menos amigado aos títulos. Nos jornais do Paraguai, no fundo da tabela de artilheiros, e bem no fundo, porque X está para os confins do alfabeto, aparece agora: “Ximénez (Libertad) – 1”. O único gol do &lt;i&gt;Chino&lt;/i&gt; Miguel no Clausura, como um grito desesperado de alguém a quem falta juventude, seguro de que, se o título não vier agora, poderá não vir mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a remontada, o Libertad igualou os 40 pontos do Nacional na primeira posição. Agora, visita o Tacuary, enquanto os tricolores duelam com o Olimpia no palco maior do Defensores del Chaco. Se o empate permanecer, o regulamento prevê uma partida extra entre os dois. Ximénez espera alinhar nos onzes iniciais dos jogos que forem necessários para ganhar o título. Seu título, mais do que dos outros, pois sem ele sempre terá faltado algo em toda essa existência a percorrer os caminhos da América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto arrancada da internet, ainda da época da Libertadores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8477797421090755415-1245247332795842904?l=futebesteirol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://futebesteirol.blogspot.com/feeds/1245247332795842904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8477797421090755415&amp;postID=1245247332795842904&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/1245247332795842904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/1245247332795842904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://futebesteirol.blogspot.com/2009/12/perpetuo-ate-o-fim-da-semana-4-miguel.html' title='Perpétuo até o fim da semana (4): Miguel Ximénez'/><author><name>Maurício Brum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13754790028140580918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17122355192777397133'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/Sx3QQrXFvWI/AAAAAAAAHhQ/9xwhJ_3VWa0/s72-c/Miguel+Ximenez+Dios2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8477797421090755415.post-8644986450396827623</id><published>2009-12-07T02:11:00.019-02:00</published><updated>2009-12-07T17:52:57.442-02:00</updated><title type='text'>Saltar no vazio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img29.imageshack.us/img29/6821/paraquedas1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 558px; height: 418px;" src="http://img29.imageshack.us/img29/6821/paraquedas1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sabe o sentimento que se tem de presenciar algo que a vida não repetirá tão facilmente? O gol do Grêmio, ontem, foi um desses momentos. Nem vi a tímida celebração dos atletas tricolores porque tinha a certeza de que ela era banal. Maracanazos há dois por ano. Outro deles não seria novidade e, pelas circunstâncias da rodada, nem digno de grandes festejos. Fazer um Beira-Rio inteiro comemorar um gol gremista, esse era o valor daquele tento hipócrita. E os colorados vibraram sem pudores. Naquela PULGA de tempo em meio à história da humanidade, naqueles segundos posteriores ao gol de algum tricolor desimportante, foi como se a parte alvirrubra do Rio Grande estivesse dentro de um avião que recém decolara.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque muito mais difícil do que silenciar um Maracanã lotado era acreditar que o Grêmio, o Grêmio cheio de reservas, o Grêmio que poupou seus principais nomes sem motivo aparente, o Grêmio que parecia ter afirmado tão claramente que iria sim entregar, o Grêmio que mesmo querendo jogar para vencer dificilmente chegaria a tanto, pois tinha uma campanha tenebrosa como visitante, que esse Grêmio fosse fazer frente ao Flamengo. Subvertendo a lógica do futebol, aquela de respeitar seus torcedores, os atletas do time de três cores de Porto Alegre entraram em campo dispostos a defender sua HONRA PESSOAL e ignoraram os clamores de milhões. Queriam vencer, os loucos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O gol colorado sobre o Santo André, marcado menos de dois minutos depois do 0 a 1 gremista no Rio de Janeiro, o gol que inverteu o topo da classificação brasileira e então dava o título ao Inter, foi o aviãozinho dos vermelhos e brancos ultrapassando as nuvens mais elevadas da atmosfera. A expectativa por uma taça-que-se-pode-ganhar-mas-dificilmente-deve-vir é a ciência de conter os hormônios, enzimas e fluídos que formam as aspirações. O coração quer sonhar e idealizar como será bom se tudo for feito, mas o cérebro vem com a razão irritante e avisa que o melhor é esquecer essa história, porque as chances são pequenas e haverá mais dor no caso da desilusão quase certa vir.&lt;img src="http://img46.imageshack.us/img46/1299/paraquedas2.jpg" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 558px; height: 418px;" alt="" border="0" /&gt;Por isso, a alma exigida pelos colorados e seguida pelos jogadores do Grêmio doeu nos vermelhos ainda mais do que uma entregada óbvia e natural. Ao tomar nota da correria, da briga, das defesaças de um Marcelo Grohe que passara o ano falhando, da autêntica raça para recuperar bolas perdidas exibida pelos gremistas, os colorados acreditaram estar diante da possibilidade real e recuperada de se entronarem campeões brasileiros. As sensações reprimidas pela racionalidade durante a semana, nos minutos em que o Grêmio vencia e o Inter já ia abrindo não só um, mas dois a zero, foram liberadas com a mesma intensidade que a adrenalina corre nas TUBULAÇÕES corporais de um paraquedista que se joga no vazio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Acima das nuvens, da chuva, do bem e do mal, entre quase realizados e ainda sonhadores, cada colorado do mundo se atirou do avião que decolara quando dos gols do início da rodada. Tinham nos lábios um pouco do sabor da realização, e se dispuseram a correr o risco para senti-lo por mais tempo. Enquanto despencavam no ar, sem medo,&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SxyUvMMd4cI/AAAAAAAAHhI/u46XaNqcHSI/s1600-h/paraquedas3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SxyUvMMd4cI/AAAAAAAAHhI/u46XaNqcHSI/s400/paraquedas3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412364390640771522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; com o chão se aproximando mais e mais, foram definindo que lá embaixo não estavam flores, mas areia e pedras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O Grêmio não podia vencer. O Flamengo entrou em campo nervoso e desatento, quiçá pelo já ganhou, e fez uma das piores partidas desde que começou a reagir no campeonato. Sua apresentação ontem fez pensar que o Brasileirão de 2009 estaria coroando o pior vencedor da era dos pontos corridos, fosse quem fosse. O Fla errou muito. Adriano, de imperador, passou a engraxate das sandálias de um legionário de terceira classe de Roma. Ironicamente, foi com uma falta ofensiva dele que a zaga gremista ficou sem ação e o Fla pôde empatar no primeiro tempo, golpeando pela primeira vez os colorados. Os rubro-negros remontariam aos 69 minutos, quando Grohe desistiu de fazer a melhor partida da sua vida e voltou a procurar LEPIDÓPTEROS numa cobrança de escanteio, saindo mal na cabeçada goleadora de Angelim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 2 a 1 foi, para os colorados que ainda vinham inebriados na direção do solo, aquele átimo em que a euforia passa e a mente se ocupa de nada. No meio do ar, com o time goleando, recobravam agora a memória da comemoração de pouco antes e se questionavam: “o que estamos fazendo aqui?”. Depois daquilo, o Flamengo não correu mais riscos de perder o título. Ouço agora que o Grêmio foi digno, calou os que afirmavam que entregaria e jogou com força até o fim. Discordo. O Grêmio realmente fez mais do que se esperava dele, mas nitidamente freou seu próprio ânimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mistão gremista faltou seriedade e ofensividade no segundo tempo. Não sendo o Inter o segundo colocado, os gols sairiam e o Maracanazo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;versão 118 &lt;/span&gt;teria se concretizado – ou não, mas o Flamengo teria sido obrigado a realmente jogar futebol para assegurar a taça, e não aquele pouco que mostrou ontem. Sutilmente, aos pouquinhos, o Roberson foi deixando de chutar. O Léo foi evitando brigar. O Fábio Santos foi preferindo dar passes para trás quando tinha corredores à sua frente. O Thiego foi errando passes infantis na defesa. Num campeonato marcado pela falta de vontade dos seus participantes em vencê-lo, o Flamengo fez tão pouco na última rodada que obrigou o Grêmio a terminar a partida patético, para conseguir perdê-la.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img29.imageshack.us/img29/4562/paraquedas4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 558px; height: 418px;" src="http://img29.imageshack.us/img29/4562/paraquedas4.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O jogo do Inter encerrou-se quando ainda restavam dois minutos no Rio. O Grêmio tinha a bola no ataque e só não buscava o gol pela situação da tabela. Os colorados já sabiam que aqueles ali não mereciam mais sua fé. O apito final de Héber Roberto Lopes coincidiu com o momento em que os paraquedistas encostaram os pés na terra. Um pouso sem traumas, pois com vaga na Libertadores. No entanto, com aquela frustração de chance perdida. Uma oportunidade que poderia ter sido melhor aproveitada. Apesar disso, sabem, e o passado já demonstrou, que mais piruetas podem ser dadas - e em paisagens mais interessantes. Olhando para o avião parado no fim da tarde, os saltadores alvirrubros imaginavam os pulos de 2010, agora sobre a América do Sul.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;* * *&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Comentários aleatórios sobre o resto da rodada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estamos todos aliviados com o fim da hegemonia são-paulina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Recuperação fantástica do Cruzeiro e refugada épica do Palmeiras. &lt;a href="http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Palmeiras/0,,MUL1238640-9872,00-.html"&gt;Ninguém contrata Muricy para acabar em quinto lugar&lt;/a&gt;, dizia o presidente alviverde. Pois é.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O Fluminense pode até com azeitonas murchas. Continuam precisando pagar a Série B, mas a ressurreição nesta temporada mereceu respeito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Interdição do Couto Pereira até que o estádio se torne um local minimamente seguro ou implosão e construção de uma nova cancha. É o mínimo que se pode exigir depois da batalha medieval de ontem. A julgar pelas deficiências do estádio do Coxa, a segunda opção pode até ser mais barata. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:78%;"&gt;Fotos minhas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8477797421090755415-8644986450396827623?l=futebesteirol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://futebesteirol.blogspot.com/feeds/8644986450396827623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8477797421090755415&amp;postID=8644986450396827623&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/8644986450396827623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/8644986450396827623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://futebesteirol.blogspot.com/2009/12/saltar-no-vazio.html' title='Saltar no vazio'/><author><name>Maurício Brum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13754790028140580918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17122355192777397133'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SxyUvMMd4cI/AAAAAAAAHhI/u46XaNqcHSI/s72-c/paraquedas3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8477797421090755415.post-1838230092226130413</id><published>2009-12-06T18:08:00.006-02:00</published><updated>2009-12-06T18:24:26.051-02:00</updated><title type='text'>É intervalo no Brasil</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img190.imageshack.us/img190/5597/thiego.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 558px; height: 418px;" src="http://img190.imageshack.us/img190/5597/thiego.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Grêmio saiu ganhando.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O Beira-Rio vibrou absurdamente, num daqueles momentos que demorarão a voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo em seguida, num lance irregular, o Inter fez 1 a 0.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois fez 2 a 0.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o Flamengo, também num lance irregular, porque é disso que vivem as definições do Brasileirão, empatou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Inter segue sendo campeão com os resultados desse intervalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vai acontecer agora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Grêmio, que vem jogando incrivelmente bem, certamente pela ausência de Autuori e dos medalhões, continuará segurando esse PÉSSIMO Flamengo que mal consegue pressionar o mistão gaúcho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um a um aos cinquenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um a um aos sessenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um a um aos setenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um a um aos oitenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um a um aos noventa minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serão 90+3 minutos de jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bola estará com o Grêmio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Inter seguirá ganhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tricolores trocarão passes no ataque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um flamenguista roubará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra-atacará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serão cinco flamenguistas contra um gremista, que será Marcelo Grohe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num último recurso, esse inflamado Grohe de hoje dará uma voadora no guri flamenguista que, por acaso, será Adriano - de participação terrível nesta tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será expulso, o gremista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma confusão começará sobre o campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teremos sete minutos de acréscimo para além daquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Beira-Rio já terá acabado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o Fla errar o pênalti e empatar, o Inter será campeão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Grêmio não poderá substituir mais ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem Grohe, o destino do futebol brasileiro em 2009 estará nas mãos de...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THIEGO, que faz uma das suas melhores atuações no ano se oferecerá para o gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então Pet irá para a cobrança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa altura serão 90+9 minutos de partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thiego, que tem três estrelas tatuadas na panturrilha, as mesmas três estrelas que o Grêmio tem sobre o escudo, saberá que deve ficar no meio do gol e deixar a bola entrar em algum canto, pois é isso que seu povo quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o Petkovic escorregará na hora da cobrança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bola voará esquisita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fraca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio do gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E altinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem tempo de reação para fugir da pelota, Thiego acabará ficando em pé, no centro do arco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segurará firme a bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será o último lance do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O juiz estará com o apito na boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte vermelha do Rio Grande do Sul já estará vibrando, só aguardando o instante em que o sopro do juiz for dado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte azul do Rio Grande do Sul rirá eufórica, de raiva, aguardando aquele mesmo instante para saltar furiosa sobre a tevê, e destruí-la como se fosse culpada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltarão dois décimos de segundo para o ar ser expelido pelo árbitro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temendo pela sua sobrevivência, Thiego cairá para trás agarrado à bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gol do Fla. 2 a 1.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8477797421090755415-1838230092226130413?l=futebesteirol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://futebesteirol.blogspot.com/feeds/1838230092226130413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8477797421090755415&amp;postID=1838230092226130413&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/1838230092226130413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/1838230092226130413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://futebesteirol.blogspot.com/2009/12/e-intervalo-no-brasil.html' title='É intervalo no Brasil'/><author><name>Maurício Brum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13754790028140580918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17122355192777397133'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8477797421090755415.post-2393672301507796061</id><published>2009-12-06T04:03:00.021-02:00</published><updated>2009-12-07T03:57:35.587-02:00</updated><title type='text'>Falta a Hungria</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img708.imageshack.us/img708/8105/hungriavsuruguai.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 558px; height: 418px;" src="http://img708.imageshack.us/img708/8105/hungriavsuruguai.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:78%;"&gt;Os húngaros festejam um gol contra Uruguai na Copa de 1954&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;É da Hungria que talvez tenha saído o primeiro clube da história a ser considerado o melhor do mundo. Nos anos 1950, antes dos torneios continentais oficiais, o Honvéd de Budapeste encantava a GENERALIDADE PLANETÁRIA. Suas linhas contavam com quatro dos nomes mais clássicos da inolvidável Seleção Húngara daqueles tempos: Ferenc Puskas, Sandor Kocsis, Jozsef Bozsik e Zoltán Czibor. Dos sete campeonatos nacionais disputados entre 1949 e 1955, o Honvéd venceu cinco - e jamais havia ganho a taça antes. Excursionava pelos continentes e lhe agradava triturar seus adversários, como o Santos de Pelé faria na década seguinte.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O Honvéd era o time do exército. Como sempre nos clubes de trás da cortina de ferro, uma fachada. Puskas foi apelidado Major Galopante exatamente pelo cargo que “ocupava” nas forças armadas. Seus companheiros, igualmente, eram todos oficiais que não sabiam bater continência. O suposto secundarismo do futebol na vida de cada um permitia que os países do Leste Europeu considerassem seus atletas de ponta como amadores, podendo inscrevê-los nas seleções que viajavam para as Olimpíadas. A Hungria iniciou o &lt;a href="http://futebesteirol.blogspot.com/2008/08/o-futebol-nas-olimpadas.html"&gt;amplo domínio da região sobre os pódios olímpicos&lt;/a&gt; ganhando o ouro em 1952.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apelidados Magiares Mágicos&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;, os atletas húngaros seriam ainda os primeiros a derrotar a União Soviética em solo russo, e a triunfar sobre a Inglaterra em Wembley. Venceriam o Campeonato da Europa Central em 1953, e jogariam o melhor futebol da Copa do Mundo do ano seguinte. Aquela Hungria foi a experiência primária do que a Holanda viria a apresentar como Futebol Total, e trouxe ao esporte a novidade do aquecimento. Daí que raramente não estava vencendo seus jogos por 2 a 0 antes do décimo minuto. Parecia feitiçaria ou genialidade, mas nada mais era do que a versão rudimentar dos exercícios feitos hoje por todos os times do mundo antes de entrar em campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela fantástica formação húngara acabou em 1956, com o fim do próprio Honvéd. Do grande Honvéd. Em outubro, uma revolta popular questionou o regime comunista no país. Imre Nagy, líder liberal, tomou o poder e retirou a Hungria do Pacto de Varsóvia. No mês seguinte, quando a União Soviética respondeu estraçalhando Budapeste com seus tanques, esmagando os democratas e enforcando Nagy, o Honvéd excursionava pela Europa. Na mesma noite, o time disputaria um amistoso na Suíça. Depois daquilo, a incerteza. Porque os jogadores não queriam voltar para a repressão. Além disso, estavam insatisfeitos com o risível prêmio por jogo pago pelo clube – uma parcela infinitesimal da fortuna que o Honvéd cobrava por cada amistoso no exterior –, e com a impossibilidade de se transferir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gyula Grosics, goleiro do time e da seleção, por exemplo, nunca conseguiu realizar seu sonho por causa disso. Torcedor do Ferencváros desde a infância, suas tentativas de jogar no clube de coração sempre esbarravam nas proibições impostas pelo regime: não lhe deixavam assinar contrato com eles. Grosics eventualmente sairia do Honvéd, mas só pôde ir para o Tatabánya. Ficou lá até 1962, quando encerrou a carreira aos 36 anos, depois de ouvir mais uma negativa ao tentar ir para a equipe de sua paixão. Em 2008, com 82 anos, Grosics tornou-se o mais realizado dos homens, e também o ser mais velho do mundo a participar de uma partida de futebol: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=quCmT8rsTz8"&gt;jogou o primeiro minuto do amistoso do seu Ferencváros contra o inglês Sheffield United&lt;/a&gt;. Um único minuto – e depois daquilo, o clube aposentou a camisa 1 em sua homenagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas em fins de 1956 ele era do Honvéd. E o Honvéd era de um país mergulhado na escuridão do totalitarismo que voltava. Reunidos com o empresário da equipe, os jogadores tomaram a decisão: não regressariam mais à pátria. Tornaram-se refugiados. O jogo de volta da primeira fase da Copa dos Campeões da Europa, contra o Athletic de Bilbao, foi mandado pelo Honvéd no estádio Heysel, de Bruxelas. O time havia sido derrotado por 3 a 2 em solo basco, e foi vitimado pelo azar: perdeu o goleiro por contusão logo no início da partida. Sem substituições permitidas, os húngaros tiveram que jogar com dez o resto do tempo – e com o ofensivo Zoltán Czibor no arco. Ainda assim, empataram por 3 a 3. Insuficiente para passar de fase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogado no limbo por conta da eliminação, o Honvéd flertou com a romântica ideia de passar o resto dos seus dias atuando nos campos do Oeste do Mundo. O treinador Béla Guttmann marcou amistosos na Itália, Espanha e Portugal. O México ofereceu asilo político ao Honvéd e um lugar no seu campeonato nacional, mas o time preferiu vir ao Brasil – onde fez cinco partidas contra Flamengo, Botafogo, e um combinado mesclando peças desses dois. Nessa altura a FIFA já havia declarado o time ilegal, e ameaçava banir de seus quadros quem ousasse jogar diante deles. O Honvéd ficou sem saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns jogadores, como Grosics, aceitariam regressar ao país natal. Outros, em especial os craques Czibor, Kocsis e Puskas, exilaram-se na Europa Ocidental. A FIFA suspendeu-os por um ano. Cumpriram a pena. Em 1958, Czibor e Kocsis estrearam no Barcelona. Puskas, no Real Madrid. Guttmann, que só treinou o time naquele pôr-do-sol vivido em 1957, merece nota pelo que fez depois: no mesmo ano foi para o São Paulo, onde conquistou o Campeonato Paulista; mais tarde levaria o Benfica ao bicampeonato europeu em 1961 e 1962; e ainda teria uma passagem pelo Peñarol de Montevidéu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Seleção Húngara nunca mais foi a mesma sem os seus heróis dos anos 50. A última vez em que passou da primeira fase numa Copa do Mundo foi em 1966 - provando que seus derradeiros resquícios de bom futebol haviam sido deixados para essa época, voltou a ganhar o ouro olímpico duas vezes, em 1964 e 1968. Já a última participação em Copas do Mundo data de 1986. E não bastasse inventar uma REVOLUÇÃO DE VERDADE para destruir o Honvéd e a magia dos magiares, a história sempre brincou com o futebol da Hungria usando altas doses de sadismo. No período em que durou a equipe mítica, de 1950 a 1956, o selecionado disputou exatos 50 jogos, marcando 215 gols – venceu 42 e empatou 7. Perdeu apenas um. O maior de todos: a final da Copa do Mundo de 1954, contra a Alemanha Ocidental, no Milagre de Berna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sete anos depois, pelo Barcelona, Czibor e Kocsis voltariam a Berna para disputar a final da Copa dos Campeões da Europa diante do Benfica. A partida ficou conhecida como “la final de los postes”, pela importância que as traves tiveram nos lances dos gols que foram e não foram, e deu o empurrão final para a FIFA arredondar os paus da goleira, que eram planos. O Barcelona dominou amplamente a partida mas, digerido pelo azar e odiado pelas traves, levou 3 a 2. Desesperado, Kocsis concluiu, sobre o estádio Wankdorf: “agora entendo o que ocorreu em 1954. Neste gramado pesa uma maldição sobre todo húngaro que o pise”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a derrocada do Honvéd, o Ferencváros assumiu a posição de destaque no cenário internacional, entre os times da Hungria. Venceu a Copa das Feiras em 1965, e foi vice dela três anos mais tarde. Também chegou à final da Recopa Europeia em 1975, sendo derrotado pelo Dynamo de Kiev. Curiosamente, o último time húngaro a chegar numa final continental foi o pequeno Videoton, da impronunciável cidade de Székesfehérvár, que em 1985 perdeu a decisão da Copa da UEFA para o Real Madrid, depois de eliminar potências como Paris Saint-Germain, Partizan Belgrado e Manchester United.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Hungria e suas glórias voltaram à memória graças à declaração dada por Carlos Queiroz após o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2010. O treinador de Portugal, que claramente se empenha para tornar seu time tão inofensivo quanto era antes da chegada de Felipão, disse não temer o complicado grupo em que caiu. Com o reaparecimento de Brasil e Coreia do Norte, dois adversários lusitanos em jogos famosos da Copa de 1966, Queiroz foi perguntado sobre as similaridades do futuro caminho português com o de quarenta e três anos atrás. Respondeu: “para repetir 66, faltam Pelé, Eusébio e a Hungria”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelé e Eusébio aposentaram-se com láureas. A Hungria continuará faltando. De campanha abaixo do medíocre nas Eliminatórias, ainda vê nos seus dois clubes simbólicos o arranhão cruel da infelicidade que parece sempre surgir no horizonte dos húngaros. O Ferencváros, que se orgulhava de ser o único time do país a estar sempre na primeira divisão desde a criação do campeonato nacional em 1901, foi rebaixado por dívidas em 2006 (voltou na temporada passada). O Honvéd, que não ganha a liga desde 1993, foi recentemente acusado de COMBINAR RESULTADOS para favorecer apostadores. E o pior: levou 5 a 1 no jogo que teria manipulado. O futebol magiar, que começou a decair pelos comunistas, chegou ao fundo da vergonha por causa do capital. Pobres húngaros, nem às ideologias podem se apegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Imagem tirada de um quadro de vídeo do jogo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8477797421090755415-2393672301507796061?l=futebesteirol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://futebesteirol.blogspot.com/feeds/2393672301507796061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8477797421090755415&amp;postID=2393672301507796061&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/2393672301507796061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/2393672301507796061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://futebesteirol.blogspot.com/2009/12/falta-hungria.html' title='Falta a Hungria'/><author><name>Maurício Brum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13754790028140580918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17122355192777397133'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8477797421090755415.post-5946873660145575011</id><published>2009-12-01T08:55:00.008-02:00</published><updated>2009-12-02T01:07:39.686-02:00</updated><title type='text'>Perpétuo até o fim da semana (3): Joaquín Boghossian</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img4.imageshack.us/img4/5240/boghossiandios.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 558px; height: 299px;" src="http://img4.imageshack.us/img4/5240/boghossiandios.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vas a ver que lindo cuando allá en la cancha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;Mis goles aplaudan; seré un triunfador&lt;br /&gt;Jugaré en la quinta, después en primera;&lt;br /&gt;Yo sé que me espera la consagración.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Joaquín Boghossian contempla o mundo e todas as coisas do topo de pernas que o elevam a quase dois metros do chão. Fora a altura e a origem armena, até poucos meses atrás não tinha muito que lhe diferenciasse de outros jovens que jogam o futuro nas canchas de futebol do sul da América. Em seus armários, guardava camisas das duas pérolas clubísticas sem destaque que defendera em sua Montevidéu natal: o Club Atlético Cerro e o Club Atlético Progreso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O atacante de vinte e dois anos debutou nos gramados aos portões da maioridade. Em 2005, vestiu pela primeira vez num jogo profissional a camisa dos Villeros do Monumental Luis Tróccoli. Um ano depois, passou aos anarquistas do Progreso de Parque Paladino, para em 2007 retornar ao clube de origem e também ser chamado para a Seleção Uruguaia Sub-20. Suas idas e vindas não devem ter repercutido muito além das rodas de torcedores de cada equipe. Montevidéu tem clubes demais, e Cerro e Progreso não são exatamente os mais populares ou vitoriosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o ano passado, os times de Boghossian viam motivos para celebrar se conseguissem passar do décimo lugar na classificação geral de um Apertura ou Clausura. Mesmo com as convocações nacionais, ele era mais um na multidão de atletas. E a multidão era das maiores, repleta de jovens que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;jogavam pouco&lt;/span&gt; – em quantidade de minutos ou em qualidade de futebol. É nesse ponto que os dias do uruguaio Bogho começam a parecer o tango dos argentinos Juan Puey e Reinaldo Yiso. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;El sueño del pibe&lt;/span&gt;, que tem alguns versos abrindo este texto, conta a história de um menino chamado para jogar no grande clube de futebol local, seguro de seu destino e dono de um diferencial: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dicen los muchachos de Oeste Argentino / que tengo más tiro que el gran Bernabé&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande Bernabé Ferreyra, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;el Mortero de Rufino&lt;/span&gt;, se aposentara havia pouco na época em que a música foi escrita, em 1943, e já se convertera num dos maiores goleadores do futebol até ali. Ser capaz de chutar melhor que o atacante nascido na província de Santa Fé era honra para pouquíssimos. Profissionalmente, Bernabé jogou entre 1931 e 1939, quando os pataços inimigos encerraram sua carreira aos trinta anos, e balançou as redes mais vezes do que entrou em campo: 206 gols em 198 partidas, a maior parte pelo River Plate. Seus canhonaços pareciam tão imparáveis que a certa altura um periódico portenho ofereceu uma medalha de ouro para os goleiros que não fossem vencidos por Bernabé – apenas De Nicola, do Huracán, e Sangiovanni, do Independiente, terminaram o campeonato condecorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o menino do tango, o jovem Boghossian também ouvia dos companheiros e amigos que tinha &lt;span style="font-style: italic;"&gt;más tiro&lt;/span&gt; do que muitos dos consagrados pelos clubes grandes. E em 2009 deu razão a eles. O Cerro, 86 anos passados desde a fundação e nenhum título relevante na conta, ergueu sua primeira taça de alto nível numa temporada em que Joaquín Boghossian resolveu emendar jornadas goleadoras. Marcou nove gols no Clausura, saiu vice-artilheiro e contribuiu decisivamente para botar o Cerro entre os seis melhores da classificação geral do Campeonato Uruguaio. A participação na Liguilla transformou-se em título com quatro vitórias em cinco jogos, e mais três gols de Bogho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://futebesteirol.blogspot.com/2009/08/vileiros-da-minha-america.html"&gt;Os vileiros tocavam o céu&lt;/a&gt;. Uma taça e uma vaga na Copa Libertadores de 2010, quinze anos depois da sua última e única participação no torneio, em 1995. E o pistoleiro resolveu sair. De repente, com a promessa de idolatria eterna no Luis Tróccoli e podendo figurar na maior vitrine da América no próximo ano, Boghossian cruzou o charco e foi parar em solo argentino. Voltou a ser apenas mais um. Outro uruguaio que atravessava o Rio da Prata. O enésimo que vinha de clubes pequenos tentando criar nome num campeonato mais competitivo. Boghossian chegou a Rosário sem alarde, vestiu a camisa vermelha e negra do Newell’s Old Boys e teve sua sanidade questionada. Quem jogaria fora desse jeito a garantia de disputar a Libertadores do ano que vem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vale la pena el desafío&lt;/span&gt; – respondeu. Talvez Boghossian seja mesmo parecido com o menino do tango e saiba que lhe espera a consagração. Numa noite em fins de outubro, os que ainda resistiam a acreditar em seu nome viram o oriental de ascendência armena cravar dois gols nas redes do Vélez Sarsfield e estremecer o travessão com um tirambaço. Em pleno Amalfitani. O incógnito &lt;span style="font-style: italic;"&gt;delantero&lt;/span&gt; das semanas anteriores era agora o centro do ataque, a esperança de gols e a vertente da ilusão do título nacional, que não se cogitava naqueles dias em que o início do Apertura foi adiado pelas dívidas dos clubes e pelas indefinições quanto à transmissão dos jogos. As arquibancadas do rosarino Coloso del Parque passaram a bradar: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;¡Uruguayo! ¡Uruguayo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desafio ao qual esse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;uruguayo &lt;/span&gt;se prestou, abrir mão de jogar a Libertadores no seu Cerro e pelear por uma vaga com o novo clube, ficou cada vez mais realizável. Boghossian marcou gol até no clássico contra o Central, ajudando a transformar em 2 a 2 um jogo que estava sendo perdido por 0 a 2, e seguiu firme perseguindo o Banfield, líder invicto do Campeonato Argentino. Domingo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;El Taladro&lt;/span&gt; caiu em casa para o Racing de Avellaneda, abrindo caminho para os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Leprosos&lt;/span&gt;. Os rubro-negros de Rosário, porém, precisavam quebrar uma escrita nesta segunda-feira: bater o Colón em Santa Fé, algo que não acontecia há onze anos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;Faltando un minuto, están cero a cero&lt;br /&gt;Tomó la pelota, sereno en su acción&lt;br /&gt;Gambeteando a todos, se enfrentó al arquero&lt;br /&gt;Y con un fuerte tiro quebró el marcador&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A última estrofe da canção de Puey e Yiso só errou o tempo de jogo. Eram 65 de partida, faltava muito mais que um minuto. Mas estavam em zero a zero. E Boghossian ganhou a bola com a serenidade dos que sabem o que fazer. Não estava sozinho naquele pedaço do Cementerio de Elefantes. Além dos olhos do país sobre si, tinha a companhia de três marcadores. Gambeteou-lhes todos. Mirou o goleiro. E atirou baixo, raspando a relva com força, fazendo o 0 a 1 definitivo da noite de segunda-feira. O Newell’s Old Boys é líder do Apertura. Boghossian é artilheiro do time com nove gols. Está a ponto de alcançar a proeza de classificar, no mesmo ano, dois times diferentes para a Libertadores da temporada seguinte – e tem três rodadas para sustentar a posição atual e gritar que é, também, campeão da Argentina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;* A vitória do Newell’s e o gol de Boghossian só vieram na segunda-feira, mas diante de tudo isso não vale a pena se prender à burocracia de considerar que a “semana anterior” dessa série deveria acabar no domingo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;** Só postado agora por problemas de internet.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Foto: Olé.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8477797421090755415-5946873660145575011?l=futebesteirol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://futebesteirol.blogspot.com/feeds/5946873660145575011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8477797421090755415&amp;postID=5946873660145575011&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/5946873660145575011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/5946873660145575011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://futebesteirol.blogspot.com/2009/12/perpetuo-ate-o-fim-da-semana-3-joaquin.html' title='Perpétuo até o fim da semana (3): Joaquín Boghossian'/><author><name>Maurício Brum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13754790028140580918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17122355192777397133'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8477797421090755415.post-4837706678409514420</id><published>2009-11-30T02:26:00.015-02:00</published><updated>2009-12-02T04:11:43.374-02:00</updated><title type='text'>Quinze minutos de alienação</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SxNJ7yeLjQI/AAAAAAAAHg4/r0NXV9h4EaY/s1600/Intercampeonocasi.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 337px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SxNJ7yeLjQI/AAAAAAAAHg4/r0NXV9h4EaY/s400/Intercampeonocasi.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409748868911566082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu relógio digital cujos números só aparecem quando lhes convém apontava 18 horas e 36 minutos quando comecei a caminhar pela Tuiuti. Trazia uma Coca e uma Torrada Napolitana na barriga, algum suor causado pelo sol na camisa e, no cérebro, muitas DIRETRIZES nascidas na reunião recém-encerrada no bistrô. Em Recife, o Internacional empatava por 1 a 1 contra o rebaixado Sport. Saíra perdendo. Mas acabara de igualar e metera uma bola na trave pouco depois. Às 18:36, restava algo mais que quinze minutos para o fim do jogo. E eu parei de ver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é agradável a um gremista ficar assistindo ao Inter encomendando sua coroa de campeão brasileiro. Os outros jogos eram de um desalento terrível. Nenhum dos concorrentes sérios do Colorado dava segurança. O Flamengo vencia o Corinthians por um tímido 0 a 1, quase nada para um pessimista convicto como eu, e o São Paulo caía por 3 a 2 ante o mesmo Goiás contra o qual conquistou a taça em 2008. O dia estava PROLÍFICO em golaços. No desinteressante Grêmio 3-1 Barueri, Adílson, que nunca mete gols, acertou um pombo INALADO no ângulo do arqueiro Renê. No Palestra Itália, Diego Souza metera um voleio por cobertura (!) desde meio de campo (!!) para fazer um dos gols palmeirenses nos 3 a 1 então parciais sobre o Atlético Mineiro, que dificilmente valeriam para o título.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu vi esses gols. Acompanhei o andamento do placar pelas bolinhas da Globo, vi como o Sport flechou o Inter no primeiro tempo e como o juiz negou aos pernambucanos um pênalti minutos depois. Vi como os gaúchos cresceram no segundo tempo e, por ANTEVER como virariam, concluí que não valia a pena esperar até o fim da partida. Deixei de olhar a tevê e lancei-me em quinze minutos de alienação – o tempo que levava para percorrer, a pé e sob um sol congolês, o trajeto de volta para casa. Domingos são vazios em Santa Maria. As vitrines escuras, as lojas fechadas, o trânsito inexistente. Ainda assim, encontrei mais pessoas do que imaginava. Olhava para elas meio estranhado: a VIDA se definindo numa tarde e elas caminhando despreocupadas e debatendo amenidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez fossem gremistas buscando também a tranquilidade e fizessem as mesmas perguntas ao me ver. Mas eu não caminhava. Corria. Ou fazia o mais próximo de correr que se consegue nesse calor e com as condições físicas de alguém que jogou FUTSAL duas vezes nos últimos quatro meses. Percorria as calçadas sem saber o andamento das partidas. Com exceção de um par de carros que passou com o rádio num volume mais alto, nenhuma notícia futebolística chegou durante as primeiras dezenas de passos que eu dei na direção do LAR. O silêncio, contudo, berrava. Enquanto perdurasse estaria tudo bem. Os céus anunciariam se houvesse alguma mudança do cenário que eu vira pela última vez na tevê. E não há figura de linguagem – o foguetório é infalível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu estava na altura do Calçadão, esse trecho quase morto nos domingos santa-marienses, na hora em que a situação cambiou. Está na memória: 18 horas, 44 minutos e 19 segundos. Ao menos de acordo com o meu não muito confiável relógio. Foi quando o primeiro espocar se fez ouvir. O Calçadão está vivendo um clima natalino por esses dias, com papais noéis e pinheiros e tudo o mais, e enquanto eu passava por baixo das REFERÊNCIAS à festa tentava decifrar o que significava aquilo. Porque os foguetes podem vir dos dois lados. Se fossem poucos, seriam gremistas secadores festejando algo. Não eram poucos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uns passos mais adiante, ouvindo também um &lt;i&gt;Dingobéu&lt;/i&gt; adaptado que vinha de algum ponto da Praça Saldanha Marinho, mais foguetes explodiram no FIRMAMENTO. O Inter, com certeza, havia acabado de confirmar a minha previsão e virara o jogo. Mas podia ser pior. Podia ser muito pior. Vitória colorada ainda deixava o Brasileirão nas mãos do Grêmio, caso o Flamengo derrotasse o Corinthians – o quadro carioca chegaria à última rodada dois pontos na frente do Inter e só precisaria vencer, em casa, uns tricolores gaúchos obrigados por sua torcida a entregar os pontos. Podia ser que aqueles foguetes representassem não só a remontada alvirrubra, como também a derrocada rubro-negra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Maldisse a minha opção por me alienar, mas era aquela autocrítica sem grande convicção. Se o pior tivesse acontecido, se o Inter estivesse assumindo a liderança e praticamente ganhando o campeonato, era melhor que eu ficasse sem saber tão logo. Paradoxalmente, a dúvida me fez querer chegar rápido em casa e conferir as coisas. Apertei o passo. A Avenida Rio Branco nunca pareceu tão extensa, e a pressa se dissipou pelos instantes em que eu ainda me encontrava em frente à fileira de barracas de camelôs: um deles escolheu aquele momento para desfraldar uma bandeira do Inter.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Flamengo abrira as pernas. Céus. O Flamengo deixara o Corinthians empatar. Cheguei em casa às 18:51, quinze minutos depois de iniciar a caminhada, como imaginado. Enfiei a chave na fechadura sem ter certeza se o desespero tinha razão de ser, mas sabendo que o que quer que tivesse acontecido não tinha mudado mais – os foguetes pararam. Liguei a tevê no mudo – não me agrada ouvir narrações de triunfos colorados; até hoje não escutei qualquer áudio do gol do Gabiru em Yokohama. Sport 1-2 Inter. Acréscimos já iniciados, só havia mais dois minutos por correr. Metade do desastre estava consumada. Ignorei a internet e, sem querer saber o que o narrador falava, aguardei o apito final.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O jogo do Flamengo estava um pouco atrasado, disso eu sabia, e certamente a transmissão iria para lá quando acabasse o duelo da Ilha do Retiro. Foi. E o Flamengo continuava vencendo. Até tinha um pênalti para cobrar e dobrar sua vantagem. Tanta preocupação pra nada. Um torcedor invadiu o gramado e retardou a batida da penalidade. Às 18:57:23, segundo o meu mostrador de horas (vulgo CEBOLÃO), Leonardo Moura botou a bola nas redes. O goleiro corintiano Felipe ficou parado no centro do arco, e ainda aplaudiu quando a bola entrou, como se tudo aquilo estivesse planejado. Eu ri, mas saltaria pela janela de raiva se meu coração batesse pelo Inter. Na semana que vem o Grêmio inteiro deverá ser um Felipe cravado no chão e sem vontade de impedir o sucesso flamenguista, mais ou menos como o Inter cheio de reservas que levou 3 a 0 do São Paulo em novembro do ano passado, quando os paulistas disputavam a taça com o próprio Grêmio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pretensão demais achar que o Fla só vence o Grêmio no Maracanã se os tricolores entregarem. O time de Porto Alegre tem o péssimo hábito de se dar mal no Rio – e neste ano estendeu a sina para todos os rincões distantes de sua casa, com exceção dos Aflitos do Náutico, que não deixam de ser uma segunda casa. Em condições normais a vitória do Fla já seria &lt;i&gt;muito provável&lt;/i&gt;. A classificação só tratou de transformá-la em &lt;i&gt;certa&lt;/i&gt;. Os jogadores do Grêmio são profissionais e, ao contrário do pensamento COMUM, é exatamente por isso que &lt;i&gt;não&lt;/i&gt; podem querer vencer os cariocas: fossem amadores, jogariam por si e por seu orgulho. Mas eles são pagos para lutar pelo interesse da sua torcida. E o dos gremistas, agora, é ver o Inter vice-campeão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de um ano tão sem alma, escolher logo uma rodada dessas para vencer no Rio é merecer demissão por justa causa. Ou morte, porque o futebol é um pouco SELVAGEM.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;Foto minha. Editada, naturalmente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8477797421090755415-4837706678409514420?l=futebesteirol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://futebesteirol.blogspot.com/feeds/4837706678409514420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8477797421090755415&amp;postID=4837706678409514420&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/4837706678409514420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/4837706678409514420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://futebesteirol.blogspot.com/2009/11/quinze-minutos-de-alienacao.html' title='Quinze minutos de alienação'/><author><name>Maurício Brum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13754790028140580918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17122355192777397133'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SxNJ7yeLjQI/AAAAAAAAHg4/r0NXV9h4EaY/s72-c/Intercampeonocasi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8477797421090755415.post-8569680948730362579</id><published>2009-11-26T01:58:00.019-02:00</published><updated>2009-11-29T03:14:43.031-02:00</updated><title type='text'>O próximo sol não verá ilusões</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img7.imageshack.us/img7/1159/anoiteceeeeel.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 558px; height: 418px;" src="http://img7.imageshack.us/img7/1159/anoiteceeeeel.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida é um inferno. Ele se apegou tanto à ideia que não precisa mais formular a frase. É automático, inconsciente. A vida é um inferno. Não é que os dias estejam tediosos ou depressivos ou pesados ou insuportáveis demais. Ele sai com os amigos, ele bebe, ele passa horas lendo seus autores preferidos e vendo séries na tevê. Ele ri. Mas ainda falta algo. E sente como se tudo o que tivesse feito desde o dia em que nasceu fosse uma tentativa de se distrair. Enrolações que não evitaram que sua vida se tornasse infernal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Faltam cinco para a meia noite e ele rola na cama. Faltarão cinco para as seis e ele, na iminência de ir trabalhar, não terá dormido. A vida é um inferno quando não se dorme, mas é porque a vida é um inferno que ele não adormece – e não o contrário. Fica repassando mentalmente as tentativas, os quases, todas as epopeias que só um sonhador poderia imaginar. Fecha os olhos. Abre de novo. Na escuridão inexiste a diferença. Ele estaria desperto de qualquer jeito. Tomado de fúria, no meio da madrugada, muito depois das cinco para a meia noite e muito antes das cinco para as seis, sairá da cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrará das noites mal dormidas de um ano atrás. De quando virou a madrugada acreditando que aquela seria a vez e descobrindo que, como de costume, não era. Solitário na cozinha, o relógio apontando três e tantas da madrugada, observará os azulejos brancos da parede. As caixas de chá sobre um móvel, uma barata que agoniza na pia, as panelas sujas no fogão. Olhará para a geladeira como se pudesse vislumbrar o que há além do metal, conhecedor que é de que não há mais nada alcoólico ali para afogar as mágoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como queria algo alcoólico para esquecer tudo! Esquecer que já entrou na quinta-feira e o trabalho vem feroz com o raiar do sol, sem tomar conhecimento das suas aflições. Esquecer das certezas ungidas sob luas cúmplices que miravam tudo e pareciam aprovar a situação. Esquecer da fé quase fundamentalista de quem fecha os olhos para os sinais e os ouvidos para os alertas alheios e se crê único entendedor de como a vida se encaminha – e está seguro de que ela se encaminha para um desfecho inédito e feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava ali, um homem feito, e incorria nos mesmos erros de adolescente. Sonhar demais. O mundo nas mãos. Os planos, as alegrias, as complicações, o cálculo perfeccionista feito no cérebro, e os dias passando sem que algo concreto se formasse para além do seu crânio. Não era justo, Deus, que os outros tivessem o que ele não tinha. Agora haveria de ser a vez dele. De mostrar para todos que também era capaz, e era capaz de mais do que cada um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Praticamente quatro da madrugada. Abrirá a porta e se sentará na escadinha que dá acesso à casa. Contemplará a rua vazia, imensa na sua desolação. O vento carregando alguns copos plásticos que se chocam no meio-fio com um ruído ensurdecedor. Mas talvez seja só para ele. As sensações são potencializadas nessas horas doídas. O negror da noite é capaz de cegar. E o frio, de matar. Os sons perfuram-lhe os tímpanos e os odores, bem, esses preocupam pouco. Em madrugadas nas quais falta ar, o cheiro é secundário. E o homem sufoca nessas noites que precedem um amanhecer sem as ilusões de antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atarantado, voltará para dentro do lar. Desistirá da cama. Concentrar-se-á no sofá. O ponto zero, o mesmo lugar onde, horas antes, as coisas pareciam fluir a contento. Eram instantes em que seus olhos brilhavam. Sim, sim, havia justiça no mundo. Teria aquela por quem investiu tantas horas pensando. Valera a alienação voluntária, a marcha lenta com que levou as semanas anteriores, porque o grande momento para o qual se preparara havia chegado. Aí tomou conhecimento daquele sujeitinho.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img163.imageshack.us/img163/2136/edisonmendezdios.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 558px; height: 418px;" src="http://img163.imageshack.us/img163/2136/edisonmendezdios.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Edison Méndez, surgirá na sua mente o nome escrito num letreiro de néon. Edison Méndez três vezes. Liga de Quito &lt;a href="http://futebesteirol.blogspot.com/2009/11/perpetuo-ate-o-fim-da-semana-2-claudio.html"&gt;5 a 1&lt;/a&gt;. E nada de álcool na geladeira para esquecer o nome e os números desgraçados. A vida é um inferno. Serão seis e quinze da manhã quando a esposa sairá da cama, irá para a sala e encontrará o marido sentado no sofá, com o olhar perdido e úmido de quem chorou de amor. Pelo Fluminense. À frente do homem ainda estará a pizza inacabada da noite anterior. Pizza com &lt;a href="http://futebesteirol.blogspot.com/2009/11/breve-tratado-metafisico-da-azeitona.html"&gt;azeitonas&lt;/a&gt;. A essa altura, murchas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto 1: minha&lt;br /&gt;Foto 2: AFP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8477797421090755415-8569680948730362579?l=futebesteirol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://futebesteirol.blogspot.com/feeds/8569680948730362579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8477797421090755415&amp;postID=8569680948730362579&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/8569680948730362579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/8569680948730362579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://futebesteirol.blogspot.com/2009/11/o-proximo-sol-nao-vera-ilusoes.html' title='O próximo sol não verá ilusões'/><author><name>Maurício Brum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13754790028140580918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17122355192777397133'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8477797421090755415.post-7537724912659914566</id><published>2009-11-23T23:40:00.009-02:00</published><updated>2009-11-24T00:24:36.998-02:00</updated><title type='text'>Perpétuo até o fim da semana (2): Claudio Bieler</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img7.imageshack.us/img7/1632/bielerdios.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 558px; height: 418px;" src="http://img7.imageshack.us/img7/1632/bielerdios.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O primeiro gol é normal. O segundo gol é normal. O terceiro gol é normal. Mas o quarto é um absurdo. E a partir daí, chega a ser indecente. Goleadas por três a zero não existem. Isso é invenção de jornalistas que queriam agradar os torcedores. Triunfos por três a zero são perfeitamente aceitáveis e dentro dos padrões. Bonitos, com domínio amplo – e fim. Se um dia eu lançar um dicionário, o conceito do termo banalizado vai ser mais ou menos esse:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Goleada&lt;/span&gt; [De golear + -ada] &lt;span style="font-style: italic;"&gt;S. f. Bras. Fut. &lt;/span&gt;Vitória por margem de três gols ou mais, na qual a equipe vencedora anota pelo menos quatro tentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meninos que frequentam as arquibancadas dos estádios crescem esperando o quarto gol. E geralmente a espera vai até ali. Existe uma lei não escrita dentro do futebol, uma espécie de limiar entre o que é castigo aceitável para o mau futebol e o que parece violar os DIREITOS HUMANOS. Até o quarto gol, tudo bem. Nós somos ruins mesmo, não estamos jogando nada, faz parte. Mas se marcarem o quinto já é sacanagem. Temos família para sustentar, porra, parem de ficar se exibindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por isso a linha divisória entre o quarto e o quinto gol não costume ser batida tão facilmente. Deve ser só impressão, mas os carnês de campeonatos pelo mundo aparentam ter muito mais vitórias por cinco a DOIS do que por cinco a um ou a zero. Como se os vencedores só se sentissem autorizados pelos ANJOS a superar a barreira dos quatro depois de conceder alguma compensação aos subjugados – no caso, a honrosa diminuição da diferença de gols.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Causa espanto quando determinados times não apenas chutam essa oculta etiqueta futebolística como também deixam evidente que querem subverter todo o CAVALHEIRISMO da pelota. Mesmo num amistoso típico de pré-temporada, de profissionais contra amadores, goleadas com números mais expressivos que quatro bolas na rede adversária provocam alguma COMICHÃO. Em partidas decisivas, é de alterar o modo como o planeta gira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três primeiros títulos mundiais foram definidos ao som de narrações que precisavam descrever mais que quatro gols do campeão. Em 1960, o mágico Real Madrid de Di Stéfano e Puskas pisoteou o poderoso Peñarol por 5 a 1 no Santiago Bernabéu. Em 1961, o raivoso Peñarol de Spencer escolheu o Benfica para desfazer os fantasmas do ano anterior, metendo 5 a 0 nos portugueses na segunda das três partidas da Copa Intercontinental, disputada em Montevidéu. Os benfiquistas voltaram a ser vítimas em 1962, dentro de casa, quando caíram por 2 a 5 para o Santos de Pelé – e levavam 0 a 5 até os quarenta do segundo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na América do Sul, o caso mais recente de time que não respeitava os limites do BOM-SENSO em jogos decisivos foi o São Paulo. Em 1993 botou 5 a 1 no Universidad Católica do Chile, pela final da Libertadores, e no ano seguinte aplicou 6 a 1 num Peñarol que já estava no CREPÚSCULO de suas glórias passadas, desta vez na decisão da extinta Copa Conmebol. A Liga de Quito, que no Brasil preferimos chamar de LDU, talvez seja a herdeira e o expoente desse modo de vida DESPUDORADO neste final de década.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco mais de um ano, o time só não aplicou uma goleada sobre o Fluminense na decisão da Libertadores porque os cariocas descontaram no segundo tempo – e 4 a 2, com seus dois gols de diferença, não pode ser goleada segundo o Dicionário Brum de Futebolês. Como os cariocas estivessem já classificados para a final da Sul-Americana deste ano e a Liga ainda precisasse garantir sua vaga pela outra semifinal, o time fez uma reunião no vestiário e concluiu: vamos massacrar alguém logo, mas massacrar mesmo; depois nós vemos se conseguimos outra dessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vítima foi o River Plate de Montevidéu. Quiçá com outro adversário a tentativa dos equatorianos não passasse da intenção, mas ao River Plate de Montevidéu lhe agrada picotar os sonhos com PUNHALADAS sem fim. Os Darseneros são um caso exemplar de time pequeno que surpreende, chega a encantar e, na hora em que param de duvidar dele, resolve se entregar da maneira mais espetacular que consegue imaginar para aquele dia. No Clausura Uruguaio de 2008, o tiki-tiki dos comandados de Carrasco MALTRATAVA os oponentes. Em 15 rodadas, a equipe foi às redes 48 vezes, uma média de 3,2 pelotas nos cordões adversários por jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ápice daquilo tudo foi um certo primeiro tempo contra o Nacional, em 19 de abril: com menos de 35 minutos, o Bolso caía por 3 a 0. Ao fim daquela tarde, no entanto, os tricolores saíram do Centenário &lt;a href="http://futebesteirol.blogspot.com/2008/04/trs-seis.html"&gt;triunfantes por 3 a 6&lt;/a&gt;. E os três pontos certos faltaram para o River na tabela. O quadro ficou empatado em pontos com o Peñarol na liderança do Clausura 2008, contando 12 vitórias, 1 empate e 2 derrotas, e um playoff se fez necessário. O jogo para apurar o campeão teve outro começo infernal do River, que abriu 3 a 1 em 40 minutos, e outra remontada dos opositores. &lt;a href="http://futebesteirol.blogspot.com/2008/06/o-regresso.html"&gt;O Peñarol venceu o duelo por 3 a 5&lt;/a&gt;. A equipe Darsenera pagava por manter o ofensivismo quando devia segurar o resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Quito, na semana passada, o River entrou em campo classificado contra a Liga. Mantendo o resultado do início, estaria na finalíssima, graças aos 2 a 1 favoráveis que obteve em casa. Vantagem dos riveristas que amam entregar nessas horas mais crise de abstinência por goleadas dos equatorianos que adoram golear nesses momentos. Um mais um igual a sete. A soma era tão explosiva que dinamitou os ALICERCES da matemática. A Liga de Quito fez todos os gols necessários para acalmar os nervos, uma vez mais desrespeitou a LÓGICA dos confrontos decisivos, e foi dormir com a vaga na final e ABUSIVOS 7 a 0 de crédito na sua conta. Sete a zero no jogo que antecede a disputa da taça. SETE. A Convenção de Genebra devia proibir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claudio Bieler, &lt;a href="http://www.eluniverso.com/2009/10/21/1/1372/claudio-bieler-le-gustaria-nacionalizarse-ecuatoriano.html?p=1371&amp;amp;m=100"&gt;o argentino que deseja se naturalizar equatoriano&lt;/a&gt;, deu as ordens para iniciar e terminar a surra. Anotou o primeiro e os dois últimos gols da noite. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;El Taca&lt;/span&gt;, que há um ano e meio marcou aos 2 minutos de partida e iniciou a vitória da LDU na primeira final da Libertadores sobre o Flu, será um dos poucos a jogar essa nova decisão, que reedita o confronto. Dos pelo menos vinte e dois nomes capazes de estar nessa condição, nem um terço decidirá a Sul-Americana. São cinzentos esses dias de personagens fugazes no Continente. Pela sua tripleta de quinta-feira, pela falta de vergonha dos seus companheiros em meter goleadas nos momentos que não deveriam ter goleadas, e pela garantia de fardar nas finais de 2008 e 2009, Bieler azulou um pouco o gris dos céus e foi o homem da semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: EFE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8477797421090755415-7537724912659914566?l=futebesteirol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://futebesteirol.blogspot.com/feeds/7537724912659914566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8477797421090755415&amp;postID=7537724912659914566&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/7537724912659914566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/7537724912659914566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://futebesteirol.blogspot.com/2009/11/perpetuo-ate-o-fim-da-semana-2-claudio.html' title='Perpétuo até o fim da semana (2): Claudio Bieler'/><author><name>Maurício Brum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13754790028140580918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17122355192777397133'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8477797421090755415.post-6859787643213555887</id><published>2009-11-22T02:02:00.002-02:00</published><updated>2009-11-22T02:19:43.580-02:00</updated><title type='text'>Futebesteirol distribui carrinhos e ergue duas taças</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img10.imageshack.us/img10/1576/211120092441.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 558px; height: 418px;" src="http://img10.imageshack.us/img10/1576/211120092441.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não eram o Centenario de Montevidéu, o Monumental de Núñez ou o Maracanã no Rio. Não eram Wembley, Santiago Bernabéu ou San Siro. Não eram nem mesmo o 19 de Outubro, os Eucaliptos ou a Baixada Melancólica. Mas talvez fosse o Estrelão de Porto Alegre. Nas mesas do Amsterdam Bar em Santa Maria, houve uma dose HOMEOPÁTICA da comemoração que se vê nas grandes canchas das ilusões futboleras. Era o Futebesteirol impondo um jogo de raça para botar duas taças no armário.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A noite de sábado foi de divulgação dos premiados na segunda edição do Prêmio Anual de Comunicação (o PANC, numa sigla de rara felicidade), promovido pela Faculdade de Comunicação Social da Universidade Federal de Santa Maria e aberto para qualquer terráqueo que se aventurasse. Concorrendo com sabe-se lá quem, mas certamente contra adversários valorosos que não hesitaram em golpear a botinadas, o Futebesteirol usou seu esquema de dois homens (sempre num retranqueiro 2-0-0) para provocar e revidar os oponentes. Ouvindo berros de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pone huevo que ganamos&lt;/span&gt;, o blog fez uso de nobres carrinhos para derrubá-los todos com indiscutível PUNDONOR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois prêmios conquistados por esta página vieram nas subcategorias &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Produção Web em Jornalismo&lt;/span&gt; e, por mais contraditório que pareça, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Reportagem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Impressa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Na primeira, a produção do Futebesteirol em 2009 foi GALARDONADA como um todo, sendo Maurício Brum e Iuri Müller os autores reconhecidos (?). A cobertura da Segundona, desde já CLÁSSICA, contribuiu decisivamente para o sucesso da campanha.  O outro prêmio da noite veio com a versão em papel  da reportagem “&lt;a href="http://futebesteirol.blogspot.com/2008/09/cruzeiro-um-interiorano-em-porto-alegre.html"&gt;Cruzeiro, um interiorano em Porto Alegre&lt;/a&gt;”, de autoria do Iuri, feita após um mergulho nas profundezas do Estrelão em setembro do ano passado. Os dois troféus já estão na sede da corporação e serão penhorados para bancar reportagens futuras.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8477797421090755415-6859787643213555887?l=futebesteirol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://futebesteirol.blogspot.com/feeds/6859787643213555887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8477797421090755415&amp;postID=6859787643213555887&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/6859787643213555887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/6859787643213555887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://futebesteirol.blogspot.com/2009/11/futebesteirol-distribui-carrinhos-e.html' title='Futebesteirol distribui carrinhos e ergue duas taças'/><author><name>Maurício Brum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13754790028140580918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17122355192777397133'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8477797421090755415.post-1793170981948549133</id><published>2009-11-19T23:10:00.004-02:00</published><updated>2009-11-20T00:20:39.063-02:00</updated><title type='text'>Breve tratado metafísico da Azeitona</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SwX6p0Vi53I/AAAAAAAAHgY/645uuu5oNdw/s1600/Fluminense+Sudamericana.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 272px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SwX6p0Vi53I/AAAAAAAAHgY/645uuu5oNdw/s400/Fluminense+Sudamericana.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406002524058740594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A maior parte das mulheres que conheço não gosta de azeitonas. Observam enojadas e deixam num canto do prato. Digamos que é uma proporção de setenta por cento de almas avessas ao CAROÇO ENGOMADO presente nos pratos mais variados. Falo isso apenas para introduzir o assunto, porque faltam explicações embasadas na CIÊNCIA para o ódio da população feminina em relação às bolotas pretas, verdes, roxas ou, vá lá, FÚCSIAS. O que me importa é a bolota, independente da cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A azeitona é um jogador que serve para completar o time em qualquer canto. Daqueles muito ruins, que entram onde sobrar lugar. Ou dos espetacularmente bons, que se garantem na posição em que o treinador colocar. O DILEMA da oliva é justamente esse: para alguns é o Pelé do prato; para outros, o Jacozinho. Os filósofos gregos, aqueles desocupados que passavam o dia propagando a falta de sentido entre o povo, deveriam ter dedicado algumas horas ao estudo da azeitona, que gregos gostam de oliveiras, mas preferiram tentar (não) entender essas questões desimportantes como a vida, as ideias e todas as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu sei das azeitonas, na falta de uma análise ARISTOTÉLICA a respeito, eu aprendi nas TERRINAS de couvert do mundo. Aquelas que chegam como uma cortesia antes do resto, até do menu, e depois surgem misteriosamente na conta, abaixo de coca-colas e acima de águas jamais consumidas. O couvert, a entradinha, são os pãezinhos secos ou torrados acompanhados de manteiga, margarina ou coisas pastosas de coloração indefinida e gosto misterioso; os ovinhos de codorna em conserva, os salaminhos, os queijinhos, os pepininhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As azeitoninhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca vi azeitonas sem caroço nos restaurantes que se dignam a servi-las. As cores variam e algumas inclusive parecem estar pretas por PUTREFAÇÃO ao invés de obra genética, mas o caroço é o torcedor de fé que não falta a um jogo no estádio. Sempre presente, em qualquer situação. Comprou o pacote de ingressos para a temporada inteira e está lá mesmo que o time apareça só pra cumprir tabela. Os teóricos do azeite de oliva (?) dizem que a ausência do caroço – e, com nojo, complementam: “substituído por PIMENTÃO” – equivale a sacar da azeitona seus HUMORES essenciais para subsistir sobre a face da Terra. Uma azeitona sem caroço não teria nem alma e ainda querem achar sabor? Ah, os inocentes – pensam eles com um ar superior emanando das RETINAS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caroço é, também, uma promessa de ADRENALINA correndo pelo corpo. Só existem cinquenta e nove sensações catalogadas pelos biólogos como mais intensas do que mastigar furiosamente uma azeitona – incluídos aí o orgasmo e o tratamento de canal – e, num átimo de desatenção, cravar sua semente entre os molares superiores e inferiores. Além de ser um risco emocionante para as dentições mais frágeis, o caroço é um inimigo da reputação da própria azeitona. Quanto menos CARNE tiver o fruto da oliveira, maior parecerá o caroço. E mais árdua a tarefa de extrair dali algo comestível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a azeitona costuma vir farta, gorda como uma GIRONDA prenha. Quem a seca como um torcedor do Pelotas em dia de jogo do Brasil é a geladeira. Sim, aquela Brastemp em aço escovado, reluzente de nova, que ruge na cozinha e às vezes até perturba o sono no sofá da sala, é ela que está murchando e endurecendo as azeitonas guardadas com tanto ZELO – e que a mulher, provavelmente, despreza por completo e todos os dias dá uma olhada querendo atirar pela janela. Minha tese é toda sustentada por comprovações empíricas colhidas ao largo dos anos e tem uma boa dose de achismo, mas é minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma azeitona não resiste a um dia de geladeira. Não é como, sei lá, uma MORTADELA, um requeijão ou um patê de rabo de pato defumado, que duram alguns dias até serem devidamente comidos. Diz a embalagem que o pote de azeitonas sobrevive bem por dez dias depois de aberto, desde que conservado num ambiente refrigerado. Mas é balela e, você, com toda a cultura adquirida nos QUADRINHOS E CRUZADAS do Segundo Caderno da Zero Hora, não é pessoa de cair em balelas. Os próprios azeitonófilos (?), quando produzem a embalagem lá na fábrica, torcem para que as pelotinhas sejam todas consumidas de uma vez e a FALÁCIA não fique tão clara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade cabal, inquestionável e sólida, meus amigos, é que um pote de azeitonas só tem qualidade na primeira pegada. Esqueça o picadinho completo, a pizza ou o que for  mais elaborado. Use todas as azeitonas de uma vez. Nem que produza doses intermináveis de drinks e distribua entre os vizinhos. Você pode comer no dia seguinte, e no outro, no outro e (se estiver famélico) no outro, mas não vai ser a mesma coisa. Aquilo já não serão AZEITONAS, dignas de caixa alta. Serão zeitoninhas. Endurecidas em sua razão de existir, enrugadas pela canseira dos dias e jururus por não terem podido ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fluminense deste fim de ano é das coisas mais espetaculares de ver que o futebol brasileiro produziu na década. O time morto que ressurgiu para jogos copeiros e sonhos altos. Aquele jogo de ontem contra o Cerro Porteño com remontada nos acréscimos, por Dios, merecia ser enquadrado e pendurado na sala de casa. Um gol de GUM ensanguentado, outro tento driblando o goleiro no MEIO DE CAMPO e uma briga com PRISÕES no fim, tudo coroado com classificação à final continental para os cariocas. Foi de olhar para os céus, erguer o polegar em sinal de positivo e dizer que fizeram um bom trabalho inventando o futebol. O Flu, definitivamente, abriu um pote de azeitonas no momento em que Fred acordou. E os tricolores estão se deliciando com a iguaria desde que iniciaram sua série invicta, agora contando doze jogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas precisam continuar com fome. Precisam ir até o fim nessa toada. A geladeira do Fluminense é uma derrota. Perder alguma das finais da Sul-Americana ou um jogo do Brasileirão pode aniquilar o espírito e condenar o que ainda há de aproveitável no fundinho do pote. Aí nenhuma das últimas azeitonas será tão agradável ao paladar como poderia. E a reação pode acabar como ilusão, num vice e num rebaixamento, tornando o fim de ano mais doloroso do que seria com uma queda óbvia. Termine essas azeitonas, Flu. Não olhe para os queijinhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto extraída do PÂNCREAS do site oficial do Fluminense.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8477797421090755415-1793170981948549133?l=futebesteirol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://futebesteirol.blogspot.com/feeds/1793170981948549133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8477797421090755415&amp;postID=1793170981948549133&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/1793170981948549133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/1793170981948549133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://futebesteirol.blogspot.com/2009/11/breve-tratado-metafisico-da-azeitona.html' title='Breve tratado metafísico da Azeitona'/><author><name>Maurício Brum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13754790028140580918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17122355192777397133'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SwX6p0Vi53I/AAAAAAAAHgY/645uuu5oNdw/s72-c/Fluminense+Sudamericana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8477797421090755415.post-6110549300207633310</id><published>2009-11-18T17:36:00.015-02:00</published><updated>2009-11-20T02:06:38.180-02:00</updated><title type='text'>Murmúrios de esperança para a Bósnia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SwRgENbygiI/AAAAAAAAHgQ/Lu4VPOXAykY/s1600/Vedran+Smailovic.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 270px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SwRgENbygiI/AAAAAAAAHgQ/Lu4VPOXAykY/s400/Vedran+Smailovic.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405551078193398306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não eram só alvos estratégicos que as forças sérvias atacavam. A foto impressionava e denunciava o aspecto genocida da guerra, ignorado por boa parte do mundo durante as primeiras semanas do cerco, em 1992. Sobre as ruínas da Biblioteca Nacional da Bósnia, o principal violoncelista da Orquestra Filarmônica de Sarajevo, Vedran Smailovic, tirava melodias chorosas do seu instrumento. Naquela situação, com o céu gris sobre a cabeça, os atiradores de elite à espreita e as bombas despencando sem aviso, Smailovic foi às ruas, como se as notas musicais o protegessem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Sarajevo era então uma cidade cercada e com o abastecimento bloqueado. Em 5 de abril de 1992, quatro dias depois de a Guerra da Bósnia ter seu começo formalizado, as forças da auto-proclamada República Srpska e do Exército da Iugoslávia tomaram os arredores da capital bósnia e iniciaram o mais longo cerco registrado na história moderna da guerra: quase quarenta e sete meses. Comida, água, e mesmo combustível para aquecimento das casas não chegavam aos habitantes da cidade, reféns de uma situação que as mal equipadas tropas locais não conseguiam reverter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ruas da Capital ganharam avisos – &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pazite, Snajper!&lt;/span&gt; – indicando a presença de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;snipers&lt;/span&gt;, os franco-atiradores, postados no alto dos edifícios da vizinhança. Mas a fúria genocida atacava por todas as pontas. E no dia 27 de maio de 1992, por volta das dez da manhã, um grupo de civis famintos que aguardavam em fila para receber um frugal pedaço de pão foi atingido por um tiro de morteiro. Vinte e dois homens, mulheres e crianças morreram. Vinte e dois seriam os dias pelos quais o celista da Filarmônica local sairia de casa carregando seu instrumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte ao ataque, Vedran Smailovic se postou no mesmo lugar em que a explosão assassina vitimara os inocentes. Sobre a cratera deixada pelo ataque, assentou o celo, puxou um banquinho e começou a tocar. As feridas abertas estavam por todos os lados. Nas paredes dos prédios, no asfalto das ruas, na carne e nos sonhos das pessoas. E ali, no meio das ruínas, um homem desafiava os projéteis, a pólvora e a insanidade de todos os outros homens. Indefeso e vestido como se estivesse iluminado no palco da Ópera de Sarajevo, usava as cordas para criar um fiapo de esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tocou, tocou e tocou. Por vinte e duas jornadas consecutivas. Variava os momentos do dia. Não a música. Do seu violoncelo escorriam lágrimas na forma das notas do &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=COrzP7O1M_Q"&gt;Adágio em G Menor de Albinoni&lt;/a&gt;, um som cuja melancolia é capaz de transportar a mente em divagações intermináveis. Ainda que solitário, o tom de Smailovic ecoou pelas construções destruídas. Engoliu civis, soldados dos dois lados e acordou o mundo. Os noticiários que dedicavam espaços resumidos à Guerra da Bósnia decidiram colocar uma lupa sobre os Bálcãs e compreender melhor o que ali se passava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo olhar revelou mais do que uma guerra comum. Havia ali atrocidades e massacres, cujo objetivo de ser aquilo mesmo os autores nem se preocupavam em dissimular. Não havia locais seguros para quem morasse em Sarajevo. A Biblioteca Nacional, que teve sua destruição eternizada na célebre foto de Mikhail Evstafiev, tirada enquanto Smailovic tocava, foi um dos alvos inexplicáveis. Casas, hospitais e escolas poderiam ser os próximos. A comunidade internacional, envergonhada com uma coisa daquelas em plenos anos noventa, não tardou para adotar uma postura mais ativa. Vedran Smailovic, por sua vez, estendeu os dias de sua arte. Queria dar uma resposta para a guerra e a insensatez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questionado por um repórter se não era louco por arriscar a vida para tocar nas ruas desertas de uma cidade destruída, Smailovic rebateu com nova interrogação: “por que você não pergunta a eles se não são loucos por bombardearem Sarajevo?”. Ao término das vinte e duas datas estipuladas para a homenagem inicial, o violoncelista virou um ser errante pelos caminhos de Sarajevo, naquele momento a própria Capital do Inferno. Em muitos velórios de inocentes mortos durante o cerco, Smailovic surgia de repente, sem qualquer aviso, e brindava à sua memória, com alguns minutos de som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sarajevo resistiu ao cerco graças à abertura do seu aeroporto para aviões de provisões das Nações Unidas e à construção de um túnel que permitiu aos bósnios contornarem o embargo internacional de armas – aplicado para todos os envolvidos no conflito, incluindo os defensores da cidade – e também proporcionou uma rota de fuga para muitos habitantes. A intervenção da OTAN, em 1995, conduziu a Guerra da Bósnia a um fim. A luta cessou em dezembro daquele ano, mas a data da retirada dos invasores de Sarajevo tardaria até o fim do segundo mês do ano seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 29 de fevereiro do bissexto 1996, os soldados iugoslavos finalmente deixaram suas posições. A população de Sarajevo foi reduzida a menos de dois terços do que era antes da guerra, pelas mortes e emigrações forçadas. O próprio Vedran Smailovic acabaria deixando a cidade, convertendo-se em ícone da paz e tocando ao lado de artistas como Pavarotti, Paul McCartney, e U2 nos anos seguintes. Havia feito a sua parte na VIDA, e com o tempo só desejou descanso. Agradece por não frequentar mais o noticiário internacional, embora no ano passado tenha sido procurado pela imprensa para comentar, irritado, um livro que se apropriou da sua história para criar uma ficção (The Cellist of Sarajevo, do canadense Steven Galloway).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Smailovic esconde-se hoje em Warrenpoint, uma cidadezinha de menos de dez mil habitantes no nordeste da Irlanda do Norte. Ele passa os dias compondo e jogando xadrez, participando esporadicamente de eventos de caridade. Talvez Smailovic nem goste de futebol e nunca tenha chutado uma bola. Ou então seja um apaixonado, o centroavante frustrado que um dia sonhou em defender o FK Sarajevo. Seja como for, e mesmo distante, ele deve estar tão ansioso quanto seus patrícios na noite de hoje. Em Zenica, a poucos quilômetros da sua Capital outrora sitiada, a Bósnia-Herzegovina enfrenta Portugal pelo segundo jogo da repescagem, podendo ir à Copa do Mundo pela primeira vez.  Hoje, as únicas bombas que a cidade verá serão os chutes dos atletas em campo - e eventuais rojões estourados para festejar uma conquista de vaga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentado na frente da tevê, o celista de Sarajevo só quer tocar algo alegre quando o jogo terminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Update da madrugada sobre as repescagens:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E foi com sons de lamúria, novamente, que terminou a noite em  Zenica, Sarajevo,  Warrenpoint, ou onde houvesse alguém torcendo pela Bósnia. Faltou força para derrotar o decadente time de Portugal que, apesar dos pesares, conta com o &lt;a href="http://futebesteirol.blogspot.com/2009/11/perpetuo-ate-o-fim-da-semana-santiago.html"&gt;SANTIAGO DO FUTEBOL EUROPEU&lt;/a&gt;, Cristiano Ronaldo. Ainda assim, houve festejos em algum canto dos Bálcãs, com o contundente 1 a 0 da ESLOVÊNIA sobre a temida Rússia de Hiddink, Arshavin e todos aqueles lá. Na região, a classificação eslovena soma-se à da Sérvia, que já havia se garantido na Copa durante a fase de grupos das Eliminatórias. Como a Ucrânia imitou os russos e também se foi (0-1 em casa contra a Grécia), o placar final das  Eliminatórias foi 2 a 0 para a ex-IUGOSLÁVIA sobre a ex-UNIÃO SOVIÉTICA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os irlandeses pareciam estar movidos a TORRES de cerveja, uísque e todos os fluídos dotados de algum teor mensurável em graus Gay-Lussac. Por isso trituraram a França. Mas nem em COMA alcoólico um vivente deixaria de ver o toque de mão de Thierry Henry, um lance que até o VÔLEI condenaria, como condução. Henry conseguiu estar impedido e estapear a pelota duas vezes na mesma jogada, antes de cruzar pro gol de Gallas, que empatou e sentenciou a repescagem. Roubalheira infernal, como sói acontecer em Copas do Mundo - mas desta vez começaram cedo DEMAIS. Graças ao juiz, a França está com a passagem para a África do Sul &lt;span style="font-style: italic;"&gt;na mão&lt;/span&gt;, como li por aí&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A esquecida bandeira da Argélia voltará a ser hasteada num estádio de Copa do Mundo, graças à vitória por 1 a 0 sobre o Egito no Sudão, um jogo extra para um confronto que gerou até INCIDENTES DIPLOMÁTICOS e carnificinas nas ruas do Cairo, de Argel, e por outras daquelas cidades do MAGREB. O Egito confirmou novamente que é o ATLÉTICO MINEIRO da África. Os dois são os maiores campeões nos torneios dos seus quintais, mas enquanto um não consegue ganhar um título nacional de forma alguma, o outro é incapaz de conseguir uma puta vaga na Copa do Mundo há vinte anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No Centenário, o Uruguai e Costa Rica não negou o que se considerava definido desde o fim de semana. Valeu pelo gol do Loco Abreu e, depois, pelo peixinho dele próprio dentro da área Celeste, salvando a pátria num momento em que as DONINHAS de Renê Simões acreditaram que podiam remontar um jogo que acabou em 1 a 1.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8477797421090755415-6110549300207633310?l=futebesteirol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://futebesteirol.blogspot.com/feeds/6110549300207633310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8477797421090755415&amp;postID=6110549300207633310&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/6110549300207633310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/6110549300207633310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://futebesteirol.blogspot.com/2009/11/murmurios-de-esperanca-para-bosnia.html' title='Murmúrios de esperança para a Bósnia'/><author><name>Maurício Brum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13754790028140580918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17122355192777397133'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SwRgENbygiI/AAAAAAAAHgQ/Lu4VPOXAykY/s72-c/Vedran+Smailovic.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8477797421090755415.post-7993405132381173369</id><published>2009-11-16T23:40:00.012-02:00</published><updated>2009-12-01T00:01:03.406-02:00</updated><title type='text'>Perpétuo até o fim da semana: Santiago</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sob chuva. Sobre campo pesado. Jogando dia após dia, sem descanso. E este domingo já era o terceiro dia. O cronômetro chegava aos 65 minutos da partida decisiva, aquela hora em que o cérebro ainda quer, mas os músculos refugam. Não havia outro jeito de ganhar o jogo. Era preciso uma bola parada. As ondas sonoras do apito&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SwIHJ1sFAHI/AAAAAAAAHgI/XPIfmvxni2s/s1600/GREMIO+IBIRUBA.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 100px; height: 120px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SwIHJ1sFAHI/AAAAAAAAHgI/XPIfmvxni2s/s400/GREMIO+IBIRUBA.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404890368410189938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; do juiz chegaram a curvar as gotas que o céu cuspia. E o estádio esperou, paciente, enquanto a estrela do time pediu a bola. Que ficassem tranquilos, que deixassem com ele.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ele chegou à equipe qual um Cristiano Ronaldo desembarcando em Madrid. O anúncio do seu nome talvez tenha criado sobre os torcedores um impacto maior do que o do português no Santiago Bernabéu. Esquecendo-se os valores, essas coisas irrelevantes no futebol atual, a única diferença entre as contratações dos dois é que, diferentemente de Cristiano Ronaldo, ele não era a primeira opção do clube. Diante da proximidade do maior torneio do ano, os dirigentes sentaram, coçaram a cabeça, espremeram os neurônios como laranjas até sair dali um SUCO junto com um nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um belo dia, concluíram que deviam correr atrás de Sandro Sotilli. O time em questão é o Grêmio Esportivo Ibirubá, e a época era a das semanas prévias à disputa do Campeonato Sulbrasileiro Amador – cujo direito de disputar e sediar o Grêmio ganhou junto com o título do Gauchão de Amadores do ano passado. Sim, Ibirubá quis Sandro Sotilli. Você aí, arrependendo-se amargamente de ter ouvido a sugestão da namorada e pego uma bola daquele maldito sorvete de PISTACHE e no Noroeste do Estado alguns dirigentes planejavam a mais bombástica contratação dos últimos decênios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois enquanto você, que agora já sabemos ser um INOCENTE, colocava a calda de chocolate sobre o sorvete numa VÃ tentativa de salvar o dia, o Grêmio se frustrou. O Pelotas já tinha um pré-contrato com Sotilli para disputar a primeira divisão profissional em 2010, e não quis arriscar os ricos JOELHOS do seu matador num campeonato de três dias. Disse que não era assim que as coisas funcionavam, que os ibirubenses desculpassem, mas o Sotilli ficaria bem CALMINHO em casa. O loiro centroavante, no entanto, também mete gols quando faz indicações. E ao time de Ibirubá disse que um dos seus companheiros mereceria um ARCO DO TRIUNFO pelo que acabaria fazendo no Grêmio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns dias depois, um certo atacante fez uma viagem em que a CONDUÇÃO pareceu rastejar sobre os pedriscos da estrada. Percorreu o mapa e pisou no Noroeste gaúcho já sentindo nas espáduas todo o peso das ilusões dos mais de DEZENOVE MIL habitantes ibirubenses. Ali, calculou, seria rei. Era o cenário propício para se recuperar. Porque o Grêmio também queria a ressurreição. Elisandro Naressi Roos, o atacante que as canchas ovacionam como Santiago, foi sumindo das escalações do Pelotas na Segundona deste ano e terminou o certame com apenas quatro gols. O Grêmio Esportivo Ibirubá, defendendo o título de amadores do Rio Grande, caiu nas semifinais do campeonato deste ano e chegou ao Sulbrasileiro menosprezado pelos oponentes – temiam o apoio da torcida, não suas qualidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Santiago, o time doído virou SENHOR. Responsável por ceder seu campo a todas as partidas e bancar a acomodação dos participantes do Sulbrasileiro, o Grêmio Ibirubá só foi bom anfitrião até aí. Em campo, ninguém o venceu. Nem o segurou. E nem foi capaz de perfurar a sua defensiva. Ao cabo dos três jogos, os ibirubenses contaram nove pontos e nove gols feitos, contra nenhum sofrido. Na sexta-feira, o paranaense São Manoel caiu por 2 a 0. Santiago marcou um. No sábado, os paulistas do Real de Santo André foram ao chão como RODILHAS diante de um futebol irresistível que rendeu goleada de 6 a 0. Santiago balançou as redes duas vezes mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quadrangular se decidiu ontem. Cada time chegou com seis pontos. E o outro time era dotado de tradição. Entre 1999 e 2002, o catarinense Juventude, de Lindoia, conquistu um irrepetido tetracampeonato no Sulbrasileiro. O Grêmio buscava sua primeira conquista, envolto naquela aura de&lt;span style="font-style: italic;"&gt; impossibilidade possível&lt;/span&gt; e desejo bobo que temos todos na perspectiva de fazer o que nunca conseguimos. E choveu. Choveu absurdamente. Os céus quiseram afastar as testemunhas da história, BIRRENTO e maldoso. Mas sobre a cidade pairava uma certeza inquietante. Já havia mostrado o equívoco dos seus oponentes, o Grêmio, com um futebol que venceu o menosprezo. Aquele jogo não seria perdido. E ouvindo a contenda pelos rádios dos botecos, quem percebeu o lado para o qual o vento soprava deve até ter profetizado o autor do gol do título. Tão certo quanto a taça não sairia de Ibirubá, o goleador da jornada seria o craque da equipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aos 65 minutos, aquela falta. A extenuante maratona de jogos findando com o FIRMAMENTO escarrando gotas e mostrando LÍNGUAS elétricas. E Santiago com aquela bola. Tudo daria certo. Como um guri que corria com todas as suas ânsias para buscar o brinquedo preferido, o nome maior do time partiu na direção da pelota. Golpeou. Atirou. Festejou. E o momento permitiu até criar um verbo novo: CAMPEONOU. O Grêmio Esportivo Ibirubá venceu o Juventude pelo maior placar que uma decisão precisa ter, o 1 a 0, e conquistou o inédito título sulbrasileiro. De Santiago queriam referência técnica. Ele foi. Exigiam gols. E o atacante saiu do certame artilheiro, com quatro tentos em três jogos. Queriam firmeza de espírito. E ele converteu em festejos a falta mais importante da competição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queriam a estrela sobre o escudo. E Santiago foi essencial para colocá-la ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia dessa série é destacar sempre algum personagem que marque durante a semana anterior ao texto. Eu poderia escolher o Fred, do Fluminense, que a golpes de gols intermináveis caminha para salvar seu time do rebaixamento e ainda dar-lhe o troféu da Sul-Americana. Ou então Metab, da Seleção Egípcia, que coroou o polêmico jogo contra a Argélia com um gol aos 90+5 minutos, forçando um confronto extra no SUDÃO para definir o último africano classificado à Copa de 2010. E eu queria eleger Metab, porque poucas coisas são mais anos sessenta que partidas de desempate. Mas não. O meu nome da semana é Santiago, o homem que desembarcou na Terra da Pitangueira do Mato com a pressão de ser grande – e em três dias já era gigante.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8477797421090755415-7993405132381173369?l=futebesteirol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://futebesteirol.blogspot.com/feeds/7993405132381173369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8477797421090755415&amp;postID=7993405132381173369&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/7993405132381173369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/7993405132381173369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://futebesteirol.blogspot.com/2009/11/perpetuo-ate-o-fim-da-semana-santiago.html' title='Perpétuo até o fim da semana: Santiago'/><author><name>Maurício Brum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13754790028140580918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17122355192777397133'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SwIHJ1sFAHI/AAAAAAAAHgI/XPIfmvxni2s/s72-c/GREMIO+IBIRUBA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8477797421090755415.post-2340279621051854334</id><published>2009-10-26T03:32:00.015-02:00</published><updated>2009-10-26T04:08:08.114-02:00</updated><title type='text'>Afogados na glória inaudita</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img35.imageshack.us/img35/3005/lalocuradeunatardedecop.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 558px; height: 418px;" src="http://img35.imageshack.us/img35/3005/lalocuradeunatardedecop.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Gramado sempre surge com algum motivo para atrair os FORÂNEOS. Geralmente é a neve. Mas quem sobe a Serra também pode estar correndo atrás de uma gastronomia quase SUÍÇA, hortênsias florescendo até nos BUEIROS, um Festival de Cinema acontecendo aqui, uns papais noéis correndo perdidos acolá e belezas nativas exibidas pelas esquinas. Em último caso, uma simples neblina já dá ar de estamos-nos-morros-que-beleza e carrega boas dúzias de almas ladeira acima.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Na falta de todo o resto – não é época da maioria dos citados, a cidade estava meio vazia e nem mesmo as hortênsias se dignaram a surgir –, havia a névoa. Mais, mais que névoa, mais. Um&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SuU3vveoA0I/AAAAAAAAHfE/YSvCKlNRIJo/s1600-h/gramado2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 400px; height: 306px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SuU3vveoA0I/AAAAAAAAHfE/YSvCKlNRIJo/s400/gramado2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396781021811704642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;as quinhentas camadas de lençóis brancos enroladas uma após a outra, fazendo sumir a vastidão do horizonte e reduzindo a vista a alguns metros diante do nariz, dependendo do local. Mas havia também um estádio de futebol. Estranhamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gramado não é cidade de futebol. A maioria de nós, ingênuos a observar o mundo através das lentes televisivas, talvez até saibamos que por lá existe um time, um tal Gramadense, cujo nome vezemquando surgia nas pré-temporadas de Gre ou Nal por aquelas bandas. Normalmente cedendo seu estádio. Às vezes tendo a chance de enfrentar os grandes de Porto Alegre num embate que nem chegava a merecer ser chamado de amistoso, mas jogo-treino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois o Gramadense, e agora eu exijo tambores RESSOANDO ao fundo, tem oitenta anos de história e para os não-íntimos atende por Centro Esportivo Gramadense. Não é tão conhecido porque, de fato, até aqui havia feito muito pouco para ser registrado fora das fronteiras regionais, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pero en el ’09 han cambiado las cosas y venido la ilusión&lt;/span&gt;. Disputando o Campeonato Estadual de Amadores, que só mantém o amadorismo na fachada e no nome, já que muitos jogadores profissionais campeiam por suas eq&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SuU38Bxr9hI/AAAAAAAAHfM/LmywcPUeyvI/s1600-h/gramado3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SuU38Bxr9hI/AAAAAAAAHfM/LmywcPUeyvI/s400/gramado3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396781232881923602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;uipes e mesmo os desconhecidos acabam recebendo GRATIFICAÇÕES externas, o Gramadense de 2009 caminhou pelas fases do certame mandando beijos-abraços-me-liguem para todos os que surgiram pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o campeonato é curto – atualmente apenas TREZE clubes ARGUMENTAM nos gramados em busca do direito de se dizer o melhor do Estado –, dez jogos levam à final. Na fase de abertura, o time de Gramado fez de vítimas o Tamoio de Viamão, o Americano de Novo Hamburgo e o arquirrival Serrano de Canela, que desde o princípio dos tempos gaba-se de ser bicampeão gaúcho entre os amadores, contra até então nenhum título dos vizinhos gramadenses. O Tamoio voltou a ser oponente superado nas quartas-de-final e, nas semis, o despachado foi o Estância Velha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decisão de ontem foi desenhada quando, no outro jogo semifinal, o atual campeão Grêmio Esportivo Ibirubá viu seus jogadores desembestarem a correr feito CUCARACHAS desnorteadas e caiu levando um inacreditável agregado de SEIS a um para o Sport Club Ivoti (cujo escudo é idêntico ao do Inter de Porto Alegre, porém AZUL, para fazer média). Poderia ter sido um bom indício de que os ivotienses iam imparáveis pela taça, mas no penúltimo domingo, em plena Ivoti, o Gramadense venceu o primeiro jogo decisivo por 1 a 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era nessas condições, jogando pelo empate e podendo perder por até 0 a 1 em casa, que a equipe de Gramado entrava em campo na tarde de ontem para dispu&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SuU4JvaFSjI/AAAAAAAAHfU/tStai-0doTI/s1600-h/gramado23.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 400px; height: 299px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SuU4JvaFSjI/AAAAAAAAHfU/tStai-0doTI/s400/gramado23.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396781468469250610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;tar a partida de volta da decisão. O título acenando no DOBRAR DA ESQUINA fez cerca de um milhar de torcedores locais esquecerem que na mesma hora estava sendo jogado um Gre-Nal e lotarem seu pedaço do ESTÁDIO DOS PINHEIRAIS. No lado oposto ao pavilhão, nas arquibancadas descobertas, a massa vinda de Ivoti não chegava a encher seu setor, mas cumpria com honra seu papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As sacadas dos prédios ao redor da cancha eram outras arquibancadas, gratuitas, a receberem aficionados da casa. Então começou o jogo. O Gramadense de azul. O Ivoti, tão branco quanto a neblina no exterior do perímetro dos Pinheirais. Por aqueles momentos, ainda que as rádios insistissem em lembrar do jogo de Porto Alegre, dos eternos rivais se digladiando no Beira-Rio, de Victor cometendo uma rara falha e do Inter fazendo 1 a 0 sobre o Grêmio com três minutos de partida, era como se não houvesse nada fora daquele estádio além dos primeiros edifícios visíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O centro do mundo era o campo do Gramadense. Poderia ser até o último lugar do mundo que ainda existisse. Depois daquilo, os olhos só alcançavam o branco. Ninguém sabia se DEUS não tinha decidido dar cabo do planeta antes do previsto (2012, como sabemos) e deixado apenas aquele campo para mais tarde, porque um Gauchão Amador que não chega ao fim é pendenga que nem o Todo-Poderoso quer ter de resolver. O Gre-Nal das rádios seria apenas ILUSÃO mantida pelo CRIADOR. Então que jogassem, e bem, para fazer valer aqueles gritos e batuques vindos de uma torcida que não se deu o direito de descansar enquanto a bola rolou. Porque, se deviam todos morrer, que fosse com glória.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img29.imageshack.us/img29/530/gramado18.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 558px; height: 418px;" src="http://img29.imageshack.us/img29/530/gramado18.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Gramadense jogou melhor. Após os primeiros minutos pouco interessantes, a maior PENETRAÇÃO do time da casa SOLAPOU as vagas aspirações do Ivoti. Aos vinte, Murilo diagnosticou morte cerebral nos visitantes, marcando o 1 a 0 que pôs fim às ações ivotienses na tarde. Melhor em campo até aquele momento, o camisa 7 de Gramado gambeteou a marcação e atirou a pelota nas cordas (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;acima, o gol; abaixo, a comemoração&lt;/span&gt;). Nove minutos mais tarde, Marcelo Buda entrou na área pela direita e tocou rasteiro na saída do goleiro para dobrar a vantagem de Gramado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buda, um homem que no passado foi capaz de perder dois gols sem goleiro numa mesma partida, recuperar-se e marcar depois o tento da vitória (São Luiz 1-0 Pelotas, Segundona de 2005), bateu no peito e se ajoelhou sorridente. Seu gol o colocava muito perto de somar uma medalha de Campeão Gaúcho Amador à sua de vencedor da Segundona do Rio Grande – faltando apenas a Copa Libertadores para completar a TRÍPLICE COROA das mais PORTENTOSAS conquistas que qualquer SER pode almejar ao longo da existência.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img98.imageshack.us/img98/9440/gramado22.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 558px; height: 418px;" src="http://img98.imageshack.us/img98/9440/gramado22.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Antes da meia hora de partida, o agregado subia para quatro a um a favor do Gramadense. Nem ARROUBOS de raça pareciam capazes de recuperar um Ivoti espalhado sobre o céspede como migalhas à mercê dos quero-queros. No intervalo o coro de “é campeão” amealhou mais gargantas, e os seguidores da ideia de que já não existia mundo além da névoa pensavam se não estaria bom o bastante dar um ponto final ali, quando o êxtase era insuperável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foram capazes de comover os céus, e o jogo seguiu. Sem&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SuU4iaQ-oDI/AAAAAAAAHfk/oeptkPcaIIE/s1600-h/gramado33.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SuU4iaQ-oDI/AAAAAAAAHfk/oeptkPcaIIE/s400/gramado33.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396781892290650162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; maior ordem, nem mesmo uma gana de “precisamos ir para cima num último esforço”, os ivotienses simplesmente foram avançando. Numa dessas, o goleiro Bosco, do Gramadense, parece ter esquecido no ar o que exatamente deveria fazer com aquele pulo, não acertou a bola e deixou a meta aberta. Murilo, agora o Murilo do Ivoti, copiou o tocaio oponente e estufou as redes. Dois a um que não mudava nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a queda de Bosco foi também um rompimento do IDÍLICO final perfeito, de goleada, título e sem gols sofridos. Pouco depois, quase ao mesmo tempo em que o sol saía e dissipava a neblina, as rádios anunciavam o fim do Gre-Nal, e os colorados triunfantes vibrariam alheios ao Gramadense, pois, que diacho, ainda havia um mundo ao redor dos Pinheirais. No entanto, logo voltaram ao jogo. O mundo, os Gre-Nais e mesmo o UNIVERSO podem continuar existindo e serem relegados a um terceiro plano quando se está na iminência de uma glória inédita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No minuto 86, Cinval arriscou um chute despretensioso da intermediária ofensiva do Gramadense e o goleiro adversário, tentando encaixar, aceitou. Aos 89 minutos e 50 segundos, foi um ivotiense quem &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SuU4xPZl2WI/AAAAAAAAHfs/6jxRquYO6Vs/s1600-h/gramado35.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 299px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SuU4xPZl2WI/AAAAAAAAHfs/6jxRquYO6Vs/s400/gramado35.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396782147072022882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;protagonizou o último (e mais belo) lance do jogo. De voleio, Daniel diminuiu o tamanho da derrota do seu time, sem tempo para mais. Com o 3 a 2 na contagem da tarde e a bola no centro do campo, o árbitro Jean Pierre Gonçalves Lima só aguardou que o pontapé de reinício fosse dado para soar o último apito da edição 2009 do Gauchão de Amadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados oitenta anos da fundação, o Gramadense conquistou seu primeiro título do Estado. Garantiu presença no Campeonato Sulbrasileiro de Futebol Amador de 2010 e, quase tão importante quanto tudo isso, diminuirá um pouco a flauta tocada pelos torcedores do rival, o Serrano. O capitão do time de Gramado, Amarelo, banhou-se com espumante (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;foto de abertura&lt;/span&gt;), ergueu a taça e, honrando o saudável amadorismo invocado pelo nome do torneio recém-conquistado, gastou seus cartuchos de LATIM como faria um torcedor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não quero saber de timinho de Canela que tem dois títulos. Nós também vamos ter, e ainda vamos ganhar o Sulbrasileiro.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img229.imageshack.us/img229/808/gramado40.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 558px; height: 418px;" src="http://img229.imageshack.us/img229/808/gramado40.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Gramado continuará sendo a Suíça brasileira, a terra das flores, dos kikitos e da neve. Mas agora também é a terra do campeão de tudo o que chamamos de Rio Grande. E ninguém dali se importa que a cidade não vá atrair mais turistas por causa disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotos minhas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8477797421090755415-2340279621051854334?l=futebesteirol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://futebesteirol.blogspot.com/feeds/2340279621051854334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8477797421090755415&amp;postID=2340279621051854334&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/2340279621051854334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/2340279621051854334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://futebesteirol.blogspot.com/2009/10/afogados-na-gloria-inaudita.html' title='Afogados na glória inaudita'/><author><name>Maurício Brum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13754790028140580918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17122355192777397133'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SuU3vveoA0I/AAAAAAAAHfE/YSvCKlNRIJo/s72-c/gramado2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8477797421090755415.post-4326324071121177096</id><published>2009-10-13T20:25:00.012-03:00</published><updated>2009-10-14T00:57:54.588-03:00</updated><title type='text'>A terra das canchas condenadas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/StUKZgIdxrI/AAAAAAAAHes/EYYVwieCgrU/s1600-h/Monumental+de+Nunez.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/StUKZgIdxrI/AAAAAAAAHes/EYYVwieCgrU/s400/Monumental+de+Nunez.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392227562084484786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Virou a grande questão nacional. Nem mesmo os periódicos sérios, cujas páginas são valiosas demais para serem usadas com esporte, deixam de cobrir a discussão. Algumas editorias projetam cadernos especiais inteiros para enrodilhar os argumentos de todas as partes e tentar levar o debate a algum consenso. O Olé tem em mente uma edição de luto, com letras brancas sobre fundo negro, porque economia de tinta é nada diante do momento histórico.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;De Ushuaia ao mais remoto galpão dos pampas ao Norte, mateando ou bebericando umas Quilmes que suam com a lamúria patriótica dos que brigaram e saíram derrotados, as rodas de vozes matam tardes e decapitam noites em calientes esgrimas verbais. Não está fácil torcer pela Argentina nessas DISPARATADAS Eliminatórias à Copa de 2010. Depois de sábado, embora a matemática tenha dito que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sí, todavía podemos&lt;/span&gt;, o aguardo do último jogo pelos aficionados é comparável ao do condenado à morte que só espera o alçapão da forca se abrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maradona não admite, mas pelos corredores da AFA se comenta que não foi só a toalha que o treinador jogou – ele também estaria atirando as camisetas para o alto nas preleções. Por sorte, elas vinham caindo em mãos mais ou menos certas, ainda que os atletas não estivessem exatamente encontrados em campo. Mas os pontos que não entraram no AÇAFATE portenho contra o Peru exigem que se tenha mais que sorte na partida do Uruguai. E só Deus, que, alguns descobrem agora, não é Diego, pode imaginar o que renderá o confronto em Montevidéu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa que baste uma vitória no Centenário, nem que o Chile de Loco Bielsa possa enterrar um Equador enamorado das suas possibilidades de entrar na Copa do Mundo pela terceira vez seguida. É como se a rodada já estivesse sentenciada. O empate de sábado, contra o Peru, feriu os sonhos argentinos tal qual uma FOLHA DE PAPEL abre sutis arroios de sangue nos dedos desprevenidos. Aquele gol aos noventa minutos... aquele maldito gol que a tevê agora reprisa, no horário nobre, para olhos que contemplam o lance entre a ira e a lágrima. Aquela maldita chuva interminável e aquele maldito empate depois de uma desatenção que simplesmente não poderia haver numa partida daquele nível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos, que proferiu heresias pelo tanto que duraram aqueles minutos, sente um ímpeto de repetir tudo agora, quando acompanha a reprise pela tevê. A cabeça esquenta com a simples audição de um locutor que, desesperado, berrava&lt;span style="font-style: italic;"&gt; carajos &lt;/span&gt;e contava a história das &lt;span style="font-style: italic;"&gt;putas madres &lt;/span&gt;que haviam dado à luz os peruanos. Diante do Peru, ainda. Diante da mais inocente das esquadras sul-americanas, há anos. Estava certo que aquele 1 a 1 não poderia gerar qualquer esperança para o jogo do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;miércoles de mierda &lt;/span&gt;frente a um Uruguai levado por mais de oitenta mil gargantas que só viram a Celeste jogar duas Copas nas últimas cinco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande dúvida que aflige os argentinos, diz o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cabrón &lt;/span&gt;da reportagem, não é mais a presença na África do Sul. Mesmo com a classificação plausível. Antes do jogo seria estranho cogitar uma situação assim, mas o estado anímico alterou-se da fé irracional para a desesperança completa no atômico milésimo em que a pelota foi encaçapada na meta argentina – e a tevê reprisa de novo, aumentando a vontade de Carlos de acabar com o triste espetáculo destruindo seu aparelho a golpes de machado. Naquele instante da noite de sábado, o condor passando pelo céu do Peru veria uns incas pós-modernos felizes pelo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;trozo &lt;/span&gt;de história proporcionado pela sua seleção dada como morta, em cantorias que contrastavam com o Monumental silêncio de Núñez, alguns milhares de quilômetros ao sul do sul da América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira, desde tal momento os Albicelestes desistiram dos planos mundialistas e, pragmáticos, puseram-se a resolver questões que o futuro acabaria trazendo inevitavelmente. Um jogo daqueles pesa demais na memória para que se veja o combinado nacional atuando outra vez no mesmo palco. A conquista da Copa do Mundo de 1978 na cancha do River Plate parece ter sido achicada nessas horas de raiva apaixonada. Diz o apresentador: o 1 a 1 contra o Peru, com aquele gol aos noventa minutos, vem sendo considerado inaceitável pelo povo, que não quer reutilizar o campo. Hoje, segue o repórter, cada rincão da Argentina discute com fervor qual será o novo estádio da Seleção. E defende o seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda hecatombe tem que ter culpado. Maradona, o treinador, ainda é Maradona. E Maradona dispensa outros comentários, é explicado pela tautologia e absolvido pelos tempos. Os jogadores, apesar de uns bem odiosos e dispensáveis ali no meio, não podem ser todos substituídos. O único que poderia cambiar de fato seria o comando da AFA, mas esses são símbolos menores que o estádio, o grande cenário de sonhos que se desfizeram. O estádio, e esse estádio com nome bem apropriado, Monumental, foi feito réu sem chance de defesa, e declarado monumento ao fracasso ainda não consumado de 2009. Pode ser que o mundo acabe em três anos, mas enquanto houver um humano vivo, restará a lembrança de que ali, num aguaceiro outubrino, a Argentina que tinha em suas linhas o maior jogador em atividade no planeta deixou de ir à Copa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo de Montevidéu é que confirmará (ou não) isso para a matemática, mas o emp&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/StULRyISgNI/AAAAAAAAHe0/2AYgrO1XNuw/s1600-h/Cementerio+de+Elefantes.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 400px; height: 227px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/StULRyISgNI/AAAAAAAAHe0/2AYgrO1XNuw/s400/Cementerio+de+Elefantes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392228528988258514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ate contra o Peru é a tragédia verdadeira. Há, pois, outros estádios no país. Chega de Monumental. Carlos agora vê como a reportagem alterna rapidamente imagens de canchas gigantescas não utilizadas da capital e até potreiros do interior. Quase como uma escolha de cidades-sede de Copa do Mundo. Passa-se uma lista de atributos positivos e negativos, os porquês de a Argentina acolher determinado local como sua casa pelos anos seguintes. Rosário, pela lembrança do recente 1 a 3 imposto pelo Brasil no Gigante de Arroyito, é um local desconsiderado. Mas o país é grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há Salta, onde o Boca Juniors recebeu algumas partidas internacionais nos últimos anos. Há o Olímpico de Córdoba. La Plata e seu estádio único, fortalecida na candidatura pelo flamante Estudiantes tetra da América. Entrevistando o povo nas ruas, nota-se que muitos gostariam de aproveitar a oportunidade para quebrar a ditadura da capital e fazer a Albiceleste adotar um rodízio nos estádios. Sempre teremos Mar del Plata. E Mendoza, e Quilmes, e Lomas, e mais tantas canchas capazes de receber mais de trinta mil almas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um irônico de Santa Fé diz que o estádio da sua cidade deveria ser escolhido, ao menos para as próximas Eliminatórias. “Nos quedamos tan chicos”, afirma, “que la Selección podría usar el Cementerio de Elefantes y su leyenda”. Proprietário do campo, cujo nome verdadeiro é Brigadier General Estanislao López, o pequeno Colón fez o estádio merecer o apelido por criar o costume de abater os adversários-elefantes que pisavam por lá. Em 1964, até o Santos de Pelé encontrou uma cova do seu tamanho no cemitério de Santa Fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem seria necessário sair da capital. Em Buenos Aires há excelentes estádios capazes de assumir a condição de sede da Albiceleste. Um pouco mais ao lado, Avellaneda aguardaria de braços abertos, com o infinito Cilindro do Racing Club e o novíssimo Libertadores de América do Independiente, que deve ser inaugurado com uma partida oficial antes do fim deste mês. Qual um tiroteio descontrolado, os bate-bocas seguem. Podem morrer no jogo de amanhã, com um milagre diante do Uruguai que mereceria a alcunha de Centenariazo. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pero los sueños son sueños&lt;/span&gt;, e a certeza do coração é que tudo se acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo bloco, a expectativa pela declaração de Cristina Kirchner consolando o povo argentino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa altura Carlos desliga a tevê. Era uma reportagem interessante, mas o exercício de imaginação estava ficando real demais. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Che&lt;/span&gt;, a Argentina havia vencido o Peru, e o maldito gol aos noventa minutos foi apenas susto, não desilusão. Se houver desastre virá de Montevidéu; o gramado de Núñez&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/StULz8MTCCI/AAAAAAAAHe8/YKLQDQxhX6A/s1600-h/Peru+Argentina+69.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 180px; height: 180px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/StULz8MTCCI/AAAAAAAAHe8/YKLQDQxhX6A/s400/Peru+Argentina+69.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392229115804977186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; já garantiu sua absolvição. Ao seu lado, o filho de seis anos, já amante do futebol mas pouco iniciado na sua história, tinha grandes interrogações estampadas no rosto. Sentiu uma falta naquele monte de estádios mostrados pelo programa... “Papá, ¿y por que no La Bombonera?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai então contou de um jogo em 1969. Lembrou como naquele ano o mesmo Peru empatou por 2 a 2 na Bombonera, firmou a última ausência da Albiceleste em mundiais e desgraçou o estádio do Boca para jogos da seleção pela eternidade. Contou que daquela vez, como no sábado, um gol salvador foi marcado nos acréscimos – e também em condições irregulares. Se Palermo estava impedido no jogo deste ano, em 1969 &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=hB6xt2roBX0"&gt;Brindisi marcou o terceiro gol&lt;/a&gt;, que valeria passagem para a Copa do Mundo do México, fazendo falta sobre o arqueiro Rubiños.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Pero hace cuarenta años, hijo mío, nos anularon el tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fotos arrancadas das entranhas da internet.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8477797421090755415-4326324071121177096?l=futebesteirol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://futebesteirol.blogspot.com/feeds/4326324071121177096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8477797421090755415&amp;postID=4326324071121177096&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/4326324071121177096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/4326324071121177096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://futebesteirol.blogspot.com/2009/10/terra-das-canchas-condenadas.html' title='A terra das canchas condenadas'/><author><name>Maurício Brum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13754790028140580918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17122355192777397133'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/StUKZgIdxrI/AAAAAAAAHes/EYYVwieCgrU/s72-c/Monumental+de+Nunez.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8477797421090755415.post-7336037468940286714</id><published>2009-09-28T23:36:00.009-03:00</published><updated>2009-10-02T22:08:31.667-03:00</updated><title type='text'>Un equipo de locos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img32.imageshack.us/img32/2544/crumil1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 558px; height: 418px;" src="http://img32.imageshack.us/img32/2544/crumil1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Você eu não sei, mas eu desprezo as gripes. Com a veemência dos JUSTOS. Gripes são coisas que incomodam mas passam em uma semana. Quando medicadas, acabam em sete dias. Remédios contra gripes não são para destruí-las, mas para que CONVIVAMOS com elas PACIFICAMENTE. Você eu não sei, mas se pensa diferente está errado. Não, não aceito contestações. Estou com uma gripe que talvez seja gripe A desde a semana passada. E curar-me-ei com APRACUR e futebol.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Deveria ter sido uma irritação causada pelo PÓLEN que esses dias primaveris espalham pelo ar junto com a insanidade dos FEROMÔNIOS, mas &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SsGCAKMy-SI/AAAAAAAAHdw/jkfazrocvFo/s1600-h/CruMil3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SsGCAKMy-SI/AAAAAAAAHdw/jkfazrocvFo/s400/CruMil3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386729568561461538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;virou uma dor de garganta. E febre. Ou não. Não tenho termômetro e não fiz grande esforço para obter um. Gripes são psicológicas. Mesmo MORRENDO, aja como se nada estivesse acontecendo e até a próxima lua elas desistem. Foi uma noite de calafrios e delírios, mas eles também podem ter sido CONDICIONADOS. Se eu não tivesse pensado “opa pode ser gripe A vou fazer um diário relatando os sintomas” certamente teria dormido tranquilo como um FRADE BORRACHO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desisti do diário antes que o segundo dia acabasse. Se fosse a suína, publicar os manuscritos desmoralizaria o vírus, acabando com esse COMÉRCIO tão rentável que é a VENDA DE MÁSCARAS. De qualquer maneira, evitei os médicos. Uma inconveniente quarentena tornaria insuportável a rotina já bastante abalada pelo PADECIMENTO gripal. A febre, ou a ilusão de febre, alternava-se com a dor de garganta. Um sintoma de gripe A e outro que não é dela. Ao menos é o que dizem os papéis pendurados em cada ônibus desses pagos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ônibus, claro. Meu pensamento social parou nos vendedores de máscaras e de tamiflu. A saúde pública que se danasse.  Permaneci circulando pelo &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SsGCdWCw2iI/AAAAAAAAHd4/p7cqv_qvnxg/s1600-h/CruMil4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SsGCdWCw2iI/AAAAAAAAHd4/p7cqv_qvnxg/s400/CruMil4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386730069956811298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;MUNDO e oferecendo doses grátis de ANTICORPOS FUTUROS às pessoas que se aproximassem. “Uma semana mal e depois nunca mais”, diria meu cartaz publicitário, anunciando a imunidade a longo prazo. O avançar da gripe combatida a golpes de Apracur deixou meu nariz mais inútil que o Thiego improvisado na lateral do Grêmio. Com a diferença de que o nariz é recuperável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cura ficou menos UTÓPICA no sábado de tarde, em Júlio de Castilhos. O Milan achou por bem distribuir COMPRIMIDOS do mais eficaz remédio que há para atacar qualquer mal, e se botou em campo para um jogo de futebol. Qual um fiel que se agarra às CANETAS do pastor para pedir exorcismos e milagres, ou um Zelaya abraçado às SAIAS da nossa embaixada, mandei-me para o Estádio Miguel Waihrich Filho atrás da SALVAÇÃO definitiva. Embora o jogo fosse pela Copa Arthur Dallegrave, esse torneio que ainda avança desinteressante, o adversário era o sempre VIBRÁTIL Cruzeiro de Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira fase da Copa Arthur Dallegr&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SsGCx_MTFqI/AAAAAAAAHeA/8JmlLrNOo9g/s1600-h/CruMil5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 301px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SsGCx_MTFqI/AAAAAAAAHeA/8JmlLrNOo9g/s400/CruMil5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386730424600041122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ave é aquilo que aos filósofos lhes convencionou chamar de VÁRZEA. Dezenove times que viram dez e nove, separados em dois grupos. De cada chave, classificam-se OITO equipes. As infindáveis rodadas iniciais servem para quebrar os clubes em viagens e jogos de estádios esvaziados e eliminar apenas três dos participantes. No grupo do Milan, o de nove equipes, a coisa é ainda pior, porque dificilmente a tabela vai apontar outros classificados que não os atuais: o lanterna é o APÁTRIDA Rio Pardo, que tem um ponto e perdeu cinco jogos em seis disputados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinha decaindo, o Milan, apesar da &lt;a href="http://futebesteirol.blogspot.com/2009/09/na-galaxia-de-julio-de-castilhos.html"&gt;SELEÇÃO que montou&lt;/a&gt; para esta reta final do ano. Depois de DESOSSAR o Rio Pardo no início do mês, o time emendou uma sequência de quatro rodadas sem vitória, que carregava até antes da partida do fim de semana. E ainda atuaria sem Bonaldi, suspenso. O Cruzeiro, ao contrário, acabara de sair de um VENTUROSO triunfo sobre o Grêmio Bê no estádio Olímpico. O esquecido clássico porto-alegrense ao qual um dia deram o nome de Gre-Cruz terminou com vitória do Estrelado por 1 a 2. Quando entraram no campo do Waihrich Fil&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SsGDJx00rmI/AAAAAAAAHeI/BeQ9fZ8fjaQ/s1600-h/CruMil7.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SsGDJx00rmI/AAAAAAAAHeI/BeQ9fZ8fjaQ/s400/CruMil7.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386730833328778850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ho, os jogadores cruzeiristas o fizeram com rostos AMASSADOS, como que tirados da cama de surpresa, aos berros de vão pro jogo porra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sono deles foi o de todos. A partida era uma BOCHA a rolar lentamente pela cancha, sem esclarecer se era uma enganação ou terminaria beijando o BALINHO. Os minutos pareceram DIAS e o dia virava noite, com uma chuva despontando ao som de TROMBETAS no horizonte. Os onze milanistas corriam sem direção e se amontoavam em campo, longe de estabelecer um desenho tático. Longe de estabelecer um desenho ponto. O treinador Valduíno levava as mãos à cabeça, cruzava os braços, agarrava a cintura, caminhava de um lado para o outro. “É só fazer o que eu mandei no treino”, repetia, olhando para a relva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Professor, eles tão indo muito pra frente e a gente não tá conseguindo acompanhar – alertou o 6 do Milan, Restinga.&lt;br /&gt;– Grudem na bunda deles e não larguem – berrou de volta o técnico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cruzeiro veio algumas vezes. O Milan pressionou noutras. Nessa alternância não devem ter feito mais que cinco chances reais, SOMADOS. A chuva começou a cair. Gripes são desprezíveis, PNEUMONIAS não, e o jo&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SsGDZGSZorI/AAAAAAAAHeQ/cvGv8ZJvYu0/s1600-h/CruMil8.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SsGDZGSZorI/AAAAAAAAHeQ/cvGv8ZJvYu0/s400/CruMil8.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386731096519582386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;go de 0 a 0 não valia o sacrifício. Saí do campo para me proteger nas CONFORTÁVEIS arquibancadas de SEIS degraus do Waihrich Filho. Deveria ter aprendido que a única coisa previsível do Milan é a sua capacidade de ser imprevisível. Aquela CUSPARADA dos céus, antes de água, deveria ser querosene, e o jogo foi se incendiando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem trazia mais vontade de DENTAR os três pontos todos era o quadro capitalino. Apitador da partida, seu Gilmar Nunes dos Santos ignorou um pênalti claro a favor do Cruzeiro quando os dez minutos finais transcorriam. Na arquibancada já eram evocados partos de meretrizes quando, para surpresa dos torcedores certos de que seria dada uma penalidade contra seu time, aquele cruzeirista que caíra em meio a CINCO do Milan não recebeu pênalti, mas um cartão amarelo por simulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, os visitantes continuaram em cima. Com o duelo se pondo FAISCA&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SsGEBnvxkbI/AAAAAAAAHeY/empHwAXU-x0/s1600-h/CruMil9.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SsGEBnvxkbI/AAAAAAAAHeY/empHwAXU-x0/s320/CruMil9.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386731792695923122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;NTE e as perspectivas de vencer escapando dos dedos, o Milan desistiu da sanidade e optou pela tradição. Alcemar Cavalheiro ignorou o sobrenome, deu um carrinho vigoroso e saiu expulso, assegurando que aquela era mesmo uma partida do quadro castilhense. O cartão vermelho subiu aos 86 minutos, e o tempo seguinte foi de lágrimas e desespero para os locais. Os cruzeiristas perderam chances do tipo que não se desperdiça. Coisas de sair olhando para os céus e perguntando às forças ocultas porquecomigomeudeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Milan saiu da TOCA quando os acréscimos terminavam. O capitão Darzone perdeu uma boa chance em cruzamento aos 90+4 minutos. Logo depois, a última oportunidade. O pavilhão ouviu aliviado o árbitro soprar o apito. A falta no campo ofensivo garantia que não surgiria um novo ataque dos porto-alegrenses. O empate estava no bolso. E a vitória? A falta era na frente da área, a centímetros da linha que separa os pênaltis dos tiros comuns. Do outro lado do campo, tentando fugir da chuva, os torcedores se aglomeravam sob os cinamomos e as araucárias. Muitos passaram dezenas de minutos enraivecidos com sua paixão que fazia ver aquela partida lamentável em vez de ir logo para casa. Agora, estavam prestes a mudar de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob as traves, o arqueiro Fábio José Rampi sabia. Sabia que a chuva caía, que a noite vinha, que a bola estava molhada e a vista prejudicada pela escuridão. Podia não saber, mas pressentia, que o tempo de acréscimo já havia passado. Mas sabia que sempre faltariam trinta segundos. Faltaria o necessário para o último lance acontecer. Porque faltava um tiro livre. O goleiro sabia que o chute poderia sair desviado, a LÉGUAS do g&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SsGETxT_z1I/AAAAAAAAHeg/IBdt3PJavL0/s1600-h/CruMil10GOL.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SsGETxT_z1I/AAAAAAAAHeg/IBdt3PJavL0/s400/CruMil10GOL.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386732104501415762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ol, como saem muitas das tão aguardadas cobranças de minutos finais. Mas se superasse a barreira, se viesse baixo, o destino dos pontos e da tarde estaria nas suas mãos. Nas suas luvas LISAS pela água que não parava de cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajeitando a bola, esperando os homens que vestiam azul e branco formar a muralha em frente à meta, Régis também sabia. Seu conhecimento era o de quem precisa bater a falta. Sabia que receberia algumas vaias se pegasse mal naquela bola e mandasse longe. Sabia que desataria a festa e a felicidade se marcasse o gol. Dos dois jeitos, seriam lances efêmeros. Mas o gol é eternizado em forma de pontos. O gol vai pra tabela. Régis sabia que a vitória e a desgraça, os três pontos e o nada, são meros instantes. Mas naqueles instantes a pelota ganhou vida. Saiu dos seus pés como um objeto pensante e consciente de que estava indo para o ângulo esquerdo do goleiro, indefensável. Eram absurdos 90+6 minutos quando o esférico disse que, com dez homens em campo, o Milan ganharia do Cruzeiro da capital por 1 a 0.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img21.imageshack.us/img21/3159/crumil11.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 558px; height: 418px;" src="http://img21.imageshack.us/img21/3159/crumil11.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na quarta-feira, o Olímpico Monumental aguarda o Milan. E o azul vai ser suplantado pelo vermelho. O da camisa dos castilhenses, o dos cartões que eles recebem ou então o do sangue de algum tricolor mais desavisado. Enquanto isso, a gripe segue e eu TUSSO como um ZEBU TUBERCULOSO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Todas as fotos minhas. Mais &lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Album?uid=5654016291866118748&amp;amp;aid=1253981757"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8477797421090755415-7336037468940286714?l=futebesteirol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://futebesteirol.blogspot.com/feeds/7336037468940286714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8477797421090755415&amp;postID=7336037468940286714&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/7336037468940286714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/7336037468940286714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://futebesteirol.blogspot.com/2009/09/un-equipo-de-locos.html' title='Un equipo de locos'/><author><name>Maurício Brum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13754790028140580918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17122355192777397133'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SsGCAKMy-SI/AAAAAAAAHdw/jkfazrocvFo/s72-c/CruMil3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8477797421090755415.post-96331679696147251</id><published>2009-09-23T19:51:00.016-03:00</published><updated>2009-10-05T02:44:15.595-03:00</updated><title type='text'>Canções para um velho Gaúcho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img17.imageshack.us/img17/1241/wolmarsalton1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 558px; height: 418px;" src="http://img17.imageshack.us/img17/1241/wolmarsalton1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Reportagem:&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Iuri Müller e Maurício Brum&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Texto: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Maurício Brum&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“O que vocês querem com o Gaúcho? O clube está morto!”. Do outro lado da linha, em alguma redação passo-fundense, não foi com palavras medidas por pena que o jornalista daquelas bandas disse isso. Falou com a naturalidade de quem chega estapeando um balcão de bolicho e pede &lt;span style="font-style: italic;"&gt;o de sempre&lt;/span&gt;. O passo-fundense deve ter até se indignado ao ver que alguém levava a sério os projetos de retorn&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/Srql2QYJQBI/AAAAAAAAHdQ/OoPnne23JR4/s1600-h/Wolmar+Salton+2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/Srql2QYJQBI/AAAAAAAAHdQ/OoPnne23JR4/s200/Wolmar+Salton+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384798656002605074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;o de um clube sem estádio e com o departamento de futebol fechado. Pois levamos. E o mais importante: contra a POUCA FÉ dos periódicos locais, o Gaúcho acredita nos seus próprios planos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Em 2010, o Sport Club Gaúcho dará início ao seu ainda pouco divulgado sonho de retorno. Com seu patrimônio em mãos alheias, sem saber se recuperará, o Periquito do Boqueirão surgirá nas tabelas da Segundona. “Só não voltamos se acontecer um desastre”, afirma Rudimar Pedro, um dos maiores articuladores do regresso. O dirigente, que dedica suas horas no comando do clube há mais de duas décadas, com curtos intervalos, conviveu com o último fundador do Gaúcho vivo. Ouviu e, depois, viu as ricas histórias que fizeram sua ligação com o time se estreitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;Quando encontrar&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;Nos atalhos desta pampa&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tropas vendidas,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Seduzidas por vinténs,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Lembra guri:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Nem que o mundo venha a baixo,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Jamais entregues&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A querência pra ninguém&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Aquele Gaúcho fundado em 1918. O primeiro quadro a aceitar negros em Passo Fundo. O mais querido da cidade. O clube que jogou por vinte anos no campinho da Montanha, passou outros vinte noutra praça e, num esforço coletivo, retornou em 1958 ao terreno original para erguer seu templo, o Estádio Wolmar Salton. O Gaúcho dos irmãos Daison e João Pontes, a dupla defensiva mais violenta – leia-se gloriosa – que já pisoteou essas coxilhas. O time em que Bebeto, o Canhão da Serra, se fez rei e empilhou gols até quase os quarenta anos de idade. O primeiro clube &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/Srql8Jnu0cI/AAAAAAAAHdY/Gm2eJ3yGM8A/s1600-h/Wolmar+Salton+3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/Srql8Jnu0cI/AAAAAAAAHdY/Gm2eJ3yGM8A/s200/Wolmar+Salton+3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384798757268148674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;do Norte gaúcho a atuar na elite do campeonato estadual na era moderna – e na antiga. O tricampeão da Segundona, dono das taças de 1966, 1977 e 1986.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse clube já havia sentido a dor do sumiço uma vez, quando ficou nove temporadas licenciado, ao longo da década passada. O retorno aconteceu em 2000, com Rudimar Pedro na vice-presidência de futebol e um projeto de longo prazo: a ideia era ascender à primeira divisão só pela metade do decênio. Dito e feito. Depois de armar um time suficientemente bom em 2004, que chegou ao vice-campeonato da Copa RS, o Gaúcho viveu um luminoso 2005, quando Rudimar já era presidente. Naquele ano, o alviverde fez sua única participação em um torneio nacional, a Série C do Brasileiro, e subiu para a divisão principal do Estado ao lado do São Luiz de Ijuí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por isso, quando se encontra&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No espelho fundo de si&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ouve o tempo debochando&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bem-te-vi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Já te vi bem&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Já te vi bem&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bem-te-vi&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O período farto foi a grande chance não aproveitada pelo clube, na opinião de Rudimar, que se afastou junto com outros diretores após a campanha honrosa na elite em 2006. Os comandantes do Gaúcho na temporada seguinte, uns “despreparados”, desgraçaram todo o trabalho feito pelos antecessores. Um aproveitamento inferior a quinze por cento rebaixou o Periquito no primeiro semestre de 2007. Mas a verdadeira catástrofe ocorreria na parte final do ano. Incapaz de arcar com as dívidas de indenização a um jovem que ficara tetraplégico após um acidente nas piscinas do clube em 1996, o Gaúcho foi obrigado pela Justiça a leiloar o Estádio Wolmar Salton para obter os fundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria fam&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SrqmDHdFP8I/AAAAAAAAHdg/c7e2zcCETbY/s1600-h/Wolmar+Salton+4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SrqmDHdFP8I/AAAAAAAAHdg/c7e2zcCETbY/s200/Wolmar+Salton+4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384798876945694658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ília do jovem adquiriu o estádio. Queria revendê-lo imediatamente para a Wal Mart, essa FIRMA com COMPULSÃO por acabar com antigos campos de futebol. No entanto, uma medida tomada pela Prefeitura um dia antes do leilão não deixou o negócio ir adiante: o Wolmar Salton havia sido tombado como patrimônio de Passo Fundo. Enquanto se tentava definir o que era estádio e o que não era – ou o que estaria protegido e o que poderia ser demolido –, a Wal Mart anunciou que só adquiria o terreno se fosse a área inteira. O Gaúcho tentou reverter o leilão. Os compradores, o tombamento.  A causa do clube é defendida por advogados que trabalham de graça, e o BRUXULEIO nos tribunais segue até hoje. Como resultado, o fim do profissionalismo alviverde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Só restou desta lenta agonia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Distorcidas e mortas visões&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Das peleias, teatro e poesia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E os arpejos de tristes violões&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Como disse o desinteressado repórter passo-fundense, aquele Gaúcho estava mesmo morto. Abandonado, o decadente estádio era a imagem sem necessidade de legendas, a bem-pintada AQUARELA de um clube tradicional caído. Paredes sujas, marcadas por PICUMÃ, velhos escritórios invadidos por sem-tetos atrás de abrigo. O gramado alto, sem ver um corte há tempos, e os cantos onde houvera marca de cal tomados por uns capins cuja vontade explícita era a de serem CAPÕES. Recentemente, denunciaram os jornais, pedaços do Wolmar Salton estariam sendo surrupiados por dependentes químicos que veriam nos metais e nos concretos o sustento do seu VÍCIO. Os torcedores, os de verdade, acompanharam tímidas notas falando sobre a provável volta da equipe. Diante daquele gigante despedaçado que era o estádio onde tantas vezes gritaram, questionavam-se uns aos outros sobre como crer no retorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sopram ventos desgarrados&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Carregados de saudade&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Viram copos, viram mundos&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Mas o que foi&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais será&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A temporada atual abriu-se com o Gaúcho de volta aos campos. Não o profissional. E nem sozinho. Numa das raras medidas LÚCIDAS da Federação Gaúcha, uma PROTEÇÃO às equipes de peso histórico, a inscrição de quadros novos nos torneios estaduais de base encontra uma série de barreiras. Não raro, é preciso que as escolinhas, que botam em campo todos os seus jogadores, peguem emprestado o nome de algum clube já filiado à FGF. A Bola 10 de Passo Fundo competiu no Gauchão de Juvenis de 2009 como sendo o Sport Club Gaúcho. Fez uma campanha sem brilho, foi eliminada na lanterna da sua chave ainda na primeira fase, pero... Reviveu a arte de ser Periquito e ser livre para se orgulhar disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A liberdade não tem tempo nem fronteiras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O homem livre não verga, não perde o entono&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Vai repetindo a todos num velho grito&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Passam os tempos, mas a terra ainda tem dono&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Alguns dos jogadores daquela equipe podem ser aproveitados no plantel do Gaúcho para 2010. Agora sim, o profissional. Rudimar Pedro explica com desenvoltura as ideias do clube para a retomada. A começar pelas cabeças: o Gaúcho tem agora um conselho de 24 pessoas, a maioria jovens com idades entre trinta e quarenta anos, e com isso planeja ter quem o dirija por&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SrqmIsYQpQI/AAAAAAAAHdo/rDgOmKHCQrE/s1600-h/Wolmar+Salton+5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SrqmIsYQpQI/AAAAAAAAHdo/rDgOmKHCQrE/s200/Wolmar+Salton+5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384798972756927746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; pelo menos mais uma década e meia. “Assim vamos eternizando o clube”, diz Rudimar, que pretende ser outra vez o vice de futebol no ano que vem. O presidente deve ser eleito ainda nesta semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em campo, imagina-se o aproveitamento de cerca de dez atletas da equipe juvenil deste ano, perfilados a outros com idade de juniores. Time algum vai longe numa Segundona sem jogadores com as costas ENTORTADAS pela idade e experiência, e nomes rodados também devem alinhar com as vestes do Gaúcho. Chegarão ao clube, mas talvez não ao Wolmar Salton. Rudimar é esperançoso, acredita que o fato de a briga na Justiça ter potencial para se estender por até quinze anos vai fazer o outro lado chegar a um acordo, mas para 2010 não se sabe onde o clube atuaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu tenho berço, eu tenho pátria,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho glória.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Eu só não tenho terra própria&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Porque a história&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Que eu escrevi&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Me deserdou no testamento&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A falta de campo próprio, entretanto, não seria empecilho. Ainda que jogar no Vermelhão da Serra, estádio do rival Esporte Clube Passo Fundo, seja hipótese descartada por infernal, há propostas de cidades vizinhas dispostas a ceder seus gramados. Getúlio Vargas e Marau são as mais cotadas. Não é uma saída desprezível, daquelas de clubes sem identidade que correm atrás de moedas oferecidas em cantos quaisquer do Rio Grande. É a necessidade de um resistente interiorano que batalha para preservar o seu nome. E as suas tradições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Gaúcho não tem dinheiro para fazer loucuras e tampouco carrega na alma o ímpeto de subir logo. Rudimar Pedro quer repetir o projeto do ano 2000, montando equipe capaz de se dizer favorita ao acesso só daqui a alguns anos. Antes disso, a meta é jogar com honra, ficando em posições intermediárias. Talvez vencendo, para inflar o ego, uns clássicos Ga-Pas contra o Passo Fundo, que também tem plano de retomar o profissionalismo no ano que vem. Para o Gaúcho, interessa estar na primeira divisão na temporada do centenário, no LONGÍNQUO 2018. Considerando esses últimos anos do clube, só a existência de um olhar tão à frente já é uma mostra de que o velho espírito guerreiro do Gaúcho resistiu a todas as tormentas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se lembro o tempo de quebra&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;A vida volta pra trás&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sou bagual que não se entrega&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Assim no mais&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;* * *&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Fotos tiradas do perfil &lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=14006859492190257953"&gt;Futebol de Passo Fundo&lt;/a&gt;, no orkut.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ouvir a reportagem sobre o Gaúcho feita para o Radar Esportivo, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=yS8yOYM82K4"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;Trilha sonora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Tropeiro do Futuro - Armando Vasques e Adão Vieira&lt;br /&gt;[2] Pássaro Perdido - Gilberto Carvalho e Marco Aurélio Vasconcellos&lt;br /&gt;[3] Só Restou - José Retamozzo e Marco Aurélio Vasconcellos&lt;br /&gt;[4] Desgarrados - Sérgio Napp e Mário Barbará&lt;br /&gt;[5] O Grito dos Livres - José Fernando Gonzales&lt;br /&gt;[6] Da Terra Nasceram Gritos - Jaime Caetano Braun, Cenair Maicá, Maestro Buri e Nito Padilha&lt;br /&gt;[7] Veterano - Antonio Ferreira e Everton Ferreira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8477797421090755415-96331679696147251?l=futebesteirol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://futebesteirol.blogspot.com/feeds/96331679696147251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8477797421090755415&amp;postID=96331679696147251&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/96331679696147251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/96331679696147251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://futebesteirol.blogspot.com/2009/09/cancoes-para-um-velho-gaucho.html' title='Canções para um velho Gaúcho'/><author><name>Maurício Brum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13754790028140580918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17122355192777397133'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/Srql2QYJQBI/AAAAAAAAHdQ/OoPnne23JR4/s72-c/Wolmar+Salton+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8477797421090755415.post-8093775728456629291</id><published>2009-09-20T23:10:00.003-03:00</published><updated>2009-09-20T23:49:36.821-03:00</updated><title type='text'>A Batalha de Santa Bárbara em vídeos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Finalmente, os raros vídeos da Batalha de Santa Bárbara, o jogo interminado do dia 9 de dezembro de 1990, pela última rodada da Segundona Gaúcha daquele ano. As filmagens foram feitas pela tevê, e posteriormente utilizadas para comprovar que a briga teve início no pavilhão do estádio. Também há gravações que mostram o aspecto do estádio logo depois da confusão (e antes da destruição que impediu a disputa da partida remarcada). Apesar de não mostrar tudo o que houve - especialmente a guerra fora do José Antonio Dumoncel -, é o único registro em vídeo conhecido feito na decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XFNfi-WyDBg&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/XFNfi-WyDBg&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/L049OYG6fXc&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/L049OYG6fXc&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mG5_47y48OQ&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/mG5_47y48OQ&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;* * *&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Reportagem - A Batalha de Santa Bárbara&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://futebesteirol.blogspot.com/2009/09/batalha-de-santa-barbara-parte-1.html"&gt;PARTE 1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://futebesteirol.blogspot.com/2009/09/batalha-de-santa-barbara-parte-2.html"&gt;PARTE 2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://futebesteirol.blogspot.com/2009/09/batalha-de-santa-barbara-parte-3.html"&gt;PARTE 3&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://futebesteirol.blogspot.com/2009/09/batalha-de-santa-barbara-parte-4-final.html"&gt;PARTE 4&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8477797421090755415-8093775728456629291?l=futebesteirol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://futebesteirol.blogspot.com/feeds/8093775728456629291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8477797421090755415&amp;postID=8093775728456629291&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/8093775728456629291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/8093775728456629291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://futebesteirol.blogspot.com/2009/09/batalha-de-santa-barbara-em-videos.html' title='A Batalha de Santa Bárbara em vídeos'/><author><name>Maurício Brum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13754790028140580918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17122355192777397133'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8477797421090755415.post-7119642062696413078</id><published>2009-09-19T14:50:00.006-03:00</published><updated>2009-09-19T19:18:24.868-03:00</updated><title type='text'>A Batalha de Santa Bárbara - Parte 4 (final)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img19.imageshack.us/img19/6622/santabarbara13.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 558px; height: 418px;" src="http://img19.imageshack.us/img19/6622/santabarbara13.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não dependia mais da vontade dos clubes. O Santa Bárbara versus São Luiz, interrompido em solo barbarense no dia 9 de dezembro por uma verdadeira batalha que tomou toda a cidade, remarcado para o dia 16 e impedido de acontecer por um estádio que apareceu destruído, teria lugar inapelavelmente no dia 20. Em Porto Alegre. Os onze dias que separaram a data da partida original e a data escolhida na última remarcação são tempo demais para clubes do interior. Muitos contratos já haviam acabado. O time de Ijuí podia oferecer a perspectiva de acesso para manter seus atletas, mas aos barbarenses restava pouco.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Grande parte do plantel da Associação Santa Bárbara já havia sido liberada para procurar outras paragens. Alguns jogadores colhiam os frutos da boa campanha e negociavam com equipes da primeira divisão para a temporada seguinte. Quem mais se empenhou para convencer o elenco a atuar só mais uma vez, no jogo do Beira-Rio, foi o treinador Bebeto. Já falecido, Bebeto foi uma das maiores lendas do interior gaúcho. Natural de Soledade, batizado Alberto Vilasboas Reis, ele nasceu em 1946. E viveu pelo esporte. Começou a carreira muito cedo, no Pampeiro da cidade natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revestiu as paredes da casa de medalhas do início ao fim da sua trajetória no futebol. Pelo Pampeiro, conquistou o Campeonato Gaúcho de Amadores (Série Amarela), em 1964, com 18 anos. Vinte invernos mais tarde, estava no Gaúcho de Passo Fundo para pendurar as chuteiras com a glória de devolver à elite do Rio Grande o clube que dizia ser o do seu coração. Levou o time do Wolmar Salton ao título da Segundona Gaúcha de 1984, e ainda saiu artilheiro do certame, indo às redes 19 vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre esses dois extremos, Bebeto rodou o Brasil. De acordo com material cedido por Telmo Machado e Gustavo Pezzini, administradores de várias páginas na internet sobre o futebol de Passo Fundo, o atacante deve ter marcado mais de 500 gols na carreira. Defendeu o Corinthians e o Juventus de São Paulo, o América do Rio e, no Nordeste, o Bahia, pelo qual se sagrou campeão estadual em 1971. No Rio Grande do Sul, passou pela Dupla Gre-Nal, atuando também no Inter de Santa Maria e no Caxias – é até hoje o segundo jogador que mais marcou gols na história da equipe grená.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu gene goleador transpareceu nos clubes passo-fundenses. Principiou no 14 de Julho de lá, primeira equipe profissional em que jogou, sendo artilheiro da Segundona de 1966. No Gaúcho, enfileirou as artilharias da prim&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SrUY0IC2kMI/AAAAAAAAHc4/Y6t0_EqYmc4/s1600-h/Santa+Barbara+14.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 299px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SrUY0IC2kMI/AAAAAAAAHc4/Y6t0_EqYmc4/s400/Santa+Barbara+14.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383236213383008450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;eira divisão estadual em 1973 e 1975. Ganhou o apelido de Canhão da Serra, e era já uma lenda naquele 1990 em que dava sequência à carreira de treinador iniciada cinco anos antes. Montou uma equipe que jogou muito mais do que se esperava em Santa Bárbara do Sul, e queria ver o time se apresentar até o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebeto convenceu os jogadores a viajar para Porto Alegre. Foi apoiado por aqueles que miravam cobiçosos o bicho extra oferecido pelo Inter de Santa Maria em caso de vitória sobre o São Luiz. Contrariando os boatos de que não compareceria, o Santa Bárbara estava, sim, disposto a ir para a capital. Mas as verdades e vontades vêm em fragmentos no futebol do interior. E podem acabar se perdendo pelo caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os atletas que se dispuseram a viajar pela Associação Santa Bárbara aguardavam dentro do ônibus quando “veio outra decisão para nós não irmos”, explica Grillo. “O contrato dos jogadores tinha que ser renovado mais uma vez, e alguns já tinham proposta de outros times”. Os clubes que haviam feito algum vínculo com os antigos nomes do Santa Bárbara não aceitaram abrir exceções por conta da partida extraordinária, decepando a possibilidade de se formar uma equipe inteira para mandar ao Beira-Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim da tarde daquele 20 de dezembro, só um time apareceu no gramado em Porto Alegre. O São Luiz era acolhido por um estádio gigante e vazio, sem o fervor dos alambrados interioranos, sem os cânticos e berros típicos dos alçapões da Segundona. E o São Luiz entrou em campo sabendo que não iria jogar. O Sindicato dos Atletas Profissionais tentou causar nova reviravolta, enviando um advogado ao estádio para informar ao árbitro que aquela partida não poderia sair. Ele aguardava uma liminar do Tribunal Regional do Trabalho para cancelar o jogo, que havia sido marcado para o período de férias dos jogadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papel nunca apareceu. A CBF já havia autorizado a partida, e determinado que as férias dos elencos das duas equipes envolvidas naquele jogo começariam no dia 22. Pontualmente às seis horas, o sempre presente árbitro Carlos Martins deu início ao tempo de tolerância necessário para decretar a vitória por WO a favor do São Luiz. Os jogadores de Ijuí ficaram com o juiz dentro de campo por vinte minutos, até o resultado se confirmar. Disputando apenas meio tempo de jogo, isso duas semanas antes, passando por dois adiamentos, uma guerra e um estádio destruído, o São Luiz ganhava os pontos de um jogo que não chegou ao fim – e no qual não anotou um bendito gol. Recebia a vitória e, com isso, superava o Inter-SM em um ponto, garantindo o acesso junto com o Guarani de Venâncio Aires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mário Cassol, dirigente do Inter-SM que defendera a causa do time até o fim, anunciou a desistência de continuar brigando nos tribunais. Afirmou haver um “pacto” para fazer o São Luiz subir e que de nada adiantaria recorrer. Poucas horas depois da garantia de vitória ijuiense, a Federação cumpriu suas ameaças ao Santa Bárbara, e assinou a desfiliação do clube. Por um ano, os barbarenses não poderiam disputar qualquer tipo de competição oficial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;* * *&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;As recordações de quem viveu a batalha e seu desenrolar resistiram aos anos que, de uma forma ou de outra, foram apagando os comentários em relação ao jogo. “Quando a gente ouvia falar de Santa Bárbara, olhava meio de lado. Pessoas que não tinham nada a ver com a briga, mas só por ser de Santa Bárbara tu já desprezava”, profere Renato Moraes, um dos que saíram sem maiores ferimentos, mas esteve no centro da selvageria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem apanhou mais conviveu por tempos com os reflexos físicos da violência sofrida. Mas as sequelas não foram só corporais. Jair Galvão, o nascido em Ijuí que jogav&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SrUZAjBA2aI/AAAAAAAAHdA/2St7DxBxiBs/s1600-h/Santa+Barbara+16.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SrUZAjBA2aI/AAAAAAAAHdA/2St7DxBxiBs/s400/Santa+Barbara+16.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383236426781481378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;a em Santa Bárbara, que diz ter recusado suborno por parte do São Luiz e que acabou marcando o gol do seu time no jogo interrompido, explica como foram os tempos posteriores: “eu tive tentativas de agressão, até porque a torcida de Ijuí é muito fanática. Então eu tive muita dificuldade. Minha família teve represálias dentro da comunidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Galvão virou treinador. Hoje coordena a equipe do GBM que, em parceria com o Ouro Verde do Bairro Assis Brasil, disputa o Campeonato Gaúcho de Juvenis. Já esteve no São Luiz, e credita ao episódio de Santa Bárbara as suas saídas do clube: “eu fui treinador do time júnior do São Luiz em 2001. Fiquei em quarto lugar no Estado, eliminando o Grêmio no Olímpico, e no ano seguinte assumiu uma nova diretoria que falou que eu era uma pessoa não grata dentro do clube. Fui dispensado.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, quando o São Luiz foi rebaixado, Jair Galvão foi convidado para tentar reerguer o clube. Em 1990 ele marcou o gol que poderia ter minado o acesso são-luizense. Mas aquele São Luiz subiu e ficou na primeira divisão até 2003. Ironicamente, quinze anos depois, era o mesmo Jair Galvão quem estava na casamata do São Luiz. Comandou a equipe que seria campeã da Segundona de 2005, repetindo o feito de 1990. Apesar do sucesso, o passado voltou para assombrar: “no ano seguinte, em 2006, novamente assumiu uma outra diretoria e o Jair Galvão voltou a ser pessoa não grata no Esporte Clube São Luiz. Essa é a história. É a história de uma pessoa que foi muito injustiçada dentro da comunidade de Ijuí”, lamenta o treinador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;* * *&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O título da Segundona de 1990 só foi definido em março de 1991. São Luiz e Guarani, os dois ascendidos, enfrentaram-se primeiro em Venâncio Aires, depois em Ijuí. O São Luiz levou 1 a 0 fora de casa e recuperou o resultado dentro do 19 de Outubro. Na volta, triunfou por 3 a 1 após a prorrogação e levou a taça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a abertura de um período de grandezas. Naquele início de década, o São Luiz cobriu o pavilhão do 19 de Outubro, instalou cadeiras no setor e montou uma das melhores equipes da sua história. Ainda em 1991, seria vice-campeão da Copa Governador do Estado após eliminar o Grêmio, perdendo a final para o Inter, em Porto Alegre. No momento mais luminoso, foi à capital para empatar um jogo-treino com a Seleção Brasileira, por 0 a 0, dia 2 de julho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano de 1991 também marcou a transição do comando da Federação Gaúcha. Rubens Hoffmeister passou o cetro para o ijuiense Emídio Perondi. A fórmula do Gauchão foi alterada, e o campeonato da primeira divisão, que deveria ter apenas 14 equipes, foi inchado e aumentou o número de inscrições para 20. O certame teria espaço na parte final do ano, e as vagas extras seriam definidas pelas campanhas nos torneios do primeiro semestre da temporada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma das equipes que fora eliminada no octogonal final da Segundona de 1990 conseguiu um desses lugares. Brasil de Pelotas e São Paulo de Rio Grande, ambos da divisão inferior, subiram pelos resultados na Copa Cidade de Porto Alegre. Graças ao mesmo torneio, o Aimoré de São Leopoldo e o Novo Hamburgo, que foram rebaixados no Gauchão de 90, permaneceram na elite. Dínamo de Santa Rosa e Tabajara-Guaíba, o Taguá de Getúlio Vargas, os dois vindos de participação pífia na Segundona do ano anterior, apareceriam nos carnês da primeira divisão em função dos bons resultados na Copa Aneron Corrêa de Oliveira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maior prejudicado pelo conflito em Santa Bárbara, o Inter de Santa Maria não conseguiu aproveitar a chance de subir por esses atalhos &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SrUZIgMessI/AAAAAAAAHdI/Ei_022SqGrE/s1600-h/Santa+Barbara+15.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SrUZIgMessI/AAAAAAAAHdI/Ei_022SqGrE/s400/Santa+Barbara+15.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383236563463221954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;e amargou outro ano na categoria inferior do Estado. Desta vez, porém, não despedaçou suas ilusões. Em 11 de dezembro de 1991, alcançou o sonho negado na temporada anterior e subiu para a primeira divisão como campeão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oficialmente a Batalha de Santa Bárbara deixou apenas cinco feridos. Um número desprovido de qualquer noção do que realmente aconteceu. O dado confiável é que não houve mortes. Mortes humanas, pelo menos. A Associação Santa Bárbara de Futebol, desfiliada da FGF por um ano, nunca mais recuperaria sua força. Tentou um retorno nos anos seguintes, sem conseguir levar os projetos adiante. Desanimado e sem dinheiro, o clube não tem perspectivas de retornar ao profissionalismo algum dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o estádio José Antonio Dumoncel é a testemunha muda de um dos mais surreais embates que se viu em função do esporte. “Não sei se não foi uma das maiores batalhas que houve no futebol”, diz Renato Moraes. Nos dias seguintes, como nunca fora, o Brasil inteiro e até o exterior cederam alguns segundos preciosos de seus noticiários para falar sobre o que acontecera na definição de um campeonato estadual – e um campeonato estadual de divisão inferior. “Mas o que foi comentado não foi o jogo, e sim a confusão do jogo. Nunca tinha acontecido uma coisa dessas”. Era o mundo conhecendo a Segundona Gaúcha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8477797421090755415-7119642062696413078?l=futebesteirol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://futebesteirol.blogspot.com/feeds/7119642062696413078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8477797421090755415&amp;postID=7119642062696413078&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/7119642062696413078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8477797421090755415/posts/default/7119642062696413078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://futebesteirol.blogspot.com/2009/09/batalha-de-santa-barbara-parte-4-final.html' title='A Batalha de Santa Bárbara - Parte 4 (final)'/><author><name>Maurício Brum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13754790028140580918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17122355192777397133'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/SrUY0IC2kMI/AAAAAAAAHc4/Y6t0_EqYmc4/s72-c/Santa+Barbara+14.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry></feed>