tag:blogger.com,1999:blog-81004272008-07-07T10:43:15.785-04:00frankamente...frankanoreply@blogger.comBlogger1283125tag:blogger.com,1999:blog-8100427.post-40482902122042109102008-07-02T13:57:00.009-04:002008-07-02T20:12:48.226-04:00franka na flipe de geladeira vazia<div align="justify"><a href="http://bp3.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SGwT6kUbUKI/AAAAAAAAA6o/JqK81PDlzy4/s1600-h/flip+004.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218567965118255266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SGwT6kUbUKI/AAAAAAAAA6o/JqK81PDlzy4/s400/flip+004.jpg" border="0" /></a><br /><br />Hehehe. E lá vou eu com elas pra Flip de novo. As minhas amigas Bê e Drake. No ano passado fomos, pois o nosso amigo Edu emprestou a casa dele em Itamambuca. Esse ano deu certo de irmos de novo. Não é lá muito perto Itamambuca da Flip, mas dá pra ir numa boa. E depois tem a praia. Legal.<br />É uma <a href="http://frankamente.blogspot.com/2007/07/flip-pra-comer.html">viagem</a> que inventamos. Uma viagem de descanso de mães, sem maridos, sem namorados, sem filhos. No ano passado, quando fizemos isso, parecia que fugíamos de casa. É engraçado isso. Pra a gente, que tá casada e é adulta há tanto tempo, pra a gente que só anda acompanhada de filhos e maridos, viajar só com amigas é estranho. É como se a gente não pudesse fazer aquilo. Mas pode. É só fazer.<br />Ano passado postei aqui a foto da <a href="http://frankamente.blogspot.com/2007/07/liberdade-alforria-emancipao.html">nossa geladeira</a>. Não levamos nada, só água e cerveja. Hahaha. A idéia de não planejar nada, de ir e apenas ir, nos pareceu uma grande aventura. Um grupo de mães, donas de casa e profissionais competentíssimas não planejar "cafés da manhã", "almoços" e "jantares" <em>antes</em> é um grande desafio. Parece uma grande molecagem. Que absurdo, né? Loucura a vida que a gente vive.<br />Mas fazer molecagens quando se é adulto não é o modo mais seguro de sobreviver? </div><div align="justify">Volto semana que vem. Bái.</div>frankanoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8100427.post-59923537178126103212008-07-02T11:49:00.003-04:002008-07-02T12:05:18.089-04:00meus bombons<a href="http://bp2.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SGuj8hN_MKI/AAAAAAAAA6Q/7fuOIZrKivY/s1600-h/img200.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218444853343367330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SGuj8hN_MKI/AAAAAAAAA6Q/7fuOIZrKivY/s400/img200.jpg" border="0" /></a><br /><div align="justify">Descobri uma coisa. Agora que não trabalho mais em casa, eu posso ter comidas só minhas. Em casa é impossível, aliás, na minha casa não tem nunca nenhuma comida, pois os meninos e os amigos deles comem tudo que aparece pela frente e não há o que chegue. Por exemplo, se eu me atrasar para jantar, babau, me resta pedir uma pizza. Mas trabalhar num escritório fora de casa é diferente, é como se eu tivesse um esconderijo onde guardar as minhas coisas. </div><div align="justify">Bem, aqui perto tem uma loja de chocolates da Kopenhagen e eu comprei uma caixa inteirinha de bombons só para mim. Foi uma atitude muito estranha, ninguém se dá uma caixa de bombons, mas confesso que fiz isso. E olha, pode parecer ridículo, mas me sinto uma milionária quando olho para a caixinha dourada. O mais legal é que a M. não come chocolate, dei um para ela e ele ainda está ali ao lado dela, ao lado do micro, dormindo, acho que ela aceitou por educação. </div><div align="justify">Olhei ontem feliz para minha caixinha ontem e ela perguntou:</div><div align="justify">- Ainda tem bombom ai?</div><div align="justify">- Tem, comi só dois e só dei um pra você.</div><div align="justify">Ela pegou a caixinha e ficou separando.</div><div align="justify">- O que você está fazendo?</div><div align="justify">- Organizando para ver quantos você tem de cada tipo.</div><div align="justify">Olhei orgulhosa para o que ela fez na minha mesa. Um monte de bombons, todos só meus. A M. é muito organizada. Legal ter bombons, legal gente assim. </div>frankanoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8100427.post-4805081019089467722008-06-30T10:39:00.002-04:002008-06-30T11:06:40.218-04:00peri na bateri<p align="center"><object height="344" width="425"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/xbN3F7qtAkI&amp;hl=en"><embed src="http://www.youtube.com/v/xbN3F7qtAkI&hl=en" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"></embed></object></p><p align="justify"><br /><br />Não entendo muito de música. Nunca toquei numa banda. O máximo que faço para me aventurar nesse mundo musical é tocar a única música que sei no violão, tchibum-tchibum (e particularmente toco muito bem). Mas de uns tempos pra cá, tenho assistido e ouvido muito as bandas do Caio, meu cunhado. Tenho reparado também como as coisas funcionam numa banda e como os músicos se relacionam durante a execução de uma música (um dia farei um post a respeito disso). E um dia desses notei que o baterista, o Peri, meu amigo também, tocava um dos tambores com um pano todo amarfanhado em cima.<br />- Pra que esse pano, Peri?<br />Ele deu uma explicação. Era pra bateria não atrapalhar os outros instrumentos.<br />- Senão toco muito alto e eles não gostam. Então coloco o pano de prato.<br />- Peri, mas que pano mais feio. Você devia caprichar no pano, afinal estou filmando vocês para fazer iutubes e aparece toda hora esse pano ai.<br />- Acha... feio esse pano?<br />- Horrível, olha só. Quase uma pano de <em>chão</em>. Você devia usar um pano mais <em>chique</em>.<br />- Chique? Hahaha. Que tal um <em>lenço indiano</em>?<br />Não sei, mas acho que o Peri tirou sarro de mim.<br /></p>frankanoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8100427.post-75597701027806185862008-06-27T07:31:00.002-04:002008-06-27T07:36:13.564-04:00e hoje tem crônica na revista Morar<a href="http://bp2.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SGTQm_rFI0I/AAAAAAAAA6I/fhHpRNioT6I/s1600-h/morar_junho2008.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216523636747608898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SGTQm_rFI0I/AAAAAAAAA6I/fhHpRNioT6I/s400/morar_junho2008.jpg" border="0" /></a><br /><div align="center"><span style="font-size:78%;">Para ler é só clicar na imagem. Confiram. <em>Do lado do avesso</em>.</span> </div>frankanoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8100427.post-643782412486229052008-06-27T07:12:00.004-04:002008-06-27T07:30:43.709-04:00a ginástica da franka<p align="center"><embed src="http://www.youtube.com/v/3n-KLiNmYnc" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash"></embed></p><p align="justify"><br />Isso é hilário. Comentei com minha irmã Ângela, quando fui à casa dela nessa semana, que precisava começar a fazer ginástica (e preciso mesmo). Foi quando o meu sobrinho Luiz me chamou para ver o joguinho de video game do The Sims que ele fez da Franka.<br />- Olha tia, comprei um aparelho de ginástica para a Franka.<br />Já contei aqui que a Franka do The Sims do Luiz mora no meio de uma praça, numa casa sem paredes (são caras demais para ele comprar para mim) e não dorme direito (claro) por causa disso. Também não come direito, e não tem banheiro. Mas mesmo sem dormir, sem trabalhar e sem comer direito, ela resolve malhar. E meu sobrinho, como um verdadeiro personal-virtual, praticamente obrigou a Franka a se mexer.<br />- Se ela não ficar com os braços fortes, tia, ela não consegue tocar guitarra. Olha os braços dela, que finos.<br />Hahaha. Olha que engraçado. Tadinha da Franka, gente. Malhou, malhou e ficou com os braços malhados. Mas sei lá, muito <em>moles</em> pra tocar. Hahaha.</p>frankanoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8100427.post-27812875982000159272008-06-26T07:49:00.008-04:002008-06-26T10:39:22.947-04:00banheirinho tunado, ar condicionado bombado<a href="http://bp2.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SGOpLVdQVKI/AAAAAAAAA6A/ngI415rubLg/s1600-h/img284.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216198805628671138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SGOpLVdQVKI/AAAAAAAAA6A/ngI415rubLg/s400/img284.jpg" border="0" /></a><br /><div align="justify">Ontem, assim como antes de ontem, estava um frio danado no escritório. O chão é de granilite, friozão, e meus pés congelaram. A M. lembrou, depois de tremermos um dia todo, que o nosso ar condicionado, o que veio com a sala, esfria e <em>esquenta</em> também. Precisávamos somente de pilhas para os controles. E quando cheguei no escritório ontem, parecia que entrava numa sala na... Bahia. Calorzão.</div><div align="justify">- Olha pra isso! - a M. me disse, sem casaco, sorrindo, suando - comprei pilhas!</div><div align="justify">Estava um forno lá dentro. </div><div align="justify">- Que delícia - eu respondi, tirando o casacão.</div><div align="justify">Trabalhei contente por uma meia hora, até que entrei no meu banheiro. Aquele, do duto, da condensadora, que a M. arruma cada vez mais pra mim. Olha, gente. A M. está "tunando" o meu banheirinho, me disseram. Concordei. Além dos dispensers de sabão, de papel toalha e de papel higiênico, ela colocou um espelho de corpo todo (no fundo) e uma ducha higiênica. Sério mesmo. Tudo em baixo do duto. E tem também o armário das vassouras e rodos, que vamos fazer, para eu não tropeçar nos rodos e pás. Aliás, a M. tá tunando cada vez mais o escritório todo. Acho que essa é uma das especialidades dela. Tunar escritórios. Putis potencial que ela tem. </div><div align="justify">Bem, entrei no banheirinho e senti uma corrente gelada. Ou seja, todo o frio da sala estava <em>ali</em>. E pior que isso: a condensadora condensava numa potência absurda e meu banheirinho estava, literalmente, alagado. Uma chuvarada.</div><div align="justify">- M., venha ver.</div><div align="justify">- Ah, não!</div><div align="justify">Ela começou a ficar arrasada. Como aquilo acontecia?</div><div align="justify">Me pareceu óbvio que uma máquina que deve ficar do lado de fora, uma máquina <em>externa</em>, <em>precisa</em> ficar do lado de fora<em> justamente</em> por causa disso - porque molha quando está ligada. E se está do lado de dentro, vai molhar e suar do lado de dentro. </div><div align="justify">- M., depois falamos com alguém que entende melhor de ar condicionado e condensadoras, mas a vida é assim mesmo - eu conjeturei - não me incomodo de ter o banheiro encharcado nos dias de frio, se é para ter a sala quentinha. Eu <em>realmente </em>não me incomodo. E se pensarmos bem, a única coisa que faltava no meu banheiro era um chuveiro, não acha?</div><div align="justify"></div>frankanoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8100427.post-31004900166685064512008-06-23T22:09:00.006-04:002008-06-24T08:08:43.613-04:00franka, the sims<p align="center"><embed src="http://www.youtube.com/v/Qjt8_K7RDG4" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash"></embed></p><p align="justify"><br />Aconteceu no sábado, quando eu fui beib´siter (gostaram?) do meu sobrinho Luiz. Ele, todo animado, veio me mostrar<br />- Tia, fiz uma 'Franka' pra você no The Sim´s.<br />- Sério? Ual. Que legal, Lú.<br />Fomos ver na TV da sala.<br />- Tia Franka, mas tem um problema... A Franka não quer trabalhar! Olha, ela pega o jornal com os empregos e fica brava, gritando que não quer trabalhar, que quer é dormir, que não vai, que não vai mesmo trabalhar.<br />Olhei o jogo. Era verdade. A Franka (quer é a minha cara, escarrada) resolve que quer ser a maior vagabunda. Reparem como ela pensa só na... cama. Putis preguiçosa. Vergonha que me deu do meu sobrinho. Como assim?</p><p align="center"><embed src="http://www.youtube.com/v/I0qU3FkYyLU" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash"></embed></p><p align="justify">Dai ele me explicou o jogo. Contou que criou a Franka. Disse que como era caro fazer uma casa pra Franka, então ele resolveu que ela dormir numa florestinha, rodeada pelas árvores.<br />- Qual o problema, tia? Parede é caro, telhado mais ainda. Ela tem tudo, até tv e geladeira.<br />- Mas ela tá esquisita, Luiz...<br />- Ah, normal. Ela tem sono e não quer dormir, só isso. Quer só aproveitar, comer batatinha e ver tv.<br />- Puxa, a Franka não quer trabalhar e não quer dormir cedo? Que Franka é essa, Luiz?<br />- Não sei, tia! Não é você?</p><p align="center"><embed src="http://www.youtube.com/v/2dD8eaXAzfQ" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash"></embed></p><p align="justify"><br />Até que, claro, a Franka despenca. Ploft. Sem trabalhar e dormir durante dias, quer o que? O jogo é e-du-ca-ti-vo. Ela ainda tenta se recuperar, fingir que tudo bem, afinal Franka-mente, mas o estado da moça é deplorável. Gente, será premonição?<br /><br /></p>frankanoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8100427.post-85186404194667056002008-06-20T18:45:00.014-04:002008-06-20T19:11:35.011-04:00CAIO, ALONE...<p align="center"><embed src="http://www.youtube.com/v/fj5tiNmHfCQ" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash"></embed></p><p align="justify">Olha que legal o meu cunhado <strong><span style="font-size:180%;">CAIO</span></strong>, o marido da minha irmã <strong><span style="font-size:180%;">ÂNGELA</span></strong>, tocando guitarra. A música se chama <span style="font-size:180%;"><strong>ALONE TOGETHER.</strong> </span>Bom, tenho um <a href="http://br.youtube.com/watch?v=YP0BxvWW70I">outro iutube </a>no meu iutube com toda a banda do Caio tocando a música, mas eu fiz esse iutube só dele, que chamei de <span style="font-size:180%;"><strong>"CAIO, ALONE..."</strong></span>. </p><p align="justify">(Na verdade, ele não está tão <strong><span style="font-size:180%;">ALONE</span></strong> assim, uma vez que a cinegrafista, a <span style="font-size:180%;"><strong>ÂNGELA,</strong> </span>durante o solo dele se distraiu e filmou também o Marcelo, o baixista). </p><p align="justify"><span style="font-size:180%;"><strong>IMPERDÍVEL</strong> </span><span style="font-size:100%;">(por isso as maiúsculas e o negrito). Assistam, é legal e sem tarjas.</span></p>frankanoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8100427.post-90629596291673062992008-06-20T07:05:00.007-04:002008-06-20T07:36:57.481-04:00Franka e São Frumêncio<a href="http://bp2.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SFuSWFjl-LI/AAAAAAAAA54/oAT8H7NmCfY/s1600-h/frumelo-azul1.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213921901757724850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SFuSWFjl-LI/AAAAAAAAA54/oAT8H7NmCfY/s400/frumelo-azul1.JPG" border="0" /></a><br /><div align="justify">Ontem a noite ligou meu amigo Fernando. Como é época de festas juninas, começamos a falar dos dias de cada Santo. </div><div align="justify">- Fernando, o dia de Santo Antônio não foi ainda.</div><div align="justify">- Foi sim, na semana passada ou retrasada, lúcia. Agora vem o dia de São João.</div><div align="justify">- Tem certeza? </div><div align="justify">- Claro. Tenho um livro de Santos. </div><div align="justify">- Ual. Pega lá.</div><div align="justify">Ele volta em segundos.</div><div align="justify">- Olha aqui. Santo Antônio foi dia 13. Dia 24 é São João.</div><div align="justify">- Errei então. Sempre dou fora mesmo, paciência. Então vê o Santo do dia do meu aniversário. Dia 27 de outubro.</div><div align="justify">- Dia 27 de outubro é... São Frumêncio.</div><div align="justify">- Hã? São o que?</div><div align="justify">- Fru-mên-cio. Frú-mên-ci-o. Escreve parecido com bala Frumelo. </div><div align="justify">- Nossa. Eu adoro bala frumelo, acho que tem a ver, Fernando. É um sinal, um acaso, basta a gente pensar um pouco que a gente acha alguma relação entre o Santo, eu e essa bala. É sempre assim. Mas lê ai como é a história do São Frumêncio.</div><div align="justify">- Putis, é comprida. </div><div align="justify">- Resume.</div><div align="justify">- "<em>Apóstolo da Etiópia. Foi discípulo de filósofo e um escravo muito especial. Na volta de uma viagem à Ìndia e a embarcação parou no porto de Adulis, no mar Vermelho, e foi atacada por ladrões etíopes, que saquearam o barco e mataram todos os passageiros e tripulantes. Todos, exceto os amigos adolescentes, Frumêncio e Edésio. Os dois foram salvos por um motivo banal: naquele momento estavam sob uma árvore, entretidos na leitura de um livro</em>". Por ai vai, lúcia. É longa a saga do Frumêncio.</div><div align="justify">- Pára ai mesmo. "Ou entretidos na leitura de um livro". Ora, podia ser um blog.</div><div align="justify">- Ou na leitura de um blog. Isso.</div><div align="justify">- Ou seja, São Frumêncio tem a ver com blog, Fernando.</div><div align="justify">- Deve ter.</div><div align="justify">- Tá vendo? Agora só falta achar relação com a bala. </div><div align="justify">- Não acho que a gente consiga alguma relação do Santo com a bala, lúcia.</div><div align="justify">- Então deixa. Eu coloco uma bala no post e pronto. </div>frankanoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8100427.post-70276138695751853652008-06-18T10:42:00.003-04:002008-06-18T11:38:54.530-04:00franka e o passarinho das dez<p align="center"><object height="350" width="425"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0s1qifhyrcs"><embed src="http://www.youtube.com/v/0s1qifhyrcs" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"></embed></object></p><br /><br />Confesso. Eu tenho o maior medo desse passarinho das dez da manhã. Olha, parece que tem um cara com soluço escondido no banheiro.frankanoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8100427.post-53863107747537488152008-06-18T08:49:00.002-04:002008-06-18T09:17:56.672-04:00o banheiro da arquiteta lúcia<a href="http://bp3.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SFkFpZWHN-I/AAAAAAAAA5s/1VxryV9a7Yg/s1600-h/img209.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213204252394469346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SFkFpZWHN-I/AAAAAAAAA5s/1VxryV9a7Yg/s400/img209.jpg" border="0" /></a><br /><div align="justify">Aqui no escritório a gente tem dois banheiros. E como somos somente duas aqui, eu e a M., é natural que cada uma dos banheiros pertença a uma de nós. Também me parece natural que a divisão dos banheiros esteja ligada ao posicionamento das mesas, ou seja, o banheiro da M. seria o mais perto da mesa dela e o meu o mais perto da minha mesa. Acontece que o banheiro perto da mesa da M. é bárbaro, tem espelhão redondo, é espaçoso, claro e todo arrumadinho. E o banheiro perto da minha mesa é uma desgraceira: como o dono do imóvel resolveu colocar um ar condicionado split, enfiou a condensadora em cima da privada de um dos banheiros, apoiada em uma prateleira. E para a condensadora respirar, veio o tubo ligado na janela, que perdeu seu vidro. Além disso, a M. resolveu que o meu banheiro é depósito de material de limpeza - tem balde, vassoura e rodo, e ela quer fazer um armário. Além disso, chegaram ontem aqueles negócios de porta papel, porta sabonete e porta toalhinha, que ela comprou pra gente e ela veio me mostrar onde vai fixar. </div><div align="justify">- M., acha que vai caber?</div><div align="justify">- Claro que vai. Olha. Colocaremos o toalheiro aqui, a saboneteira ao ladinho dele e o porta papel aqui. Ufa, coube.</div><div align="justify">- O que não vai caber ai dentro <em>sou eu</em> - avaliei - já entro ai de cabeça abaixada, daqui a pouco terei de entrar agachada e de lado, M. </div><div align="justify">Era o que me restava nessa altura do campeonato. Um banheiro complicado, onde tenho que fazer xixi embaixo do dutão, na maior ventania, lavar as mãos toda encolhida feito uma corcundinha e afastar as vassouras e rodos e baldes para entrar e sair. Mas não tem problema. Eu não ligo de ter um banheiro complicado. Qualquer coisa, tem muito analista no prédio pra eu desabafar.</div>frankanoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8100427.post-40662911637360201022008-06-17T16:08:00.003-04:002008-06-17T16:36:36.570-04:00o grupo de discussão do nosso prédio<div align="justify"> </div><div align="justify"><a href="http://bp0.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SFgZ-mkQn3I/AAAAAAAAA5k/53KXSn5XTIg/s1600-h/img191.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212945131976564594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SFgZ-mkQn3I/AAAAAAAAA5k/53KXSn5XTIg/s400/img191.jpg" border="0" /></a></div><div align="justify"> </div><div align="justify">Hoje resolvi mudar e fui tomar café da padaria. Reparem como o clima é alegre, animado e feliz. Além disso, temos também aqui no escritório uma linda máquina azul turquesa de café expresso, daqueles de sachezinho. Mas tanto tomar café aqui como na padaria, apesar de serem locais não estressados, não dão assunto nenhum. Portanto, o negócio é voltar para o café Freud.</div><div align="justify">Semana passada chegou um papel aqui: "caros condôminos, donos ou inquilinos, preencham a ficha abaixo com nome e email e participem do nosso grupo de discussão na internet, o grupo do nosso prédio". Olhei o papel e quase pulei de alegria. </div><div align="justify">- M., vamos entrar já. Imagine, vamos saber de tudo!</div><div align="justify">Ela foi reticente, mas consegui convencê-la que somos uma dupla, uma dupla de intrusas felizes e desestressadas.</div><div align="justify">- Vou colocar o seu email também nesse sensacional grupo de fofocas do prédio - gritei, correndo para entregar na portaria - imagine como devem ser depressivos os emails!</div><div align="justify">Bom, já estamos na terça e nada. Nenhum e-mail. Que droga. </div><div align="justify">Gente mais maluca.<br /></div>frankanoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8100427.post-81877554266828167122008-06-16T13:27:00.007-04:002008-06-16T15:04:29.410-04:00meu esporte predileto<p align="center"><img height="151" src="http://www.planetaorganico.com.br/images/tomatinho.jpg" width="170" /></p><div align="justify">Eu adoro tomatinho cereja. Eu adoro mini cebolinha. Eu adoro azeitona. Mas acho um perigo servir essas três coisas. Porque qualquer uma das três, se bem manuseada por um garfo ou uma faca, é como munição. Pode ser lançada longe e atingir, com um pouco de mira, qualquer pessoa da mesa. </div><div align="justify">Já lançei as três para longe. A cebolinha, aquelas que ficam no vinagrete, foi a que atingiu maior distância, acertando em cheio a pessoa da minha frente na mesa. Os tomatinhos, acho que por inabilidade minha, sempre são lançados na minha direção e acabam atingindo o meu corpo para depois cair no chão. Sempre fico arrasada, é frustante a gente errar depois de tantos anos de prática, ainda mais porque sei que com eles consigo o maior impulso no arremesso. Com as as azeitonas nunca fui boa, não são minha especialidade, embora eu seja melhor com as verdes do que com as pretinhas - mas mesmo essas não vão além de dez centímetros além do meu prato, um fracasso. </div><div align="justify">Como agora quase todas as saladas do mundo tem tomatinhos-cereja, estou treinando com afinco para me especializar mais nessa modalidade, pois creio que logo logo ela será inclusa nas olimpíadas. Franka, campeã mundial de arremesso de tomatinho cereja. E tá, eu sei, esse post é mega-bobo, mas não me veio nada mais interessante na cabeça nessa segunda feira.</div>frankanoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8100427.post-73912305574483588812008-06-14T15:54:00.009-04:002008-06-16T13:46:35.510-04:00um a um<a href="http://bp2.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SFQogXHPhYI/AAAAAAAAA5c/wYiG-6nP6Fk/s1600-h/jrc1.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211835205199824258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SFQogXHPhYI/AAAAAAAAA5c/wYiG-6nP6Fk/s400/jrc1.jpg" border="0" /></a><br /><div align="justify">A M. não acreditou que o café era depressivo e resolveu fazer uma investigação comigo. Quando íamos descer, outra porta se abriu simultaneamente no hall do nosso andar. Era a vizinha e uma amiga dela. Já descobri, na semana passada, que ela é minha xará de nome e de profissão, mas não tivemos tempo de nos enturmar mais porque bem na hora que me apresentei e começamos a nos conhecer, chegou o elevador. Esse é um dos problemas de trabalhar num prédio: o elevador sempre chega e você tem que parar de falar. As pessoas que trabalham em casa conversam muito mais tranquilas com os vizinhos. Você tem que ser rápido e sucinto se quiser se enturmar perto de um elevador. Ou dentro dele.</div><div align="justify">Descemos todas juntas, as quatro. Eu, a M., a vizinha e a amiga dela. As duas não deram a menor pelota para a gente, pois estavam numa conversa animada, e se sentaram numa mesinha reservada. A M. e eu fomos para o balcão.</div><div align="justify">Ao nosso lado uma senhora de cabelos tingidos de loiro e corte modernoso, que logo puxou conversa. Disse que queimou a língua, aiaiai, logo agora que estava entrando na análise. A M. comentou que ela poderia falar coisas "quentes" pro analista e ela deu a maior gargalhada. Notei que ela tinha uma tatuagem de rosa num dos dedos. </div><div align="justify">- Legal sua tatuagenzinha do dedo - comentei.</div><div align="justify">Ela arregaçou a manga e mostrou uma tatuajona imensa no braço, uma roseira completa. Quase tirou a roupa.</div><div align="justify">- Aiaiai. Olha, meu tatuador não é o máximo? - explicou e saiu correndo, abanando a boca, nada depressiva.</div><div align="justify">- Viu? - desafiou a M. - viu que animada a paciente? Você implicou à toa com o público do nosso café, lúcia.</div><div align="justify">Bem nessa hora entra uma moça de faixa no cabelo e pede um café bem rápido. A atendente disse que ela tinha que esperar pois tinham quatro na frente, e o da M. é super complicado (pelando, curto, espuminha, leite, numa sequência confusa). Eu e ela sempre pedimos café assim: "um simples e um complicadíssimo, por favor". A moça da faixa falou que então não ia dar, pois tinha que pegar a filha na escola, tinha que correr, tinha muita coisa pra fazer, tinha que estressar muito.</div><div align="justify">- Benzinho, não é por mal, não fica ofendida mas vou cancelar meu pedido - disse, sacando o celular, esbaforida, saindo feito uma lufada dizendo alouuu alouuuu.</div>- Hehehe. Empatamos. Um a um - comentei com a M.frankanoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8100427.post-60973836765630537682008-06-13T08:07:00.003-04:002008-06-13T08:31:13.406-04:00clic, nic, tic,plic<div align="justify">Aqui no térreo do escritório novo tem um café. Um café dentro do prédio, que vende bem, está sempre cheio, pois o prédio é cheio de salinhas e consultórios de psiquiatras e analistas e é um entra e sai doido. Já disse aqui que estou cercada de análises e terapias de todos os tipos. </div><div align="justify">Ual.</div><div align="justify">Ontem pela amanhã o café estava o maior baixo-astral. Todo mundo parecia paciente em estado mega-depressivo, mães com filhas-problema, maridos com mulheres despencando, moças em desespero. Até a dona do café estava triste e agoniada. Resolvi que vou começar a andar meia quadra e tomar café na padaria, onde o público é de alternativos mais alegres.</div><div align="justify">Mas eu, como há anos trabalho em casa e sozinha, me sinto bem no meio de tanta gente, problemática ou não, e sempre tento enturmar. Não sei porque tem me dado essa vontade, talvez eu deva procurar um dos profissionais do prédio para entender. E sempre que estou sozinha naquele café depressivo, olho atentamente para as pessoas para ver com quem vou conversar. Ainda não fiz amigos, mas acho que é uma questão de tempo.</div><div align="justify">Ontem sentei ao lado de uma moça com cabelos encaracolados e terninho. Não me pareceu paciente, e sim terapeuta. Ela reclamou com a dona do café que a xicrinha dela estava com mancha de batom de alguém. A dona do café pediu mil-desculpas e falou que ia dar um café grátis para ela. Pensei que eu talvez não reclamasse e apenas virasse a xicrinha, uma vez que não quero ser a chata do prédio. Mas ela reclamou, e eu meio que impliquei e desisti de ser amiga dela. Virei pra o outro lado e vi uma senhorinha baixinha e gordinha. Secretária de alguém, pensei. Trazia a correspondência. Ela que se adiantou.</div><div align="justify">- Que acha que engorda menos? - perguntou, apontando a estufinha de salgados.</div><div align="justify">Tudo me pareceu inocente. Uns pães de queijo, umas empadas, tortinhas.</div><div align="justify">- Se você comer só um acho que tanto faz - declarei.</div><div align="justify">- Não, não, não. Pão de queijo é pior. É feito com uma gordura péssima.</div><div align="justify">A dona do café mostrou uma empada meio marrom.</div><div align="justify">- Essa é feita com farinha integral.</div><div align="justify">- Do que é? - perguntou a mulher.</div><div align="justify">- Palmito.</div><div align="justify">- Puxa, gosto das de escarola - ela disse, desanimada.</div><div align="justify">Chegou meu café e tocou meu telefone. Quando desliguei, procurei a secretária das correspondências. Ela estava sentada na mesinha comendo pão de queijo. O pior. Depois as pessoas não sabem porque ficam depressivas.</div><div align="justify">Quando entrei no elevador, vi que fui seguida pela moça de terninho. A implicante reclamona da xicrinha do batom. Entramos em silêncio, ela tocou o andar dela, eu o meu. Começei a ouvir um barulhinho. Tic, clic, nic, tic, clic, nic. Olhei ao redor.</div><div align="justify">- Desculpa - ela disse, rindo.</div><div align="justify">- Hã?</div><div align="justify">- É meu pé - ela apontou.</div><div align="justify">Olhei para baixo. Vestia sandálias. </div><div align="justify">- Essa sandália faz tanto barulho... é que a sola é solta da palmilhinha. Olha.</div><div align="justify">Ela passou a mexer os dedos. Clic, tic, nic, plic. </div><div align="justify">- Viu?</div><div align="justify">Esqueci a reclamação da xicrinha de batom. A moça de terninho é engraçada, vou tentar ser amiga dela. </div>frankanoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8100427.post-70331824706541661442008-06-12T08:08:00.004-04:002008-06-12T08:35:55.249-04:00alô alô alô<a href="http://bp1.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SFEUUlCARMI/AAAAAAAAA5U/3pG3wLBJiPE/s1600-h/DSC09577.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210968587614831810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SFEUUlCARMI/AAAAAAAAA5U/3pG3wLBJiPE/s400/DSC09577.JPG" border="0" /></a><br /><div align="justify">Em alguns dias os meus finais de tarde são terríveis e confusos. Eu mal consigo acabar de trabalhar e já tenho que sair para levar ou buscar algum filho aqui e ali. A Nani tem aula de inglês num lugar onde ela não pode ir de ônibus, e eu acabo levando e buscando a garota, o Juca me pede para buscá-lo no Clube a noitinha, depois dos treinos dele, o Chico volta e meia me liga do metrô: "ô mãe, pode me pegar aqui?". Nos finais da tarde também tenho minhas amigas de crepúsculo, a Bê, a Fran, a Anna, e tem a minha irmã, a Ângela. Assim, nesses intervalos entre levar-buscar-pegar acabo me encontrando com elas, que também tem que levar-buscar-pegar filhos aqui e ali (o bom de encontrar com mulheres na mesma situação que você é que todo mundo compreende suas maluquices). E ai começa o festival da telefonação dentro do carro. Nossa, como o meu telefone toca nessa hora. </div><div align="justify">Bem. Estava saindo de casa ontem, estava com fome e peguei um pacotinho de biscoito. </div><div align="justify">"Vamos, Luciana minha filha". </div><div align="justify">Ela entra no carro com uma caixinha. </div><div align="justify">"Que é isso, Nana?". </div><div align="justify">"Torci o pulso, comprei essa munhequeira, mãe". </div><div align="justify">Deixo a Nana, pego uma avenida para voltar para casa. O telefone toca, podia ser o Juca, o Chico, a Bê, a Ângela... Atendi rápido, no carro, sem parar de olhar para frente.</div><div align="justify">- Alô. Alôôô.</div><div align="justify">Ixi. Atendi a bolacha Clube Social. Joguei a bolacha para o lado, o telefone tocando.</div><div align="justify">- Alô. Alô.</div><div align="justify">Hahaha. Atendi a caixa da munhequeira. </div><div align="justify">Terceira tentativa.</div><div align="justify">- Alô. Oi Juca.</div><div align="justify">Engraçado. Mas não tou maluca não. Olha como são parecidos, os três.</div>frankanoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8100427.post-5835848841210694912008-06-11T10:18:00.005-04:002008-06-11T10:38:41.094-04:00a roupa do guaranazinho<div align="justify"><a href="http://bp2.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SE_hjSjIhhI/AAAAAAAAA5M/3NJuynypwDk/s1600-h/caculinha.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210631290281821714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SE_hjSjIhhI/AAAAAAAAA5M/3NJuynypwDk/s400/caculinha.jpg" border="0" /></a><br />Quando eu era pequena, morava num prédio na Haddock Lobo. O nosso prédio era grande, de esquina, com 3 blocos, cada um com dois apartamentos. Existiam, no térreo, 3 halls de elevadores, todos parecidos, com lustre de cristal e quadros de cavalos e cavaleiros na parede. O nosso hall, o do meu apartamento, foi perdendo aos poucos os cristaiszinhos do lustre, pois os meninos do prédio tiravam um a um. Sempre tive um monte de cristais daquele lustre na minha caixinha de jóias. Os meninos do prédio costumavam presentear as meninas com pedaços daqueles lustres. Era um hábito.<br />O edifício tinha um salão de festas grande, que dava tanto para os pilotis do prédio quanto para o pátio interno, onde andávamos de bicicleta e patins. Minha mãe fazia os nossos aniversários ali. Era super caprichado. Ontem eu e a Ângela lembramos dessas festas e contamos para o Caio, meu cunhado.<br />- Sério que vocês davam festinhas naquele salão?<br />- É - lembrou a Ângela - e a mamãe caprichava pra burro. Tinha toalha decorada, brinde, chapeuzinho, pratinho e copinho decorado, palhaço, lingua de sogra, apito. Tinha até - lembra Lú - roupinha de guaraná caçulinha.<br />O Caio estranhou.<br />- Roupinha de guaraná caçulinha?<br />- É, Caio, não lembra? Nas festinhas as pessoas <em>vestiam </em>o guaraná para colocar na mesa - expliquei.<br />- Mas pra que <em>vestir</em> o guaranazinho?<br />- Sei lá, Caio. Pensando bem, não tenho a menor idéia. Acho que era apenas pra não ter um <em>guaraná </em>na mesa decorada.<br />- Um guaranazinho na mesa era feio? Que engraçado pensar isso.<br />- E a roupa dele era um vestidinho, que sempre combinava com o canudo - lembrou a Ângela - o guaranazinho ficava muito chique, parecido com a gente, as irmãs-de-vestidinho-do-prédio.<br /><blockquote></blockquote><br />Hahaha. Divertido lembrar da roupa do guaranazinho.<br /></div>frankanoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8100427.post-14339862832405740642008-06-10T06:26:00.004-04:002008-06-10T06:48:42.565-04:00como hipnotizar uma galinha<a href="http://bp1.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SE5XTINxzbI/AAAAAAAAA48/Qous2kqwajo/s1600-h/galinha.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210197805048647090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SE5XTINxzbI/AAAAAAAAA48/Qous2kqwajo/s400/galinha.JPG" border="0" /></a><br />- Franka, está na cara que você não entende nada de galinha.<br />- E você entende?<br />- Claro. Tive uma infância cheia de galinhas. Ó. Você faz o seguinte. Primeiro pega uma galinha.<br />- Eu pego uma galinha?<br />- É. Presta atenção, Franka, é sério. Pega a galinha, coloca na sua frente numa mesa e senta na frente dela. Olha para ela bem fixo.<br />- Ela vai me obedecer?<br />- Vai, se você segurar firme. Lembra que você que manda na galinha.<br />- Tá.<br />- Dai você pega a cabeça da galinha com uma mão, gira e coloca <em>embaixo</em> da asa da galinha.<br />- Qual das asas? Direita ou esquerda?<br />- Tanto faz, Franka. Coloca a cabeça da galinha embaixo da asa dela e segura assim um tempo. Se conseguir, senta a galinha. Pra ela ficar naquela posição de chocar ovo, sabe? Dai vai contando até dez, bem devagar. Um, dois, três... Até dez.<br />- Sei.<br />- Dai, quando você ver que ela não se mexe mais, você tira as mãos dela. Olha, sério. A galinha vai dormir. Como ficou escuro ali, sob a asa, ela acha que é de noite e dorme.<br />- Sério?<br />- Sério mesmo. Isso se chama "fazer a galinha dormir".<br />- Que legal.<br />- Eu acho até que, se você gente segurar a galinha por um mês, ela dorme um mês. Porque galinha tem um celebrinho de nada e a gente engana galinha super fácil. Qualquer escurinho e a galinha, burra, acredita que tá na hora de dormir.<br />- Acho que uma galinha morre se dormir um mês.<br />- Também acho. Dai a brincadeira se chama "matar a galinha". Mas deve ficar podre.<br />- Acho demais você entender de galinha.<br />- Coisa da minha infância, Franka.<br />- E isso é uma metáfora.<br />- Claro. <em>Daquelas.</em><br />- Ahã. Entendi o recado.frankanoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8100427.post-4384547159149904982008-06-09T08:15:00.004-04:002008-06-09T08:34:59.966-04:00segundona<a href="http://bp1.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SE0ij2ffcMI/AAAAAAAAA40/H06d6cK3cz0/s1600-h/img137.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209858343255896258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SE0ij2ffcMI/AAAAAAAAA40/H06d6cK3cz0/s400/img137.jpg" border="0" /></a><br /><br /><div align="justify">Agora instaladíssima no escritório novo. Depois de uma longa espera com mesas de plástico e caixas no chão, agora tenho tudo que se precisa ter num escritório e eu venho para cá de manhã. Antes eu apenas descia uma escada e entrava na minha salinha, agora tenho que pegar o carro, atravessar ruas e avenidas, parar o carro, entrar num elevador. É bom sair de casa, mas confesso que depois de dez anos estou estranhando pra burro. Há dez anos eu não encontro tanta gente pela manhã, nunca notei que falava tão poucos "bom dias". A M., que agora trabalha ao meu lado, trouxe um monte de vasos de plantas de folhas gordas. Segundo ela, são <em>plantas de escritório</em>. Ela também trouxe um relógio de passarinhos, e, de meia em meia hora, um deles canta aqui na nossa sala. Aliás, ela montou tudo por aqui: temos potes para bolachas, temos xícaras de chá e café, temos coisas para limpeza. Comentei com ela que meu laptop esquentava a mesa nova e que poderia estragá-la, e ela me mandou colocar um jogo americano embaixo dele. "Temos jogo americano?", perguntei. "Temos, claro", ela respondeu, feliz. Ficou esquisito, parece que eu vou almoçar o computador. Ou melhor. Parece que digito num George Foreman Grill. </div>frankanoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8100427.post-25118623776472129452008-06-07T00:42:00.005-04:002008-06-07T00:57:55.257-04:00réplica do Prata interpretada pela esperta Franka<div align="justify">Ele, o Mário Prata dos Pijamas do Post abaixo, me manda a seguinte explicação por email (não sei porque esses famosos não se dignam a escrever aqui nos comentários dos blogs e dão esse trabalho-cão pra gente, de ficar postando e-mail. Para eles daria na mesma, afinal, digitar é digitar, seja em comentários ou e-mail, pô, Prata.).</div><div align="justify"></div><div align="justify"><em><blockquote><em><span style="font-size:85%;">franka mente:<br /><br />vamos aos detalhes. o suposto pijama trata-se - em verdade vos digo - de uma calça de moleton. aliás, americana.<br />nos pés calçava um elegante "dig", uma espécie de pantufa norueguesa, presente de um<br />amigo brasileiro que mora em oslo.<br />portanto, estava nos trinques, com o diria lauro césar muniz.<br />beijão.</span></em></blockquote></em></div><div align="justify"></div><div align="justify">Quando recebi o e-mail dele, liguei pra Ângela.</div><div align="justify">-Acho que o Prata num gostou do meu post, Ângela.</div><div align="justify">- Porque, Lú?</div><div align="justify">- Ele me mandou um e-mail.</div><div align="justify">- E ele falou o que nesse e-mail?</div><div align="justify">- Não sei, não abri, Ângela. Tou com medo dele me dar bronca e...</div><div align="justify">- Abre, Lú. Abre e me liga que eu tou com você. Se ele der te der bronca a gente sustenta aquela teoria que ele não acha mais graça em nadae acaba com ele. Faz a maior fofoca. A gente diz que ele virou um cara sem-graça, e nada pior que caras sem graça.</div><div align="justify">Abri o e-mail no carro. Ufa. Além do Prata não me dar bronca, ele veio e fez mais gracinha. </div><div align="justify">Jimais.</div><div align="justify">E relendo, ahã, Prata.</div><div align="justify">Entendi. Cqd. </div><div align="justify">Traduzindo.</div><div align="justify">Moletom americano e pantufinha norueguesa = pijama e chinelo.</div>frankanoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8100427.post-24508266070574943382008-06-06T07:31:00.011-04:002008-06-06T11:32:33.403-04:00dentro da viola - (ou as aventuras das irmãs carvalho no festival da mantiqueira - 7)<div align="center"><a href="http://bp3.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SEkhQyQNr4I/AAAAAAAAA4c/pcE3GhfCAHY/s1600-h/prata_bruna.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208731016282091394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SEkhQyQNr4I/AAAAAAAAA4c/pcE3GhfCAHY/s400/prata_bruna.jpg" border="0" /></a><br /><span style="font-size:78%;"><em>Olha como o Prata fica a vontade com a Bruna antes de começar a palestra</em></span></div><div align="center"><span style="font-size:78%;"><br /></span><div align="justify">A Bruna, gente. A Bruna Lombardi foi convidada para o festival para uma palestra (diálogo de literatura e TV) com o Prata e o Lauro César Muniz. Todo mundo conhece a Bruna da TV, e ela é escritora e teve livros de poemas publicados. O irmão do Zé, meu cunhado, adora a Bruna e os livros dela. Fãzão.<br />Ela chegou em grande estilo, como chegam em grande estilo as celebridades nos eventos: de última hora, com entrada rápida e causando furor e murmúrios. Ó, ú, ohhh, hummm. Vestia um bonezinho de couro, ainda é linda-de-morrer e estava acompanhada do Ricelli, de capa-ramfrei-bogar, óculos escuros e chapéu. Ele, o Boto. </div><div align="justify">Figurinha.<br />A presença da Bruna no festival popularizou a tenda. Ora, para muita gente daquela cidade, infelizmente, um festival de literatura é um festival de um bando de desconhecidos. Como pouca gente conhece os escritores, pouca gente da cidade vai. Mas com a Bruna não. Todo mundo conhece a Bruna Lombardi, e por causa dela a tenda ficou lo-ta-da. Donas de casa. Senhores. Crianças. Um homem, acredito que o dono da padaria da cidade, subiu ao palco e de presente para ela uns doces e pães. E assim o diálogo, que sempre teve como público visitantes interessados em literatura, como eu, ficou cheio de gente que não foi nos outros diálogos.<br />A Bruna, antes de qualquer coisa, é um ícone. Ela, o bonezinho dela, ela, o Boto de capa e óculos escuros, os dois lindos. Pensa. Antes de qualquer coisa, eles são a<em> imagem</em> deles. Vê-la é como ver a rainha da Inglaterra. Não dá pra fazer julgamento da presença deles ali dizendo que ela "não é escritora" ou coisa semelhante. Óbvio que ela, embora estivesse ali como escritora (meu cunhado, que é intelectualíssimo, fala que ela é muito talentosa, já eu nunca li a Bruna), é uma atriz famosa e chama a atenção. E isso, na minha opinião, foi ótimo. Além disso, ela, conversando com o público é sensacional. Ela fala fácil, simples. Ela <em>é</em> fácil e simples. Os moradores da cidade entendem o que a Bruna fala, e isso é legal, não importa se é pela beleza, se é porque ela é famosa, se é porque chegou em grande estilo. Ela disse frases e trechos que conquistavam qualquer um. Disse que fazer a literatura, para ela, é como colocar um texto que é a sua alma dentro de uma garrafinha e jogar no mar, acreditando que alguém vai pegar a garrafinha, vai ler você e vai te entender. Falou inúmeras vezes que sentia emocionada de estar ali, conversando, quase em rodinha. Até as criancinhas perguntaram coisas para ela.<br />Olha. Pra mim, a presença da Bruna na composição desse diálogo foi das coisas mais importantes do festival. Escritores em geral ficam sobre plataformas, sempre acima de tudo e de todos, e a idéia da popularização é ótima. Se todos lerem<em> </em>a Bruna, e, por vê-la ao lado do Prata,<em> lerem</em> o Prata, e, por ver o Prata ligado ao Hatoum, <em>lerem </em>o Hatoum, e, ligando o Hatoum ao Mestre Zu (o Nelson Mota chamou o Zuenir Ventura assim), lerem o mestre Zu, o festival terá sentido e vai conseguir levantar a literatura no Brasil. Importante é <em>ler</em>. A Bruna foi o elo, a chave, a ligação. Achei isso super legal. Parabéns à organização do festival. Parabéns ao organizador que colocou o bumbum dele na frente dela nessa foto. Hahaha. </div><br /><div align="justify"><br /></div><a href="http://bp0.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SEknqCQNr5I/AAAAAAAAA4k/HBlV8vnZTqw/s1600-h/bumbum.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208738047143554962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SEknqCQNr5I/AAAAAAAAA4k/HBlV8vnZTqw/s400/bumbum.jpg" border="0" /></a></div>frankanoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8100427.post-30769459929876184442008-06-04T23:02:00.008-04:002008-06-05T06:21:17.944-04:00dentro da viola - (ou as aventuras das irmãs carvalho no festival da mantiqueira - 6)<div align="justify"><a href="http://bp1.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SEdXR7D9SGI/AAAAAAAAA4U/96AxuAR7GjY/s1600-h/img068b.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208227459500951650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SEdXR7D9SGI/AAAAAAAAA4U/96AxuAR7GjY/s400/img068b.jpg" border="0" /></a> Já que ela me empurrou pro Hatoum, resolvi empurrá-la pra a palestra do Prata, no dia seguinte. O Prata é meu amigo, falei com ele no festival e ele já me publicou diversas vezes, além de me dar a maior força no lado literário. Cara generoso, ele. Mas como eu não sou do tipo que fica pedindo favor pra amigo, peguei senha e entrei na fila pra assistir o Prata. Claro, tava na viola e coisa mais chata é gente que pede favor, eu acho. E com um pouco de esforço, o nosso gargarejo no Prata foi<em> melhor</em> que no Hatoum. Pra que pedir?</div><div align="justify">Conseguimos a primeira fila, gente. </div><div align="justify">Aliás, é bem mais legal ser público do que celebridade. <em>Acontece </em>mais coisa. Você<em> percebe</em> mais coisa. Pois gente, eu descobri uma coisa do Prata ali no gargarejo da primeira fila. Ó. Talvez ele fique bravo, mas vou contar. </div><div align="justify">O Prata tava de pijama em baixo da roupa. </div><div align="justify">E o Prata tava de chinelo na palestra. </div><div align="justify">Olha, pode parecer que eu tou criticando o Prata, o meu amigo. Mas na verdade tou elogiando o Prata. Ora. Qual o problema de acordar com frio e vestir a calça comprida em cima da roupa? </div><div align="justify">Nenhum.</div><div align="justify">Qual o problema se seu chinelo é mais quentinho que o sapato gelado?</div><div align="justify">Nenhum. </div><div align="justify">O Prata é um cara que se importa com o bem estar dele e o resto deixa-pra-lá. Olha que demais. Ele tava tão a vontade que foi de pijama e chinelo. E eu, tão a vontade igual, <em>dédo</em> ele. </div><div align="justify">E confesso: eu também não tomei banho no sábado porque tava o maior frio. </div><div align="justify">Putis coisa feia, dona Franka. </div><div align="justify">Acho que isso é bem pior que ir de pijama-em-baixo e chinelinho na palestra...</div>frankanoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8100427.post-35679456212257731902008-06-04T22:01:00.007-04:002008-06-04T22:46:28.553-04:00dentro da viola - (ou as aventuras das irmãs carvalho no festival da mantiqueira - 5)<p align="center"><embed src="http://www.youtube.com/v/kJq32cndbnI" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash"></embed></p><p align="justify"><br />Palestra do Hatoum. Eu lá (confesso que não sou uma grande fã de palestra, sempre dormi em missa e nunca consegui na vida ouvir tudo que fala um padre, pronto-confessei), com minha irmã-uva-fã-do-cara, sentadinha no gargarejo. Porque claro que se a gente tava lá, era pra ser gargarejão. O Jorge pegou senha boa pra gente, sabe o Jorge, amigo da minha irmã? Grande Jorge, salve Jorge. Sentamos lá na frente. O Hatoum, todo assediado, dava uma entrevista antes de começar a palestra. A Ângela, querendo entender o homem escritor, faz leitura labial. Já eu, faço uns iutubes. Olha ai em cima. Hahaha. </p><p align="justify">Olha, a vida da gente tem que ter alguma graça, gente. Nem que seja só pra você, sua irmã e sua mãe. Só isso. </p><p align="justify">No final da palestra, ela me fez ir pra fila de autógrafos. "Ângela, há necessidade?". "Há!!!". Eu também detesto fila de autógrafo, acho que tou atrapalhando o cara, coitado, tem que ficar só escrevendo a noite toda. Mas ela me pede, "fica comigo, poxa...". Eu fico, aliás, lembro que não tenho mais absolutamente nada para fazer. "Mas autógrafo? Você por acaso tem o livro do cara, Ân?". "Tenho, claro", ela responde, animada. Abre a bolsa e saca um livro. "Trouxe aqui o 'dois irmãos', ô Lú!". </p><p align="justify">Eu tenho uma idéia. "Vamos pedir então pro Hatoum escrever assim: 'para as duas irmãs... blá, blá, blá... dois irmãos!', que acha, Ângela? Duas irmãs..., dois irmãos..., entende?". </p><p align="justify">Gente, pedimos. Hahaha. Olha:<br /></p><br /><a href="http://bp1.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SEdQ87D9SFI/AAAAAAAAA4M/mWL2jqhN9Mk/s1600-h/dois+e+duas.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208220501653932114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SEdQ87D9SFI/AAAAAAAAA4M/mWL2jqhN9Mk/s400/dois+e+duas.jpg" border="0" /></a>frankanoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8100427.post-31585488294370462572008-06-04T11:34:00.009-04:002008-06-04T23:21:25.872-04:00dentro da viola - (ou as aventuras das irmãs carvalho no festival da mantiqueira - 4)<p align="center"><embed src="http://www.youtube.com/v/pZ3hEGyn7OA" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash"></embed></p><p align="justify">Chegamos na cidade esbaforidas, depois de passar horas atrás do carro-lesma do Hatoum. </p><p align="justify">- Agora é rapidinho - falou a Ângela - ahhh, não! A rua tá fechada. Aliás, olha, a cidade tá fechada, Lú. Vamos perder o Hatoum!</p><p align="justify">- É por causa das celebridades - avaliei. </p><p align="justify">Foi quando vimos um monte de batedores. Aqueles guardinhas de moto que seguem as celebridades, entendem? Um deles veio até nós.</p><p align="justify">- Posso ajudar?</p><p align="justify">- Moço, pelo-amor-de-Deus, como vocês fecham as ruas da cidade assim? A gente quer ir na<em> tenda</em> ver o Hatoum. Mas como? Como?</p><p align="justify">- Senhoras, sigam-me.</p><p align="justify">E ele colocou a moto na nossa frente e zuppt, foi abrindo caminho.</p><p align="justify">- Lú, olha, a gente tem um batedor só nosso! Que incrível! Somos super celebridade! Calma, festival, calma Hatoum que Franka e sua irmã-uva já vão chegar!</p><p align="justify">E ai está. Um batedor mesmo. Podem conferir nesse sensacional iutube.</p>frankanoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-8100427.post-36537947189152509042008-06-04T09:33:00.005-04:002008-06-04T11:25:16.605-04:00hora do intervalo da saga das irmãs carvalho na mantiqueira<a href="http://bp0.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SEamC7D9SEI/AAAAAAAAA4E/A9dr30agDE4/s1600-h/FAU+-+ANO+3-1.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208032588244797506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_FY0ntRAuxOc/SEamC7D9SEI/AAAAAAAAA4E/A9dr30agDE4/s400/FAU+-+ANO+3-1.JPG" border="0" /></a> <div align="center"><span style="font-size:130%;"><strong>Onde está WALLY-TOUM?</strong></span></div><div align="center"><span style="font-size:130%;"></span></div><div align="justify">Atenção, intervalo. Acabei de receber do grande blogueiro <a href="http://armazemperisc.blogspot.com/">Peri</a> essa foto da FAU de duzentos anos atrás. Pra quem não sabe, o Peri estudou na FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP) , assim como eu e o Hatoum. Eu sou mais nova, mas ele e o Hatoum estudaram juntos. O Peri me contou que o apelido do Hatoum era "Manaus". O desafio é: onde está o Hatoum nessa foto? E o Peri?</div>frankanoreply@blogger.com